O livro "A Guerra dos Tronos" é o primeiro da sua série, "As Crónicas de Gelo e Fogo", e é da autoria de George R. R. Martin que não escreve apenas livros, mas também filmes e séries televisivas em Hollywood. Porém, "As Crónicas de Gelo e Fogo" são a sua maior e mais famosa criação.
"A Guerra dos Tronos" é única. Nunca antes li um livro épico que fosse tão envolvente e cativante. Esta obra é escrita de um modo um tanto particular, não existem capítulos com títulos próprios sendo substituídos pela mudança de narrador. O narrador vai saltando de personagem, dando-nos uma quantidade de detalhes sobre as personagens que narram impressionante. O desconforto que nos é transmitido ao começarmos o livro (não é fácil entrar num mundo completamente fantasiado pelo autor, mas é essa a natureza dos épicos) logo é ultrapassado quando entramos nos primeiros capítulos.
No geral, a história desenvolve-se em volta do clã Stark, o clã do norte, [e] cujo senhor é Lord Eddard, um velho amigo do actual Rei Robert Baratheon, [e] que ajudou este último a tomar o trono da antiga dinastia da casa Targaryen.
Somos apresentados aos filhos de Eddard, no total 5 legítimos (Robb, Sansa, Arya, Brann e Rickon Stark) e 1 ilegítimo (Jon Snow), e todos eles participam no livro tanto como personagens activas como narradoras, excepto Rickon, talvez por apenas ter três anos.
Os problemas começam quando a Mão do Rei (cargo mais poderoso do reino a seguir ao próprio Rei) morre de modo precoce, e o Rei Robert decide pedir a Eddard, como velho amigo, para ocupar esse lugar. Eddard considera seriamente em recusar, pois para tal teria de abandonar toda a sua família e viajar com o Rei para sul, porém, na noite anterior ao dia em que Eddard ficara de dar a sua resposta, uma misteriosa carta chega da parte da irmã de Catelyn Stark, esposa de Eddard, dizendo que a Mão do Rei, que era esposo da irmã de Catelyn, não tinha morrido de forma natural, mas tinha sido envenenado.
Eddard decide assim tornar-se na Mão, tentando com tal poder descobrir os mistérios que pairavam em volta do seu sucessor. Contudo Eddard logo se apercebe que não vai ser assim tão fácil e que o seu poder político enquanto Mão não é o que ele esperava, deixando-o, assim, numa posição fragilizada perante quem ele considerava serem os responsáveis pelo assassinato a Rainha Cersei Lannister e o seu clã, clã este que já tinha provado não ser honesto.
Hugo Gonçalves, 10º A









