segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Milhões caridosos


Apesar de pertencer a uma bilionária, qualidade não lhe falta. Falo do programa que, em 1998, foi considerado o melhor programa de televisão do século XX, The Oprah Winfrey Show. Este é exibido em cerca de 64 países e visto por uma média de 14 milhões de pessoas, por programa.
A história de Oprah incentiva todos a lutarem pelos seus sonhos e objectivos. Sim, Oprah também teve que lutar muito até ser a mulher mais rica e poderosa do mundo. A sua infância foi marcada por situações traumáticas – desde uma violação aos 10 anos, a uma gravidez na adolescência e depois à perda do fruto dessa – que não conseguiram derrotá-la. Posteriormente a todo esse drama, também começaram a surgir boas situações que a elevaram ao ponto onde hoje se encontra.
Os seus antigos patrões decidiram “dar-lhe” este programa há cerca de 20 anos porque Oprah, jornalista na época, não se conseguia conter quando lhe aparecia uma história comovente. Assim, o seu talento foi aproveitado neste que é o talk show com mais sucesso de todos os tempos.
A norte-americana marca pela sua simpatia e generosidade, surpreendendo muitas vezes a sua plateia com bens materiais, se bem que, com tantos milhões, o que é um automóvel para cada pessoa do público?! Este programa é o objectivo a atingir por todas as imitações fracas! A dona Júlia e a senhora Fátima deviam aprender um bocadinho mais com quem sabe. A Oprah é um exemplo a seguir.
Diariamente, no talk show, é abordado um tema diferente que consegue sempre cativar o público. Tanto se pode estar a falar sobre violência, a debater os problemas das mulheres com mais de 30 anos ou, até mesmo, a tentar descobrir qual é a melhor pizza dos EUA. Os telespectadores compreendem que esta grande senhora eleva tudo ao mesmo nível. Para Oprah tudo é importante…se bem que também há certos limites. Principalmente, com assuntos que são considerados “ cosquices”. Nunca, neste programa, se ouviu conversar acerca dos sapatos que certa celebridade usava (mais um ponto contra os portugueses).
Oprah consegue ser o meio-termo entre o Jay Leno, que faz com que as pessoas se riam às bandeiras despregadas e o Dr Phil, que quase só usa a psicologia. Não se trata de mais uma milionária fútil, mas sim uma pessoa humana que se preocupa com todos e que, em termos humanitários, é uma verdadeira rainha da ajuda. Particularmente, surpreendeu-me um programa a que assisti há já algum tempo cujo o tema era ajuda entre todos. No final deste, Oprah ofereceu a todas as pessoas em estúdio cinco mil dólares e uma câmara para que pudessem fazer uma boa acção e a filmassem.
Dizem que Oprah Winfrey tem capacidade para atrair homens e mulheres de todas as idades, crenças, raças e nacionalidades… uma coisa é certa, isso ninguém pode negar.
Sara Vila-Chã 11ºC

4 comentários:

Li disse...

Ai no dia em que ela chegar à unha do dedo mindinho do pé esquerdo da Christiane Amampour...

Fátima Inácio Gomes disse...

Bem, Lili, a Amampour é que se tem que esticar, está no lugar 74 da Forbes... ihihihih

Sara... pouco tenho a dizer sobre o teu artigo: magnífico! *****
Parabéns! :D

Li disse...

não me referia ao poderio económico mas à qualidade de jornalismo... opiniões claro...

Sara VilaCha disse...

Obrigada Sora! Se bem que este trabalho se tratou, basicamente, de expressar a minha opinião/admiração acerca da Oprah de uma maneira subtil, para não influenciar "tanto" o leitor. :)

Quanto ao "duelo" Christiane Amampour vs Oprah Winfrey, digo já que não conheço tão bem o trabalho da Amampour como conheço o da Oprah, mas acho que, como têm estilos de vida completamente diferentes, os resultados dos seus trabalhos também serão diferentes.
Obrigada Lili, por me incentivares a pesquisar mais acerca desta tua "idola" :D [Já agora Li, aproveito para te dizer que tu tens muitas semelhanças com a personagem Rory Gilmore, da série da FoxLife "Gilmore Girls"!(ou "Tal mãe tal filha" cá em Portugal!) x)]