segunda-feira, 16 de março de 2015

Da Imagem - Estratificação Social, por Fernando Claro





Leitura da imagem:

A imagem que vemos em cima foi pintada no distrito de Chinatown, em Boston, por Banksy, em Maio de 2010
Banksy é o pseudónimo de um grafitter, pintor, ativista político e diretor de cinema inglês. A sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma distinta técnica de estêncil. As suas obras são carregadas de conteúdo social, expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder, normalmente este utiliza as mesmas para tecer críticas a uma diversidade de acontecimentos com os quais não concorda.
A imagem mostra-nos um pintor com um ar de cansaço e desilusão, ao lado da frase “ Follow your dreams “ em letras maiúsculas. Apesar da frase se encontrar em letras maiúsculas, esta vai se tornar secundária para a mensagem que o artista quer passar graças a palavra “Cancelled”, que acaba por ser o elemento que salta mais a vista.
Banksy escolheu por dar as cores preto e branco ao pintor, já a frase “ Follow your dreams “ a verde e, por fim, a palavra “Cancelled”, em letras maiúsculas, de cor branca, com um fundo vermelho.
A localização onde esta pintura foi encontrada faz com que a mesma tenha um significado mais importante, pois é uma zona de Boston em que o rendimento é baixo e grande parte da população vive mal e é incapacitada de fazer algo para melhorar a sua condição social ou é tratada de maneira desigual comparada a outras classes, desta forma tecendo uma crítica à estratificação social.


Criação do texto a partir da imagem:

Como dito anteriormente, Banksy tem uma aversão aos conceitos de poder e autoridade e a estratificação social é um exemplo de ambos.

 A estratificação social é um conceito que envolve a classificação das pessoas em grupos com base em condições socioeconómicas comuns. Um conjunto que relaciona as desigualdades com as dimensões económica, social, política e ideológica. A estratificação social encontra-se relacionada com a imagem, pois foi encontrada numa zona de baixo rendimento (classe baixa), em que parece ser “ proibido sonhar”. A ideia presente é que se se nasceu pobre assim terá que viver até ao fim dos seus dias, pois num local onde não dá para viver menos dá para sonhar. Por todo o mundo existe este tipo de casos, em que entidades cujo estatuo é superior (classe alta e média) têm vantagens sobre os restantes que são tratados de maneira diferente e com vantagens levando a desigualdade por terem menos possibilidades

Dividir pessoas pelas suas crenças, sexo, posses, raça iniciou-se logo nos primeiros grupos de indivíduos e parece ser algo que em pleno século XXI já estaria ultrapassado, mas como vivemos numa sociedade capitalista, conseguimos facilmente distinguir as diferenças entre a classe alta, a classe média e a classe baixa com uma simples ida a rua. Nada parece mudar com o passar do tempo, aliás cada vez mais este espaçamento entre classes parece aumentar. 

Onde dinheiro significa poder e poder significa autoridade sobre os restantes vem, como consequência, a desigualdade entre os indivíduos, pois como é sabido um médico é muito mais valorizado do que alguém como um pedreiro.
Já dizia Sá Carneiro “A igualdade de oportunidades, independentemente dos meios de fortuna e da posição social, é cada vez mais um mito, designadamente em sectores como a saúde, a habitação e o ensino, onde tudo se degrada a um ritmo alucinante.”
 A questão é: será que devemos deixar alguém dizer o que podemos ou não ser na nossa vida? Até onde podemos ir? Vamos deixar que uma sociedade faça a nossa classificação como meros objetos e nos restrinja oportunidades?

Até quando vamos ver uns que nada sabem fazer e têm tudo e outros com capacidades e vontade sem nada.
E ainda dizem que Deus dá nozes a quem não tem dentes.

Fernando Claro, 12º C

Da Imagem - Liberdade de Expressão - por Claúdia Oliveira






  
Leitura da imagem

Esta obra foi criada por Eric Drooker, um nova-iorquino que se identifica politicamente com uma filosofia anarquista. Na imagem podemos observar um homem com os olhos e a boca tapados e ainda colocado numa moldura, de modo a expressar a sua falta de liberdade. Os três braços e as palavras neles destacadas representam aquilo que convém que seja transmitido à sociedade. Esta é cada vez mais a imagem da nossa sociedade, onde pensamos ser livres, mas somos apenas dominados pela máquina da mesma.
 

Liberdade de expressão

            A liberdade de expressão é um direito que consiste em manifestar opiniões e pensamentos de forma livre, mas sem ofensa pública ou abuso de poder. A liberdade de expressão tem aspectos positivos, pois é o suporte vital de uma democracia, mas também tem aspectos negativos, pois a manifestação de opiniões por parte de um ou mais indivíduos pode desencadear respostas violentas noutros indivíduos.
            Focando agora a atenção no lado positivo, é com base nas diferentes opiniões e formas de pensar que o mundo tem evoluído. Por exemplo, a evolução tecnológica é a prova disso: a criação da internet revolucionou todo o globo e acaba por ser o núcleo da manifestação de toda a diversidade de ideias e pensamentos. 
            Mas a verdade é que, por vezes, essas manifestações não são aprovadas, originando graves consequências e um exemplo disso é o recente ataque terrorista em França, pois alguns entenderam as publicações da revista em causa como um ato racista, o que levou a ataques que causaram várias mortes.
            Na minha opinião, tudo o que dizemos tem de ser com respeito, temos liberdade, mas não a devemos usar para prejudicar ou desrespeitar os outros.


Claudia Oliveira, 12º G

Da imagem- Estereótipos- por Cátia Martins





Leitura da imagem

    Vivemos num mundo rodeado de estereótipos, que se encontram presentes nas diversas sociedades e culturas de todo o mundo. Esta imagem retrata alguns deles, que acabam por levar à discriminação por parte de outras pessoas, que generalizam, pois não é pelo facto de um individuo pertencer a um determinado país, que este é igual aos restantes habitantes desse mesmo país. Podemos interpretar estereótipo como um “rótulo” que associamos a um determinado grupo de pessoas, como por exemplo, “ as loiras são burras”. Estereótipos são, geralmente, um contexto infundado de algo ou de alguém.

     Através desta imagem podemos observar o mapa, e alguns dos estereótipos associados a certas áreas do mundo. Trata-se, por isso, de uma imagem com função crítica.
    

Criação textual a partir da imagem:


Do estereótipo ao preconceito 


     Em pleno século XXI, vivemos numa sociedade cheia de preconceitos e estereótipos insustentáveis. Estes encontram-se dispersos por todo o mundo e porquê? Pois esta é uma questão que tenho vindo a fazer a mim própria, o porquê de tanto preconceito!
    Os estereótipos não estão apenas ligados a culturas e raça, também podem estar ligados a questões ao nível do género, como por exemplo, considerar que o homem é mais forte que a mulher. Ao nível da anatomia até pode ser verdade, mas nem sempre um homem é mais forte que uma mulher, não podemos generalizar, primeiro temos que ter em conta os indivíduos em questão. O mesmo acontece quando vemos um grupo de Romenos a ter condutas incorretas. Mal virmos outro Romeno, vamos associar-lhe essa conduta, o que está incorrecto, pois ele não tem que ser igual aos outros. Eu já assisti a indivíduos Romenos com comportamentos não corretos e já tive uma amiga dessa nacionalidade que não era como eles. As ideias erradas acerca dos brancos, dos negros, dos árabes, dos chineses (entre outros) estão tão difundidas, tão enraizadas, que se transformavam em verdadeiros estereótipos, em preconceitos, conduzindo, por fim, às discriminações.
Comummente o preconceito tem sempre por base um estereótipo, em que as pessoas fazem avaliações e juízos em relação a um grupo, em vez de fazerem em relação ao indivíduo em si. Imaginemos uma situação de um crime, onde se encontravam presentes dois indivíduos de raça branca e um de raça negra: automaticamente a maioria das pessoas vai atribuir as culpas ao de raça negra e porquê? Foi ele que escolheu nascer assim? O facto de ser de raça negra quer dizer que é o culpado? Não!
      Devemos tentar viver de forma civilizada e não generalizar tanto, devemos de ter em questão o individuo em causa, por si, e não pela raça, género ou país a que pertença. Deixemo-nos de estereótipos infundados! Acabam sempre por levar ao preconceito e à discriminação.


Cátia Martins, 12º C

Da Imagem - As Crianças na Guerra - por Jéssica Vilaça






Leitura da imagem

Esta imagem pertence ao filme “ A Lista de Schindler”, é um filme norte-americano de 1993 sobre Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida a mais de mil judeus, durante o Holocausto, ao empregá-los na sua fábrica. A ação do filme decorre durante a Segunda Guerra Mundial. O filme foi dirigido por Steven Spielberg, baseado no romance “Schindler's Ark”, escrito por Thomas Keneally.

Oliwia Dabrowska era uma menina de origem judaica de apenas três anos quando entrou no famoso filme "A Lista de Schindler”. Ela tinha vestido um casaco vermelho que simboliza o sangue e o sofrimento das vítimas do Holocausto Nazi. Mais tarde, no filme, a menina é vista entre os mortos e é reconhecida apenas pelo casaco vermelho que ela ainda usava.

Apesar do filme ser primariamente em branco e preto, o vermelho é usado para distinguir uma menina. Esta menina é um dos símbolos do filme. No filme, os seis milhões assassinados, vítimas do holocausto, passam a ser uma única pessoa: a menina do casaco vermelho.



Texto Argumentativo


Estamos em pleno século XXI e pensamos que vivemos em total liberdade e segurança, mas talvez isso não seja verdade. Basta lembrar que, no início deste século, assistimos ao 11 de setembro. E, neste momento, assistimos à guerra civil na Ucrânia, à entrada do estado islâmico na Europa e também aos vários confrontos no médio oriente.
Um dos muitos problemas que a guerra traz é a utilização de crianças, as chamadas crianças soldado. Criança-soldado refere-se a menores que estão envolvidos em guerras e outros conflitos armados, sendo usadas como combatentes, mensageiros, trabalhadores domésticos e escravos sexuais.
Não se sabe ao certo o número de soldados de palmo e meio que existem em todo mundo, mas muitas são as instituições que tentam acabar com esta prática, mas até hoje ela continua.
As organizações terroristas recrutam crianças, pois quando se é criança, é mais fácil enveredar por outros caminhos sem grandes interrogações, manter crianças no grupo armado é mais barato, elas desenvolvem capacidades de forma rápida e ágil e são praticamente invisíveis aos olhos das tropas inimigas.
A guerra viola todos os direitos da criança, o direito à vida, o direito a ter uma família e uma comunidade, o direito à saúde, o direito ao desenvolvimento da personalidade e o direito a ser educada e protegida. Muitos dos conflitos de hoje prolongam-se por toda a infância, o que significa que, desde o nascimento até ao princípio da idade adulta, a criança vai sofrer múltiplos e acumulados atentados.
Nos conflitos, as crianças não só são mortas e feridas em elevado número, como outras crescem privadas das suas necessidades materiais e afectivas, inclusive de estruturas que dão sentido à vida social e cultural.
Face aos novos rumos e objetivos da sociedade actual, a qual se rege pela corrupção, poder e dinheiro, são os grupos dos mais frágeis a sofrer as consequências, com particular destaque para as crianças.
Como descrito acima, as crianças são, muitas vezes, usadas como veículo de guerra. Porém, há a outra interpretação, as crianças são a esperança do mundo, nelas se centra a resolução dos problemas, a igualdade social e um mundo melhor. Para tal, cabe-nos a nós, adultos, zelar pelos direitos destas. Temos obrigação de as proteger, de lhes proporcionar um futuro melhor, ter capacidade para denunciar situações de maus tratos. Enquanto seres humanos e pertencentes a uma comunidade, é o nosso direito e obrigação contribuir para a integração das crianças, permitindo-lhes brincar, aprender alfabeto, ter alimentação, sonhar, ter carinho, proteção e cuidados de saúde.
É nossa responsabilidade proteger as crianças, pois delas dependerá o nosso futuro e a nossa velhice, pois tornar-nos-emos o próximo grupo frágil da sociedade, e a nossa velhice depende deles.


Jéssica Vilaça, 12º C