domingo, 14 de outubro de 2007

Vida boa a nossa? Claro que não!


O livro “Queimada Viva” é um testemunho real que nos conta, na primeira pessoa, como Souad (nome fictício, pois ainda corre perigo de vida) viveu a sua infância e agora vive com as marcas do seu passado.
Relativamente, toda a gente acha que vive mal por alguma razão, os miúdos queixam-se que os pais e, até mesmo professores, lhes dão umas “sapatadas”, que são apenas para os repreender. Quanto ao caso dos professores baterem cada vez mais, esse assunto tornou-se capa de jornais, porque quase todos os dias professores são suspensos por serem acusados de bateram num aluno e a grande maioria das vezes sem razão. Então, imagine que vive numa casa com mais 5 irmãos, um deles é rapaz, na Cisjordânia. Acha que teria uma vida do género da que tem todos os dias?
Se acha que sim, vou desiludi-lo, pois nós queixamo-nos do pouco que temos, mas existem pessoas com muito menos que nós.
Este testemunho leva-nos a uma realidade diferente da nossa, onde não levar com o cinto ou com a bengala era algo estranho, pois toda a gente (do sexo feminino) já estava de tal modo habituada que, se tal não acontecesse, algo se passava.
Esta obra está muito bem conseguida, pois a autora conseguiu contar pormenorizadamente tudo aquilo que passou, por muito que custe voltar ao passado, mas em contrapartida esta obra contem alguns erros ortográficos.

Sem dúvida, um bom livro!

A Lista de Schindler



A Lista de Schindler


Título: A Lista de Schindler (1993)


Realizador: Steven Spielberg


Elenco:Liam Neeson, Ben Kingsley, Ralph Fiennes, Caroline Goodall, Jonathan Sagalle, Embeth Davidtz


Tempo: 195 minutos



O fime conta a história verdadeira de um industrial checo chamado Oskar Schindler. Em 1939, compra uma fábrica polaca de esmaltes e, em vez de empregar polacos, emprega prisioneiros judeus do gueto de Cracóvia, com a intenção de os proteger da perseguição dos nazis. Oskar Schindler tinha boas relações com os nazis e consegue proteger os seus operários judeus do extermínio no campo de concentração de Auschwitz, situado no sudoeste da Polónia. Conseguiu salvar mais de mil judeus da morte, contrariando a intenção de Adolfo Hitler.

Este filme retrata bem a ideia do racismo e a perseguição feita aos judeus, que eram considerados uma raça inferior e eram marginalizados. A Alemanha nazi defendia o genocídio (extermínio de um grupo humano).

É um fime muito bom, mas um bocado chocante, porque retrata a perseguição e morte dos judeus na época nazi, havendo algumas cenas muito impressionantes, como os ataques das SS, SA e Gestapo às casas dos judeus, a separação das famílias judias, o transporte dos judeus em condições desumanas e cruéis, dos guetos para os campos de concentração, as crueldades praticadas em Auschwitz...






Eduarda Trigueiros 11º G

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

No azul vê-se dourado



Para filme do ano de 2006, o realizador John Stockwell investiu nuns grandes serões para trazer ao de cima o que há de melhor nas praias de Bahamas através do filme “Into the Blue” ou “Profundo Azul”.
Este filme conta-nos a história de um grupo de quatro amigos que pensavam em grandes planos para umas férias inesquecíveis e acabaram por fazer de tudo, mesmo de tudo, para agarrar umas “coroas”.
Os actores Paul Walker, Jessica Alba (protagonistas) e os amigos de Paul, Scott Caan e Ashley Scott.
Todos tiveram um bom desempenho na minha opinião, claro que grande parte do público só se calava quando via algo perfeito, a Jessica Alba, mas acho que neste filme, Paul Walker desempenhou um papel mais difícil do que qualquer outro personagem. O filme pareceu-me, a mim, bastante realista e com cenas e cenários realmente maravilhosos e devo admitir a grande coragem destes actores por mergulharem enquanto os tubarões lhes cheiravam as costas.

O que também me intrigou foram aqueles minutos de Paul Walker debaixo de água sem respirar, aquilo sim era dureza, devia de ser o peso da botija que não dava muito jeito para efectuar as manobras dentro de água. Outra coisa que me intrigou foi o facto de Scott Caan ter levado com um canhão em cima do braço e o braço não se partir.


João Paulo Nascimento, 11º A Nº10

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Maquilhagem do Gordo em comédia já não encanta mais




Eddie Murphy mostra o seu talento interpretando múltiplos personagens, inclusivé, simultaneamente, no filme Norbit. O que parecia ser uma proposta interessante e divertida, acabou não dando muito certo. O filme parece ter sido produzido mais para dar protagonismo a Eddie Murphy do que para entreter o público. A sensação de um filme artificial reina durante a projecção. Na verdade, Norbit não passa de outra recriação de ideias que tiveram sucesso (sobretudo a maquilhagem do gordo) e, portanto, não desperta mais interesse ao público, que já tem visto trabalhos similares, também eles feitos pelo realizador Brian Robbins, juntamente com Eddie Murphy, num trabalho que tende a ser cómico, mas que em determinadas produções não o é, salvaguardando Professor Aloprado, que obteve mais sucesso.
Há alguns momentos no filme que dá para soltar a risada, mas o filme, de forma geral, é sem graça. As piadas sobre gordos são óbvias, mas pelo menos não chegam ao humor ofensivo. As personagens, nas suas atitudes, não mostram motivações fortes para agirem como agem. Norbit tem personalidade. Ele deseja sair do seu casamento para buscar o seu grande amor e a personagem é, pelo menos, interessante à conta disso.
Tecnicamente, Norbit agrada, mas não impressiona. A maquilhagem é o ponto forte, a fotografia é muito bonita, pois a história passa-se em lugares alegres, coloridos e cheios de vida, como uma comédia com os meios financeiros de Hollywood geralmente o é. Lamentável é o facto de a produção ter-se preocupado em criar um filme bonitinho e diferente e ter deixado quase de lado o desenvolvimento de boas personagens e situações cómicas melhores. Por cometer estes pecados, Norbit é, apenas, mais um filme com uma avaliação negativa.






Pedro Macedo, 11ºE

Uma Família Superstar

Nossos companheiros, quase ancestrais, estes "bonequinhos amarelos", já desde muito cedo que são vistos a brilhar nos ecrãs.

Esta é uma série de desenhos animados excelente e que tanto é aconselhada aos mais pequenos, que se riem às gargalhadas barulhentas e consecutivas (reacção que observo nos meus primos de cinco anos), como para os mais graúdos, que não se conseguem render ao bom humor do discurso "inteligente" que sai da boca das cómicas personagens.

A família Simpson vive em Springfield e apesar de aparentar ser um pouco patética e ridícula, ensina-nos várias lições de vida com as suas hilariantes histórias.

Começando por Homer Simpson, a personagem que maior impacto causa a nível humorístico, é de salientar o seu porte físico. Gordo e careca, Homer é uma personagem engraçada, divertida e que em termos de inteligência é ...humm...enfim, um pouco vazio de conteúdo. Marge, a sua esposa barra dona de casa barra sua empregada tem como principal característica o seu alto cabelo azul (combina muito bem com a cor amarela!) e constitui um bom exemplo daquilo que uma mãe actualmente tem que aturar: o marido a chegar aos "ésses" a boas horas da manhã; os filhos irrequietos...bom, hiperactivos, que estão sempre, ou quase sempre, pegados e ainda uma casa inteira para pôr em prática a força dos seus braços. Por fim, os filhos Bart e Lisa, sendo o primeiro um autêntico rufia e mau aluno e o segundo uma "minina" super dotada, não tendo ainda descoberto a quem é que sai na família.

A série consegue assim retratar, ridicularizando, aquilo que é o quotidiano da maioria da população mundial. Exagerando naquilo que são maus exemplos é fácil identificar várias semelhanças entre esta sociedade (de bonecos amarelos), e aquelas "ditas civilizadas" que estão espalhadas pelo mundo fora.

De facto, "os Simpsons" não passam de um eufemismo em relação ao que se passa na realidade, onde agora parece que é giro vandalizar bombas de gasolina, ou assaltar ourivesarias e bancos. Criou-se um sentimento de impunidade entre, maioritariamente, os jovens que parecem querer dedicar-se ao estudo da ciência das jóias valiosas... em vez de se dedicarem ao estudo de outras ciências bem mais produtivas (já para não falar em ver "os Simpsons").

Cabe agora aos analistas investigar se foram "os Simpsons" que inspiraram os comportamentos sociais ou se, pelo contrário, foi a sociedade que inspirou "os Simpsons"...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Perdidos? Não são os únicos.


Lost, é este o nome que em inglês foi dado a uma série à qual, por águas lusitanas, deram o nome de “perdidos”. Já todos nós ouvimos falar desta série, pois parece ser uma série que está a fazer concorrência com as já aclamadas séries “Dr.House”, “Prison Break” etc. No que consiste então a história desta “revolucionária” série, perguntam vocês? Ora bem, eu gostaria de explicar a história de maneira a que toda a gente a compreendesse de início ao fim, mas precisaria de ocupar muito tempo a contar o mirabolante, extravagante, e fascinante enredo que “perdidos” possui, mas de forma mais resumido…melhor, muito resumida, consiste num grupo de pessoas que sobrevivem a um desastre de avião (só o facto de não uma, mas um grupo de pessoas sobreviverem a um desastre de tamanha dimensão já e mirabolante) lutando então contra animais e os chamados “the others” (os quais parecem ser outros sobreviventes…confusos?), mais tarde encontram uma abertura para um bunker e depois…como eu disse perderia muito tempo aqui descrevendo “lost” visto que ainda nem acabei de descrever uma décima parte desta fantástica história que envolve este grupo de sobreviventes e a exótica ilha na qual se encontram.
Focando agora noutros aspectos que não o enredo, quanto à “performance” dos actores, não tenho nada a reclamar ou ironizar.
Em última análise, a série pode até ter dos melhores enredos alguma vez já vistos em anos e anos de televisão, mas o mesmo enredo não deveria ser um caso para “C.S.I."s.
Finalmente, para todos aqueles que se perderam com “perdidos”, a quarta série estará para chegar, e para os que se perderam em “perdidos”, não desesperem, pois não são os únicos sobreviventes desta recente perdição.





Tiago Faria, 11º C

"Santa" Carolina


“No Limiar das Palavras” é um espaço criado pela professora Fátina Gomes, aberto a alunos, professores e conhecidos, que de uma forma positiva queiram comentar, debater, analisar e confrontar ideias de uma forma saudável promovendo os conhecimentos adquiridos na sala de aula de uma maneira mais lúdica e menos “chata”.
Tal como este espaço foi reconhecido pela sua importância pedagógica e formativa pela jornalista Rita Ferro Rodrigues e por estudantes da Universidade do Minho, também mais recentemente saiu nas bancas aquele que é considerado o melhor livro alguma vez escrito, “Eu, Carolina”.
A autora, premiada com o Prémio Nobel da Literatura, é Carolina Salgado, que até já é apontada como a sucessora de José Saramago.
O livro, que retrata uma história de amor entre a própria autora e o Presidente do F.C.P., Jorge Nuno Pinto da Costa, é sobretudo marcado pela eloquência do discurso e pelo pormenor das figuras de estilo utilizadas na descrição da rotina do casal (recordo-me do episódio do cigarro, usado para “cobrir” odores menos agradáveis).
A trama delicia qualquer leitor que não consegue parar de ler avidamente folha a folha, página a página, capítulo a capítulo... De facto, o nível literário atingido é de tal forma elevado que faz esquecer grandes autores como Eça de Queirós, Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco e, mais recentemente, José Saramago...

A publicação deste livro veio, assim, aumentar os "níveis de literacia" dos portugueses, render muitos milhares à autora e ainda contribuir para o enriquecimento da literatura nacional.
O livro, que foi amplamente divulgado, noticiado, analisado, discutido e debatido em horário nobre na T.V. e nos prestigiados jornais e revistas do país, até serviu de inspiração ao argumento do filme “Corrupção”, de João Botelho.
É, de facto, um best-seller, vivamente aconselhado, estando os portugueses ansiosos por conhecer o que fazia o casal em mais cenas do seu quotidiano!...
Santa Carolina, confesse-se...

Perdido no Holocausto


O Pianista
é
um filme genuinamente tocante e realista, que remonta à Segunda Guerra Mundial, mais concretamente, ao domínio da Alemanha Nazi sobre a Polónia. Vencedor do Festival de Cinema de Cannes, em 2002, este é um belíssimo retrato do Holocausto, realizado por Roman Polansky e baseado na obra autobiográfica de Wladyslaw Szpilman.
Ora, para um bom filme, tem de existir naturalmente um bom elenco. Nomes
como, Adrien Brody, Thomas Kretschmann, Frank Finlay, Maureen Lipman, entre outros, foram os verdadeiros responsáveis por esta magnífica produção.
Pura coincidência ou não!? Parece que o actor principal foi escolhido a dedo, pois
Adrien Brody (o sacrificado durante todo o filme), perdeu parentes no Holocausto. Provavelmente, foi nesta perda que o actor se inspirou para a sua notável interpretação. Digo notável, pois Adrien Brody teve de perder 18 quilos para encarnar a personagem e, para além disto, ainda teve a difícil tarefa de mergulhar a sua cabeça dentro de um balde de água, cheio de quanta porcaria há, e isto só para se alimentar (agora imaginemos a quantidade de vezes que Adrien Brody não teve de repetir a cena). O actor encarnou a personagem de um judeu, o que fazia dele mais um entre os milhões a abater pelo senhor do tão afamado e estranho bigode de sempre (Adolfo Hitler).
Uma das principais características de um bom filme é a sua banda sonora, e neste caso, posso afirmar que a música é o espelho do filme. Digamos que o senhor do tão afamado bigode iria gostar deste judeu, apenas pelos seus dotes musicais, pois nesta obra, a banda sonora é formada por harmoniosas melodias que “saem” do piano da personagem interpretada por Adrien Brody.

É caso para dizer que em tempo de guerra toca-se piano!

Sara, 11ºG

Nós... na Mesa da Ciência!


Pois é verdade!!! :D Sob as etiquetas de "Educação", "Inovação" aparece o nosso blog na Mesa da Ciência.

http://mesadaciencia.blogspot.com/2007/10/no-limiar-das-palavras.html


Mas uma razão para nos sentirmos, TODOS, orgulhosos!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

DE VOLTA AO MUNDO!






Este álbum chamado “Sólida Oportunidade de Mudança” (S.O.M.) editado em 2006 pelo artista português, Mundo, elemento do grupo de hip-hop português, Dealema, é o seu primeiro Projecto a solo. Um álbum que inclui as participações de outros grandes nomes do nosso hip-hop, Rato e Samura, Ana, Chaz, Ace, Ex-pião, Berna, Maze, Né, Barraco 27, Ridículo, Fuse e também com as participações dos Mc's espanhóis El Puto Coke e Woyza.
É um álbum com 17 faixas, todas elas de grande importância. Com beats de grande qualidade, igualo sem medo, nas suas 5 estrelas, é claro, este álbum com o álbum de Sam The Kid (Pratica-mente) com a mais valia da força do sotaque nortenho que faz soar a palavra revolução bem longe.
Neste álbum consegue-se sentir a adrenalina dos subúrbios de Vila Nova de Gaia.
É um protesto contra a hipocrisia, o cinismo, contra o sistema e contra as diferenças sociais que crescem cada vez mais no nosso país.
Este, é um bom álbum para adquirir alguns princípios, para despertar algumas mentes fúteis, e para abrir alguns olhos cegos ou iludidos com a nossa sociedade.



Ana Catarina Bessa
Nº 1 11º E