segunda-feira, 19 de março de 2007

O imaginável mundo às portas da morte



Devido ao facto de que o livro que tinha lido (Anjos e Demónios) ter sido publicado por um outro aluno, vasculhei as prateleiras da biblioteca da minha madrinha até que encontrei um livro que dizia na capa que tinha ganho o prémio Pessoa de 1997 (velhote), logo fui a correr tropeçando em tudo que tinha à minha frente para perguntar à minha estimada madrinha de que se tratava o livro, ao qual ela me respondeu que o livro tinha tudo a ver comigo e assim foi. O livro que vos venho proferir (apresentar!) chama-se “De Profundis, Valsa Lenta” de José Cardoso Pires. Este livro mostra o que o seu autor viveu depois de uma doença vascular cerebral, em que o seu corpo agia sem nenhum controlo do sujeito e caracteriza o seu corpo como “o Outro que se desdobrou de mim que se comporta naquele planeta como um figurante gratuito que o destino acrescentou à paisagem.” O autor vê, assim, o seu corpo exteriormente, comentando todos os seus passos, dizendo como pensava e como talvez o “Outro” pensaria, desde a entrada no hospital até ao seu internamento. No quarto em que o autor ficou internado encontravam-se também dois outros indivíduos, o construtor civil Ramires, já aposentado e o comerciante de Nazaré Martinho, que devido a outras razões que não as de José Pires estavam um pouco (muito) tresloucados. Para ajudar o autor a recuperar a sua memória, este conta com a sua mulher Edite que o irá apoiar até à sua recuperação. Não podendo contar mais qualquer excerto do livro, (pois senão estaria a contar o final da história) termino dizendo que o livro De Profundis, Valsa Lenta é um livro pequeno, mas muito profundo, que nos leva a sentir o que o personagem principal da história sentiu e ainda sente. Aconselho, assim, este livro a todos aqueles que são curiosos sobre o que se passa, quando perto da morte.

Luís Loureiro, 10º B


2 comentários:

melania disse...

ola luis!

deve ser realmente muito interessante o livro e talvez comovente...

bjx

Fátima Inácio Gomes disse...

Gostei do título! A abordagem está, também, muito esclarecedora! Aliás, trata-se de um acontecimento verídico, que vai ao encontro de outros relatos de experiências "post mortem", de desprendimento do corpo físico e que, de algum modo, vai provando a existência de "alma". Boa escolha!