sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Hoje de manhã saí muito cedo






Hoje de manhã saí muito cedo,

Por ter acordado ainda mais cedo

E não ter nada que quisesse fazer...



Não sabia que caminho tomar

Mas o vento soprava forte, varria para um lado,

E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.



Assim tem sido sempre a minha vida, e

Assim quero que possa ser sempre --

Vou onde o vento me leva e não me

Sinto pensar.



Alberto Caeiro



Eu escolhi este poema porque era exactamente o que eu queria,como quereria viver no futuro, sem um destino traçado, navegar num mar onde a minha rota fosse desconhecida,um pouco como Alberto Caeiro,um acordar todas as manhâs sem ter de pensar.Pensar!!! A dor de pensar,quem não gostaria de acordar todas as manhãs sem ter de pensar no que irá fazer, apreciar o mundo como ele é, ver a sua simplicidade,apenas sentir o vento e rumar com a maré.
Alberto Caeiro dá-nos ideia de liberdade.





Michael Ferreira da Silva, 12ºA

3 comentários:

A.N. disse...

Pessoa e as pessoas de Pessoa... sempre me comoveram... Este homem é o expoente máximo da literatura para mim, e não só lusófona!

Inês disse...

Concordo. Pessoa tem sempre uma maneira muito bela de expor as coisas, mas, ao mesmo tempo, coloca-nos ao nível dele, como seus iguais :D
um verdadeiro Senhor

Fátima Inácio Gomes disse...

Eu diria até mais.., Pessoa confronta-nos com as principais questões do Homem e obriga-nos a confrontarmo-nos connosco mesmos e isso, para quem se quer conhecer, para quem quer crescer a tempo inteiro, é precioso, impagável.