domingo, 22 de fevereiro de 2015

Da Imagem - Bomba Atómica - por Carlos Picas





Leitura da Imagem:


A imagem apresentada em cima é de um autor anónimo e é uma imagem feita a computador, não se trata de um acontecimento real.


A imagem ilustra a explosão de uma bomba nuclear no centro de uma cidade, e mostra o início do que tudo indica ser a destruição da cidade e a morte de milhões de pessoas. Podemos reparar que a imagem se divide em duas partes: a parte de cima, onde está situada a explosão da bomba, e por onde a onda de destruição se começa a alastrar e podemos também observar o céu negro e a aura gigante por cima do local da explosão. A outra parte da imagem é a parte de baixo, onde aparece ainda a cidade por destruir, os prédios, as estradas, tudo ainda está intacto e belo, mas está tudo apenas a segundos da total destruição. A cidade vai desvanecendo e ficando menos nítida de cima para baixo da imagem, chegando a um ponto em que encontra o céu negro. Essa "linha" é o que separa as duas partes da imagem, tendo como foco de atenção a bomba no centro.


A imagem não é real, mas foi feita com o intuito de fazer uma crítica ao uso das bombas atómicas e da grande onda de destruição que elas causam: morrem milhões de pessoas nas redondezas, muitas ganham doenças e, onde a bomba cai, num certo raio, torna-se impossível de habitar devido aos elevados níveis de radiação. Tudo indica que, se houver uma terceira guerra mundial, a bomba atómica será a arma utilizada e, caso isso aconteça e tendo em conta que é uma arma extremamente poderosa e devastadora, o mundo como o conhecemos pode deixar de existir, podendo, em caso extremo, o ser humano acabar com a sua própria existência.




Criação textual:



A bomba atómica é um dispositivo explosivo cuja força destrutiva deriva das reações nucleares, que podem ser de fissão ou uma combinação de fissão com fusão. A explosão desta bomba causa uma enorme destruição em todo o seu redor, arrasando, destruindo e matando tudo o que apareça num certo raio de distância. É, sem dúvida, a arma mais mortífera já inventada até aos dias de hoje e, sem dúvida, uma má invenção, tendo em conta todo o terror e destruição que a ela lhe está associado.


Até aos dias de hoje apenas duas bombas nucleares foram usadas em guerras. Foram as duas usadas pelos Estados Unidos da América no final da segunda guerra mundial, em que bombardearam duas cidades japonesas: Hiroshima e Nagasaki.


Quando se pensa nas bombas nucleares estima-se sempre que será esta a principal arma usada caso aconteça uma terceira guerra mundial, levando os países que as possuem a bombardearem-se uns aos outros, levando o mundo ao desespero e à sua destruição devido às elevadas quantidades de radiação. 


Este tipo de bombas deveriam ser todas destruídas, caso contrário, caindo nas mãos erradas, poderão levar a uma catástrofe mundial, levando à destruição do planeta terra e à extinção de todas as espécie que nele habitam, pois estas bombas libertam elevadíssimas quantidades de radiação, impossibilitando a vida a todos os organismos vivos. Penso também que deveriam ser destruídas, porque a elas apenas estão associado terror, guerra e poder, não há nada de bom associado às bombas, logo acho extremamente ridículo haver em tanta quantidade uma arma que facilmente pode acabar com todas as espécies do planeta terra.





Carlos Picas, 12º C

Da Imagem - Redes Sociais - por Claúdia Macedo







Leitura da imagem:

Banksy é um pseudónimo de um grafiteiro, ativista político, um artista de rua desconhecido. As suas obras, facilmente encontrados nas ruas de várias cidades do mundo, servem para fazer críticas socias, comportamentais e políticas de forma agressiva e sarcástica, provocando uma sensação de concordância e de identidade aos seus observadores.

Nesta imagem vemos uma criança a chorar, a lamentar-se, com um telemóvel na mão e uns ícones sociais, nomeadamente, o ícone de amizade, de conversas e de favoritos, que estão vazios. A criança está a chorar por causa disso, mostrando-nos logo a importância das redes sociais para a criança. Também podemos destacar a cor na imagem, todo o fundo está sem cor à excepção da criança, do telemóvel e dos ícones sociais, que estão com uma cor atrativa, claramente a chamar à atenção. 

Com esta imagem Banksy pretende fazer uma critíca sobre infância deturpada. As crianças, nas sociedades atuais [todas?], só vivem das redes sociais, estas é que comandam a sua vida. A sua felicidade e a sua atenção estão centradas nelas.


Criação de texto a partir da imagem:


As redes sociais são óptimos meios de comunicação e facilitam a vida em vários aspetos. Ajudam a manter os relacionamentos, mesmo que à distância. É muito mais simples, rápido e barato comunicar através de uma rede social para qualquer parte do mundo do que mandar cartas, mensagens ou fazer telefonemas. Para além disso, também facilitam a expressão do que se sente e pensa através do compartilhamento de imagens, textos e vídeos. Outro aspeto bastante positivo e que dá muito jeito é a quantidade de informações que podemos retirar das redes sociais, contribuindo para o nosso enriquecimento intelectual.

Porém, as redes sociais também têm alguns aspetos prejudiciais.Nos dias de hoje as diversas opções de redes sociais ocupam a maior parte do tempo das pessoas, pricipalmente dos jovens. Sem se aperceberem, acabam por gastar horas, em vez de as utilizarem em algo mais produtivo. Para além disso, criam-se barreiras para a socialização física: as pessoas vão afastar-se, vão preferir ficar em casa a comunicar através das redes sociais, não saindo, não convivendo cara a cara, não sendo este um distanciamento saudável.

"Costumo dizer que o Twitter é como um bar, o Facebook é como uma sala de estar e o LinkedIn é como uma câmara de negócios." Uma frase conhecida que expressa no que se estão a tornar as redes sociais, é como se nos estivessem a roubar o tempo, a vida, tudo se baseia nelas, tudo gira à volta delas.Até as crianças, os seres mais inocentes, curiosos, inconscientes que temos, nos foram roubados por elas. Cada vez mais cedo aprendem a estar numa rede social, a gostar de estar lá, esquecendo o mundo que há fora delas, um mundo muito mais saudavél e bonito, que merece muito mais a nossa atenção. 

As redes sociais são como uma prisão e quem não dá por isso é o mais puro prisioneiro. 


Cláudia Macedo, 12ºC

sábado, 31 de janeiro de 2015

Da Imagem - o Papel da História - por Ricardo Ferraz
















Leitura da imagem

 Grande Ironia

A Primeira Guerra Mundial, também conhecida como a guerra para acabar com todas as guerras, estendeu-se por toda a Europa, destruindo tudo à sua frente. Contudo, graças a jornalistas e à população dos locais afetados, foi possível filmar e fotografar alguns momentos do que foi um dos maiores conflitos que a humanidade já presenciou. Muitos desses ficheiros audiovisuais foram recuperados, tratados e reunidos em documentários como o que contém estas imagens a cores da cidade de Ipres após a batalha de Passchendaele durante a Primeira Guerra Mundial.


Na imagem do lado esquerdo, em plano de fundo pode-se observar uma rua deserta com lixo no chão, enquanto em primeiro plano pode-se constatar um soldado de origem, provavelmente, canadiana, de pé e apoiado num piano, a observar outro soldado, sentado a seu lado, a tocar piano no meio da rua. Na outra imagem, na mesma cidade, mas noutro momento, pode-se observar edifícios completamente destruídos ao fundo, enquanto soldados se posicionam ao lado de um canhão para serem fotografados. Atrás e ao lado encontra-se uma imagem de Cristo pregado numa cruz alta que se destaca no meio da destruição. Contudo os soldados agem naturalmente.


Tanto a primeira como a segunda imagem revelam a ironia e as contradições da guerra. Quer o piano, quer a cruz são elementos representativos da música e da religião, respectivamente, que por sua vez simbolizam a alegria, a paz e a esperança, conceitos pouco usuais em cenários devastadores como estes. É de realçar que só a batalha de Passchendaele vitimou mais de meio milhão de combatentes e civis.



Criação de texto a partir da imagem


O papel da História nos dias de hoje

    

Nos dias que correm, a população em geral preocupa-se com muitas coisas que lhes trazem alegrias e que seriam fantásticas, se não houvesse muitas outras coisas bem mais úteis e interessantes. Hoje em dia, vários temas, que podem ser a “pedra basilar” da resolução de grandes problemas atuais, são postos de parte por parecerem aborrecidos “à vista desarmada”. Um destes temas é a História. Não será o estudo da História relevante para o entendimento de várias áreas como a política? Não poderá a História ser mais interessante se a aprofundarmos mais do que os manuais escolares?


Todos os alunos que frequentam do quinto ao nono ano têm obrigatoriamente aulas de História. Contudo, vários temas, como é o caso das duas Guerras Mundiais, são pouco abordados. No entanto, todos sabemos que muitos desses temas foram fulcrais para os acontecimentos que lhes sucederam e que levaram ao mundo de hoje. No mesmo exemplo, não terá sido o perdão da dívida à Alemanha após esta sair derrotada de ambas as guerras, o motor para que hoje o mesmo país se imponha e subjugue os restantes países europeus?


Para além disso, não nos podemos esquecer que o conhecimento e a cultura geral não “ocupam lugar” e só ajudam. Por exemplo, não será o entendimento da História e da sua metodologia algo importante para nos ajudar em diversas tarefas como, por exemplo, na recolha e na análise e compreensão de ficheiros? Muitas áreas usam a metodologia rigorosa da História, que passa pela heurística, a crítica e a hermenêutica, para avaliar certas situações e problemas do dia-a-dia. Entre estas destacam-se áreas tão variadas como as artes, a literatura e a já mencionada, política.


Para concluir, não nos devemos esquecer das nossas origens. Porém, não devemos ficar chocados, pois como dizia Saramago: “A História não é mais do que uma ficção”, pois, se analisarmos bem, ao longo da História Universal a grande maioria de catástrofes criadas pelo Homem repetem-se e, por mais que nós a estudemos, o futuro já está de certa forma determinado pela ignorância de uns e ganância de outros!



Ricardo Ferraz, 12º D