quarta-feira, 4 de junho de 2008

Costumes: Bens essenciais ou Males desnecessários





Outro dia estava eu instalado no meu sofá a ver televisão, quando passa um reclame relativo ao S. João, grandes sardinhadas, vinho sempre a acompanhar, enfim, um costume que traz toda a população local para as ruas.
Até ai, nenhum problema, mas veio-me à cabeça um aspecto, digamos, algo curioso: as marchas de S. João são uma tradição religiosa e, num dia tão religioso, apenas se vêem na rua bêbados a tropeçar e cenas de pancadaria. Como não sou muito supersticioso, não acredito muito em santos, em Deus sim, mas em santos não e esta sociedade, habituada mais a relacionar os seus milagres aos seus santinhos do que a Deus, gosta muito disto. Mas, a propósito, não será isto um bocado contraditório?
Ora vejamos: os santos, supostamente, são pessoas bondosas, gostam de ajudar o próximo e, num dia tão religioso como este, dedicado a tais santos, não deveria a sociedade ir à igreja, pedir os seus milagres e ingerir a sua hóstia? Pois parece que não, preferem, vestir-se a rigor, ir para a rua encontrar os amigos e apanhar uma semelhante bebedeira que no dia seguinte não se levantam.
Agora é altura de cada um se perguntar: será que a sociedade moderna não vê os feriados santos como dias para desanuviar e deixar os problemas para outro dia, ou estará ela a transformar estes dias tão santos, formados em séculos de história, num grande circo em que os santos são os bombos da festa, e a sociedade, as crianças que esperam impacientes por um doce!
O que é certo é que o santinho deixa de ter importância, e olhem que qualquer dia ele enerva-se e aí é que vai ser giro.
Pois é, cada um tem um ponto de vista, mas eu na revelo o meu, pois sujeito-me a ser seguido por cristãos fanáticos, e além disso, os costumes [???] pois eu preciso de dias livres.






Pedro Miguel da Silva Barreto, 11ºA

2 comentários:

Cláudia disse...

**vou contar ao Komah que aqui há fotos de moças j(z)eitosas de q tanto gosta **

Fátima Inácio Gomes disse...

ahahahah