domingo, 30 de janeiro de 2011

As Crónicas de Gelo e Fogo – A Guerra dos Tronos


O livro "A Guerra dos Tronos" é o primeiro da sua série, "As Crónicas de Gelo e Fogo", e é da autoria de George R. R. Martin que não escreve apenas livros, mas também filmes e séries televisivas em Hollywood. Porém, "As Crónicas de Gelo e Fogo" são a sua maior e mais famosa criação.
"A Guerra dos Tronos" é única. Nunca antes li um livro épico que fosse tão envolvente e cativante. Esta obra é escrita de um modo um tanto particular, não existem capítulos com títulos próprios sendo substituídos pela mudança de narrador. O narrador vai saltando de personagem, dando-nos uma quantidade de detalhes sobre as personagens que narram impressionante. O desconforto que nos é transmitido ao começarmos o livro (não é fácil entrar num mundo completamente fantasiado pelo autor, mas é essa a natureza dos épicos) logo é ultrapassado quando entramos nos primeiros capítulos.
No geral, a história desenvolve-se em volta do clã Stark, o clã do norte, [e] cujo senhor é Lord Eddard, um velho amigo do actual Rei Robert Baratheon, [e] que ajudou este último a tomar o trono da antiga dinastia da casa Targaryen.
Somos apresentados aos filhos de Eddard, no total 5 legítimos (Robb, Sansa, Arya, Brann e Rickon Stark) e 1 ilegítimo (Jon Snow), e todos eles participam no livro tanto como personagens activas como narradoras, excepto Rickon, talvez por apenas ter três anos.
            Os problemas começam quando a Mão do Rei (cargo mais poderoso do reino a seguir ao próprio Rei) morre de modo precoce, e o Rei Robert decide pedir a Eddard, como velho amigo, para ocupar esse lugar. Eddard considera seriamente em recusar, pois para tal teria de abandonar toda a sua família e viajar com o Rei para sul, porém, na noite anterior ao dia em que Eddard ficara de dar a sua resposta, uma misteriosa carta chega da parte da irmã de Catelyn Stark, esposa de Eddard, dizendo que a Mão do Rei, que era esposo da irmã de Catelyn, não tinha morrido de forma natural, mas tinha sido envenenado.
Eddard decide assim tornar-se na Mão, tentando com tal poder descobrir os mistérios que pairavam em volta do seu sucessor. Contudo Eddard logo se apercebe que não vai ser assim tão fácil e que o seu poder político enquanto Mão não é o que ele esperava, deixando-o, assim, numa posição fragilizada perante quem ele considerava serem os responsáveis pelo assassinato a Rainha Cersei Lannister e o seu clã, clã este que já tinha provado não ser honesto.


Hugo Gonçalves, 10º A

Eduardo Mãos de Tesoura





Edward Scissorhands (Eduardo Mãos de Tesoura) é um filme de 1990, apresenta uma mistura de terror, romance e fantasia, dirigido por Tim Burton e como personagem principal Johnny Depp, que desempenha o papel principal de Edward. [falhas na coesão frásica e interfrásica, na ligação das frases]

A imagem do filme, Edward com o seu aspecto sombrio e a borboleta naquelas tesouras afiadas que ele tem em vez das mãos, demonstra que apesar do seu aspecto, ele é bondoso e não faz mal a ninguém nem a uma simples borboleta. [a mesma falha - repara, qual o sujeito de "demonstra" e, nesse caso, o antecedente de "seu"]

O início do filme começa com uma senhora que conta a historia de Edward à sua neta.
Edward é um jovem que foi criado por um velho inventor quem antes de morrer, deixou Edward inacabado e não teve tempo para lhe colocar as mãos, por isso, possuía tesouras em vez das mãos.
Edward vivia num alto de uma montanha, numa grande mansão, velha e assombrada.
Certo dia, uma vendedora da Avon bate a porta de Edward e ao vê-lo com mãos de tesoura e tão só naquela casa velha, decidiu levá-lo para sua casa. Onde [uso inapropriado] Edward se apaixona pela Kim, filha da vendedora, que apesar das esquisitices de Edward,  também se apaixona por ele.
As pessoas tinham muitos preconceitos sobre Edward, achavam que o aspecto dele era excêntrico e misterioso, mas na verdade ele era um jovem gentil e muito talentoso. Pois [coesão interfrásica] ele fazia maravilhosas estruturas em arbustos, em gelo e até cortava cabelo às pessoas.
Edward tentou ajudar um rapaz de ser atropelado, mas sem querer ele fez-lhe vários cortes na cara ao tentar salvá-lo. Quando as pessoas viram o rapaz, com os cortes na cara e a sangrar, pensaram [tempo verbal] que Edward lhe estava a fazer algo de mal. Edward estava tão assustado com a população revoltada, que fugiu com o medo. Ele sonhava em poder tocar em alguém sem a magoar com aquelas tesouras afiadas, que substituíam as mãos.
É interessante o facto de nevar na cidade: era devido a Edward quando ele fazia as suas belas estruturas em gelo. Assim Kim sabia que, enquanto estivesse a nevar, ele estaria vivo para ela, em sua memória.





Marta 10ºA

sábado, 29 de janeiro de 2011

"Diário de um Killer Sentimental"

"Diário de um Killer Sentimental" é o título do livro através do qual Luís Sepúlveda nos dá a conhecer uma versão diferente de um diário, se é que lhe podemos chamar de facto um diário, uma história tão bem contada como só Sepúlveda (e mais um poucos, que, se os contarmos, bem, não ocupam muito mais que duas mãos cheias) sabem contar.
Luís Sepúlveda é um autor chileno, nascido em 1949, que se tornou muito conhecido com o romance "O Velho Que Lia Romances de Amor".
Sepúlveda é descrito como um autor multifacetado, pois os seus livros vão de contos infantis a romances.
"Diário de um Killer Sentimental" é uma novela que, como outras do autor, foi publicada em jornais como "El Mundo" e "El País".
Nesta novela é retratada a história do killer (chamemos-lhe assim, por conveniência), um homem na casa dos quarenta, cuja profissão é a de assassino profissional. A única razão que este apresenta para matar por encomenda é um cheque com seis zeros à direita, livre de impostos. Mas o modo como Sepúlveda apresenta a história faz-nos acreditar que o killer ainda possui humanidade. Apesar de nos sentirmos incomodados pela sua profissão e pela crueza com que o killer fala dela, através da escrita do autor, vêmo-la apenas como um modo de ganhar dinheiro. Deixamos de sentir pena das vítimas e passamos a identificarmo-nos com o killer, com a sua vida e chegamos até a sentir pena dos seus infortúnios.
O killer vai quebrando várias regras ao longo da sua vida. Quando a história começa ele tinha apenas quebrado uma, a de que um killer vive sozinho. Este está apaixonado por uma jovem, a sua "gata francesa", que não desconfia da vida que ele leva. Vivem juntos num andar, nos arredores de Paris. Mas à medida que a história se vai desenrolando, o killer vai quebrando várias regras. Ele começa a questionar-se acerca do mal que terá a sua "encomenda" feito para terem contratado os seus serviços. Esta inquietação provoca mais descuidos por parte do killer. Ele põe a sua vítima de sobreaviso, fica na mira da DEA, a agência anti-droga dos Estados Unidos e, com isso, compromete a sua missão. Como se tudo isto não bastasse, ele perde também a sua "gata francesa", que se apaixonou por um mexicano, quando passava férias no México. Por ser um assassino respeitado, os seus chefes dão-lhe uma última hipótese. Ele tem de descobrir onde se encontra a sua vítima e matá-la sem ser descoberto. É a sua única hipótese, caso não queira ver a sua certidão de óbito assinada. E é nesta face mais negra do autor que vos deixo, com um livro que me apaixonou desde o início e no qual se vê como o mundo é pequeno e onde os finais felizes existem, mas não estão garantidos.

Inês Silva 10ºA

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As minhas presidenciais leituras...






Arvoro-me, pela manhã, em analista política de mãos nas algibeiras, não por pelintrice, mas por estar frio... e celebro a vitória de Cavaco na Liga dos Últimos. Se o monárquicos tivessem avançado com a candidatura do Visconde da Apúlia teriam sido umas eleições ferozes!
Contas feitas, por alto, que eu sou de letras, não só a abstenção teve mais votos (e não sei se, nestes valores, incluem ou não os seis e tal por cento de brancos e nulos),  como, se somarmos aos 52,94% da abstenção, os votos dos candidatos que não foram, digamos, acarinhados pelos partidos - 14,1 do Nobre (que perdeu o meu voto pelo seu apelo ao tiro na cabeça), os 4,5 do Coelho e 1,6 do Defensor - os valores raiam os 73%!
Eu sei que o choque tecnológico pode ter dado uma ajudinha de última hora na campanha à boca das urnas da Abstenção, mas até vesti hoje de verde para assinalar a esperança de que os partidos, e os seus mandatários, caiam de vez!
Numa análise mais atenta, com a garantia das fidedignas reportagens televisivas, constatei, ainda, que a maior parte dos eleitores são de idade avançada... ou seja, nas próximas eleições Cavaco já não será eleito...
Contudo, 2016 é, ainda, uma data tão longínqua...
Como nota final, a cereja no topo desta diatribe eleitoral: as contas que o João Jardim estará a fazer... o Coelho conseguiu mais votos do que ele alguma vez conseguiu. Mais ainda, com o seu contributo: quem, na Madeira, iria votar no senhor Cavaco? tenho para mim, que nem o João...
O Coelho alargou a cartola para o continente. Só espero que isto não tenha dado ideias ao Alberto João...

Quanto a nós, andante, ma non troppo.


Fátima Gomes

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Poemário

O poema escolhido nesta semana é "Ave de Esperança", de Miguel Torga, um belíssimo poema para romper com as sombras e o abatimento, trazido pela Marta.


Passo a noite a sonhar o amanhecer.
Sou a ave da esperança.
Pássaro triste que na luz do sol
Aquece as alegrias do futuro,
O tempo que há-de vir sem este muro
De silêncio e negrura
A cercá-lo de medo e de espessura
Maciça e tumular;
O tempo que há-de vir - esse desejo
Com asas, primavera e liberdade;
Tempo que ninguém há-de
Corromper
Com palavras de amor, que são a morte
Antes de se morrer. 






E para ouvirem uma obra, de outro domínio, o musical, criado a partir de um outro fabuloso poema do autor, aqui vos deixo:




o poema:

Orfeu rebelde, canto como sou:
Canto como um possesso
Que na casca do Tempo, a canivete,
Gravasse a fúria de cada momento;
Canto a ver se o meu canto compromete
A eternidade no meu sofrimento.
Outros, felizes, sejam rouxinóis...
Eu ergo a voz assim, num desafio:
Que o céu e a terra, pedras conjugadas
Do moinho cruel que me tritura,
Saibam que há gritos como há nortadas,
Violências famintas de ternura.
Bicho instintivo que adivinha a morte
No corpo dum poeta que a recusa,
Canto como quem usa
Os versos em legítima defesa.
Canto, sem perguntar à Musa
Se o canto é de terror ou de beleza.

ou então, para dar o mote à próxima palavra:





A próxima palavra: LUZ

Eight Below




A Walt Disney Pictures apresenta mais um dos seus célebres e conceituados filmes: “Eight Below”, ou, “Antárctida - Da Sobrevivência ao Resgate”. Um emocionante e comovente filme de drama e aventura, do realizador americano Frank Marshall. O filme conta com a participação do famoso actor Paul Walker no papel de Jerry Shepard, que desempenha a personagem principal da história. Paul Walker tornou-se conhecido cinco anos antes da estreia do filme, após interpretar Brian O’Conner em Velocidade Furiosa (The Fast and the Furious).
A acção desenvolve-se em torno de Jerry (Paul Walker) e da sua sincera amizade com os seus 8 cães: Buck, Dewey, Max, Mya, Old Jack, Shadow, Shortie e Truman. Tudo começa na Antárctida, com uma equipa de expedição científica composta por três membros: Jerry Shepard, o guia da viagem; o seu melhor amigo, Cooper (Jason Biggs); e um rude geólogo americano Davis McClaren (Bruce Greenwood).
O geólogo vê-se atolado na neve e apenas os cães podem ajudar no seu resgate, demonstrando assim o seu espírito de ajuda para com os seus próximos e agindo como uma verdadeira família. Depois de são e salvo é imediatamente levado para ser tratado ,mas algo inesperado acontece: uma forte tempestade isola a região e Jerry, juntamente com o resto da equipa, têm de abandonar o local senão correm o risco da própria morte. O problema é que o único avião disponível para os levar de volta para os EUA é demasiado pequeno e Jack tem de tomar, provavelmente, a pior decisão da sua vida: deixar para trás os seus oito cães. Durante o duro inverno da Antárctida, os cães vêem-se obrigados a lutar pela sobrevivência na imensa vastidão congelada por seis meses. É neste momento que podemos assistir ao carinho que existe entre um animal e uma pessoa, porque o sofrimento dos cães e do dono por terem de se separar é terrivelmente triste. Torna-se evidente que não é por acaso o ditado “o cão é o melhor amigo do Homem”, e aqui encontra-se a verdadeira prova disso. Mas o amor que Jerry sente pelos seus cães ultrapassa todos os obstáculos e, mesmo do outro lado do mundo não desiste, pois tenta fazer de tudo para arranjar uma equipa que os possa salvar, embora ninguém pareça querer arriscar-se numa aventura que poderá ser fatal.
Devo confessar que este filme me marcou imenso e não tenho memória de  me ter emocionado tanto num filme. Chorei praticamente em todo o filme, e logo eu que nem costumo ser muito sentimental em relação aos filmes que vejo. Destaco, principalmente ,o facto dos cães, contraditório com a maioria dos filmes da Disney, não falarem como os humanos. Agem como cães normais e conseguem demonstrar a sua inteligência e, sobretudo, os sentimentos tanto de amizade como de inter-ajuda. Fiquei “colada” ao ecrã do começo ao fim, pela história forte que transmite, pelas cenas marcantes que contém e também não posso ignorar o jeitoso do Paul Walker, que com os seus lindos olhos azuis foram sem dúvida uma mais-valia para o sucesso deste filme.
Antárctida - Da Sobrevivência ao Resgate” não desilude na interpretação dos actores e, principalmente, no treino dos animais. Uma história para toda a família que promete dar o que falar.
O filme, que ganhou um prémio no “ASCAP Film and Television Music Awards” (2007) e também foi nomeado para o festival “Satellite Awards” (2006), foi inspirado nos acontecimentos da Expedição Japonesa à Antárctida, em 1957, que serviu também de base para o blockbuster japonês, "Nankyoku Monogatari" ("Antárctica").


Mayara, 10ºA

Para a minha irmã

«Para a minha irmã», titulo original «My sister’s keeper», é um filme estadunidense, baseado no livro de Jodi Picoult, e realizado por Nick Cassavetes, mesmo realizador do filme «The Notebook».
«Para a minha irmã» é um filme dramático, com duração de 109min. Estreou dia 17 de Setembro de 2009 em Portugal.

O filme é sobre um casal, Sara (Cameron Diaz) e Brian (Jason Patric) Fitzgerald, que são pais de dois filhos, Kate (Sofia Vassilieva) e Jesse (Evan Ellingson). Quando Kate tem dois anos de vida, descobrem que ela é portadora de uma doença rara, LMA (leucemia mielóide aguda). A única solução é conceberem uma criança geneticamente combinada para salvar Kate. Depois de Anna (Abigail Breslin) nascer, é sujeita a muitas operações. Quando Anna chega aos 11 anos de vida, contrata um advogado, Campbell Alexander (Alec Baldwin), e pede emancipação médica. Alexander só aceita o caso de Anna Fitzgerald, porque sabe o que é não ter controlo sobre o próprio corpo, pois sofre de epilepsia.

É um filme que retrata a vida de uma rapariga que sofre uma doença rara, retrata os seus sentimentos, as suas memórias e o seu relacionamento com a família. Retrata também o amor de mãe, que é capaz de tudo para salvar a sua filha. É uma lição de vida. É tocante e expressivo aos espectadores, consegue comover a [o verbo não pede essa preposição- regência] qualquer tipo de pessoa.
Tem óptimas personagens e um ambiente acolhedor e sincero. Consegue mudar a maneira de pensar, pois mostra como é a vida de pessoas com cancro, e como consegue afectar tudo a sua volta.
Sofia Vassilieva, Kate no filme, para tentar perceber como era ter cancro, saber como era ficar sem cabelo, para encarnar mais a personagem, literalmente rapou o cabelo.
De 1 a 5, é um filme considerado em 4 estrelas.
Este é um drama de suspense, um romance de Picoult, que capta a nossa atenção do princípio ao fim, escrito com um toque de elegância e com um olhar profundo em relação aos pormenores e a compreensão abrangentes na delicadeza e na complexidade das relações humanas.[Citação:http://www.wook.pt/ficha/para-a-minha-irma/a/id/175370.]
A banda sonora faz com que o filme seja mais profundo, com a musica de Peter Yorn, "Don’t Wanna Cry" e "Feels like home" de Edwina Hayes.
É, sem dúvida, um filme que muda a perspectiva do pensamento e a perspectiva de vida. Um filme que muda a maneira de viver, porque tragicamente, a nossa vida pode dar muitas voltas.
Um filme que não se pode perder.





Bruna Castro 10ºA

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Onda de Calor


“Onda de Calor”, realizado por Andrew Prowse, onde encenam alguns actores populares como Chris Cleveland, D.B. Sweeney, entre outros. [a construção da frase está incompleta: falta a continuação da subordinante...]
De imediato o nome do filme remete-nos para aquecimento global, temperatura a aumentar, icebergs a derreter, a terra a mudar, mas neste caso, existem coisas um pouco mais alarmantes do que alguém pode imaginar. Está relacionado com o aparecimento de extraterrestres, é então que a equipa especializada de major O’Bannon é enviada para a ilha de Palaloa, no sul do Pacífico, e tentam encontrar [falha na concordância] vestígios de ondas TAU 7 que são provas científicas que conseguem testemunhar a existência dos mesmos.
Tudo é passado em torno desta ilha, em busca de indícios da onda ou mesmo dos próprios OVNIS, um enredo muito interessante. Além do emaranho do filme ser bastante apelativo, a ilha onde este se passa é muito bonita, com umas paisagens espectaculares, envolvendo ao mesmo tempo floresta, praia, meninas bonitas, e um belo mar límpido e quase transparente.
Tudo factores muito apelativos, o único grande e trágico problema da fita, são os seus efeitos especiais. Os próprios E.Ts. que à partida são uma coisa muito importante neste filme, em que os produtores deviam ter tido um grande investimento, ficam muito aquém daquilo que nós sabemos que é possível fazer. Hoje em dia, com toda a tecnologia, é possível que estes seres pareçam reais, mas neste filme não passam de um bocado de plástico com um homem que se move no seu interior. Até as cenas de confronto entre extraterrestres e os homens, o sangue que é deixado pelos marcianos, nem sequer se parece com o ketchup que hoje em dia é usado para este tipo de cenas. Por favor, os produtores de efeitos do filme ou não acompanharam a evolução da tecnologia ou o orçamento relativo a estas cenas era pouco extensivo.
Tudo tão bem escolhido, desde personagens, local, podemos dizer tudo perfeito, mas deram pouco interesse a um aspecto muito importante no secuo XXI, OS EFEITOS ESPECIAS, cujo esses [ui ui! bastaria um "que"] deixam muito a desejar.



Diogo Mota 10ºA



Nota: os itálicos foram introduzidos pela professora e indicam imprecisões do discurso ou correcções. Pretende-se, assim, fazer uma abordagem didáctica dos erros, que sirva a todos e não só ao autor.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Into the Wild


 
Filme: “Into the Wild” (Na Natureza Selvagem)
Género: Drama
Realizador: Sean Penn
Estreia:
21/9/2007 (Original)
Banda Sonora: Eddie Vedder


“Into the wild” realizado por Sean Penn é uma adaptação do livro do jornalista Jon Krakauer que conta a história do jovem Christopher Mccandless que, terminando a faculdade, opta por prescindir da sua vida privilegiada e partir em busca da aventura, decidindo ir viver junto da natureza, doando as suas economias à caridade com o intuito de se ver livre de tudo o que é material. O desejo de se ausentar de um mundo materialista e consumista, faz com que Christopher Mccandlless embarque na melhor viajem da sua vida.
A coragem de renunciar a todo o materialismo e prazeres da vida, torna Alexander Supertramp (identidade que Christopher M. adoptou) um extremista, apelando ao seu instinto de sobrevivência.
É, sem dúvida, um filme para parar e pensar. Um filme que reflecte o significado da vida e dos valores morais e éticos. Into the wild, interpretado pelo excelente actor Emile Hirsch, é uma história notável e verídica que apela à nossa atenção, remetendo para o lado mais simples e belo da vida. A fita fala por si!
As paisagens do filme fazem sonhar qualquer um. Só visualizando o filme é que é possível observar a natureza na sua beleza mais pura. Imagens raras que marcam a paixão de um homem pela natureza, cada árvore, cada rugido e sopro de cada animal, cada espécie, cada rio. A banda sonora é mais um benefício a favor. Eddie Vedder (vocalista dos Pearl Jam e amigo de longa data de Sean Penn) dá voz às músicas, produzidas pelo próprio propositadamente para este filme, com a melodia cativante que Vedder atribui a todas as suas canções.
Apesar de toda a revolta com a sociedade e bens materiais, a melhor lição é que para a felicidade completa necessitamos, além da natureza, uns dos outros. - “Hapiness is only real when shared.”
Chistopher Mccandless quis fugir da sociedade materialista em que vivia, mas compreendeu que não havia fuga possível, senão se adaptar a essa mesma sociedade. O nobre Supertramp (Vagabundo) acabou por perder a vida num autocarro no Alasca em 1992. Morreu onde queria morrer: junto da natureza. Cumpriu o seu destino final – chegar ao inóspito Alasca. A sua luta à sobrevivência foi forte mas insuperável. Christopher Mccandless percebeu que a natureza para além de bela, era selvagem e perigosa. Apesar de tudo, ele deu a conhecer o valor da verdade e aquilo que realmente é importante ao longo da nossa existência.
 

CITAÇÕES
“…how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong. “
“The freedom and simple beauty is too good to passe up”
“Rather than love, than money, than fame, than fairness… give me truth.”
“Some people feel like they don’t deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past.”
“I’m not superman, I’m supertramp!”
“The core of mans’spirit come from new experiences.”
“When you want something in life, you just gotta reach out and grab it.”





Ana Luísa, 10º A

domingo, 9 de janeiro de 2011

Wanted (2008)



«Wanted», ou, «O Procurado» é um filme de acção do realizador russo Timur Bekmambetov, conhecido principalmente pela realização de «Nochnoy Dozor» e «Guardiões do Dia».

O filme gira em torno de um rapaz que trabalha num escritório cuja chefe, Janice, passa a vida a atormentá-lo, bem como aos outros colegas de trabalho. Este rapaz é Wesley Gibson, personagem interpretada por James McAvoy, sendo um “Zé-ninguém” que, para além de ter uma chefe horrível, uma namorada que o trai com o seu melhor amigo e ataques de pânico, é insignificante.

            Tudo isto muda quando este descobre uma fraternidade de assassinos, que lhe diz que o seu pai fora um dos maiores assassinos de sempre e que lhe tinha deixado uma imensa fortuna, bem como um lugar nessa fraternidade chefiada por Sloan, Morgan Freeman. Apesar de não ter bem a certeza do que fazia, Wesley entrou na fraternidade e desde logo foi treinado por Fox, Angelina Jolie, para se tornar tão bom como o pai tinha sido e cumprir o objectivo de matar o homem que o assassinou.

            Apesar de o filme ter algumas partes a que até se podem chamar de falhas – ou não -, acho que o filme é bastante razoável e apelativo, visto que tem algumas “novidades” quanto às cenas de acção e tiroteio. Muitas pessoas acham que este filme não é muito coerente com a realidade, pois desrespeita as leis da física e por isso consideram-no mau. Balas que curvam, um homem que corre a uma velocidade abismal, salta de um dos andares mais altos de um edifício elevadíssimo e fá-lo com os estilhaços de vidro a cobrir todo o seu corpo, coisa que o teria magoado e muito. Este praticamente “voa” uns bons metros e vai parar ao edifício do outro lado da rua, entrando pelas janelas normalmente. Ou então, quando Wesley e Fox fazem com que o carro levante, passe por cima de uns outros tantos com uma volta de 360º e caia direito. E ainda outra que, pessoalmente, adorei, foi aquela em que Fox tira Wesley da frente do camião de Cross, o assassino do seu pai com uma derrapagem a alta velocidade e ao fazer um “peão”, Fox consegue que Wesley entre pelo lugar do morto para dentro do carro.

            Muito bem, tudo isto são cenas um pouco irreais, mas todas essas cenas com origem na adrenalina das personagens, que eleva os seus batimentos cardíacos para 400 por minuto dão um realce especial a este filme que, tal como todos os outros, é ficção! Esses “adereços” um quanto ou tanto irreais é que são o fundamento do filme, porque se ele não os tivesse, era um filme comum, como todos os outros e perderia todo o interesse. Eu falo por mim, porque o que me despertou no filme foram exactamente essas cenas sensacionais que apesar de serem pura edição de efeitos especiais, são aquilo que um filme deste tipo precisa, porque ninguém vê um filme de acção à espera de ver o desenvolvimento de uma história muito aprofundada, até porque a história deste dá voltas atrás de voltas e está cheia de mentiras.

            Só tenho pena que o filme se desenvolva apenas em torno de McAvoy e Angelina Jolie, pois gostaria de ver um pouco mais dos restantes membros da fraternidade, ou até mesmo da chefe de Wesley, ou de Barry. Morgan Freeman, por exemplo, podia ter mais influência no filme, mas limita-se a fazer o papel de chefe, autoritário e sábio, bem como Thomas Kretschmann que tem duas ou três falas nas cenas de tiroteio e nada mais. No entanto, não temos de nos preocupar, pois há uma beldade chamada Angelina Jolie que preenche o vazio deixado por eles.



Pedro Pinto, 10ºA