sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Da imagem - Alcoolismo - por Violeta Carvalho








Leitura da imagem:

Esta imagem tem uma clara função representativa, ilustrando uma triste realidade, a de uma família que vive um drama causado pela droga que é o álcool.
A mãe, com um olhar magoado, observa toda a situação que acaba de presenciar, enquanto os seus filhos a agarram assustados e medrosos fugindo do pai, que causou toda aquela destruição. Todo o cenário é assustador, uma cadeira quebrada, os copos entornados em cima da mesa ao lado de uma garrafa quase vazia, um cinto no chão e mais uma garrafa partida.
É possível ainda observar que, entre a garrafa em primeiro plano e a família afastada, se encontra o alcoólico com as mãos na cabeça, tomando consciência da desgraça que causou e parece arrepender-se.
 Assim, a causa de toda aquela destruição foi o álcool, que o individuo decidiu conscientemente ingerir, acabando por magoar a sua família.


Texto argumentativo:


O alcoolismo tem sido uma das maiores preocupações da saúde pública no mundo, estando associado a diversos problemas, nomeadamente, os familiares. É muitas vezes visto como o caminho para a descontração e felicidade. Ora se isto fosse verdade, não aconteceriam tantas desgraças associadas a este problema. Pelo contrário, o álcool é um dos vícios que mais causa estragos e tristeza, sendo a família uma vítima inocente que sofre ao deparar-se com um alcoólico que dia após dia cai na rua da amargura.
É muito difícil lidar diariamente com alguém que nunca está lúcido, o ambiente familiar torna-se pesado, as discussões começam a gerar-se, vão crescendo e crescendo…Até que o alcoólico fica fora de si e parte para a violência física. É este o pior momento que uma família pode viver. É horrível. Infelizmente, é frequente isso acontecer. Os filhos assistem muitas vezes à sua mãe ser alvo de agressões e a raiva vai crescendo dentro deles, acabando por reagirem também inconscientemente, atacando fisicamente o alcoólico, de modo a proteger a mãe. Mas esta atitude não é a mais correta, devem sim pedir ajuda a alguém que conheçam. Contudo, no meio de toda a confusão e vergonha, as famílias preferem aguentar e não pedir auxílio. Vivem assim em constante sufoco e sofrimento.
Para além da violência física, há muitas outras consequências gravíssimas causadas por esta doença. Por vezes, os dependentes de álcool são pessoas com baixo poder económico, que se refugiam neste para esquecerem a realidade até que, sem se aperceberem, entram numa rua sem saída e, assim, mais desgraças se avizinham.  Vão trabalhar e conduzir alcoolizados, colocando vidas em perigo e compram compulsivamente bebida. Todas estas atitudes se refletem negativamente na vida real. Perdem o emprego, têm acidentes de viação e desperdiçam muito dinheiro. Dinheiro esse necessário para pagar a casa, as contas e a comida. A família, lúcida e inocente, é que vive atormentada e desesperada com tudo o que se depara.
Em suma, o alcoolismo é um poço sem fundo, que apenas acarreta agonia, desespero, desgosto e sofrimento para a família, afetando-a não só fisicamente, mas também psicologicamente. É necessário apenas coragem e força de vontade para superar este vício e voltar a amar conscientemente a família, pois família apenas há uma.


Violeta Carvalho, 12º D

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Da imagem - Bullying - por Márcia Miranda









Leitura da Imagem:

É de facto uma grande verdade que uma imagem vale mais do que mil palavras e esta é, sem dúvida, poderosa em termos de mensagem transmitida e por ser incrivelmente marcante.
É possível observar uma rapariga com imensas palavras escritas no rosto, braços e mãos, palavras essas que são insultos, sentimentos, etc… e sem dificuldade nenhuma percebemos que retrata uma vítima de bullying, com uma fita adesiva na boca, o que a impede de falar sobre aquilo que está a passar. O seu cruzar de braços pode significar que está presa, que se sente bloqueada, sem nenhuma saída para o seu problema. Podemos ainda deduzir que o facto de a imagem estar a preto e branco significa o horror, o terror, o medo e o sofrimento de cada vítima, sendo que o plano preto atrás da rapariga mostra que os agredidos sentem que não há saída para este problema, para eles não existe nenhuma “luz ao fundo do túnel”.
Esta imagem, com função argumentativa, retrata um problema que é cada vez mais comum na sociedade atual, levando a que o número de suicídios aumente de dia para dia.
Os maus tratos deixaram de ser frequentes apenas em pessoas mais tímidas e passaram a verificar-se em pessoas que os agressores consideram feias, gordas, também aos homossexuais, etc., etc.
A rapariga desta imagem, assim como todas as vítimas de bullying, só pede uma única coisa para poder ser feliz, “STOP BULLYING”.

Texto Argumentativo:  


BULLYING

O Bullying é sem dúvida um dos problemas que, infelizmente, mais tem marcado a sociedade atual. Não é novidade para nenhum de nós que os casos de bullying têm vindo a aumentar cada vez mais, sendo que, em muitos casos, as vítimas chegam mesmo a cometer o suicídio. 

A verdade é que o bullying passou a ser um completo passatempo e maneira de diversão por parte dos agressores, que chegam mesmo a gravar situações para publicar na internet. E a questão é esta: até quando? Até quando vamos ter de viver com isto? Quantas mais pessoas vão ter de sofrer, e até mesmo morrer, para que alguma coisa seja feita? Está na hora de por fim ao sofrimento de milhões de pessoas que todos os dias têm de enfrentar situações de tortura física e psicológica. 

Quando é que estes cérebros medíocres vão entender que não tem piada maltratar alguém só porque é mais gordo, mais feio, mais tímido ou homossexual?! Quando é que este seres, desprovidos de qualquer tipo de inteligência, vão entender que não tem piada? Vejam bem o quão ridículo é esta situação: haver quem maltrate alguém, simplesmente, porque é fã de um artista que vocês não gostam? Uma das provas de que é impossível viver nessas condições, foi o facto de Martim, um jovem português de 15 anos, se suicidar na banheira de casa depois de ser vítima de bullying na escola por ser fã de Justin Bieber. E outro caso recente e não menos chocante, foi o de um jovem Colombiano que se suicidou, atirando-se do telhado de um centro comercial, pois, durante semanas, esteve sujeito a tortura psicológica por parte de administradores e funcionários do colégio que frequentava, por ser homossexual. 

No ano de 2014, 75 000 pessoas foram vítimas de bullying por serem homossexuais. 21 00 suicidaram-se… Não podemos conformar-nos com isto, muito menos quando os nossos filhos poderão vir a passar pelo mesmo! Todos merecemos respeito e vivermos felizes.
Existe cura para as deficiências mentais de um agressor, mas nunca haverá para as sequelas causadas a uma vítima…

Don’t be afraid to stand up and speak out. You are not alone .”


Márcia Miranda, 12º D

Da Imagem - Perdida em Mim - por Micaela Costa






Leitura da imagem:

Como é possível observar, nesta imagem encontra-se uma estrada. Uma das milhares que existem por todo o mundo. Tal como cada um de nós é, também, um no meio de outros tantos milhares. É possível observar o estreitamento do caminho, juntamente com a aparição de um nevoeiro que nos impede de ver o que se encontra adiante.
Esta figura pode ser, então, sobreposta na nossa vida, na medida em que temos um longo percurso pela frente, e muitas vezes o futuro, o que nos espera, é incerto e nada claro. E, muitas vezes, isso acaba por nos assustar, levando a uma certa desorientação.


Criação textual a partir da imagem:


Perdida em mim

    
Tenho estado tão confusa. Não sei quem sou. Não encontro um pedaço de algo maravilhoso há bastante tempo. Sinto-me como uma alma perdida que nunca irá ser encontrada, como se o meu corpo estivesse aqui mas o meu coração não. Vivo num local onde não me enquadro e mal posso esperar para sair daqui, no entanto, nem dois cêntimos tenho. Nem sei o que quero fazer o resto da minha vida. Sinto-me como se estivesse numa estrada sem destino certo, sem saber o que irei encontrar. Tenho estado tão confusa, assustada, sobrecarregada. Encontro-me num mundo gigante, e ainda não comecei a viver, mas já me sinto a desistir. Preciso de me encontrar, de me descobrir. Estou presa entre querer e precisar de mais.
Ninguém me avisou que crescer seria assim tão complicado. Tenho saudades dos dias em que achava que crescer seria a melhor coisa do mundo. Quando dizia coisas inocentes como “Vou poder conduzir. A vida vai ser fácil, porque vou poder ir onde quiser.” “O futuro não me assusta.” Mas depois tudo se desmoronou: “A escola está cada vez mais difícil, a pressão aumenta a cada segundo que passa.” “Quando é que o mundo se tornou tão maléfico?” “Como é que isto aconteceu? O que vou fazer no futuro?”. Quando os sumos passaram a ser vodka, a bicicleta se transformou num carro, a guerra deixou de ser apenas um jogo. Agora a dor não é apenas física, mas também psicológica, e o cansaço não passa com uma boa noite de sono. Gostava de ter dito ao meu “eu” com 6 anos para aproveitar a infância enquanto podia. Pelo menos para não passar o tempo a querer ser “grande” ou para não desperdiçar nenhum segundo daquela doce inocência de criança. Não sei, mesmo nas melhores circunstâncias, há algo trágico no crescimento.
A verdade é que o futuro me assusta, me aterroriza completamente. Tenho medo da pessoa em que me irei tornar. Será que irei ter orgulho nisso? Vou-me tornar nos livros que irei ler, o meu café preferido, a música que irei ouvir. Serei a minha própria obra de arte, as pessoas que amar, a máscara que usar. Sei que não vai ser um caminho fácil, irei enfrentar obstáculos e duvido que os supere a todos. Não me sinto preparada para ter o peso do mundo nos meus ombros.
Sei que uma vez me disseram que é preciso coragem para crescer e nos tornarmos em quem realmente somos, mas o meu medo de falhar supera qualquer coisa. No entanto, talvez seja essa a minha maior motivação para crescer. Talvez.
Micaela Costa, 12º G

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Da Imagem - Revolução da Beleza - por Rita Vale Lima







Leitura da imagem:


Fra.Biancoshock é um artista de rua italiano que pretende refletir e criticar determinadas atitudes da sociedade, neste caso, a artificialidade do mundo, através das suas intervenções urbanas. Sendo considerado o pai da arte efémera, categoria criada por ele, as suas criações temporárias de arte de rua permanecem no mundo virtual pela sua extravagância e cor.

Na fotografia destaca-se um tronco de uma árvore a cores na qual se encontra pendurada uma placa “100% NATURE 0%SILICONE”e, por cima, duas plantas verdes em forma de seios. Em segundo plano, aparece uma rua com casas a preto e branco e com um aspeto degradante, abandonado e estragado.

Denota-se claramente a presença de dois planos distintos, o primeiro plano, a cores, representando aquilo que é “100%” natural, e o segundo plano, a preto e branco, representado aquilo que é criado, manufaturado por nós, ou seja, “artificial”. O artista pretende assim criticar a artificialidade do mundo, que o torna menos belo e triste. O natural sobrepõe-se sempre ao artificial, daí a árvore estar mais próxima que o restante cenário. Por ser natural torna-se mais belo e vivo, em oposição ao cenário escuro que lembra algo parado, sem alegria, menos vivo.








A revolução da beleza




A investigação científica permitiu não só descobrir novas doenças, como também novos e melhores meios de tratamento das mesmas. A estética, um dos ramos da ciência preocupado com a beleza, que está a crescer a passos largos, tornou “real” a possibilidade de atingir a “perfeição” e a “juventude eterna”. Apesar das suas inúmeras desvantagens, acredito que as vantagens desta ciência tornam a sua descoberta muito valiosa.

Começando por abordar os aspetos negativos, a preocupação com a imagem, quer por razões profissionais quer por satisfação própria, levou ao “abuso” da estética, tornando-se por vezes um vício. Na verdade, atualmente já se torna difícil encontrar gente que não tenha sofrido qualquer intervenção cirúrgica durante a sua vida. A pressão da imprensa e da própria sociedade em manter os seus ícones sempre jovens levada ao exagero pode estragar por completo a aparência das pessoas. Tomemos o exemplo da Duquesa de Alba, cujo excesso de cirurgias plásticas tornou a sua cara um pouco disforme. Além disso, estas técnicas podem até prejudicar a saúde do próprio ser humano, como é o caso de implantes que rebentaram e levaram à morte das pessoas ou implantes com substâncias malignas que tiveram que ser retirados anos depois da sua colocação.

Por outro lado, a estética pode ser utilizada para aumentar a autoestima, dado que torna possível o alcance da imagem desejada por quase todas as pessoas. É de salientar que pessoas que apresentam determinadas partes do corpo em proporções exageradas ou abaixo do normal, recorrendo a cirurgias, conseguem corrigir e atingir o tamanho dito “ideal”. Também é frequente utilizar estes métodos com o intuito de remediar acidentes, por exemplo, queimaduras na pele, e consequências negativas de certas doenças, como por exemplo, alguns tipos de cancro.

Em suma, esta bomba milagrosa, que é a estética, revolucionou o mundo e, mais concretamente, a saúde das pessoas. Devemos recorrer a estas práticas tendo consciência das suas implicações. Há limites!…



Rita Vale Lima, 12º D