quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Viva Zeca Afonso!

Faleceu, o corpo do homem, 23 de Fevereiro de 1987.
Mas homens assim não morrem.
Que bem soube ouvi-lo hoje, na aula :)

é uma... mas podem ser tantas tantas!...






Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também

Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também

Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O vento...

Mais uma bela descrição...




O Vento








Meus queridos, apresento-vos um amigo de longa data, o vento.
Não tenho fotos dele para vos mostrar, pois, acreditem ou não, este meu amigo é invisível, ainda que seja bem real.
Talvez o conheçam, assim de vista, e nunca se tenham dado ao trabalho de falar com ele, de o conhecer melhor. Talvez, e especulo novamente, seja por ele ser invisível.
Julgamos tantas vezes, senão todas, as pessoas pela sua aparência. Fazemos, quase automaticamente, um juízo de valor das pessoas apenas pela sua aparência e pela primeira impressão que temos dessa pessoa.
Mas, à medida que a vamos conhecendo, vamos quebrando muralhas e desfazemo-nos de preconceitos, sendo o rosto isso mesmo, um rosto. Dois olhos, um nariz e uma boca, que têm na alma da pessoa a sua beleza.
Mas com o vento, e por ele não ter rosto, já não somos assim. Temos medo de o conhecer, pois não há juízos que possamos fazer à primeira vista. É como se fôssemos cegos e tivéssemos de conhecer alguém pela sua voz (neste caso, o seu assobio, e deixem-me que vos diga, ele assobia bastante bem), e reconhecêssemos o seu rosto ao toque e não pela visão.
Alguns consideram este meu amigo um monstro. Dizem que ele os assusta quando aparece de mansinho e, de repente, assobia. Tenho de sair em defesa dele. As pessoas não o vêem e a verdade é que ele é silencioso, mas quando assobia não tem intenção de assustar ninguém, quer apenas chamar-vos na sua língua.
Conheci o vento em criança. Sempre me senti feliz ao ouvi-lo chegar, quer fosse de mansinho, na brisa, ou quando me empurrava com força. Nunca lhe levei a mal as suas brincadeiras. Vocês não o conhecem. Não conhecem, nem sabem apreciar o seu toque, gentil, mas frio, no Inverno, nem o abraço quente com que nos envolve no Verão. Não sabem o que é estar triste e tê-lo como companhia, chorando connosco, dizendo-nos que a própria Natureza está do nosso lado. Ponho-me no lugar dele e imagino como seria ser invisível. Parece divertido, se queremos jogar às escondidas, mas bastante aborrecido se as pessoas passam na rua e nem nos dizem “olá”. As pessoas sempre se queixaram dele, da sua força enorme, mas eu acho que ele só a usa quando está aborrecido. É compreensível. Se fôsseis vós os ignorados, também vos zangaríeis, por vezes. Penso que é por isso que ele é tão simpático, tão bondoso, para compensar as pessoas por se zangar, entendem?
E eu gostava que as pessoas o vissem na sua grandiosidade, mas que não levassem isso em conta pela negativa, mas sim pela positiva. Sendo ele assim tão grandioso, poderia perfeitamente ser cruel e destruir tudo o que quisesse, como os seus amigos, os tornados, mas ele não o faz. Tudo o que ele quer é que o conheçam, tal como eu o conheço.
E tudo o que eu queria era poder sentir a sua face, ao invés de ser sempre ele a sentir a minha.



Inês Silva, 10ºA

Carta de Amor


Barcelos, 9 de Fevereiro de 2011


Querido D,
Imagino a tua cara surpresa ao veres o meu nome no remetente. Imagino que esta carta te fique na cabeça por muito tempo, ainda que não o admitas nem chegues a falar nela. Sei que não me escreverás de volta. Disso já estou à espera e não me importo. Trata-se de ti, a quem conheço melhor que eu própria e, honestamente, estranharia se me respondesses. Aí sim, serias tu a rir-te da minha cara, não surpreendida, mas chocada.
Sabes bem porque te escrevo. Ambos sabemos, embora não o admitamos. Somos tão parecidos, meu querido, que nem palavras são precisas para comunicarmos. E por ser tão parecida contigo, esta carta pode nem chegar a ti, estou em vias de a rasgar e deitar no lixo. Não suportamos coisas lamechas, e olha, cá está uma carta lamechas de mim para ti!
Perdoa-me, por favor. Não sei bem dizer porquê, mas tive de escrever-te, para te dizer, ai, sei lá, que te adoro, que embora o negue, me sinto muito orgulhosa de tudo o que alcançaste até agora e de tudo o que sei que um dia alcançarás. Quero ser como tu. Inspiras-me ao ponto de querer ser como a tua idiota pessoa! Vês, não consigo evitar, tinha de dizer qualquer coisa mázinha a teu respeito…
Já o disse, tinha de te escrever só para garantir a mim mesma e a ti também, fisicamente, que eu gosto de ti, que é real, que não estou a alucinar, a dar em doida…
Bem, talvez esteja, mas, deste modo, tornei as alucinações provas físicas, e, honestamente, é reconfortante.
Nunca pensei vir a dizer-te isto, embora seja verdade e eu o saiba desde sempre: meu querido, eu vivo para ti.
Pronto, aí está a confirmação.
Mas eu sei que vais esconder bem esta carta. E sei que, se nos perguntarem, jamais admitiremos.
E este pedaço de honestidade nunca terá acontecido, não na vida real. Mas até lá, já é um começo.
Sempre contigo, a tua Inês.




Inês Silva, 10º A

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Carta de Amor

 
Meu amor!



    Lembrei-me de ti. Não só do teu cheiro, da tua roupa, dos teus olhos ou das tuas orelhas pontiagudas. Acho que nunca soubeste como elas eram pontiagudas. Mas eu não me importo. Lembrei-me de ti. Não só do teu cabelo ou da barba mal cortada. Mas lembrei-me da tua calma e paciência. Do teu dom de ouvinte! Afinal não eram apenas as orelhas, mas os ouvidos e tudo o que reténs quando desabafo.
    Gosto de me lembrar de ti. Gosto de me lembrar de nós. Como a abelha lembra o mel sempre que pousa numa flor. É isso, desejar! Continuo a desejar-te, não como no primeiro dia, mais ainda! É um já ter e continuar a desejar... É admirar-te em todos os teus pontos fracos, é conhecer-te, mas descobrir-te de novo, é afirmar-te algo quando a razão quer negar. Estou a desejar-te mais, a re-amar-te, a passar a fita novamente! Visitar lugares já visitados, comer as mesmas sobremesas, ver os mesmos filmes. Mas, é também, reviver a paixão, reinventar momentos, impor sentimentos. Apenas... admirar-te! Dizer que és a minha estrela e que continuas a brilhar, sempre do mesmo jeito, mas de forma incandescente. 
     Esse brilho não vive no céu das estrelas, ele reflecte toda a sua luz no meu coração.
                              
                                                                                        Sempre tua!
 
 
 
 
Ana Luísa, 10º A




sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tentação...

O desafio foi fazer uma descrição sobre um objecto, um espaço... A Mayara aceitou o desafio :)



   E lá está ele. Ele que se julga o tal. Ele que sempre gosta de ser o centro das atenções.

   Aquele egocêntrico pelo qual a maioria das mulheres corre atrás. Quando passa, deixa qualquer mulher perdida com o seu cheiro. Aquela doce tentação, desejado pelas mulheres mais cobiçadas do mundo e até mesmo por alguns homens. Ainda me lembro da sua pele macia, o toque nos meus lábios, o seu sabor que derretia na minha boca… quando se começa, raramente se consegue parar. O seu conjunto torna-o irresistível. É por isso que já nem arrisco, prefiro nem lhe tocar, com medo de não conseguir parar. Ele passa com aquele ar de superioridade e pisca-me o olho. Espera que eu vá atrás dele, ah coitado! Bem pode esperar sentado, porque não irei cair na tentação. Não irei ser mais uma louca apaixonada por ele. Não entrará, de certeza, na lista dos meus vícios. Ele julga-se perfeito, o melhor de todos. Mas comigo não brinca, de mim não irá conseguir nada além de indiferença. Um dia ele vai acordar para a realidade e ver que, afinal, não é assim tão especial, e nesse dia estarei lá, na primeira fila, para vê-lo cair. Tanto me provocou e tanto me irei rir. O mal das mulheres é fazerem dele um “pecado bom”, uma perdição. No fundo, ele não passa dum conjunto de ingredientes ditos saudáveis. É comercializado pelo mundo fora como um calmante, um anti-depressivo, uma alegria para as crianças, algo calórico à espera de ser consumido.

   De vários tamanhos e feitios, sentado nas prateleiras dos supermercados, lá está ele: o maldito chocolate! 












Mayara, 10º A

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poemário







O Pedro Pinto trouxe quatro pequenos poemas de Adília Lopes, apenas um aponta para a noite, mas por ter lido os quatro, e por serem pequenos, e tão preciosos, aqui ficam eles:



Degrau a degrau
verso a verso
o poema
a escada


***

No metro
cruzam-se as pessoas
como cartas de jogar
postas sobre a mesa


***

Dia
sem poesia
não é dia
é noite escura

Mas a poesia
é noite escura


***

Mesmo
uma linha
recta
é o labirinto
porque
entre
cada dois pontos
está o infinito




[in Caderno, & Etc, 2007]


Aqui fica uma interessante entrevista à poetisa: http://gavetadenuvens.blogspot.com/2005/09/entrevista-adlia-lopes.html



A próxima palavra será um fruto, qualquer FRUTO.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Poemário



O tema era LUZ e o Paulo Sampaio trouxe-nos este sugestivo poema de Mário de Cesariny, que nos fala de sombras para nos revelar a luz...





  Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas do próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem

Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes
de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca 






A próxima palavra: NOITE.

 

O Rapaz do Pijama às Riscas


* * *
            Inspirado no Best Seller do escritor irlandês Jonh Boyne, intitulado “The Boy in Striped Pajamas”, o argumentista e cineasta inglês Mark  Herman adapta este emocionante e dramático romance às telas de cinema. Filme este que, embora tivesse estreia a nível mundial no dia 12 de Setembro de 2008, apenas chegou aos cinemas portugueses a 29 de Janeiro de 2009.O Rapaz do Pijama às Riscas”, traduzido na nossa língua materna, é um filme recomendado para maiores de doze anos de idade, sendo a sua duração de noventa e quatro minutos, dos quais compõem [nos quais se inclui/dos quais faz parte] um final inesperado e comovente.
            Proponho uma viagem por entre os tempos da história, e da caixa das recordações para alguns de nós... Tempos em que o Holocausto era uma realidade fria e devastadora, que atormentava milhões de pessoas em plena segunda guerra mundial.
            Tudo começa em Berlim, capital da Alemanha. Bruno (papel protagonizado pelo actor Asa Butterfield) é apenas um rapaz alemão de oito anos de idade que se vê obrigado a abandonar a casa onde morava e despedir-se dos seus amigos devido à promoção do seu pai, soldado alemão, ao qual foi atribuído um cargo importante num campo de concentração. Apesar da situação em que se encontrava o seu país, Bruno vivia escondido da dura e fria realidade alemã, não conhecendo o termo, nem a vida, de um campo de concentração, para além da verdadeira função do pai. Assim, Bruno, os seus pais (David Thewlis e Vera Farmiga) e a sua irmã (Amber Beattie) de doze anos rumaram ao encontro da sua nova casa, aparentemente isolada, num local desconhecido. Do seu quarto, Bruno, através duma janela, avistara várias vezes o que, aos seus olhos, seria uma quinta povoada por pessoas vestidas de pijama, deixando-o intrigado. Bruno era leitor de livros de aventuras e adorava explorar. Era uma forma que encontrara para passar o tempo partilhado consigo mesmo, sem ninguém com quem partilhá-lo, para além da sua irmã, que não lhe prestava muita atenção...  Foi então que, tentado pela curiosidade, num dia, esgueira-se por uma janela situada numa pequena estrutura que compunha o jardim por detrás da sua casa. Do outro lado, Bruno vira-se numa floresta, rodeado de terra, árvores e plantas. Este não perdeu tempo em atravessá-la e encontrar o que, outrora, o deixara bastante curioso. Bruno aproximou-se... Avistou um rapaz judeu com o mime Shmuel (Jack Scanlon) do outro lado de uma vedação de arame farpado que compunha a fronteira da “quinta” e da terra que Bruno pisava, liberto. Curiosamente, Shmuel tinha a mesma idade que Bruno. Foi o inicio de uma amizade proibida diante dos olhos de uma sociedade atroz, governada por Hitler e os seus princípios, que certamente deixou ou, quiçá, deixará o público envolvido pela inocência de uma criança que vai tendo uma noção clara do mundo com o desenrolar do filme.
            É como se, ao longo do filme, retornássemos ao passado e, por momentos, partilhassemos com as restantes personagens aquela dura realidade e nada pudéssemos fazer contra tamanha crueldade... feita a pessoas que, aos olhos do coração, são iguais a nós, vinda de seres semelhantes aos primogénitos da vida.


Catarina Ribeiro  10º Ano Turma A

  * * *

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Resident Evil-Afterlife



Acho que Resident Evil-Afterlife (acho que) foi (é?) um  bom filme, pois tinha (tem?) bons gráficos, e uma boa história, mas a parte que eu não percebi foi o porquê  de alguns seres humanos quererem exterminar em massa a própria espécie sem motivo aparente. Bem sempre houve o tal bichinho na espécie de querer dominar o mundo, mas não ao ponto de criar um vírus, que faz com que as pessoas percam o sentido de racionalizar e só usem a parte instintiva e se devorem uns aos outros. Mas, para além disso, é um filme muito bom, pois contém são muito boas e também acho que é um filme para toda a família.


Renato Barbosa, 10ªA

O Aprendiz de Feiticeiro

      Em O Aprendiz de Feiticeiro (The Sorcerer's Apprentice, 2010), o personagem principal é Dave (Jay Baruchel). Quando tenta ganhar o coração da menina por quem é apaixonado, acaba por se meter em “sarilhos” ao entrar numa loja de antiguidades. Na loja de antiguidades está Balthazar Blake (Nicolas Cage), que vê na "coincidência" do menino estar ali a hipótese de encontrar o primeiro merliniano, seu sucessor nas artes da feitiçaria iniciadas pelo seu mestre, o próprio Merlin. A única forma de saber se Dave é o escolhido é colocar no seu dedo um anel de dragão. O artefacto metálico (que se) enrola-se no dedo do incrédulo rapaz. Mas antes que Balthazar consiga explicar o que está a acontecer surge Maxim Horvath (Alfred Molina). Começa então uma batalha cheia de raios, explosões e fogos.
     Dave consegue escapar por pouco, mas o trauma de ter visto tudo aquilo atormenta-lhe o resto da infância. Passados 10 anos, na faculdade, reencontra o seu grande amor, Becky Barnes (Teresa Palmer). Enquanto isso, Horvath e Balthazar são libertados acidentalmente da prisão na qual permaneceram durante os últimos 10 anos. Horvath persegue Dave para matá-lo, pois este é o único capaz de matar Morgana e, ao mesmo tempo, Dave também é perseguido por Balthazar, pois este quer que Dave se torne o seu aprendiz para matar Morgana e libertar Veronica que é a amada de Balthazar e que se encontra presa juntamente com Morgana.
     Balthazar acaba por conseguir treinar Dave e fazer dele um feiticeiro, isto, claro, com bastante treino, pois Dave é um pouco desajeitado.
     No final do filme, Morgana e Veronica são libertadas e Dave consegue derrotar Morgana e salvar Veronica. Balthazar e Horvath morrem, mas Dave consegue trazer de volta Balthazar à vida com um feitiço que este lhe ensinou. Por fim, acaba tudo bem e Dave consegue ficar com Becky e Balthazar com Veronica.
   
     Não é um dos meus filmes preferidos, até porque não aprecio filmes que já sabemos o seu final e ainda só vimos o início. É um filme de “final feliz”, mas também não se poderia esperar outra coisa de um filme da Disney, (que o) cujo público alvo não é, propriamente, adulto. No entanto, os efeitos especiais são o ponto forte do filme.






Paulo Sampaio, 10º A