segunda-feira, 16 de março de 2015

Da imagem- Estereótipos- por Cátia Martins





Leitura da imagem

    Vivemos num mundo rodeado de estereótipos, que se encontram presentes nas diversas sociedades e culturas de todo o mundo. Esta imagem retrata alguns deles, que acabam por levar à discriminação por parte de outras pessoas, que generalizam, pois não é pelo facto de um individuo pertencer a um determinado país, que este é igual aos restantes habitantes desse mesmo país. Podemos interpretar estereótipo como um “rótulo” que associamos a um determinado grupo de pessoas, como por exemplo, “ as loiras são burras”. Estereótipos são, geralmente, um contexto infundado de algo ou de alguém.

     Através desta imagem podemos observar o mapa, e alguns dos estereótipos associados a certas áreas do mundo. Trata-se, por isso, de uma imagem com função crítica.
    

Criação textual a partir da imagem:


Do estereótipo ao preconceito 


     Em pleno século XXI, vivemos numa sociedade cheia de preconceitos e estereótipos insustentáveis. Estes encontram-se dispersos por todo o mundo e porquê? Pois esta é uma questão que tenho vindo a fazer a mim própria, o porquê de tanto preconceito!
    Os estereótipos não estão apenas ligados a culturas e raça, também podem estar ligados a questões ao nível do género, como por exemplo, considerar que o homem é mais forte que a mulher. Ao nível da anatomia até pode ser verdade, mas nem sempre um homem é mais forte que uma mulher, não podemos generalizar, primeiro temos que ter em conta os indivíduos em questão. O mesmo acontece quando vemos um grupo de Romenos a ter condutas incorretas. Mal virmos outro Romeno, vamos associar-lhe essa conduta, o que está incorrecto, pois ele não tem que ser igual aos outros. Eu já assisti a indivíduos Romenos com comportamentos não corretos e já tive uma amiga dessa nacionalidade que não era como eles. As ideias erradas acerca dos brancos, dos negros, dos árabes, dos chineses (entre outros) estão tão difundidas, tão enraizadas, que se transformavam em verdadeiros estereótipos, em preconceitos, conduzindo, por fim, às discriminações.
Comummente o preconceito tem sempre por base um estereótipo, em que as pessoas fazem avaliações e juízos em relação a um grupo, em vez de fazerem em relação ao indivíduo em si. Imaginemos uma situação de um crime, onde se encontravam presentes dois indivíduos de raça branca e um de raça negra: automaticamente a maioria das pessoas vai atribuir as culpas ao de raça negra e porquê? Foi ele que escolheu nascer assim? O facto de ser de raça negra quer dizer que é o culpado? Não!
      Devemos tentar viver de forma civilizada e não generalizar tanto, devemos de ter em questão o individuo em causa, por si, e não pela raça, género ou país a que pertença. Deixemo-nos de estereótipos infundados! Acabam sempre por levar ao preconceito e à discriminação.


Cátia Martins, 12º C

Da Imagem - As Crianças na Guerra - por Jéssica Vilaça






Leitura da imagem

Esta imagem pertence ao filme “ A Lista de Schindler”, é um filme norte-americano de 1993 sobre Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida a mais de mil judeus, durante o Holocausto, ao empregá-los na sua fábrica. A ação do filme decorre durante a Segunda Guerra Mundial. O filme foi dirigido por Steven Spielberg, baseado no romance “Schindler's Ark”, escrito por Thomas Keneally.

Oliwia Dabrowska era uma menina de origem judaica de apenas três anos quando entrou no famoso filme "A Lista de Schindler”. Ela tinha vestido um casaco vermelho que simboliza o sangue e o sofrimento das vítimas do Holocausto Nazi. Mais tarde, no filme, a menina é vista entre os mortos e é reconhecida apenas pelo casaco vermelho que ela ainda usava.

Apesar do filme ser primariamente em branco e preto, o vermelho é usado para distinguir uma menina. Esta menina é um dos símbolos do filme. No filme, os seis milhões assassinados, vítimas do holocausto, passam a ser uma única pessoa: a menina do casaco vermelho.



Texto Argumentativo


Estamos em pleno século XXI e pensamos que vivemos em total liberdade e segurança, mas talvez isso não seja verdade. Basta lembrar que, no início deste século, assistimos ao 11 de setembro. E, neste momento, assistimos à guerra civil na Ucrânia, à entrada do estado islâmico na Europa e também aos vários confrontos no médio oriente.
Um dos muitos problemas que a guerra traz é a utilização de crianças, as chamadas crianças soldado. Criança-soldado refere-se a menores que estão envolvidos em guerras e outros conflitos armados, sendo usadas como combatentes, mensageiros, trabalhadores domésticos e escravos sexuais.
Não se sabe ao certo o número de soldados de palmo e meio que existem em todo mundo, mas muitas são as instituições que tentam acabar com esta prática, mas até hoje ela continua.
As organizações terroristas recrutam crianças, pois quando se é criança, é mais fácil enveredar por outros caminhos sem grandes interrogações, manter crianças no grupo armado é mais barato, elas desenvolvem capacidades de forma rápida e ágil e são praticamente invisíveis aos olhos das tropas inimigas.
A guerra viola todos os direitos da criança, o direito à vida, o direito a ter uma família e uma comunidade, o direito à saúde, o direito ao desenvolvimento da personalidade e o direito a ser educada e protegida. Muitos dos conflitos de hoje prolongam-se por toda a infância, o que significa que, desde o nascimento até ao princípio da idade adulta, a criança vai sofrer múltiplos e acumulados atentados.
Nos conflitos, as crianças não só são mortas e feridas em elevado número, como outras crescem privadas das suas necessidades materiais e afectivas, inclusive de estruturas que dão sentido à vida social e cultural.
Face aos novos rumos e objetivos da sociedade actual, a qual se rege pela corrupção, poder e dinheiro, são os grupos dos mais frágeis a sofrer as consequências, com particular destaque para as crianças.
Como descrito acima, as crianças são, muitas vezes, usadas como veículo de guerra. Porém, há a outra interpretação, as crianças são a esperança do mundo, nelas se centra a resolução dos problemas, a igualdade social e um mundo melhor. Para tal, cabe-nos a nós, adultos, zelar pelos direitos destas. Temos obrigação de as proteger, de lhes proporcionar um futuro melhor, ter capacidade para denunciar situações de maus tratos. Enquanto seres humanos e pertencentes a uma comunidade, é o nosso direito e obrigação contribuir para a integração das crianças, permitindo-lhes brincar, aprender alfabeto, ter alimentação, sonhar, ter carinho, proteção e cuidados de saúde.
É nossa responsabilidade proteger as crianças, pois delas dependerá o nosso futuro e a nossa velhice, pois tornar-nos-emos o próximo grupo frágil da sociedade, e a nossa velhice depende deles.


Jéssica Vilaça, 12º C

domingo, 15 de março de 2015

Da Imagem - A Beleza e a Paixão do Futebol - Josué Vasconcelos




Leitura da Imagem

Nesta imagem, podemos observar um adepto a chorar após a vitória nos últimos momentos de um jogo da sua equipa, o San Lorenzo, um clube de futebol oriundo da Argentina. Para além desta situação de paixão levada ao extremo em relação ao futebol, existe ainda outra particularidade um pouco mais caricata: este adepto é cego, e mesmo não vendo a sua equipa a jogar, continua a ir ao estádio apoiar e sente tudo como se visse jogo.
Com isto, podemos afirmar que o futebol é mesmo um dos desportos mais fascinantes em todo o mundo, sendo considerado por muitos o desporto Rei, por ser capaz de suscitar tantas emoções nas pessoas que o seguem.





Elaboração de um Texto a partir da Imagem


Para muitas pessoas, o facto de algumas pessoas chorarem, seja por alegria ou por tristeza, durante um jogo de futebol, é um pouco estúpido e incompreensível, mas para mim não (por acaso nunca chorei por alegria e muito menos por tristeza, uma vez que nasci a ver o meu clube a ganhar tudo o que há para ganhar), eu tenho a ideia de que o futebol é um jogo único no mundo, não só para os adeptos, mas também para os jogadores.

Ultimamente, a paixão pelo futebol tem sido afetada por vários fatores, mas o mais preocupante é a ganância em termos financeiros dos presidentes, dirigentes, treinadores e jogadores, que fazem do futebol um negócio cada vez mais obscuro, principalmente, através da lavagem de dinheiro, usando as transferências de jogadores, apostas online e empréstimos bancários para encobrir estas ações. Claro que há sempre excepções neste assunto, como os casos de Gerrard, Reus, Buffon ou Messi. Como estes 4 casos, existem dezenas ou centenas mais, mas estes são mais sonantes, uma vez que estes jogadores são adeptos genuínos da equipa que representam e, apesar das enormes dificuldades que estes clubes atravessaram no passado, estes jogadores nunca abandonaram o barco e, por isso mesmo, agora são considerados lendas do clube e respeitado por tudo e todos.  

Pela imprevisibilidade do resultado, por todo o espectáculo envolvido no jogo, por ser capaz de unir povos e religiões durante 90 minutos, pelas claques, pela paixão, pelo ódio… Por todas estas razões e muitas mais que agora não consigo enumerar é que digo que o futebol é mesmo o desporto Rei!


Josué Vasconcelos, 12º C

Da Imagem - Religiões - por Lara Silva





Leitura da imagem:

A imagem transmite ao leitor uma devoção, uma fé e uma defesa de crenças. Supostamente, um homem com um lenço que espalha a sua fé. Cristo refletido num lenço com cores quentes no intuito de se destacar para um todo. Salienta-se o dedo a apontar para a dicotomia entre o bem e o mal, representados pelas personificações do coração e do fogo (o diabo), fazendo-me lembrar o teatro Gil Vicentino, a famosa representação de duas barcas a do anjo que representava o bem e a do diabo que representava o mal. Talvez o objectivo deste homem seja levar a palavra de Deus a todos, daí o lenço com esta imagem alegórica.


Texto argumentativo:

Tudo será possível em nome da fé? Será tudo possível em nome de um Deus? Questões como estas cada vez mais permanecem no nosso quotidiano. Interrogo-me se será legítimo a dor e o sacrifício em nome de um Deus?
Após a segunda guerra mundial, novos cultos e religiões despertaram no mundo inteiro como cogumelos no chão: novos movimentos pretenderam mudar a Europa, exemplos de seitas religiosas que se autoproclamavam, seitas protestantes, salvadores do catolicismo, ou grupos religiosos de influência muçulmana, adeptos de uma ideologia que os consome e os faz viver. No entanto, até que ponto tudo é legitimo em prol da espiritualidade? A título de exemplo, o fundamentalismo é um princípio ligado à interpretação de um livro sagrado. O seu objetivo é interpretar a escritura sagrada. No ambiente católico, a autoridade é a igreja e esta garante a interpretação da escritura sagrada. Em contrapartida, noutras religiões esta é feita de uma forma mais tradicionalista. Refiro-me ao fundamentalismo islâmico, que leva à revolução islâmica, e se caracteriza por um estado puritano, protestante, fundamentalista em qualquer estado, que insiste na expressão severa da fé. Porém, serão estes fundamentalistas toleráveis e aceitáveis?
A tolerância é o reconhecimento da igualdade de direitos no plano de diferentes comunidades. Ao olhar para a imagem não quererá esta personagem tentar impor a sua fé aos outros? Com que olhos a deveremos interpretar no sentido em que existem outras religiões? Ao ver uma caricatura de Maomé, interrogo-me se não será legítimo fazê-la em nome da liberdade. Uma imagem poderá fazer a paz como também a guerra. Olharmos para esta não será um convite à bondade, à caridade ou ao dogmatismo defendido? Quando falo neste dogmatismo quero mostrar histórias de mártires, de guerras que se impõem aos sacrifícios. É este o fundamentalismo que retira a liberdade a muitas mulheres, que as obriga a usar uma indumentária sem o brilho dos sapatos cor-de-rosa e os ganchos de cabelo vermelhos. É este o fundamentalismo que impõe uma versão rígida de um islão.
Defendo o Multiculturalismo, sendo assim, sou adepta da convivência de todos os povos, por isso fico perplexa com as regras e crenças que vigoram ainda. Aprenda-se a tolerar! 


Lara Silva, 12º C