domingo, 22 de fevereiro de 2015

Da Imagem - Redes Sociais - por Claúdia Macedo







Leitura da imagem:

Banksy é um pseudónimo de um grafiteiro, ativista político, um artista de rua desconhecido. As suas obras, facilmente encontrados nas ruas de várias cidades do mundo, servem para fazer críticas socias, comportamentais e políticas de forma agressiva e sarcástica, provocando uma sensação de concordância e de identidade aos seus observadores.

Nesta imagem vemos uma criança a chorar, a lamentar-se, com um telemóvel na mão e uns ícones sociais, nomeadamente, o ícone de amizade, de conversas e de favoritos, que estão vazios. A criança está a chorar por causa disso, mostrando-nos logo a importância das redes sociais para a criança. Também podemos destacar a cor na imagem, todo o fundo está sem cor à excepção da criança, do telemóvel e dos ícones sociais, que estão com uma cor atrativa, claramente a chamar à atenção. 

Com esta imagem Banksy pretende fazer uma critíca sobre infância deturpada. As crianças, nas sociedades atuais [todas?], só vivem das redes sociais, estas é que comandam a sua vida. A sua felicidade e a sua atenção estão centradas nelas.


Criação de texto a partir da imagem:


As redes sociais são óptimos meios de comunicação e facilitam a vida em vários aspetos. Ajudam a manter os relacionamentos, mesmo que à distância. É muito mais simples, rápido e barato comunicar através de uma rede social para qualquer parte do mundo do que mandar cartas, mensagens ou fazer telefonemas. Para além disso, também facilitam a expressão do que se sente e pensa através do compartilhamento de imagens, textos e vídeos. Outro aspeto bastante positivo e que dá muito jeito é a quantidade de informações que podemos retirar das redes sociais, contribuindo para o nosso enriquecimento intelectual.

Porém, as redes sociais também têm alguns aspetos prejudiciais.Nos dias de hoje as diversas opções de redes sociais ocupam a maior parte do tempo das pessoas, pricipalmente dos jovens. Sem se aperceberem, acabam por gastar horas, em vez de as utilizarem em algo mais produtivo. Para além disso, criam-se barreiras para a socialização física: as pessoas vão afastar-se, vão preferir ficar em casa a comunicar através das redes sociais, não saindo, não convivendo cara a cara, não sendo este um distanciamento saudável.

"Costumo dizer que o Twitter é como um bar, o Facebook é como uma sala de estar e o LinkedIn é como uma câmara de negócios." Uma frase conhecida que expressa no que se estão a tornar as redes sociais, é como se nos estivessem a roubar o tempo, a vida, tudo se baseia nelas, tudo gira à volta delas.Até as crianças, os seres mais inocentes, curiosos, inconscientes que temos, nos foram roubados por elas. Cada vez mais cedo aprendem a estar numa rede social, a gostar de estar lá, esquecendo o mundo que há fora delas, um mundo muito mais saudavél e bonito, que merece muito mais a nossa atenção. 

As redes sociais são como uma prisão e quem não dá por isso é o mais puro prisioneiro. 


Cláudia Macedo, 12ºC

sábado, 31 de janeiro de 2015

Da Imagem - o Papel da História - por Ricardo Ferraz
















Leitura da imagem

 Grande Ironia

A Primeira Guerra Mundial, também conhecida como a guerra para acabar com todas as guerras, estendeu-se por toda a Europa, destruindo tudo à sua frente. Contudo, graças a jornalistas e à população dos locais afetados, foi possível filmar e fotografar alguns momentos do que foi um dos maiores conflitos que a humanidade já presenciou. Muitos desses ficheiros audiovisuais foram recuperados, tratados e reunidos em documentários como o que contém estas imagens a cores da cidade de Ipres após a batalha de Passchendaele durante a Primeira Guerra Mundial.


Na imagem do lado esquerdo, em plano de fundo pode-se observar uma rua deserta com lixo no chão, enquanto em primeiro plano pode-se constatar um soldado de origem, provavelmente, canadiana, de pé e apoiado num piano, a observar outro soldado, sentado a seu lado, a tocar piano no meio da rua. Na outra imagem, na mesma cidade, mas noutro momento, pode-se observar edifícios completamente destruídos ao fundo, enquanto soldados se posicionam ao lado de um canhão para serem fotografados. Atrás e ao lado encontra-se uma imagem de Cristo pregado numa cruz alta que se destaca no meio da destruição. Contudo os soldados agem naturalmente.


Tanto a primeira como a segunda imagem revelam a ironia e as contradições da guerra. Quer o piano, quer a cruz são elementos representativos da música e da religião, respectivamente, que por sua vez simbolizam a alegria, a paz e a esperança, conceitos pouco usuais em cenários devastadores como estes. É de realçar que só a batalha de Passchendaele vitimou mais de meio milhão de combatentes e civis.



Criação de texto a partir da imagem


O papel da História nos dias de hoje

    

Nos dias que correm, a população em geral preocupa-se com muitas coisas que lhes trazem alegrias e que seriam fantásticas, se não houvesse muitas outras coisas bem mais úteis e interessantes. Hoje em dia, vários temas, que podem ser a “pedra basilar” da resolução de grandes problemas atuais, são postos de parte por parecerem aborrecidos “à vista desarmada”. Um destes temas é a História. Não será o estudo da História relevante para o entendimento de várias áreas como a política? Não poderá a História ser mais interessante se a aprofundarmos mais do que os manuais escolares?


Todos os alunos que frequentam do quinto ao nono ano têm obrigatoriamente aulas de História. Contudo, vários temas, como é o caso das duas Guerras Mundiais, são pouco abordados. No entanto, todos sabemos que muitos desses temas foram fulcrais para os acontecimentos que lhes sucederam e que levaram ao mundo de hoje. No mesmo exemplo, não terá sido o perdão da dívida à Alemanha após esta sair derrotada de ambas as guerras, o motor para que hoje o mesmo país se imponha e subjugue os restantes países europeus?


Para além disso, não nos podemos esquecer que o conhecimento e a cultura geral não “ocupam lugar” e só ajudam. Por exemplo, não será o entendimento da História e da sua metodologia algo importante para nos ajudar em diversas tarefas como, por exemplo, na recolha e na análise e compreensão de ficheiros? Muitas áreas usam a metodologia rigorosa da História, que passa pela heurística, a crítica e a hermenêutica, para avaliar certas situações e problemas do dia-a-dia. Entre estas destacam-se áreas tão variadas como as artes, a literatura e a já mencionada, política.


Para concluir, não nos devemos esquecer das nossas origens. Porém, não devemos ficar chocados, pois como dizia Saramago: “A História não é mais do que uma ficção”, pois, se analisarmos bem, ao longo da História Universal a grande maioria de catástrofes criadas pelo Homem repetem-se e, por mais que nós a estudemos, o futuro já está de certa forma determinado pela ignorância de uns e ganância de outros!



Ricardo Ferraz, 12º D

                                                                                                                                                                                                                                          

Da Imagem – «Periscope» - por André Lopes







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Pawel Kuczynski é um cartunista polaco, nascido em 1976, graduado na universidade de Poznam, que tem sido premiado desde então.
         Na pintura, o «periscope», de sua autoria, podemos ver um individuo do sexo masculino preso numa cela de ferro, a observar o mundo real através de um periscópio, na forma do ícon da rede social Facebook. Para além disso, este último símbolo destaca-se na pintura pela cor, podendo estar subjacente a crítica, que o homem só vive das redes sociais para conhecer o mundo, desprezando o conhecer «cara a cara», isto é, não fazem como as crianças, que para conhecer o mundo, vão à descoberta através dos sentidos, privilegiando o tacto.
         No entanto, a crítica poderá não ficar só por aí, pois o homem está pintado de cores mortiças, remetendo para a falsidade e obscuridade das pessoas que usam as redes sociais. 
         Em suma, esta obra de arte de Pawel Kuczynski tem uma imensa carga crítica, retratando na perfeição o quotidiano dos jovens das sociedades atuais.




Criação de texto a partir da imagem


As redes sociais

As redes socias, como qualquer coisa no mundo, tem benefícios, por exemplo conhecer novas pessoas, desabafar alguns problemas e termos à disposição uma grande quantidade de informação de uma forma bastante rápida e eficaz. Todavia, estas também têm malefícios, como pessoas que se fazem passar por outras e o facto de nem toda a informação ser verídica, entre outras coisas.
          As redes socias são benéficas por vários motivos. Um deles é o facto de se poder manter o contacto com pessoas próximas de nós, desde amigos, colegas de escola e familiares, que estão espalhados pelo mundo, porque as redes sociais são um modo simples de rápido de comunicar , sendo mais fácil  manter uma conversa nas redes socias do que estar a enviar cartas, podendo estas últimas ser extraviadas. Outro motivo para que as redes sociais sejam boas é a quantidade de informação disponibilizada sobre vários temas, e sua especificidade. No entanto, com tanta informação disponível, certamente, que alguma dessa informação não é cem por cento fiável, portanto é preciso saber analisá-la e selecioná-la bem.
         Por outro lado, as redes sociais também podem ter alguns malefícios, como por exemplo a última parte do parágrafo suprajacente. Outro problema presente é a falsa identidade de pessoas, isto é, indivíduos que se fazem passar por outras pessoas ou que as inventam, para conseguirem algo do seu interlocutor, como acontece com os burlões, violadores e pedófilos. Para alémx deste enorme problema há outro que, se não for combatido, muitas das tradições irão perder-se, que é a perda de convívio presencial entre as pessoas. Atualmente, apercebemos que a juventude de todo o mundo prefere estar nas suas casas e falarem uns com os outros nas redes sociais, do que combinarem e programarem algo num lugar e falarem, jogarem e conviverem uns com os outros, fortalecendo a sua amizade.
Concluindo, as redes sociais são bastante úteis, porém é preciso saber utilizá-las, para não sofrermos as variadíssimas consequências, que podem surgir pelo mau uso das mesmas e o seu uso excessivo poderá provocar o termo de diversas tradições da cultura de um país.


André Lopes, 12º D