quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Os Novos Vieiras II

Mais um pequeno mas belíssimo exemplo :)




     Meus caros pavões, repreendo-vos sim, e perguntam vocês o porquê. Que tanta superioridade quereis vós transmitir? Ganham o quê com isso? Um castigo no final da vossa vida? Pois, bem me parecia. E as vantagens, onde estão?
     Direis, vós, que as vossas penas são de uma beleza atingível por apenas poucos animais e dou-vos a minha razão. Mas, para quê pavonearem-se da forma como se pavoneiam? É uma coisa agradável de se ver? É, mas… e a humildade? Querem mostrar tanto luxo exterior, para quê? Até Jesus, filho do vosso criador, andava descalço pelos caminhos em terra, e tinha problemas com isso? Não, não tinha. Fazeis-me lembrar uns seres próximos meus, que tanto querem mostrar para, no fim, se arrependerem de tudo. E esse som que vós fazeis? Irrita o suficiente, pelas vastas vezes que o fazeis. Se o fizésseis com mais moderação e quisesse transmitir alguma coisa importante, não fossem apenas "glu's" vazios, ganhavam, pois, um maior respeito meu.
     Mas para que vos interessa a vós as palavras de um simples orador como eu? Bem sei que para nada, bem mal.

 

João Lourenço, 11ºE

sábado, 4 de janeiro de 2014

Os novos Vieiras

  O desafio foi lançado: considera um comportamento social reprovável e, seguindo o exemplo de Padre António Vieira, seleciona um animal que possa representar esse comportamento para servir de base a um texto argumentativo.





Eis um dos textos:



Vedes vós, meus senhores e senhoras, pois não sou o único, aquelas pessoas ali que se fazem passar por “santinhas”, mas quando se vai a ver elas mostram as suas garras e nos prendem não com “unhas e dentes”, mas sim com “garras e dentes”.
O mesmo se passa com este tal animal mitológico chamado de “pegasus”. Este anima com corpo de cavalo, asas de falcão, um chifre na cabeça, parecido com um dos nossos rinocerontes, e com uma das cores mais bonitas que conhecemos, a cor da paz. E com todos estes caprichos e apetrechos que ele tem, à vista desarmada parece ser manso e a sua beleza quase que rivaliza com a beleza da própria Deusa Vénus. Mas atenção, parecer não é a mesma coisa que ser.
Este tal de “pegasus” que vos falo utiliza as suas asas para sobrevoar a sua presa, com a sua visão muito mais apurada do que a nossa observa todos os movimentos e com o seu tão apurado olfacto, consegue farejar até a mais longínqua presa.
Agora, perguntais-me vós, como é que este animal caça? De uma forma muito simples, ele chega-se perto da sua presa, fingindo ser pacífico, coitada dela que “cai” por ver apenas a sua cor, e quando se sentir confiante ataca e só a larga quando ela estiver morta.
O mesmo acontece aqui na terra, com estas tais pessoas vis. Só para que percebam, imaginai que uma dessas pessoas se chega perto da vossa família, fazendo-se passar por um primo afastado, e vocês veem que ele é uma boa pessoa e tal e aceitam-na na vossa família. Passando um tempo após ela ter ganho a vossa confiança, ela atacar-vos-á sem dó nem piedade, dependendo do seu motivo, que tanto pode ser por dinheiro como por vingança.
É o que vos digo, detesto pessoas falsas. Tudo o que tinha a dizer, já o disse, portanto já vos podeis ir embora com este sermão dado por mim.

Ricardo Leite

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Homem do Mar

29/08/2013


Sol dos tolos este, o de fim de Agosto. Todos sucumbem ao cansaço dos dias longos para fingirem falta de entendimento.
Só o homem do mar se mantém alerta, ouvindo, sobre a água calma, o crepitar das florestas densas ardendo. Mas não há fogo em terra que o comova, porque a sua chama ao mar pertence, onde moram os sonhos d’além e a procura constante de nada.
Mar de vigia perene que abafa as cinzas de outras eras. O homem que a ele pertence não pode dormir, pois que guarda a memória pesada de histórias afogadas, que nunca foram escritas ou contadas, por não lhes haver desfecho.
O homem do mar é toda a sua vida um homem de Setembro, de ouvido atento e peito regenerado.
De sentidos alerta para o recomeçar, porque o rebentar das ondas não dorme, nem amansa.
E todos os dias são dias de mar.


 
 Nesiho, 2009

sábado, 10 de agosto de 2013

a Urbano Tavares Rodrigues

Foi com muita tristeza que soube da sua morte, ontem, dia 9 de agosto..
Um homem superior, com uma inteligência e sensibilidade superiores.
E de uma delicadeza, simplicidade e generosidade inexcedíveis.
Tive o imenso privilégio de o conhecer, de o visitar em sua casa e a imensa honra de ter o meu livro prefaciado por ele. Aliás, foi ele quem me incentivou a publicá-lo, quando eu não pensara em tal coisa.
Obrigada, gentil Urbano.
Os Grandes nunca morrem.





Deixo um testemunho belo de quem o conheceu mais fundo e há tempo, testemunho feito em vida, o que lhe reforça o valor (quando morremos todos somos bons...). 
http://www.blogclubedeleitores.com/2013/04/carta-urbano-tavares-rodrigues-por.html

E um delicado documentário.

http://www.publico.pt/v12167




quinta-feira, 13 de junho de 2013

"Sou plural como o Universo".
           E é eterno.

Pessoa faz hoje 125 anos.




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Crítica de Cinema


    Dirigido por Dennis Gansel, o filme “A Onda” (título original “Die Welle”) começa com a escolha do Projeto Semanal, muito comum na Alemanha, que consistia na demonstração das vantagens da democracia. Existiam duas escolhas: a autocracia e a anarquia. A primeira, ensinada pelo professor Rainer Wenger, constituiu o tema desta história, mostrando que, independentemente da informação disponível, se nos incentivarem, a ditadura pode voltar.

    Ao longo deste drama, a evolução das mentes, dos pensamentos e das ideias é exposta. No princípio, “A Onda” era um movimento bom, que unia os alunos, não existiam diferenças e ninguém era julgado, mas a música punk que o Sr. Wenger ouvia no início era sinal de que algo iria mudar. O que inicialmente era bom transformou-se num pesadelo. Os alunos começaram a excluir quem não os apoiava, vandalizaram as ruas, queriam que este projeto percorresse a Alemanha. E aqueles que não acreditavam numa nova ditadura começaram a criar a sua própria.

    Desde a camisa branca ao símbolo, passando pelos cumprimentos, tornaram este filme em algo “real”, revelando as suas consequências. “A Onda” passou a fazer parte da vida destes adolescentes e isso levou a um final trágico.
   
   Apresentando um olhar bastante sensível, “A Onda” revela uma trama interessante e visionária.




Raquel Longras, 10º H

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Entre a realidade e o desejo





dias estive a ver as noticias e fiquei a pensar nas palavras daquele Sr. tão respeitado e adorado por todos nós, escusado seria dizer o nome dele, pois tenho a certeza de que todos sabem que se trata do Sr. Pedro Passos Coelho. Então, dizia ele que o nosso país está em crise e que devíamos começar a emigrar! Como é que é possível dizer isto? Portugal em crise? Emigrar? Meu deus, ou sou eu que ainda não senti a crise na minha carteira ou então é ele que nos quer assustar e mandar todos para fora!
Digo que o mais provável é a crise não ter chegado à minha carteira
, pois todos os dias vou às compras, a minha mãe cada vez ganha mais, em minha casa não se fala em mais nada a não ser arranjar maneiras de gastar tanto dinheiro! No outro dia, até pensei ir ao casino, mas depois achei melhor não, pois se tivesse o azar (sim azar!) de ganhar mais dinheiro sobre aquele que tinha apostado iria ser uma chatice, pois ainda ia ter mais para gastar! Que indignação viver assim, sem saber sequer se vou passar férias à Jamaica ou ao México. Mas agora, pensando nisso, se calhar até é melhor ir aos dois...
Outra indignação pela qual passei foi quando ouvi
, também nas noticias, famílias a queixarem-se de que vivem com menos de 500€ por mês. Alguém que me diga sinceramente se acredita nisto! Por favor, estamos em pleno século XVII e toda a gente sabe que o ordenado mínimo em Portugal é pouco mais de 1100€. Alguém faz ideia de quanto pagaram àquelas pessoas para mentirem de tal maneira? É que já nem dá gosto ligar a televisão e ouvir tanta mentira junta!

Para finalizar queria referir o mais importante deste texto, a minha opinião. Esta sim era a realidade que eu e não só, gostaríamos que o país estivesse a passar! Até lá, vamos andar a contar as moedas para ver se o pouco que ainda temos é suficiente para ligar a televisão e ler mais notícias sobre a destruição do nosso triste Portugal!





Bruna Cardoso, 11ºF

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

os milhões de euros...


 Lemos e ouvimos sobre transferências de jogadores de clube de milhões de euros, que tem cláusulas de rescisão de milhões, enquanto uns estão sem poder comprar uma lata de atum para comer.
É inadmissível ver um país quase sem dinheiro e a sua população, ou a maior parte dela, não ter dinheiro na conta a meio do mês, enquanto umas pessoas ganham dinheiro para quase duas famílias.
Muitos deles dão dinheiro a instituições de caridade e isso é muito bom, mas se toda a gente pudesse ganhar metade do que eles ganham num mês, viveria muito melhor, não haveria estas manifestações à porta da assembleia, seria um país muito melhor, onde muita gente que emigrou quereria voltar, porque iria ter uma vida melhor.




Cristiana Faria, 11º F

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Uns com tanto e outros com tão pouco





Há uns dias, li nas notícias que uma equipa francesa, denominada Paris Saint- Germain, gastou no mercado de transferências de verão 127 milhões de euros em apenas quatro jogadores e um desses ainda nem sequer veio [?], tem apenas 18 anos e custou 42.5 milhões.
Penso que todas as pessoas que passam por dificuldades adoram ouvir essa notícia. Como é possível gastar tanto dinheiro em apenas quatro pessoas que fazem apenas o que gostam e não contribuem nada para o futuro do país? Um construtor civil anda a trabalhar por vezes 12 a 14 horas por dia, 6 dias por semana e acaba por receber uns trocos, que muitas vezes não dão para todo o mês. Queria ver se o Messi, que recebe milhões por ano, trabalhava um mês como um construtor civil para ver o que era difícil. E depois vêm dizer que a vida de futebolista é difícil, eles têm as melhores condições do mundo e ainda se queixam.

Como é que não vai haver crise, se as pessoas gastam tanto dinheiro para fazer o que querem e o que gostam? Vou ficar por aqui, com uma pergunta, para refletirem!



Tiago Costa, 11ºF