domingo, 2 de maio de 2010

Palavras dando as mãos às Imagens



Eis a tarefa deste último período...

... procurar uma imagem que vos fale e dar-lhe a voz.




Até 28 de Maio, vamos lá rasgar véus e olhar o mundo em redor. Algo vos chamará a atenção e exigirá ser dito.



Cá vos espero... com um sorriso, solar :)





(sim, esta foto fi-la no último eclipse solar, a 3 de Setembro de 2005... sofrível, em termos de qualidade, mas fala por si, verdade?)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

da Luz e da Sombra


Em "O Amor nos Tempos de Cólera", do Gabriel Garcia Márquez, a mãe do grande amoroso, Florentino Ariza, recomenda-lhe: "Aproveita agora que és novo para sofreres o mais que puderes, porque estas coisas [as do amor] não duram toda a vida".

E ele comprazia-se com o seu sofrimento amoroso, porque a sua maior glória era amar.

Não serei tão severa conselheira quanto a mãe de Florentino, mas que o Amor, seja o feliz ou o infeliz, sentido, é o maior potenciador criativo que conheço, ah isso é...

Aqui vos deixo dois poemas do "nosso" Edd, que já não faz trabalhos para a professora, mas que não se inibe de partilhar o que de belo cria comigo, connosco.



Fui mas fiquei, agora permanecerei


Ela estava longe, distante como uma luz no universo...
O caminho encurtava-se, já lhe sentia o peito a encher-se e esvaziar-se conforme o sopro de vida.
Via os lábios, de um cor de rosa tão perfeito, que faria chorar qualquer cor.
Aproximava-se cada vez mais.
Ela não se movia, era eu que corria.
Estava quase a chegar, quando flutuei no seu aroma.
Era como o carvalho humedecido pelo orvalho da manhã, fazia-me sentir livre.
Já sentia o calor emanado da sua pele.
O meu coração palpitava com uma força tal, que, se não estivesse anestesiado
talvez pensasse que estava a tentar fugir.
Ela abriu os braços.
Fiquei deliciado, sorri e corri ainda mais.
Era uma sombra, nas sombras.
Ia tocar-lhe, mas nada aconteceu, ultrapassei-a era como se ela não estivesse lá.
Ela virou-se enquanto chorava e gritava "NÃO, PORQUÊ? PORQUÊ QUE TE FOSTE SEM MIM?"
Olhava para um corpo inerte, imóvel, rijo.
Com uma cara fria e pálida, branca como cal.
Os seus olhos ficavam baços, com a cor castanha avelã a esgotar-se a cada segundo que passava.
Eram-me tão familiares.
Foi aí que o deixei de sentir. O coração que fugia. Libertou-se com a ultima batida.
Ali, estendido aos pés daquela que jamais poderia tocar outra vez, estava eu...

Outubro 2009



Lua Nova


No mais fundo dos precipícios, onde a penumbra me cobria
ninguém me olhou, com ou sem olhos de ver, era eu nada mais nada menos que uma fonte seca.
Onde nem água nem fogo fluíam, elementos que outrora secaram.
Mesmo no mais profundo dos silêncios, onde até a morte que rastejava lentamente
tinha medo de se fazer ouvir
eu ouvia quem me chamasse, lá no topo, eu tentava focar
mas nada via, rostos marcados a negro que passavam fugazmente como ilusões.

De um momento para o outro, um calor, uma névoa levanta-se e eu não sentia o meu corpo.

Tudo branco.

Que claridade é esta? Que fogo me consome e que água me acalma?

Nada via, fechava os olhos para tentar entender, mas nisso vinha a escuridão.
Era uma palavra que não queria e não voltaria a sentir, implorei que conseguisse para sempre ficar
sem pestanejar, pois um milésimo de segundo que fosse sem aquele meu novo mundo era uma eternidade.
Neste novo imenso por explorar, só te via e ouvia, enquanto me olhavas e sussurravas com
uma delicadeza tal que me senti perfeito.

E os segundos pareceram décadas, era imortal!

Até que comum a tudo, o mundo desvaneceu-se, desapareceu e eu rastejava, praguejava e esquartejava as paredes do precipício, tentando escalar sem nada subir.
A mesma lua coberta de preto voltou a assombrar-me, e enquanto me gozava eu deixei-me ficar. Espero pelo calor e névoa da lua nova,
e pela música que encanta e aquece as minhas veias.
Não sei nada de nada, não sei o que fui ou o que deixei de ser.


Dezembro 2009




Eduardo Silva

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Mensagem Natalícia :D



Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.


Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece

Tenho o frio e Natal não.

Deixo sentir a quem quadra

E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra

Fico gelado dos pés.

Fernando Pessoa




Para
não destoar, trago-vos um Pai Natal especial, em pessoa ;-)

Que não vos arrefeçam os pés e, especialmente, que vivam a quadra, e todos os dias que se lhe seguem, contentes, não por que "é dia de o ficar", mas porque o coração vo-lo pede.



Fátima





sábado, 5 de dezembro de 2009

SEI QUE NUNCA TEREI O QUE PROCURO



Sei que nunca terei o que procuro
E que nem sei buscar o que desejo,
Mas busco, insciente, no silêncio escuro
E pasmo do que sei que não almejo.

(Fernando Pessoa)



Este poema escolheu-me não só pela sua simplicidade, mas também por me caracterizar na fase da vida onde me encontro, cansada, sobretudo, por sentimentos de expectativa e incerteza.
Neste poema, Fernando Pessoa procura o que deseja (???), mas no fundo não se sente concretizado, o que o leva a procurar ou a querer sempre mais e mais (…). No fundo, Pessoa nem sabe o que deseja, mas tem uma ambição de querer buscar sempre mais. Ao não sentir-se concretizado, o poeta vive num sentimento de ambição, de angústia e de cansaço.

O poeta vive um “ tormento de espírito”.

Tudo isto, para dizer que, no fundo, também tenho a sensação de um sentimento de insatisfação, que me leva a uma necessidade de querer sempre mais, não me sentindo ainda concretizada e, no fundo, sem saber o que realmente quero.
Assim, termino com uma expressão minha, “ não desistas de procurar - a sensação de esperar alimenta-nos a esperança, e sem ela a vida não tem sentido”.



Sara Silva, 12ºC

Tenho pena e não respondo




Tenho pena e não respondo.
Mas não tenho culpa enfim
De que em mim não correspondo
Ao outro que amaste em mim.


Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros - cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.

Ah, deixem-me sossegar.
Não me sonhem nem me outrem.
Se eu não me quero encontrar,
Quererei que outros me encontrem?


Fernando Pessoa


Os poemas de Fernando Pessoa (Ortónimo) são complexos e tem a sua própria natureza racional.
O poema em questão retrata a incapacidade de amar do autor, o que não é muito habitual da Obra Pessoana (???), mas um estado de espírito que nos leva ao quotidiano do poeta (???).
Vemos que, neste poema, ele toma as exigências da sua "amante" por coisas que lhe são impostas: "Tenho pena e não respondo", é de certa maneira uma reacção passiva-agressiva às exigências normais do amor de uma mulher, quando Pessoa sente que ela lhe pede algo e ele sente não conseguir satisfazer a sua amada.
Pessoa, neste poema, entra num mundo “à parte”, de não querer ser conhecido para não se encontrar consigo (?). Vejo-me como o autor, porque, se por vezes, não deixar demonstrar o meu lado tranquilo e desafogado irei absorver tudo o que há de mau e não aproveito o que de melhor a vida me oferece.
Não conseguindo multiplicar-me como este senhor, consigo atingir os mesmos objectivos deste.


Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros - cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.

Fernando Pessoa


Eu sou como sou,
Cada um é como é.
No meu mundo estou,
Cada um anda a pé!


Pedro Maciel

do Sol e da Chuva




Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.




A minha escolha recaiu sobre este poema, pois eu também sempre tive a mesma opinião, um dia de chuva e tão belo como um dia de sol.
Normalmente afirmamos que um dia de sol é mais benéfico para cada um de nós, para as nossas actividades no dia-a-dia, bem como para a prática de desporto ou outras formas de lazer. Talvez seja o mais correcto, pensarmos isso, ou talvez não, porque se pensarmos bem, um dia chuva também tem a sua beleza, não da mesma maneira que um dia sol pode ter, mas estes dias de chuva também tem um lado positivo, porque permitem um maior convívio entre amigos e familiares, para além de nos proporcionarem por vezes imagens fotográficas espectaculares.
Se me pedissem para escolher entre um dia de chuva e um dia de sol, provavelmente não saberia qual escolher, talvez seja um bocado estranha esta minha dúvida, mas para mim estar com os amigos e com a família é o mais importante e, nesse caso, o estado do dia não é o mais importante.



Nome: Pedro Dias
Nº: 19
Turma: 12ºC

Esta Espécie de Loucura






Esta espécie de loucura
Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim, na escura
Confusão do pensamento,

Não me traz felicidade;
Porque, enfim, sempre haverá
Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há.



Fernando Pessoa



Este poema escolheu-me pois leva-me a pensar na loucura do Homem, na loucura da mente de um jovem, de uma pessoa como eu, que não possui limites quando sonha. Mas a mente, pode também entrar em conflito que reflecte em sentimentos como medo, tristeza, depressão e até loucura, como Pessoa diz no Poema :“confusão de pensamento,”.
A ‘loucura’ é o sentimento mais profundo neste poema, e poucas vezes é entendido por mim e por outras pessoas, certamente.
Bem, muitas vezes entramos em conflitos com nossos desejos ou com o rumo da nossa vida. São aqueles momentos em que devemos parar, reflectir e analisar nossos actos, para então seguirmos em frente. Devemos ser nossos próprios terapeutas e tocar no que nos vai no interior da nossa alma, abrir o coração e seguir o nosso caminho sem temer, sem olhar para trás, para entender o que há dentro de nós.
Este poema parece-me ser inacabado, pois Pessoa reflecte sobre si, mas não conclui o que se passa com ele, não é infeliz porque, segundo ele, uma ponta de felicidade sempre haverá (???).
Um pouco como me acontece a mim às vezes, que dou por mim sem rumo, e sentindo-me um bocado “louco” à maneira de Pessoa, mas nunca inteiramente infeliz, pois felicidade há sempre, e lá sempre consigo encontrar um rumo que se ajuste a mim.
Também, às vezes, sei que tenho algo dentro de mim que não sei explicar ao certo o que é, mas certamente sei que nunca nenhuma infelicidade me vai conseguir fazer infeliz de todo, pois, ao contrário de Pessoa, “esta espécie de loucura” que vive em mim faz de mim um pessoa ainda mais feliz.



Luis Francisco Neves Pereira, Nº 15, 12ºC

Criança, era outro...




Criança, era outro...
Naquele em que me tornei
Cresci e esqueci.
Tenho de meu, agora, um silêncio, uma lei.
Ganhei ou perdi?



De repente, ao ler este poema, senti: isto é comigo! Será que a criança que eu fui está distante? Não me confundo com ela? Já não sou? Senti um arrepio e reli o poema mais devagar, deixei-o tomar conta de mim como se uma sineta me acordasse...
Dezassete anos o que representam? Toda uma vida, a minha vida... Tenho agora uma lei, muitas leis, muitas regras que todos fazem questão de me lembrar. O meu silêncio, o meu espaço, será que o conquistei? Cresci? Não sei. Crescer é tarefa inacabada. Criança era outro ou não. E eu quem sou?
Este poema traz-me um pouco do sentimento vivido por mim enquanto cresço, não só fisicamente, mas também psicologicamente. Posso olhar para trás e ver que os tempos de criança estão (quase) passados. Mas será isso bom? Será bom podermos dizer: “Já não sou nenhuma criança!”? Acho que não. Todos nós já fomos crianças, e todos sabemos o quão bom foi.
Aqueles tempos em que não havia preocupações, não pensávamos na vida, no que ela significa, simplesmente vivíamos a nossa infância com um sorriso na cara, sem pensar em nenhumas dificuldades. Mas crescemos, e posso dizer que sinto falta daqueles tempos, sinto falta de não ter problemas. Quando era mais novo, os meus pais sempre me diziam: “A melhor parte da tua vida vai ser esta, lembra-te bem…”, mas eu nunca percebi bem. Melhor parte da minha vida? Isto? Mas agora começo a perceber um pouco - é quando somos crianças que conseguimos tirar prazer do melhor da vida, conseguimos ficar felizes com as mais pequenas coisas, os mais simples gestos. Quando crescemos vamos perdendo essa capacidade de aproveitar cada momento, vamos ganhando mais consciência, vamos pensando cada vez mais no que vem “a seguir”. Isso não nos deixa aproveitar cada momento e deixamos de dar valor a pequenas coisas, vamos sempre querer mais e mais, até chegarmos a um ponto da nossa vida que nos apercebemos que, não importa quanto tivermos, vai sempre haver mais a conseguir, mais a desejar. É essa tal capacidade de aproveitar cada momento, que as crianças têm, que todos nós já tivemos, que vamos perder ao crescer.
Mas é claro que, aos meus 17 anos, ainda tenho muito de criança em mim, todos nós temos. Mas foi ao ler este poema que eu percebi que, embora essa infância não esteja assim tão longe, eu cresci.
E à medida que eu vou crescendo, vão crescendo regras à minha volta, “leis” como é dito no poema, e aí apercebo-me que já não sou nenhuma criança. Vou crescendo e a criança que em mim uma vez vivia vai-se ofuscando com as dificuldades que passo no dia-a-dia. Uma criança que existiu noutro tempo, quase que noutra pessoa (de tão estranha que já me parece). Todos gostamos de sentir que ainda temos uma criança dentro de nós. Temos pois, mas está tão distante e embaciada pela razão que não tem nada a ver com a criança que éramos, inocentes sem querer, sem saber. Pois, sem saber, aí está a tal inconsciência necessária para ser feliz…



José António Varzim

Passei toda a noite, sem dormir...




Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero. Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.


Alberto Caeiro



Este poema escolheu-me porque, de alguma forma, se identifica comigo. Tal como Alberto Caeiro, também eu passo noites a pensar em alguém especial, vejo essa pessoa com as recordações que tenho, sinto a falta de poder estar com essa pessoa e sinto falta de lhe poder tocar e abraçar.
Claro que ao pensar é quase como viver numa outra realidade, mas por um lado ate é bom viver nessa realidade, faz-me pensar de forma concentrada nessa pessoa e é uma maneira de nunca a esquecer ou esquecer as coisas que ela fez por mim, bem como não esquecer a forma carinhosa como sempre me tratou. Mas, de tanto pensar, sinto a necessidade de estar com ela, e quando estou com ela penso como Caeiro, que talvez tivesse sido melhor não estar com ela “Para não ter que a deixar depois”.
Durante a vida vamos sempre encontrar pessoas que nos irão marcar, de forma boa ou de forma má, outras irão surpreender-nos, mas há sempre aquela que nos marca mais, aquela que mais nos ajuda e de quem mais sentimos necessidade de a olhar ou apenas de pensar, porque embora não possamos estar juntos todos os dias, durante as 24 horas do dia, essa pessoa está sempre connosco, quer na mente quer no coração.



João Costa

Quem me dera que eu fosse o pó da estrada






Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando...


Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...


Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo...


Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...


Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena...



Alberto Caeiro



Este poema escolheu-me pois fala sobre nós sermos alguém na vida, não nos limitarmos a vivê-la e a passar o tempo sem ser da maneira como nós realmente queríamos ou desejávamos.
Este poema fala-me sobre alargar horizontes, não nos deixarmos ficar a olhar para trás e pensar “antigamente é que eram os bons tempos”; fala-me sobre ter visão para um futuro que eu, ou qualquer outra pessoa, queira, mas, principalmente, um futuro desejado, ambicionado e sonhado. O dinheiro não faz parte como algo vital; podemos amar o que fazemos sem ganhar muito dinheiro… Agora, aquele empresário “podre de rico” que tenha tido sempre tudo o que queria com o dinheiro que ganhou, mas que nunca fez aquilo que realmente lhe dava prazer, vai, ao fim de algum tempo, olhar para trás e pensar “tenho este dinheiro todo, mas que fiz eu que realmente ambicionasse e desejasse?”.
Temos que ser felizes com o que fazemos na nossa vida mas, ao mesmo tempo, também sermos útil no que nos propomos fazer.
O “pó da estrada” pode ser algo insignificante, mas ele está lá na estrada, para que “os pés dos pobres” o pisem, ou seja, é útil para alguém;
A água que forma um rio pode ser algo de trivial para um ser humano, mas ela está lá para quando as lavadeiras precisam dela, escutando, talvez, a alegria destas últimas, ouvindo as suas conversas, como se nada de mais importante houvesse a fazer naquele momento;
O burro do moleiro pode ter uma vida, aos olhos de muitos, desgraçada, mas ele está lá para trabalhar para o moleiro, é útil para um ser humano que leva uma vida desgastante, e serve de companhia para alguém com uma vida solitária, pelo qual é estimado pelo dono.
Concluindo, por muito insignificante que seja a vida, ela é preciosa aos nossos olhos e, portanto, tem que ser vivida à nossa maneira, ao nosso gosto, de acordo com as nossas fantasias. Não nos podemos limitar a ver as estações passarem e não as sentir, não as viver, passar décadas com pena do que fazemos e com culpa interior de não termos feito a escolha que nós desejávamos, pois “tudo é possível, o impossível só demora mais tempo a realizar-se”.



João Nunes