segunda-feira, 2 de março de 2015

Da Imagem - Pobreza - por Beatriz Ribeiro







 Leitura da imagem:


Pawel Kuczynski é um cartunista/ilustrador polaco, nascido em 1976, que, através da sua arte faz reflexões e críticas, utiliza o humor para tratar da realidade e de problemas universais.
Nesta imagem do cartunista é visível uma bomba relógio onde estão presos vários homens que pedem comida e dinheiro.
O relógio aparece em primeiro plano e é o símbolo de que a vida daquelas pessoas está cronometrada e eles podem morrer a qualquer momento. Em segundo plano, está a bomba que é vermelha e representa o perigo, juntamente com os homens. É visível na cara destes o sofrimento pelo qual estão a passar, sem comida e sem dinheiro.
Esta imagem tem claramente uma função crítica, pois o artista pretende denunciar uma situação que se estende por todo o mundo, a pobreza.


Criação textual a partir da imagem:


Pobreza - O papel da sociedade

        Todos nós estamos cientes das dificuldades que muitas pessoas passam por todo o mundo. O que é certo é que cada vez mais esta situação está a piorar, quer pela crise económica que se faz sentir em muitos países, quer pela falta de emprego. E as desigualdades na distribuição da riqueza no mundo, atualmente, estão a atingir proporções chocantes.
        Quando olhamos à nossa volta é possível ver o desespero e a angústia de milhares de pessoas que nem um pedaço de pão têm para comer ou uma cama onde possam dormir. Esta situação é demasiado preocupante, mas vivemos num mundo onde o dinheiro é mais importante que uma vida que se perde, onde cada vez mais se fazem sentir as desigualdades sociais e nada é feito para alterar isto. É certo que já existem várias organizações de solidariedade e inúmeras campanhas de angariações de fundos, mas ainda há um longo caminho a percorrer.
        Na verdade, as ajudas que existem neste momento são como uma gota no oceano e este não deve ser um trabalho feito apenas pelas associações, mas sim por todos. Todas as pessoas de todo o mundo deviam pôr a mão na consciência para ajudar estas pessoas mais desfavorecidas, mas, infelizmente, para muitos, a palavra solidariedade não consta no seu vocabulário. É triste ver que existe gente tão desumana, que prefere assistir a morte dos outros do que tentar ajudar, por mais pequena que esta ajuda seja, pois para nós pode ser mínimo, mas para quem está a passar por grandes dificuldades pode ser muito.
        Concluindo, nenhum avanço será feito quanto a este problema enquanto as pessoas não se sensibilizarem a ajudar. Não nos podemos esquecer que hoje são os outros a precisar de ajuda, mas amanhã poderemos ser nós.



        Beatriz Ribeiro, 12ºC

Sem comentários: