segunda-feira, 6 de outubro de 2014

MANIFESTO ANTI-NIM por Beatriz Fernandes




 
  Pior que o tudo ou nada é o meio termo. Pior que não gostar ou amar, é não gostar nem amar. É andar ali na corda bamba, com um pé no ar e as mãos à deriva, onde tudo pode correr bem e, assim, recuperar o equilíbrio ou, pelo contrário, mais certo e ridículo, cair de fronhas no chão, sem paninhos que nos confortem.
  Em mim não cabe um quase, um assim assim, um pseudo qualquer coisa, uma metade… Essas coisas são piores que aturar uma criança em clímax de petilhice.
  Morram esses azucrinantes talvez! PIM!
  É tão útil quanto ter um armário cheio de roupa e mesmo assim não ter nada para vestir.
  Se soubessem a revolta que me chega! Para ter, por exemplo, um pseudo-amor mais valia ser de pedra! Não nos dá certezas de nada e só confunde ainda mais. É caso para me virar para este néscio sentimento e dizer-lhe "fica quieto ou decide-te, pois não tenho vida para andar à tua mercê".
  É que isto faz menos sentido do que a mente de uma mulher em qualquer idade.
  Morram os pseudo-amores que só estorvam! PIM!
  Imaginem só, se já é difícil aturar-me a mim mesma com apenas dezassete anos de existência, se já me considero um ser extremamente confuso, para que serve um assim-assim? Caramba, não tem mais nenhum lado para onde se virar?
  Se não concordas com nada do que falo, pois bem, sorri e acena com a cabeça, por favor. É quase como sentir o lançar de um foguete dentro de mim que nem sequer rebenta, o fervilhar da água com gás, o acender de um fósforo… algo fugaz e faiscante.
  Preferia ter de aturar todos os dias aqueles meninos que cantam as janeiras. Ao menos esses calam-se e vão-se logo embora. Ou até, quiçá, comer moelas, nem que seja uma vez ao ano, o que, para alguém que as repugna, não deixa de ser uma proposta tentadora.
  (Já agora, abaixo também as moelas, que nem são carne nem derivado. PIM! )
  Por isso, ou sim ou sopas, ou ficas ou sais, ou falas ou 'tás calado, ou guardas ou queimas. De coisas medianas está o mundo entediado e nós precisamos é que nos dêem certezas .
  Sou anti-nim, ou é não ou é sim. 


Beatriz Fernandes, 12º D

domingo, 5 de outubro de 2014

MANIFESTO ANTI-PEDRO CHAGAS FREITAS por Juliana Senra




Basta, leitores, basta! Um literato que se contenta com as baboseiras medíocres desta Margarida Rebelo Pinto presa no corpo errado é um literato que nunca o foi. Um espetador impávido desta abominação é um ignorante da arte da escrita e dos seus mestres.
O Pedro Chagas Freitas espezinha-os (será que leu algum deles?). O Pedro, a escrever livros de 1000 páginas unicamente sobre sexo, obviamente tem falta dele. O Pedro não sabe passar cinco minutos sem despejar um cliché que é, oh, tão incisivo e tão tocante para essas donas de casa, tão mal-amadas quanto ele, cuja vida amorosa consiste unicamente na leitura dos seus livros, os pedaços
de excremento mais enfeitados de palavras bonitas que já se viu. O Pedro não percebe que não conseguiu esconder o seu fedor. Ploft.


O Pedro Chagas Freitas é estrábico! E o seu olho zarolho não o deixa ver o nada que despejou nas suas 22 resmas de papel! E as pessoas leem o que ele diz. E as pessoas gostam do que ele diz. O Pedro serve para provar que nem todo o pensador sabe pensar. E as pessoas leem e continuam a não chegar ao crucial pensamento de que é possível fazê-lo. E as pessoas vivem como abelhas na colmeia. O Pedro é a rainha-mãe e pare cada vez mais fãs! 


Mas perdoemos o homem por um momento. Afinal, no seu último livro, ele prometeu falhar. E cumpriu a sua meta com distinção! O Pedro é afinal um vencedor no seu falhanço anunciado! Falhou principalmente em achar que podia vender os seus “conhecimentos” em oficinas de escrita criativa e criar uma claque de devotos imitadores. Ora, Pedro, qualquer escritor sente repulsa só de pensar na ideia de que a criatividade possa ser ensinada! O Pedro é uma prostituta e desbarata a arte em qualquer rua!

Morte ao Pedro Chagas Freitas! Morte ao sensacionalismo romântico! Morte ao nascimento de frases que são desde o início nados-mortos, morte aos textos que fedem, morte aos estrábicos de pensamento! Morte às audiências satisfeitas, morte à resignação. Morra esta nação de Pedros que não sabem conter a sua flatulência e não deixam respirar a razão. Ploft.




Juliana Senra, 12º C




sábado, 4 de outubro de 2014

Manifesto Anti-Preconceito por Raquel Longras




BASTA!
Vivemos numa sociedade onde julgar se tornou banal, em que magoar faz parte do quotidiano! Os corações dão lugar a pedras e os cérebros lugar a areia!
ABAIXO O PRECONCEITO! ABAIXO A IDIOTICE!
MORRA O PRECONCEITO, MORRA! PIM
Uma geração que se deixa representar pelo preconceito, que o usa como defesa é uma geração vazia, sem esperança!
Uma geração comandada pelo preconceito é uma sociedade sem raízes e sem direito ao pensamento!
O preconceito é um escudo que apenas os cobardes utilizam!
Porquê julgar alguém diferente, quando o verdadeiro futuro se encontra naqueles que se destacam?!
O preconceito reside nas mentes pobres!
MORRA O PRECONCEITO, MORRA! PIM
Uma sociedade abaixo de zero é o resultado do preconceito!
O preconceito visa abater uma geração, julgando quem a faz crescer!
Preconceito, que palavra satânica!
Se o preconceito é terrestre, eu quero ser marciana!
E pior é que ainda existem apoiantes de tal. Que ideia mais tola!
Como gostar de algo que reprime outros seres humanos? SUPOSTAMENTE, somos livres para amar quem quisermos! E ninguém deveria ser encostado à parede por ser de outra raça! O preconceito é fruto do medo de ser ultrapassado!
Mas o preconceito é ultrapassado!
Não admira que sejamos os mais atrasados universalmente! Até seres que vivem a milhões de anos luz do nosso planeta, noutras galáxias, nos conseguem visitar (ao que nós chamamos, ignorantemente, objetos voadores não identificados) e nós fazemos uma enorme festa por conseguirmos pisar a lua!
O preconceito impõe-nos o céu como limite!
Se o preconceito está presente, impede-nos de sonhar. Uma geração que não sonhe, é uma geração acabada, injuriada, que nos corta o pensamento, como quem corta carne num ordinário talho!
Quem está aliado ao preconceito, nunca arriscou, mas também nunca existiu!
O preconceito é, por si só, preconceituoso!


MORRA O PRECONCEITO, MORRA! PIM


 Raquel Longras, 12º G

Chuva


um apontamento interior...


Vejo a rua preencher-se pelo dilúvio que varre toda a manifestação de existência. Afogo o fulgor do quente respirar nas profundas água da mágoa, do horror, do sossego de uma oculta satisfação de, através da caneta, revelar nestas folhas o que nem com toda a água do mar se perderá. É graças a esta destruição que consigo revelar a mim mesmo o que a alegria espontânea ofusca constantemente. Por detrás de um húmido e sorridente olhar, resguardam-se as sensações e incertezas, do porquê de sorrir sem feliz estar, de saber sem provar; de o mundo ser um eu e não um lugar.  É toda esta solidão e falta de emoção que me permite viver num mundo maior que toda a encenação chamada realidade.Ignorar este “mais que eu” para fins de autoconservação obriga a que nos submetamos à própria ignorância que em nós geramos, quando o que devemos aprender é a superar esta limitação humana de apenas a tristeza nos trazer os raciocínios de que mais nos orgulhamos.   José Sendim, 12º C