terça-feira, 3 de março de 2015

Da Imagem - Impossibilidade do Sonho – por Tiago Lima






Leitura da imagem


Nesta imagem, que é da autoria de Banksy, é evidenciado um homem claramente triste, desiludido e em estado depressivo por não conseguir realizar os seus sonhos, então pintou em cima da frase “Follow your dreams” a palavra “cancelled” onde reforça assim a ideia da incapacidade de realizar aquilo que anseia.
Esta imagem é praticamente toda ela com tons de cinza num fundo branco, em contraste com a palavras “cancelled” a vermelho, uma cor forte, e com letras maiúsculas, que implica poder, ou seja, tem como ideia apresentar uma mensagem de que os sonhos não são possíveis.



Impossibilidade do sonho


 O sonho é algo que qualquer um de nós anseia concretizar, levando assim, muitas vezes, a termos uma vida em função do nosso sonho de vida e, para isto, é preciso de abdicar de coisas que gostamos de fazer por coisas que não gostamos tanto de fazer, porque sem esforço nada na vida se consegue. Então, não podemos, quando possuímos o sonho, não procurar realizá-lo, esperando, como se costuma dizer, “que a sorte bata à porta”, ou simplesmente, pensarmos que é impossível tornar-se real, não acreditando naquilo que somos capazes de fazer.
 Hoje em dia o sonho de muitas pessoas é ter muito dinheiro e assim ter um estilo de vida luxuoso ou, pelo menos, estável. Para isto acontecer, num país como o de Portugal, é difícil, devido à crise que se nota e aos baixos salários que um trabalhador recebe, tornando assim esse sonho muitas vezes impossível, deixando as pessoas destruçadas e desapontadas, perdendo o verdadeiro valor e significado da vida.
 A juventude é a etapa em que mais se pensa em grandes sonhos, projetando-se assim para um futuro cheio de boas realizações, quer sejam pessoais como profissionais. Depois desta etapa, devido a alguns fracassos sucessivos na vida, estes sonhos acabam por passar para segundo plano, terceiro plano até desapareceram dos nossos objetivos. Estas não são, necessariamente, as únicas razões de uma pessoa desistir dos seus sonhos, temos também casos na vida, que, infelizmente, acontecem e nos impossibilitam de seguir também o sonho, podem ser eles motivos pessoais, doenças, acidentes...
 O sonho é algo que cada um tem e, assim, cabe-lhe a ele decidir lutar para o alcançar ou não, sabendo, claro, que é possível.


Tiago Martins Lima, 12ºD

Da Imagem - Julgar um livro pela capa - por Ricardo Leite








Leitura da imagem:

Ao observar a imagem, vemos uma menina a espreitar para a floresta através de uns arbustos... Mas não é tudo, na verdade, se observarmos com mais atenção, poderemos ver na realidade um crânio! Desde os tempos remotos que as ilusões têm feito parte do nosso quotidiano, enganando não uma, nem duas, nem três, mas enganando sempre os nossos sentidos...

As ilusões mais conhecidas são as ilusões de ótica, que afetam a nossa visão, mas há uma variedade delas, como por exemplo, ilusões auditivas, que afetam a nossa audição, ilusões gustativas, afetam o nosso paladar, e por aí adiante... Mas não podíamos esperar por mais, já que a palavra veio do verbo latino "iludo" (enganar)...


Criação de texto a partir da imagem:

Julgar um livro pela capa!

Como podemos constatar pela imagem, as ilusões podem mesmo confundir os nossos sentidos, mesmo contra nossa vontade. Mas, o pior de tudo, é que há um tipo bem pior de ilusão, que é capaz não só de enganar os nossos sentidos como consegue enganar a pessoa por completo! E com isto refiro-me a más "interpretações" sobre outras pessoas...

Atualmente, vivemos num mundo de decadência, as pessoas cada vez estão a ficar mais "podres", mais arrogantes, mais interesseiras à medida que o tempo passa. Dia após dia, vemos pessoas a aproveitarem-se de outras, por apenas serem um bocado mais humildes ou ingénuas! Por exemplo, um sujeito até pode ser o maior vigarista que há no mundo, mas basta ter uma boa aparência e chegar a uma família rica, ingénua, e dizer que é um parente afastado que perdeu tudo o que tinha numa tempestade, que eles deixam-no refugiar-se em sua casa. E à medida que o tempo passa, ele vai ganhando a sua confiança... Mas chega a uma altura em que ele os rouba e não lhes deixa um tostão. Essa família que perdeu tudo irá fazer de tudo para tentar apanhar o ladrão, apenas não fizeram a coisa mais importante, duvidar desse "tal" parente afastado...

Para mim, esse é o pior tipo de ilusão que existe, pode enganar tudo e todos e nunca chegamos a duvidar dela! Por isso, não se deixem enganar para a próxima vez que uma pessoa disser que é vossa parente afastada.


Ricardo Leite, 12º D

Da Imagem - O dinheiro e a sociedade - por Raquel Alves



 
Nesta pintura de Paweł Kuczyński, caricaturista e pintor polaco, detentor de vários prémios nesta área, podemos ver ser associado o dinheiro à religião de uma forma bastante caricata. É uma imagem muito simples: o artista deu cores que se evidenciam mais aos objetos principais e cores não tão fortes ao chão e parede, colocando a mensagem que quer transmitir mais visível e, no centro, para chamar mais a atenção.

Observamos uma caixa de multibanco que tem direcionado para si um púlpito de oração com uma bíblia sobre ele, levando-nos, assim, a acreditar que as orações ali realizadas têm por base o dinheiro. Ou seja, o "deus", o centro de religiosidade, nesta imagem, é o dinheiro. 

Aqui, o caricaturista está claramente a criticar a importância que a sociedade dá, cada vez mais, aos bens monetários.  




Texto Argumentativo

O dinheiro e a sociedade

À medida que o tempo passa, as pessoas olham cada vez menos para o lado e cada vez mais para as suas carteiras. Mas a verdade é que também são, na sua maioria, obrigadas a isso pelo meio socioeconómico em que vivemos.  O dinheiro é cada vez mais valorizado uma vez que está a escassear na sociedade presente e todos sabemos que quanto maior a procura, maior o valor. O ridículo de tudo isto é ver até que ponto é que as pessoas se deixam dominar por esta procura.
É natural vermos as pessoas preocupadas com dinheiro se as contas ao fim do mês continuam a chegar, se o preço da comida continua a ser um absurdo, se os seus filhos querem ou precisam de algo e o dinheiro não chega para tudo, mas qual é o limite desta naturalidade? É triste ver um país chegar ao ponto em que o noticiário é feito de assaltos, suicídios e homicídios, tudo por causa de dinheiro.
E como se isto não bastasse, como se várias mortes ao longo do dia não fosse já suficiente, ainda somos obrigados a lidar constantemente com as desigualdades monetárias que existem à nossa volta. Ver uns a contar trocos enquanto outros esbanjam fortunas, uns com tantas oportunidades e outros com tão poucas. Não é algo fácil de ser encarado, mas é a realidade em que somos obrigados a viver e é esta realidade que leva as pessoas ao desespero.
Esta falta de dinheiro e estas diferenças sociais já são vividas desde o início dos tempos, no geral, todos pensam que evoluímos para algo melhor, mas será que sim? Será que a vida das famílias que não têm posses, que quase não têm dinheiro para comida, é em alguma coisa diferente da escravatura dos dias de antes? Ambos trabalham e pouco ou nada recebem em troca, ambos se encontram confinados a um espaço restrito que, por mais que queiram, não podem abandonar por falta de meios, ambos com uma vida que nunca quiseram ter.
Por tudo isto, quando ouvirmos dizer que estamos muito melhor, que os tempos de agora nada têm a ver com os tempos de antigamente, se tirarmos um momento e olharmos à nossa volta, vamos reparar que já vimos as pessoas mais certas disso. A fé pode até mover montanhas, mas o dinheiro move o mundo.


Raquel Alves, 12ºD
 


Da Imagem - O Poder da Criança - por Letícia Lima







Leitura da imagem


 Como é possível observar, nesta imagem criada por Banksy, um grande artista de rua Britânico, encontra-se uma criança, mas uma criança diferente das que costumamos ver nos parques e nas ruas a brincar, porque esta, ao invés de ter carros ou bonecas na mão, tem uma arma.

Podemos então, a partir disto, traçar dois planos distintos nesta fotografia, primeiro, os desenhos na parede que refletem a cor, a alegria, a imaginação e a ingenuidade, caraterísticas da infância, em contraste com a escura e triste realidade a que esta criança ficou sujeita por motivos, muitas vezes sociais, não podendo assim desfrutar, como qualquer outra, desta fase da vida que é bastante curta.

Outro aspeto a considerar, presente na imagem, é o facto da arma, em vez de estar carregada com balas, estar apenas carregada com lápis de cor e, com isto, pretende o autor mostrar-nos este instinto inofensivo das crianças, que é representado pelo lápis de cor, por ser frágil e sensível, tal como são as crianças, pois elas não pensam na maldade, não são egoístas nem falsas, apenas querem brincar no seu canto, isolando-se completamente do resto do mundo.


O Poder da Criança


 Costuma-se dizer que as crianças são a melhor coisa do mundo, e não é por acaso que o ouvimos bastantes vezes, pois elas são capazes de fazer coisas, sem qualquer intenção ou objetivo, ou seja, de forma natural, coisas que, muitas vezes, nós, adultos, não conseguimos fazer, com esse intuito.

Um motivo que justifica isso é, por exemplo, quando existem várias pessoas num espaço com uma criança, e basta uma birra ou um pequeno gemido para todas as pessoas ficarem em pânico e irem ver o que se passa com o pequeno, e, na maior parte das vezes, não é nada de especial, mas é essa a forma como a criança se expressa, de modo metafórico, é quase como se fosse um alarme de uma casa que até os vizinhos faz despertar. 

Outra razão pela qual as crianças são seres especiais é o modo como, de forma natural, cativam as pessoas. Elas são capazes de rasgar um sorriso no rosto de alguém e fazer com que essa pessoa esqueça todas as suas preocupações e problemas da vida por alguns momentos, pois com a sua simplicidade, alegria e sorriso contagiante é quase impossível ficar indiferente. Elas são também bastante abertas, sorriem para qualquer pessoa e fazem amizades em instantes, não se importando com raças, crenças ou idades, são sempre livres de qualquer preconceito.

Em suma, podemos dizer que as crianças possuem um poder e uma capacidade caraterístico e único da sua idade, que faz delas seres que parecem não ter descendido da mesma espécie que é feito o adulto, por ser tão grande a diferença que existe entre os dois!


Letícia Lima, 12ºD