segunda-feira, 2 de março de 2015

Da Imagem - Fotografia - Beatriz Cunha





Leitura da imagem

 Na imagem estão várias fotografias que, pelo seu conteúdo, parecem ser de tempos bastante antigos. Esta antiguidade é visível também pela cor das fotografias que se encontram algumas a preto e branco e outras com um tom amarelado.


Texto argumentativo


   As fotografias, desde a descoberta da máquina fotográfica, nunca mais saíram das nossas vidas. Estas são como que memórias estáticas que nos ajudam a recordar aqueles momentos que a nossa mente já esqueceu ou que não queremos esquecer.  

  Esta maravilhosa descoberta fez com que as nossas vivências nunca se tornem parte do passado, mas que fiquem sempre presentes, quer seja digitalmente ou em papel. As fotografias podem guardar uma vida, como por exemplo, a memória de um casamento, de um nascimento ou até de uma viagem. Cada vez mais isto é visível nas redes sociais, em que estas são praticamente usadas como partilha de momentos passados por cada um.

   Não sendo só um auxiliar de memória, as fotografias são também, para muita gente, um objeto de trabalho. Para os jornalistas estas servem para mostrar aquilo que nem todos puderam ver e são como que a prova do acontecimento. Também na publicidade a fotografia é o meio mais utilizado visto ser um meio mais fácil de cativar o público em geral, pois "uma imagem vale mais que mil palavras".

   Em suma, é impossível imaginar a vida sem fotografias pois recordar é viver.



Beatriz Cunha, 12ºD

Da Imagem - Pobreza - por Beatriz Ribeiro







 Leitura da imagem:


Pawel Kuczynski é um cartunista/ilustrador polaco, nascido em 1976, que, através da sua arte faz reflexões e críticas, utiliza o humor para tratar da realidade e de problemas universais.
Nesta imagem do cartunista é visível uma bomba relógio onde estão presos vários homens que pedem comida e dinheiro.
O relógio aparece em primeiro plano e é o símbolo de que a vida daquelas pessoas está cronometrada e eles podem morrer a qualquer momento. Em segundo plano, está a bomba que é vermelha e representa o perigo, juntamente com os homens. É visível na cara destes o sofrimento pelo qual estão a passar, sem comida e sem dinheiro.
Esta imagem tem claramente uma função crítica, pois o artista pretende denunciar uma situação que se estende por todo o mundo, a pobreza.


Criação textual a partir da imagem:


Pobreza - O papel da sociedade

        Todos nós estamos cientes das dificuldades que muitas pessoas passam por todo o mundo. O que é certo é que cada vez mais esta situação está a piorar, quer pela crise económica que se faz sentir em muitos países, quer pela falta de emprego. E as desigualdades na distribuição da riqueza no mundo, atualmente, estão a atingir proporções chocantes.
        Quando olhamos à nossa volta é possível ver o desespero e a angústia de milhares de pessoas que nem um pedaço de pão têm para comer ou uma cama onde possam dormir. Esta situação é demasiado preocupante, mas vivemos num mundo onde o dinheiro é mais importante que uma vida que se perde, onde cada vez mais se fazem sentir as desigualdades sociais e nada é feito para alterar isto. É certo que já existem várias organizações de solidariedade e inúmeras campanhas de angariações de fundos, mas ainda há um longo caminho a percorrer.
        Na verdade, as ajudas que existem neste momento são como uma gota no oceano e este não deve ser um trabalho feito apenas pelas associações, mas sim por todos. Todas as pessoas de todo o mundo deviam pôr a mão na consciência para ajudar estas pessoas mais desfavorecidas, mas, infelizmente, para muitos, a palavra solidariedade não consta no seu vocabulário. É triste ver que existe gente tão desumana, que prefere assistir a morte dos outros do que tentar ajudar, por mais pequena que esta ajuda seja, pois para nós pode ser mínimo, mas para quem está a passar por grandes dificuldades pode ser muito.
        Concluindo, nenhum avanço será feito quanto a este problema enquanto as pessoas não se sensibilizarem a ajudar. Não nos podemos esquecer que hoje são os outros a precisar de ajuda, mas amanhã poderemos ser nós.



        Beatriz Ribeiro, 12ºC

Da Imagem - Ampulheta da Natureza - por Marisa Brito





 
LEITURA DA IMAGEM: 

Talvez seja desconhecido para muitos, visto a sua identidade ainda se manter por conhecer, Blu é um artista italiano proveniente de Bolonha. Começou por pintar no centro histórico e nos subúrbios de Bolonha, alargando cada vez mais a sua área de pintura, transmitindo o seu vocabulário visual através de enormes figuras, não só humanas, que são por vezes dramáticas e, por outras, sarcásticas.

Nesta ilustração, existente em Berlim desde 2010, está presente uma ampulheta com um icebergue e água no seu topo, na sua base, um conjunto de edifícios que poderemos entender como sendo uma cidade. É notória a queda de água do cimo para a base, ou seja, para a cidade. Em termos cromáticos está presente o branco, o azul e o castanho, que expressa a solidez e a segurança, sendo o símbolo da “terra mãe”, tendo grande destaque o azul da água que simboliza a pureza e a serenidade, mas também a monotonia e a frieza. É igualmente realçado o branco do icebergue e da cidade, que significa a paz e a pureza, tal como o azul, e ainda a harmonia, a verdade absoluta e a passividade, isto é, a falta de atividade. 

Estando posicionado numa cidade extremamente populosa e evoluída, este desenho tem uma função essencialmente crítica, mas também descritiva e simbólica, visto que por trás de um simples desenho está aquilo que corresponde à realidade: a passagem do tempo e a passividade do ser humano perante um problema, esse problema que é o aquecimento global. Esta imagem é um conselho, ou até mesmo, um aviso que apela à consciência do ser humano relativamente às consequências dos seus próprios atos, que irão danificar a Natureza e, consequentemente, o nosso próprio futuro e o futuro da nossa espécie como habitante do planeta Terra.



TEXTO ARGUMENTATIVO: 


O tempo e a sua transição

A observação da ampulheta, símbolo do tempo e da sua transição, leva-me à reflexão daquilo a que damos o nome de TEMPO. O tempo e a sua passagem… Será o tempo um icebergue, isto é, algo duro e difícil de ultrapassar? E será que a sua passagem nos asfixiará, tal como na ilustração a cidade é inundada pela água proveniente do icebergue?

É lógico que a passagem do tempo é algo inexorável, por muito que tentemos fugir não dá para escapar, contudo, é algo que continua a preocupar e atormentar o ser humano. Diria, neste caso, Ricardo Reis, consciente da inexorabilidade da passagem do tempo, “O tempo passa (…) Envelhecemos”. Tudo isto é verdade de tal modo que o ser humano, assim como todos os seres vivos, nasce, cresce e morre e, por isso, assim como a vida, o tempo é algo cíclico. Todos os dias amanhece e todos os dias anoitece.

Deste modo, a passagem do tempo é inevitável, porém pertence-nos a nós, seres humanos a capacidade de encarar o tempo e a sua passagem como algo tão leve e natural como a vida e acima de tudo, pertence-nos a capacidade de não nos deixarmos asfixiar pela fugacidade e transitoriedade do tempo.



Marisa Brito, 12º C

domingo, 1 de março de 2015

Da Imagem - Desemprego Jovem - por Sara Silva








LEITURA DA IMAGEM:

            O cartoon aqui apresentado transmite-nos a ideia de um “crescimento” educativo de um ser humano, desde a sua inocência, enquanto criança, até à consciência da realidade em fase já adulta.

            Encontramos, como primeira notação, um ingénuo ser vivo brincando com material de desenho, vulgar na sua idade. Logo de seguida, visualizamos a sua entrada no domínio escolar, elevando-se ao patamar acima proposto, ou seja, o ensino secundário, como se pode confirmar. A última etapa será, assim, o ensino universitário, como conclusão deste progresso educativo.

            Cada vez mais perto do seu objetivo, isto é, atingir uma carreira profissional de sucesso, verificamos que a este individuo lhe surge um entrave. A dificuldade de conseguir um emprego, cada vez mais presente na mentalidade dos jovens, é considerar toda a sua dedicação e esforço, um caminho em vão… E, infelizmente, sem final à vista.



TEXTO ARGUMENTATIVO:



Desemprego Juvenil


  Muitos são os problemas que a sociedade enfrenta, provocados pela crise económica e financeira que o país atravessa. Infelizmente, a juventude é uma das faixas etárias/sociais mais fustigadas, nomeadamente pela falta de oportunidades profissionais. 

   A atingir proporções incontroláveis, a taxa de desemprego apresentada pelos índices nacionais corresponde, maioritariamente, a jovens desempregados, cujas licenciaturas de nada valem num país com carência a nível do mercado de trabalho. A falta de experiência, conhecimentos práticos e destreza, são as principais razões apresentadas pelas nossas empresas, públicas e privadas, para justificarem a não admissão de jovens trabalhadores. No mesmo sentido, segue o nosso Governo, que se coloca numa posição de neutralidade, pois a sua resposta, relativamente a este obstáculo socioeconómico, é um “mero” silêncio.

   No entanto, nós jovens da atual sociedade, não podemos deixar que estes resultados nos desmotivem e impeçam a nossa evolução. Pelo contrário, devemos investir na nossa formação, aproveitar todas as oportunidades para enriquecer os nossos conhecimentos e experiências.

    Em suma, o desemprego tem que ser atenuado para que o nosso país atinja níveis de prosperidade. Contudo, não podemos esperar, eternamente, que o nosso Governo aja sobre este problema permanente; não podemos continuar a fazer “círculos” em redor das ofertas de emprego nos jornais (que são cada vez mais reduzidas), a marcar entrevistas sem resposta, nem a escutar um “Não!” pelo telefone.
Assim, só alimentamos ilusões…



“O desemprego do homem deve ser tratado como uma tragédia e não como uma estatística económica.” 

                                 (Papa João Paulo II)



Sara Silva, 12º G