sábado, 31 de janeiro de 2015

Da Imagem – «Periscope» - por André Lopes







Leitura da imagem



Pawel Kuczynski é um cartunista polaco, nascido em 1976, graduado na universidade de Poznam, que tem sido premiado desde então.
         Na pintura, o «periscope», de sua autoria, podemos ver um individuo do sexo masculino preso numa cela de ferro, a observar o mundo real através de um periscópio, na forma do ícon da rede social Facebook. Para além disso, este último símbolo destaca-se na pintura pela cor, podendo estar subjacente a crítica, que o homem só vive das redes sociais para conhecer o mundo, desprezando o conhecer «cara a cara», isto é, não fazem como as crianças, que para conhecer o mundo, vão à descoberta através dos sentidos, privilegiando o tacto.
         No entanto, a crítica poderá não ficar só por aí, pois o homem está pintado de cores mortiças, remetendo para a falsidade e obscuridade das pessoas que usam as redes sociais. 
         Em suma, esta obra de arte de Pawel Kuczynski tem uma imensa carga crítica, retratando na perfeição o quotidiano dos jovens das sociedades atuais.




Criação de texto a partir da imagem


As redes sociais

As redes socias, como qualquer coisa no mundo, tem benefícios, por exemplo conhecer novas pessoas, desabafar alguns problemas e termos à disposição uma grande quantidade de informação de uma forma bastante rápida e eficaz. Todavia, estas também têm malefícios, como pessoas que se fazem passar por outras e o facto de nem toda a informação ser verídica, entre outras coisas.
          As redes socias são benéficas por vários motivos. Um deles é o facto de se poder manter o contacto com pessoas próximas de nós, desde amigos, colegas de escola e familiares, que estão espalhados pelo mundo, porque as redes sociais são um modo simples de rápido de comunicar , sendo mais fácil  manter uma conversa nas redes socias do que estar a enviar cartas, podendo estas últimas ser extraviadas. Outro motivo para que as redes sociais sejam boas é a quantidade de informação disponibilizada sobre vários temas, e sua especificidade. No entanto, com tanta informação disponível, certamente, que alguma dessa informação não é cem por cento fiável, portanto é preciso saber analisá-la e selecioná-la bem.
         Por outro lado, as redes sociais também podem ter alguns malefícios, como por exemplo a última parte do parágrafo suprajacente. Outro problema presente é a falsa identidade de pessoas, isto é, indivíduos que se fazem passar por outras pessoas ou que as inventam, para conseguirem algo do seu interlocutor, como acontece com os burlões, violadores e pedófilos. Para alémx deste enorme problema há outro que, se não for combatido, muitas das tradições irão perder-se, que é a perda de convívio presencial entre as pessoas. Atualmente, apercebemos que a juventude de todo o mundo prefere estar nas suas casas e falarem uns com os outros nas redes sociais, do que combinarem e programarem algo num lugar e falarem, jogarem e conviverem uns com os outros, fortalecendo a sua amizade.
Concluindo, as redes sociais são bastante úteis, porém é preciso saber utilizá-las, para não sofrermos as variadíssimas consequências, que podem surgir pelo mau uso das mesmas e o seu uso excessivo poderá provocar o termo de diversas tradições da cultura de um país.


André Lopes, 12º D


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Da Imagem - amor canino - por Joana Costa






Leitura da Imagem:

Nesta imagem podemos observar uma criança com o seu cão num parque. Destaca-se um menino com uma doença, visível através da cadeira de rodas, e o seu cão que, infelizmente, só tem três patas. A expressão destes demonstra a cumplicidade e o carinho que sentem um pelo outro.

Texto argumentativo: Relação entre um animal e um ser humano


     É incrível a relação de carinho e amizade existente entre um animal e um ser humano, em especial o amor dos cães, que é incondicional. A alegria que muitos nos podem proporcionar é bem melhor e verdadeira que a da maioria das pessoas.                                                  
     As nossas escolhas, de uma maneira geral, dizem muito da nossa personalidade, precisamente pelo facto da maioria delas serem feitas de forma inconsciente. Os animais ganham uma grande afetividade com as pessoas, o que é bom para eles e bom para nós, pois ajuda no desenvolvimento de cada um a nível emocional. Os animais acabam por fazer bem às crianças e, ao adotá-los, estamos a fazer um pequeno mundo melhor.
     Exemplo de uma amizade incondicional entre uma criança e um animal, é a história do menino da imagem, Owen Howkins, de apenas sete anos, que sofre de síndrome de Schwartz-Jampel, que lhe deixa os músculos em estado de tensão permanente, e do pastor italiano, com apenas três patas, que sobreviveu ao atropelamento de um comboio, depois de amarrado por jovens a uma linha férrea. O cão tem sido o melhor amigo de Owen, desde que foi adotado pela família, em 2012, ainda bebé. Owen não gostava nem de sair nem de pessoas, mas com a chegada de Haatchi isso mudou, agora ele quer falar com todos sobre ele (Haatchi) e quer ir a exposições de cães, exprimindo o seu amor pelo animal de estimação com as seguintes palavras “Eu sinto-me muito feliz”.

“ Os cães amam os seus amigos e mordem os seus inimigos, bem diferente das pessoas, que são incapazes de sentir amor puro e têm sempre que misturar amor e ódio nas suas relações” 
Sigmund Freud


Joana Costa 12ºG

Da imagem - Alcoolismo - por Violeta Carvalho








Leitura da imagem:

Esta imagem tem uma clara função representativa, ilustrando uma triste realidade, a de uma família que vive um drama causado pela droga que é o álcool.
A mãe, com um olhar magoado, observa toda a situação que acaba de presenciar, enquanto os seus filhos a agarram assustados e medrosos fugindo do pai, que causou toda aquela destruição. Todo o cenário é assustador, uma cadeira quebrada, os copos entornados em cima da mesa ao lado de uma garrafa quase vazia, um cinto no chão e mais uma garrafa partida.
É possível ainda observar que, entre a garrafa em primeiro plano e a família afastada, se encontra o alcoólico com as mãos na cabeça, tomando consciência da desgraça que causou e parece arrepender-se.
 Assim, a causa de toda aquela destruição foi o álcool, que o individuo decidiu conscientemente ingerir, acabando por magoar a sua família.


Texto argumentativo:


O alcoolismo tem sido uma das maiores preocupações da saúde pública no mundo, estando associado a diversos problemas, nomeadamente, os familiares. É muitas vezes visto como o caminho para a descontração e felicidade. Ora se isto fosse verdade, não aconteceriam tantas desgraças associadas a este problema. Pelo contrário, o álcool é um dos vícios que mais causa estragos e tristeza, sendo a família uma vítima inocente que sofre ao deparar-se com um alcoólico que dia após dia cai na rua da amargura.
É muito difícil lidar diariamente com alguém que nunca está lúcido, o ambiente familiar torna-se pesado, as discussões começam a gerar-se, vão crescendo e crescendo…Até que o alcoólico fica fora de si e parte para a violência física. É este o pior momento que uma família pode viver. É horrível. Infelizmente, é frequente isso acontecer. Os filhos assistem muitas vezes à sua mãe ser alvo de agressões e a raiva vai crescendo dentro deles, acabando por reagirem também inconscientemente, atacando fisicamente o alcoólico, de modo a proteger a mãe. Mas esta atitude não é a mais correta, devem sim pedir ajuda a alguém que conheçam. Contudo, no meio de toda a confusão e vergonha, as famílias preferem aguentar e não pedir auxílio. Vivem assim em constante sufoco e sofrimento.
Para além da violência física, há muitas outras consequências gravíssimas causadas por esta doença. Por vezes, os dependentes de álcool são pessoas com baixo poder económico, que se refugiam neste para esquecerem a realidade até que, sem se aperceberem, entram numa rua sem saída e, assim, mais desgraças se avizinham.  Vão trabalhar e conduzir alcoolizados, colocando vidas em perigo e compram compulsivamente bebida. Todas estas atitudes se refletem negativamente na vida real. Perdem o emprego, têm acidentes de viação e desperdiçam muito dinheiro. Dinheiro esse necessário para pagar a casa, as contas e a comida. A família, lúcida e inocente, é que vive atormentada e desesperada com tudo o que se depara.
Em suma, o alcoolismo é um poço sem fundo, que apenas acarreta agonia, desespero, desgosto e sofrimento para a família, afetando-a não só fisicamente, mas também psicologicamente. É necessário apenas coragem e força de vontade para superar este vício e voltar a amar conscientemente a família, pois família apenas há uma.


Violeta Carvalho, 12º D

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Da imagem - Bullying - por Márcia Miranda









Leitura da Imagem:

É de facto uma grande verdade que uma imagem vale mais do que mil palavras e esta é, sem dúvida, poderosa em termos de mensagem transmitida e por ser incrivelmente marcante.
É possível observar uma rapariga com imensas palavras escritas no rosto, braços e mãos, palavras essas que são insultos, sentimentos, etc… e sem dificuldade nenhuma percebemos que retrata uma vítima de bullying, com uma fita adesiva na boca, o que a impede de falar sobre aquilo que está a passar. O seu cruzar de braços pode significar que está presa, que se sente bloqueada, sem nenhuma saída para o seu problema. Podemos ainda deduzir que o facto de a imagem estar a preto e branco significa o horror, o terror, o medo e o sofrimento de cada vítima, sendo que o plano preto atrás da rapariga mostra que os agredidos sentem que não há saída para este problema, para eles não existe nenhuma “luz ao fundo do túnel”.
Esta imagem, com função argumentativa, retrata um problema que é cada vez mais comum na sociedade atual, levando a que o número de suicídios aumente de dia para dia.
Os maus tratos deixaram de ser frequentes apenas em pessoas mais tímidas e passaram a verificar-se em pessoas que os agressores consideram feias, gordas, também aos homossexuais, etc., etc.
A rapariga desta imagem, assim como todas as vítimas de bullying, só pede uma única coisa para poder ser feliz, “STOP BULLYING”.

Texto Argumentativo:  


BULLYING

O Bullying é sem dúvida um dos problemas que, infelizmente, mais tem marcado a sociedade atual. Não é novidade para nenhum de nós que os casos de bullying têm vindo a aumentar cada vez mais, sendo que, em muitos casos, as vítimas chegam mesmo a cometer o suicídio. 

A verdade é que o bullying passou a ser um completo passatempo e maneira de diversão por parte dos agressores, que chegam mesmo a gravar situações para publicar na internet. E a questão é esta: até quando? Até quando vamos ter de viver com isto? Quantas mais pessoas vão ter de sofrer, e até mesmo morrer, para que alguma coisa seja feita? Está na hora de por fim ao sofrimento de milhões de pessoas que todos os dias têm de enfrentar situações de tortura física e psicológica. 

Quando é que estes cérebros medíocres vão entender que não tem piada maltratar alguém só porque é mais gordo, mais feio, mais tímido ou homossexual?! Quando é que este seres, desprovidos de qualquer tipo de inteligência, vão entender que não tem piada? Vejam bem o quão ridículo é esta situação: haver quem maltrate alguém, simplesmente, porque é fã de um artista que vocês não gostam? Uma das provas de que é impossível viver nessas condições, foi o facto de Martim, um jovem português de 15 anos, se suicidar na banheira de casa depois de ser vítima de bullying na escola por ser fã de Justin Bieber. E outro caso recente e não menos chocante, foi o de um jovem Colombiano que se suicidou, atirando-se do telhado de um centro comercial, pois, durante semanas, esteve sujeito a tortura psicológica por parte de administradores e funcionários do colégio que frequentava, por ser homossexual. 

No ano de 2014, 75 000 pessoas foram vítimas de bullying por serem homossexuais. 21 00 suicidaram-se… Não podemos conformar-nos com isto, muito menos quando os nossos filhos poderão vir a passar pelo mesmo! Todos merecemos respeito e vivermos felizes.
Existe cura para as deficiências mentais de um agressor, mas nunca haverá para as sequelas causadas a uma vítima…

Don’t be afraid to stand up and speak out. You are not alone .”


Márcia Miranda, 12º D