quinta-feira, 22 de novembro de 2012

o nosso futuro




Lemos e ouvimos há uns tempos a notícia que Miguel Relvas era licenciado sem o ser, nós pensamos, como é que é possível? Num tempo destes de crise temos um político sem licenciatura? É normal que estejamos neste caos ou serei a única a sentir a crise na minha carteira? Sim, porque parece que o nosso Sr. Primeiro Ministro nos mandou ir trabalhar para o estrangeiro. Oh meu deus, isto vai de mal a pior! Primeiro um político sem ser licenciado e depois um ministro de um país a dizer para sairmos do próprio? Vamos pensar, quer dizer, jovens [???] a estudarem em escolas públicas ou privadas para terem um futuro melhor, escusado será dizer que estamos na escola a fazer alguma coisa havendo pessoas empregadas sem serem licenciados no próprio curso [falha na estrutura da frase]. Mas isto não é o pior, então o nosso o Presidente da República disse, em hasta pública, que com a reforma dele não conseguia sobreviver? Agora eu digo: como é que é possível esse Senhor não conseguir sobreviver com uns bons milhares de euros e como é que o povo idoso consegue sobreviver com 158 euros neste país, quando tem que pagar comida, alojamento e medicamentos? Como é que vamos sobreviver neste país com o nosso presidente da república a comentar uma coisa destas?
Mas já resolvi o problema dele. Eu, como ando numa escola pública e não pago livros escolares acima dos 300 euros, nem 2 euros para almoçar na escola, vou juntar as escolas públicas todas para fazermos um mealheiro com 158 euros para dar ao Sr. Presidente da Republica para ele ter dinheiro para comprar o bacalhau e poder fazer uma festa digna de Natal para ele e para a sua família.
Para finalizar, penso o que será o nosso futuro daqui para a frente?!
Tendo um polÍtico [?], um Presidente da República e um Primeiro Ministro nestas condições que acima referi?


Rita Maia, 11º F

Os três F





Aqueles que não sabem do que se tratam os três F, com certeza nasceu [nasceram - concordância] depois do 25 Abril, porque antes disso não existiam valores mais importantes na sociedade portuguesa.
Os três F referem-se ao Fado, Fátima e Futebol. Atualmente, de Fado temos pouco, de Fátima idem aspas, mas quanto a Futebol não nos podemos queixar e não será pela ausência dos dois primeiros que deixamos de ser o país dos 3 F. Basta vermos quem nos "informa" - jornais e televisões - abrem com grande parangonas sobre futebol, no meio mais futebol e no fecho ainda desporto, leia-se futebol. É mau? Claro que não! Quer dizer que todo o país vai bem, não há miséria, a saúde está ótima e a educação também. Não existe corrupção, a economia recomenda-se e é bonito de ver o bem-estar geral. Num ambiente de felicidade suprema é natural que só se fale de lazer!
Infelizmente a nossa comunicação social já não se preocupa com a informação, pois o que realmente importa nestes dias são as audiências, [??? sujeito?] que nos podem transmitir uma informação bastante interessante, como o facto de há aproximadamente sete anos o canal de televisão português mais visto neste país é [ser] aquele que só se importa com novelas e reality shows. Está claro que essas audiências mostram o interesse da sociedade portuguesa na crise que o país atravessa.
Portanto, é melhor o povo português mudar a sua mentalidade e começar a trabalhar para melhorar a situação do país, porque os três F deveriam ter caído da cadeira junto com Salazar e vou dizer-vos a razão para eu pensar desta forma: o Fado, apesar de ter sido considerado património mundial, não será com certeza a salvação da pátria; em relação a Fátima, já está na hora de rezarmos menos e trabalharmos mais, porque isso é que nos pode ajudar a resolver os nossos problemas e sobre o futebol só posso dizer que é igual ao álcool, durante o jogo esquecemos todos os problemas, mas no fim vem a ressaca em que voltamos a pôr os pés na terra, ou seja, na crise.



Pedro Remelhe, 11ºF 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Primeiro-Ministro e a sua nova contratação





havia algum tempo que o tema de conversa dos portugueses era a crise económica que o nosso país está a passar. Todos os dias os portugueses falavam sobre o aumento dos impostos, novas manifestações, injustiças cometidas pelo nosso grandioso governo etc…
A grande maioria estava preocupada (os reformados, trabalhadores e também estudantes), todos tinham uma opinião formada, uma palavra a dar sobre o assunto. Queriam novas manifestações, cada vez com mais apoiantes e com melhores mensagens contra tudo o que de mal estava a acontecer neste país.
Mas o que eu desconfio é que o Sr. Primeiro-ministro teve uma brilhante ideia para afastar esses pensamentos dos portugueses. Desde 16 de Setembro de 2012 que o Sr. Pedro Passos Coelho nunca mais teve que se preocupar em “calar” o povo português, pois contratou alguém que fizesse esse trabalho por si. E devo confessar que está a fazê-lo de uma forma exemplar. E quem melhor faria isso senão o melhor programa televisivo emitido na grandiosa TVI? Claro que me estou a referir à fantástica “Casa dos Segredos 3”.
A partir do momento em que aqueles 23 indivíduos inteligentes e trabalhadores entraram para a magnífica “Casa Dos Segredos 3” que Portugal parou!
Mais ninguém pensa ou fala nessa “tal crise”. Quando alguém decide se pronunciar sobre a crise, muitos são capazes de perguntar se se estão a referir a algum tipo de missão ou até mesmo a um concorrente que talvez possa ter sido expulso ou coisa parecida.
Cada vez mais me pergunto, como é que o Sr. Primeiro-ministro não contratou mais cedo a TVI? Mas claro que, com este ato, um dos actos mais inteligentes que alguma vez um Primeiro-ministro tomou, devo dizer-vos que o Sr. Pedro Passos Coelho está perdoado e mais que perdoado.
Só estou preocupada e bastante preocupada com uma pequena questão… O que será de nós depois do dia 1 de Janeiro de 2013? Do que iremos nós falar? Voltaremos a viver o pesadelo da crise económica? Iremos nós voltar a preocupar com novas manifestações contra os impostos?
Estou a rezar e peço para que todos os portugueses também o façam, para que o Sr. Pedro Passos Coelho não faça com que a TVI seja mais uma dos milhares de desempregados deste país, porque nós precisamos de programas como este, que nos tornem mais cultos mas também cada vez mais um povo civilizado.
Deixo-vos com o pedido que rezem, e muito, para não perdermos o que de melhor temos neste país: LIXO TELEVISIVO!




Patrícia Loureiro, 11ºF

Casa dos Segredos








     Vamos lá a ver, é fácil dizer mal da "Casa dos Segredos". O programa é um atentado à inteligência, apela à coscuvilhice, à mentira, ao baixo nível. Confunde a plateia com o país, por mais incrível que pareça, a inteligência das pessoas não tem capacidade para perceber que esta casa é a “CASA DOS DEGREDOS”.
     O programa atinge os maiores climas com a expulsão seja de qual for o morador da "casa", para a qual apela à participação do público, através de chamadas de valor acrescentado. Produz celebridades aparecendo do nada e que nada têm [???] (provavelmente nunca terão). A "Casa dos Segredos" é a forma de a TVI ter audiências e mais nada.
     É também fácil dizer mal da Teresa Guilherme, neste rosto está a apresentadora que merecia o prémio Nobel por ter tanto jeito para teatro, perdeu a vergonha, vendeu-se ao mau gosto, dá vida à mentira.
     Porém, ainda que tudo o que acima disse seja a minha opinião, o certo é que há outro ponto de vista. O programa vai ao encontro do gosto de uma faixa significativa de telespectadores, logo, compreende o mercado e satisfaz-lhe necessidades, portanto, compreensivelmente, tem sucesso.
     Dito isto, podia sobrar a questão - que pobre país é este, em que um tal programa é um êxito de bilheteira? Mas não é por aí que se explica o fenómeno. A “Casa dos Segredos” foi iniciada noutros países. Dito de outra forma, trata-se de uma globalização medíocre.




     João Campos, 11º F

Quando se olha por dentro o que se vê?






A nossa sociedade é complexa, cheia de dilemas e de complicações, muitas vezes desnecessárias.
Atualmente, temos passado por tempos difíceis, em que muita gente luta não apenas para viver melhor, mas sim para sobreviver. Nesta sociedade egoísta, muitos valores têm sido esquecidos, muitos inocentes têm sofrido, muito cega é a justiça aos olhos de quem só se vê a si mesmo, porque, como na lei da selva, só os mais fortes sobrevivem. E os fortes são os que lutam para viver, os que trabalham duro, os que vivem felizes com o pouco que têm, os que levam uma vida humilde e que ajudam os outros? Não, esses estão escondidos, esses não são revelados. Porque os poderosos, esses, são famosos, são reconhecidos, são os que dão a cara, os que têm o dinheiro, os estudos, o poder. São esses os heróis que ganham a luta, que sobrevivem à batalha e desfrutam da sua vitória, à custa dos fracos, seus prisioneiros de guerra, que não merecem a mesma honra que eles. Numa sociedade em que todos são livres, todos têm direitos, mas só alguns os aproveitam...
Essas caras felizes que vemos na televisão, todas maquilhadas, todas bem parecidas, que muito sabem da vida, muito dizem nos programas que mostram a vida real das pessoas (mas não por detrás das câmaras ), onde se aprende muita coisa, que ganham dinheiro à custa da sua cultura (ou da ausência dela), que mostram beleza, poder, dinheiro e prazer, onde se agridem e se pisam uns aos outros para serem os favoritos, e que ainda assim ganham à nossa custa... Por que continuamos a acreditar neles? Por que queremos imitá-los, por que vemos neles boas pessoas se por baixo das plásticas não encontramos algum valor? Por que é que agradamos aos olhos e não ao coração? Será que ele não precisa? O espelho não reflete a alma... e os verdadeiros não se exibem.
Continuamos a dar de comer a quem nos rouba e a roubar quem nos ajuda, acreditamos nos mentirosos e condenamos os honestos, prendemos os inocentes e os criminosos lideram-nos, fazemos uma vénia aos doutores (que pagaram para saber) e desprezamos os pobres que vivem honestamente e aprenderam por si próprios.  Será que se abrirmos os ídolos e olharmos lá para dentro, vemos o que pensávamos?
O melhor é abrir os olhos e ajudar quem precisa, porque de pessoas egoístas já o mundo está cheio, não é preciso aplaudir cada um deles... Se tão bons são assim, hão-de safar-se sozinhos. As verdadeiras estrelas brilham no escuro e não à luz do dia, brilham por si próprias e não com a luz dos outros. Elas não se veem com as luzes das cidades acesas, mas estão lá. Quando as virmos, talvez encontremos o caminho.





Cristina Rafaela, 11ºF