sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Chegou a hora...



... reza assim a canção :D mas fiquem descansados que não vou puxar ao sentimento. Não é preciso, desse já temos em generosa dose, verdade?!?! ;-)

Como já vos disse, gostaria muito de estar hoje convosco, no dia da entrega dos vossos diplomas, não para assinalar particularmente a data nacional, mas por, particularmente, querer estar convosco, mais uma vez, com [quase] todos juntos.

Quando nos reuniremos de novo???... felizmente, continuareis o vosso caminho, a pleno vapor nos anos que se avizinham.

Nietzsche disse que, para se construírem novos templos, é preciso destruir os antigos. Neste momento, não é essa a minha visão, nem a minha mensagem: tenho a certeza que muito construireis alicerçados, precisamente, nos templos que construíram na nossa escola. Fico feliz por sentir que terei sido uma pedra desse edifício, mesmo um simples grão de areia.

Desejo-vos toda a Felicidade que desejo para as minhas próprias filhas - nada maior vos posso desejar.
E lembrem-se do poema do José Gomes Ferreira, no ido 10º ano!... não se transformem em "máquinas verdes". Mesmo verdes, não deixam de ser máquinas.
Não passem, vivam. Não deixem que a máquina do mundo vos embote a chama e o sonho que vos acalenta hoje.




A sempre, vossa amiga,



Fátima Inácio Gomes

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Eusébio/Max... Hoje




Ora os exames já estão nas escolas, à espera de ver a luz...
Aproveitem e riam-se, por enquanto, sem mágoas! :D
Boa sorte a todos! ;-)


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Liberdade



Quase premonitoriamente (bruxa, não?), tinha pedido a alguns dos meus alunos, no último teste, para falarem da "liberdade"... e o grupo I era sobre o "Felizmente há Luar!": "(...)procura reflectir sobre a condição humana e a ânsia de liberdade que as lições da história frequentemente veiculam.".
A Paula Portela, do 12ºB, fez esta belíssima reflexão:



O Homem é considerado, ao mesmo tempo, um ser frágil e poderoso.
Todos nós sabemos como o Homem trata plantas, animais, o planeta como se fosse tudo simplesmente seu. Muitas vezes o Homem, ao dispor de todos os recursos que o rodeiam, começa a construir na sua mente uma ideia deturpada de si mesmo. Vê-se como um todo-poderoso.
Consegue encontrar a resposta a todos os seus problemas na tecnologia, no seu conhecimento e de lá de cima do seu pedestal não consegue ver quão frágil realmente é. Precisa que o lembrem.
Uma catástrofe natural resolve o assunto. Uma crise financeira que ameace todo o sistema financeiro também. Assim como um Holocausto.
Em alturas como estas, o Homem desce do pedestal que construiu para si mesmo. Não, não desce. Cai.
Quando o Homem se sente aprisionado, reprimido, miserável, faminto, maltratado, sente-se pequeno. Sente-se uma pequena criatura no Universo. Sente-se desesperado.
Aí anseia por liberdade, luta para a conquistar. Ganha esperança, e essa esperança é o que lhe vai permitir escapar à opressão. E quando consegue escapar à opressão que viveu, poucas décadas são necessárias para que se esqueça o que o derrubou. E, esquecendo-se do passado, coloca-se a si mesmo numa situação que apenas o vão conduzir à mesma ânsia de liberdade.
O Homem está constantemente em busca da liberdade. Do que se tenta libertar? Da sua frágil condição humana.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

às portas dos exames




Um blogue do Público onde estudantes vão relatando as suas peripécias... e contamos com participações das "nossas gentes" ;-)

http://blogs.publico.pt/notafinal/

sábado, 6 de junho de 2009

CRENTE





Caro leitor, venho, por este meio, falar-lhe de ” perdas”, de “algo ou de alguma coisa”. Calma, já sei que vai pensar “o que este rapaz está para aqui a falar?!”. Não pense já que lhe vou falar de futebol, política ou algo parecido. Nada disso! Eu pergunto: Será que depois da “tempestade” vem a bonança?
O Homem reage à “morte” de um “ente querido”, sendo sempre devastado com a perda. É inato, pensa-se que não vai haver amanhã, já não vai haver o luar, o raiar do sol, pensa-se que a vida acaba ali, naquele instante, naquele momento. Tempo! Talvez seja a palavra-chave, mas agora é um dilema, será parte da solução ou parte do problema? O que me diz?
Cá vai, penso que tudo demora o seu tempo a aceitar, o seu tempo para voltar a acreditar, mas no fim de cada história, mas no fim de cada lição que a vida nos dá, aprendemos a dar valor aos pequenos nadas. Como diria “O Pensador” : a vida é feita de pequenos nadas, que a gente saboreia mas não dá valor, um pensamento, uma palavra, uma risada, uma noite enluarada, um sol a se pôr, um bom dia, um boa tarde, um por favor, simpatia é paz e amor…
Depois de tudo, percebemos que nada acontece por acaso, mas talvez porque tenha uma razão para acontecer, “Tudo o que não nos mata, torna-nos mais fortes”.
E no dia seguinte à tempestade, encontramo-nos e voltamos a acreditar.
Sim, a acreditar “em algo ou em alguma coisa”.



Ivan Torres 12ºB

O Caminho





Como todos os seres humanos, iremos percorrer um longo caminho, o nosso caminho, ou seja, a nossa vida.
Superficialmente, os caminhos de toda gente são semelhantes. Nascemos, fazemo-nos ao caminho, percorremo-lo e, por fim, morremos. Bastante simples de entender! Seria, se observados superficialmente, como anteriormente referido.
Uma observação mais atenta e cuidada levaria a outra conclusão: que os caminhos de toda a gente são muito diferentes, pois nem todos escolhemos as mesmas estradas, as mesmas direcções ou o mesmo sentido.
Não há nada mais simples, como primeira etapa do nosso caminho, em que somos levados ao colo - não temos que tomar decisões ou sentir remorso de qualquer decisão tomada. Mas, como disse, essa é só a primeira etapa que, por sinal, é muita curta.
A dificuldade aumenta gradualmente, começamos a andar pelos nossos pés, a decidir por nós próprios.
Nesta fase posterior, tudo se complica. Vemo-nos deparados com várias hipóteses, várias direcções e sentidos. É aqui que os caminhos se tornam tão pessoais e tão distintos.
São personalizados pelas nossas escolhas, que nem sempre são as mais correctas. Sem nos darmos conta, entramos em algum sentido proibido, que nos atrasa e abate. Contudo, desse pequeno incidente extraímos experiência e maturidade, sendo que, quando nos voltarmos a deparar com algo semelhante, já estaremos preparados para o enfrentar ou mesmo passar ao lado e não voltar a cair nesse erro.
Acima de tudo, devemos ter presente uma noção muito importante e fundamental: esse mesmo caminho existe para ser percorrido e não para que ele nos percorra. Não podemos deixar que ele nos marque, muito pelo contrário, temos que lhe deixar a nossa marca, para que não se apaguem as nossas pegadas, mesmo aquelas que vão em sentido contrário ou direcções erradas, para que quem nesse caminho volte a passar, escolha o melhor percurso e se desvie das direcções erradas a fim de não inverter o sentido da caminhada. Assim, quem lá passar, estará alertado para o perigo de possíveis escolhas erradas que possam surgir. Sendo bastante melhor aprender com os erros dos outros, do que com os nossos próprios erros, porque é mais fácil e menos doloroso aprendermos com erros alguém que não nós próprios.
Se assim for, saberemos que a caminhada desse alguém não foi em vão, por muitos erros que tenham sido cometidos. Os mesmos, nos despertaram para a realidade e a importância das nossas escolhas, tornando o nosso caminho mais recto e plano.



Hugo Salgueiro, 12ºF,