quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Uns com tanto e outros com tão pouco





Há uns dias, li nas notícias que uma equipa francesa, denominada Paris Saint- Germain, gastou no mercado de transferências de verão 127 milhões de euros em apenas quatro jogadores e um desses ainda nem sequer veio [?], tem apenas 18 anos e custou 42.5 milhões.
Penso que todas as pessoas que passam por dificuldades adoram ouvir essa notícia. Como é possível gastar tanto dinheiro em apenas quatro pessoas que fazem apenas o que gostam e não contribuem nada para o futuro do país? Um construtor civil anda a trabalhar por vezes 12 a 14 horas por dia, 6 dias por semana e acaba por receber uns trocos, que muitas vezes não dão para todo o mês. Queria ver se o Messi, que recebe milhões por ano, trabalhava um mês como um construtor civil para ver o que era difícil. E depois vêm dizer que a vida de futebolista é difícil, eles têm as melhores condições do mundo e ainda se queixam.

Como é que não vai haver crise, se as pessoas gastam tanto dinheiro para fazer o que querem e o que gostam? Vou ficar por aqui, com uma pergunta, para refletirem!



Tiago Costa, 11ºF

Ilegal só para uns







Na sociedade de hoje diz-se que certos tipos de drogas são ilegais. Se são, porque temos tão fácil acesso a elas? Será que as autoridades desempenham corretamente o seu trabalho?
Eis, na minha opinião, umas boas questões para colocar às autoridades.
Tendo em conta que todos os dias são apreendidas grandes quantidades de isto e daquilo, pergunto-me ‘’Nas mãos deles, qual será a finalidade?’’ pois, grande parte de nós gostaria de saber tal resposta. O problema é que dizem ‘’Foi apreendido tal quantidade’’, será que só foi essa mesma quantidade ou parte da que foi apreendida serve para consumo ou para venda? Dizem sempre que vai ser queimada e vai isto e vai aquilo, há provas disso? Não acredito muito, sem esquecer que o local utilizado é confidencial, mas longe de mim colocar o profissionalismo e o bom trabalho dos tais.
Por incrível que pareça, até já foram registados casos de polícias consumidores de droga, deixem-me adivinhar, devem ter ido comprar a uma esquina qualquer.
Gente que é apanhada com drogas leves, levem dos ou dos policias [?] e ficam sem o produto, e aos polícias que consomem a droga que apreendem, o que lhes acontece? Pois, costuma-se dizer que no mundo da droga só se safam os ratos, parte dos agentes da autoridade não são ratos, nem ratinhos, são ratões.
Para acabar, creio que não vale a pena escrever mais, pois isto iria acabar em um questionário e não foi o que me solicitaram, e também aproveito para valorizar o bom trabalho de quem deixa tais caso de corrupção passar ao lado.



Rui Mário, 11º F

Desemprego/Crise económica








Uma das coisas que está a preocupar o mundo inteiro é a taxa de desemprego. A taxa de desemprego tem vindo a aumentar drasticamente nos últimos anos e tende a aumentar mais e mais, principalmente no nosso país, Portugal, e também Espanha, Irlanda e Grécia.
Agora pergunto-me, como é que um país como a Grécia, sendo [o berço de] uma das civilizações que revolucionou os dias de hoje com a educação, o comércio, a arte, a religião e até os próprios jogos olímpicos, consegue ficar num estado destes!?
Na semana passada, houve um motim onde as pessoas atiraram cocktails molotov contra a polícia e hastearam a própria bandeira, a da Espanha, a de Portugal e a da Itália. Seria isto que o grande Aristóteles queria? Não me parece.
Falar da situação de Portugal nem vale a pena. Este país está à beira de cair no precipício e quando cair, vai ser difícil recompor-se.
Eu, como bom cidadão, ainda tenho fé que o meu país consiga sair desta crise, mas o estado em que está deixa sérias dúvidas face ao futuro.
Muitos dos jovens que têm uma formação superior não conseguem arranjar emprego em Portugal, por consequência, decidem emigrar para países como Luxemburgo, Suíça, Inglaterra, entre outros… Ainda [?] diz o nosso primeiro-ministro para nós emigrarmos!



Tiago Macedo, 11ºF

o nosso futuro




Lemos e ouvimos há uns tempos a notícia que Miguel Relvas era licenciado sem o ser, nós pensamos, como é que é possível? Num tempo destes de crise temos um político sem licenciatura? É normal que estejamos neste caos ou serei a única a sentir a crise na minha carteira? Sim, porque parece que o nosso Sr. Primeiro Ministro nos mandou ir trabalhar para o estrangeiro. Oh meu deus, isto vai de mal a pior! Primeiro um político sem ser licenciado e depois um ministro de um país a dizer para sairmos do próprio? Vamos pensar, quer dizer, jovens [???] a estudarem em escolas públicas ou privadas para terem um futuro melhor, escusado será dizer que estamos na escola a fazer alguma coisa havendo pessoas empregadas sem serem licenciados no próprio curso [falha na estrutura da frase]. Mas isto não é o pior, então o nosso o Presidente da República disse, em hasta pública, que com a reforma dele não conseguia sobreviver? Agora eu digo: como é que é possível esse Senhor não conseguir sobreviver com uns bons milhares de euros e como é que o povo idoso consegue sobreviver com 158 euros neste país, quando tem que pagar comida, alojamento e medicamentos? Como é que vamos sobreviver neste país com o nosso presidente da república a comentar uma coisa destas?
Mas já resolvi o problema dele. Eu, como ando numa escola pública e não pago livros escolares acima dos 300 euros, nem 2 euros para almoçar na escola, vou juntar as escolas públicas todas para fazermos um mealheiro com 158 euros para dar ao Sr. Presidente da Republica para ele ter dinheiro para comprar o bacalhau e poder fazer uma festa digna de Natal para ele e para a sua família.
Para finalizar, penso o que será o nosso futuro daqui para a frente?!
Tendo um polÍtico [?], um Presidente da República e um Primeiro Ministro nestas condições que acima referi?


Rita Maia, 11º F

Os três F





Aqueles que não sabem do que se tratam os três F, com certeza nasceu [nasceram - concordância] depois do 25 Abril, porque antes disso não existiam valores mais importantes na sociedade portuguesa.
Os três F referem-se ao Fado, Fátima e Futebol. Atualmente, de Fado temos pouco, de Fátima idem aspas, mas quanto a Futebol não nos podemos queixar e não será pela ausência dos dois primeiros que deixamos de ser o país dos 3 F. Basta vermos quem nos "informa" - jornais e televisões - abrem com grande parangonas sobre futebol, no meio mais futebol e no fecho ainda desporto, leia-se futebol. É mau? Claro que não! Quer dizer que todo o país vai bem, não há miséria, a saúde está ótima e a educação também. Não existe corrupção, a economia recomenda-se e é bonito de ver o bem-estar geral. Num ambiente de felicidade suprema é natural que só se fale de lazer!
Infelizmente a nossa comunicação social já não se preocupa com a informação, pois o que realmente importa nestes dias são as audiências, [??? sujeito?] que nos podem transmitir uma informação bastante interessante, como o facto de há aproximadamente sete anos o canal de televisão português mais visto neste país é [ser] aquele que só se importa com novelas e reality shows. Está claro que essas audiências mostram o interesse da sociedade portuguesa na crise que o país atravessa.
Portanto, é melhor o povo português mudar a sua mentalidade e começar a trabalhar para melhorar a situação do país, porque os três F deveriam ter caído da cadeira junto com Salazar e vou dizer-vos a razão para eu pensar desta forma: o Fado, apesar de ter sido considerado património mundial, não será com certeza a salvação da pátria; em relação a Fátima, já está na hora de rezarmos menos e trabalharmos mais, porque isso é que nos pode ajudar a resolver os nossos problemas e sobre o futebol só posso dizer que é igual ao álcool, durante o jogo esquecemos todos os problemas, mas no fim vem a ressaca em que voltamos a pôr os pés na terra, ou seja, na crise.



Pedro Remelhe, 11ºF