Este é um espaço para os meus alunos de Português... os que o são, os que o foram... os alunos da Escola Secundária de Barcelos... (e seus amigos que, se "vierem por bem", serão muito bem recebidos!)... Poderá vir a ser um ponto de encontro, onde a palavra escrita imperará, porque acreditamos, ao contrário de Torga, que escrever não é "um acto inútil"... inútil é calar.
sábado, 29 de agosto de 2009
... de luas
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Fátima Inácio Gomes,
Lua
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Eusébio/Max... Hoje
Ora os exames já estão nas escolas, à espera de ver a luz...
Aproveitem e riam-se, por enquanto, sem mágoas! :D
Boa sorte a todos! ;-)
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Fátima Inácio Gomes
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Liberdade

Quase premonitoriamente (bruxa, não?), tinha pedido a alguns dos meus alunos, no último teste, para falarem da "liberdade"... e o grupo I era sobre o "Felizmente há Luar!": "(...)procura reflectir sobre a condição humana e a ânsia de liberdade que as lições da história frequentemente veiculam.".
A Paula Portela, do 12ºB, fez esta belíssima reflexão:
O Homem é considerado, ao mesmo tempo, um ser frágil e poderoso.
Todos nós sabemos como o Homem trata plantas, animais, o planeta como se fosse tudo simplesmente seu. Muitas vezes o Homem, ao dispor de todos os recursos que o rodeiam, começa a construir na sua mente uma ideia deturpada de si mesmo. Vê-se como um todo-poderoso.
Consegue encontrar a resposta a todos os seus problemas na tecnologia, no seu conhecimento e de lá de cima do seu pedestal não consegue ver quão frágil realmente é. Precisa que o lembrem.
Uma catástrofe natural resolve o assunto. Uma crise financeira que ameace todo o sistema financeiro também. Assim como um Holocausto.
Em alturas como estas, o Homem desce do pedestal que construiu para si mesmo. Não, não desce. Cai.
Quando o Homem se sente aprisionado, reprimido, miserável, faminto, maltratado, sente-se pequeno. Sente-se uma pequena criatura no Universo. Sente-se desesperado.
Aí anseia por liberdade, luta para a conquistar. Ganha esperança, e essa esperança é o que lhe vai permitir escapar à opressão. E quando consegue escapar à opressão que viveu, poucas décadas são necessárias para que se esqueça o que o derrubou. E, esquecendo-se do passado, coloca-se a si mesmo numa situação que apenas o vão conduzir à mesma ânsia de liberdade.
O Homem está constantemente em busca da liberdade. Do que se tenta libertar? Da sua frágil condição humana.
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liberdade
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
às portas dos exames

Um blogue do Público onde estudantes vão relatando as suas peripécias... e contamos com participações das "nossas gentes" ;-)
http://blogs.publico.pt/notafinal/
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Fátima Inácio Gomes
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Fátima Inácio Gomes
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
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sábado, 6 de junho de 2009
CRENTE

Caro leitor, venho, por este meio, falar-lhe de ” perdas”, de “algo ou de alguma coisa”. Calma, já sei que vai pensar “o que este rapaz está para aqui a falar?!”. Não pense já que lhe vou falar de futebol, política ou algo parecido. Nada disso! Eu pergunto: Será que depois da “tempestade” vem a bonança?
O Homem reage à “morte” de um “ente querido”, sendo sempre devastado com a perda. É inato, pensa-se que não vai haver amanhã, já não vai haver o luar, o raiar do sol, pensa-se que a vida acaba ali, naquele instante, naquele momento. Tempo! Talvez seja a palavra-chave, mas agora é um dilema, será parte da solução ou parte do problema? O que me diz?
Cá vai, penso que tudo demora o seu tempo a aceitar, o seu tempo para voltar a acreditar, mas no fim de cada história, mas no fim de cada lição que a vida nos dá, aprendemos a dar valor aos pequenos nadas. Como diria “O Pensador” : a vida é feita de pequenos nadas, que a gente saboreia mas não dá valor, um pensamento, uma palavra, uma risada, uma noite enluarada, um sol a se pôr, um bom dia, um boa tarde, um por favor, simpatia é paz e amor…
Depois de tudo, percebemos que nada acontece por acaso, mas talvez porque tenha uma razão para acontecer, “Tudo o que não nos mata, torna-nos mais fortes”.
E no dia seguinte à tempestade, encontramo-nos e voltamos a acreditar.
Sim, a acreditar “em algo ou em alguma coisa”.
Ivan Torres 12ºB
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Fátima Inácio Gomes
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O Caminho

Como todos os seres humanos, iremos percorrer um longo caminho, o nosso caminho, ou seja, a nossa vida.
Superficialmente, os caminhos de toda gente são semelhantes. Nascemos, fazemo-nos ao caminho, percorremo-lo e, por fim, morremos. Bastante simples de entender! Seria, se observados superficialmente, como anteriormente referido.
Uma observação mais atenta e cuidada levaria a outra conclusão: que os caminhos de toda a gente são muito diferentes, pois nem todos escolhemos as mesmas estradas, as mesmas direcções ou o mesmo sentido.
Não há nada mais simples, como primeira etapa do nosso caminho, em que somos levados ao colo - não temos que tomar decisões ou sentir remorso de qualquer decisão tomada. Mas, como disse, essa é só a primeira etapa que, por sinal, é muita curta.
A dificuldade aumenta gradualmente, começamos a andar pelos nossos pés, a decidir por nós próprios.
Nesta fase posterior, tudo se complica. Vemo-nos deparados com várias hipóteses, várias direcções e sentidos. É aqui que os caminhos se tornam tão pessoais e tão distintos.
São personalizados pelas nossas escolhas, que nem sempre são as mais correctas. Sem nos darmos conta, entramos em algum sentido proibido, que nos atrasa e abate. Contudo, desse pequeno incidente extraímos experiência e maturidade, sendo que, quando nos voltarmos a deparar com algo semelhante, já estaremos preparados para o enfrentar ou mesmo passar ao lado e não voltar a cair nesse erro.
Acima de tudo, devemos ter presente uma noção muito importante e fundamental: esse mesmo caminho existe para ser percorrido e não para que ele nos percorra. Não podemos deixar que ele nos marque, muito pelo contrário, temos que lhe deixar a nossa marca, para que não se apaguem as nossas pegadas, mesmo aquelas que vão em sentido contrário ou direcções erradas, para que quem nesse caminho volte a passar, escolha o melhor percurso e se desvie das direcções erradas a fim de não inverter o sentido da caminhada. Assim, quem lá passar, estará alertado para o perigo de possíveis escolhas erradas que possam surgir. Sendo bastante melhor aprender com os erros dos outros, do que com os nossos próprios erros, porque é mais fácil e menos doloroso aprendermos com erros alguém que não nós próprios.
Se assim for, saberemos que a caminhada desse alguém não foi em vão, por muitos erros que tenham sido cometidos. Os mesmos, nos despertaram para a realidade e a importância das nossas escolhas, tornando o nosso caminho mais recto e plano.
Hugo Salgueiro, 12ºF,
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Fátima Inácio Gomes
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12:59 da manhã
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
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Caminho Perdido

Vagueio… vagueio sem fim, sem destino… Sinto-me cansada, perdida. Estou farta de me procurar dentro de mim, não me encontro. Olho-me por dento e por fora e não vejo nada. O vazio permanece-me na alma, talvez nem esta exista... Caminho por todos os lados, todos os contornos, e defronto-me sempre com a mesma porta do labirinto da qual nunca saí. Como hei-de abandonar estas entranhas profundas em que me encontro sem saber onde estou? Não sei a entrada. Ajudem-me, estou a enlouquecer… Enlouqueço cada vez que penso como vim aqui parar. As horas, os minutos, os segundos passam contínua e fugazmente e eu aqui, desaparecida, sem ninguém saber da minha existência. Ninguém me procura, ninguém me acha, ninguém se perde para me encontrar. Sinto o tenebroso mistério que envolvido num ciclo sem fim apenas procura o alguém, o saber, o viver, o ter e o não me atormentar com o que não tenho ou o que não me querem dar. Oh, obscuro sentimento liberta-te de mim, solta-me, dá-me liberdade e deixa-me ser eu.
Esperem… Consegui! Vejo o que nunca pensava ver. Encontrei a porta do fim. Aproximo-me cada vez mais, cada vez mais perto dela… Em mim acresceu o pensamento que minha consciência tinha guardado como fonte de esperança. Cheguei, tentei abrir… Afinal, era a porta pela qual nunca consegui sair.
Finalmente acordei, era tudo um sonho. Mas na verdade, não sei quem sou. A minha existência é contínua, não há nenhum espaço para intervalos.
Ângela Gandra, 12º B
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