sábado, 20 de outubro de 2007

BÊ-A-BA



Para dar início ao meu breve artigo crítico devo só explicar um ponto fulcral: eu quis matar o senhor Hans Weingartner (Goodbye Lenin). E porquê? Porque este é, na minha opinião, um muito bom realizador austríaco. Não, não sou chauvinista. É que, como estudante de alemão, fui remetida para o anfiteatro da escola a fim de ver OS EDUKADORES (justamente na aula dos 135 minutos, que sagra...erradamente deveria ocupar a dormir). Pois são evidentes os meus motivos: em vez de me comprazer num (klein) descanso, colei os olhos (e o cérebro e tudo o que de Liliana havia) à tela, durante todo o filme, obtendo uma complexa (Senhora) Lição.

Os Edukadores (protagonizado por Daniel Bruhl), retrata a história de três jovens personagens com uma visão política tendencialmente liberal, que não se limitam a criticar o sistema capitalista: eles põem em causa todo o conceito de liberdade (a vários níveis, entenda-se) num mundo economicamente globalizado… o que lhes confere o estatuto de revolucionários… ou terroristas.


Com bastante acção e retórica, as diversas personagens vêem-se estranguladas num regime quase despótico por si mesmo: um círculo vicioso de conflitos morais, em que uns fraquejam pela adesão – e os outros, que assistem abismados ao fosso para o qual a Humanidade mergulha, radicalizam a sua posição, com o intuito de disseminar valores maiores.


Privilegiando a Moral como tema mestre, o filme reserva lugares interessantes para a idiossincrasia de cada personagem, como para a banda-sonora: embora a musicalidade seja pouco presente (suportando a austeridade), somos banhados com a Hallelujah, qual cereja no topo do bolo.


Extasiada e a repetir a plenos pulmões JEDES HERZ IST EINE REVOLUTIONARE ZELLE, aconselho a que vejam o filme… ou invado-vos as casas...





Liliana Freitas, 11º G




8 comentários:

Li disse...

lilana edukanda... 11ºG

mariana cassama disse...

lili esqueceste te de mencionar a ultima parte do filme, que é sinceramente para mim o espelho de quase todos os comunistas,porque estes 3 jovens quado se viram com dinheiro nao exitaram em virar se para o outro lado,o lado do qual eles tanto lutavam e contestavam,o é o capitalismo!!!!!!!

Fátima Inácio Gomes disse...

Creio que a ideia da Lili seria de não abrir muito o jogo, Mariana :D
Bem... tu já levantaste a ponta do véu... mas não tiraste interesse a um filme que já tencionava ver. ;)

Quanto ao artigo, Lili... como diria alguém ... sem espinhas!:D
Muito bem redigido, com profundidade na reflexão... ficou a faltar, talvez, um trato maior na componente informativa. Mas está MUITO bom! :D

BTW... Hallelujah?!... de quem? Conheço a de vários compositores clássicos, outros religiosos, dos Ramp, dos Lordi... *evil*

Li disse...

Mariana, ou é de mim, ou tu não entendeste bem o final do filme... outra coisa, eles não se assumem como comunistas ou socialistas. Liberais. Ponto.
Quanto à parte informativa, bem sei que pequei por isso, ainda que intencionalmente.
Hallelujah na versao de Rufus Wainwright... se bem que posso dizer que gosto bastante da versão do Leonard Cohen... e a dos Lordi (:P) também...

Li disse...

(posso mudar as suas correcções para letra normal? efeito estéctico...)

Fátima Inácio Gomes disse...

Podes sim! ;-)
Podem todos, aliás, a ideia é apenas didáctica... e para quem escreve! :D

Fátima Inácio Gomes disse...

AH!!! é do Rufus... creio até que tenho isso, mas nunca ouvi tanto a ponto de reter.

mariana cassama disse...

ok.lili nao me batas loool!!ja percebi,mas............!:)