segunda-feira, 6 de julho de 2009

Eusébio/Max... Hoje




Ora os exames já estão nas escolas, à espera de ver a luz...
Aproveitem e riam-se, por enquanto, sem mágoas! :D
Boa sorte a todos! ;-)


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Liberdade



Quase premonitoriamente (bruxa, não?), tinha pedido a alguns dos meus alunos, no último teste, para falarem da "liberdade"... e o grupo I era sobre o "Felizmente há Luar!": "(...)procura reflectir sobre a condição humana e a ânsia de liberdade que as lições da história frequentemente veiculam.".
A Paula Portela, do 12ºB, fez esta belíssima reflexão:



O Homem é considerado, ao mesmo tempo, um ser frágil e poderoso.
Todos nós sabemos como o Homem trata plantas, animais, o planeta como se fosse tudo simplesmente seu. Muitas vezes o Homem, ao dispor de todos os recursos que o rodeiam, começa a construir na sua mente uma ideia deturpada de si mesmo. Vê-se como um todo-poderoso.
Consegue encontrar a resposta a todos os seus problemas na tecnologia, no seu conhecimento e de lá de cima do seu pedestal não consegue ver quão frágil realmente é. Precisa que o lembrem.
Uma catástrofe natural resolve o assunto. Uma crise financeira que ameace todo o sistema financeiro também. Assim como um Holocausto.
Em alturas como estas, o Homem desce do pedestal que construiu para si mesmo. Não, não desce. Cai.
Quando o Homem se sente aprisionado, reprimido, miserável, faminto, maltratado, sente-se pequeno. Sente-se uma pequena criatura no Universo. Sente-se desesperado.
Aí anseia por liberdade, luta para a conquistar. Ganha esperança, e essa esperança é o que lhe vai permitir escapar à opressão. E quando consegue escapar à opressão que viveu, poucas décadas são necessárias para que se esqueça o que o derrubou. E, esquecendo-se do passado, coloca-se a si mesmo numa situação que apenas o vão conduzir à mesma ânsia de liberdade.
O Homem está constantemente em busca da liberdade. Do que se tenta libertar? Da sua frágil condição humana.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

às portas dos exames




Um blogue do Público onde estudantes vão relatando as suas peripécias... e contamos com participações das "nossas gentes" ;-)

http://blogs.publico.pt/notafinal/

sábado, 6 de junho de 2009

CRENTE





Caro leitor, venho, por este meio, falar-lhe de ” perdas”, de “algo ou de alguma coisa”. Calma, já sei que vai pensar “o que este rapaz está para aqui a falar?!”. Não pense já que lhe vou falar de futebol, política ou algo parecido. Nada disso! Eu pergunto: Será que depois da “tempestade” vem a bonança?
O Homem reage à “morte” de um “ente querido”, sendo sempre devastado com a perda. É inato, pensa-se que não vai haver amanhã, já não vai haver o luar, o raiar do sol, pensa-se que a vida acaba ali, naquele instante, naquele momento. Tempo! Talvez seja a palavra-chave, mas agora é um dilema, será parte da solução ou parte do problema? O que me diz?
Cá vai, penso que tudo demora o seu tempo a aceitar, o seu tempo para voltar a acreditar, mas no fim de cada história, mas no fim de cada lição que a vida nos dá, aprendemos a dar valor aos pequenos nadas. Como diria “O Pensador” : a vida é feita de pequenos nadas, que a gente saboreia mas não dá valor, um pensamento, uma palavra, uma risada, uma noite enluarada, um sol a se pôr, um bom dia, um boa tarde, um por favor, simpatia é paz e amor…
Depois de tudo, percebemos que nada acontece por acaso, mas talvez porque tenha uma razão para acontecer, “Tudo o que não nos mata, torna-nos mais fortes”.
E no dia seguinte à tempestade, encontramo-nos e voltamos a acreditar.
Sim, a acreditar “em algo ou em alguma coisa”.



Ivan Torres 12ºB

O Caminho





Como todos os seres humanos, iremos percorrer um longo caminho, o nosso caminho, ou seja, a nossa vida.
Superficialmente, os caminhos de toda gente são semelhantes. Nascemos, fazemo-nos ao caminho, percorremo-lo e, por fim, morremos. Bastante simples de entender! Seria, se observados superficialmente, como anteriormente referido.
Uma observação mais atenta e cuidada levaria a outra conclusão: que os caminhos de toda a gente são muito diferentes, pois nem todos escolhemos as mesmas estradas, as mesmas direcções ou o mesmo sentido.
Não há nada mais simples, como primeira etapa do nosso caminho, em que somos levados ao colo - não temos que tomar decisões ou sentir remorso de qualquer decisão tomada. Mas, como disse, essa é só a primeira etapa que, por sinal, é muita curta.
A dificuldade aumenta gradualmente, começamos a andar pelos nossos pés, a decidir por nós próprios.
Nesta fase posterior, tudo se complica. Vemo-nos deparados com várias hipóteses, várias direcções e sentidos. É aqui que os caminhos se tornam tão pessoais e tão distintos.
São personalizados pelas nossas escolhas, que nem sempre são as mais correctas. Sem nos darmos conta, entramos em algum sentido proibido, que nos atrasa e abate. Contudo, desse pequeno incidente extraímos experiência e maturidade, sendo que, quando nos voltarmos a deparar com algo semelhante, já estaremos preparados para o enfrentar ou mesmo passar ao lado e não voltar a cair nesse erro.
Acima de tudo, devemos ter presente uma noção muito importante e fundamental: esse mesmo caminho existe para ser percorrido e não para que ele nos percorra. Não podemos deixar que ele nos marque, muito pelo contrário, temos que lhe deixar a nossa marca, para que não se apaguem as nossas pegadas, mesmo aquelas que vão em sentido contrário ou direcções erradas, para que quem nesse caminho volte a passar, escolha o melhor percurso e se desvie das direcções erradas a fim de não inverter o sentido da caminhada. Assim, quem lá passar, estará alertado para o perigo de possíveis escolhas erradas que possam surgir. Sendo bastante melhor aprender com os erros dos outros, do que com os nossos próprios erros, porque é mais fácil e menos doloroso aprendermos com erros alguém que não nós próprios.
Se assim for, saberemos que a caminhada desse alguém não foi em vão, por muitos erros que tenham sido cometidos. Os mesmos, nos despertaram para a realidade e a importância das nossas escolhas, tornando o nosso caminho mais recto e plano.



Hugo Salgueiro, 12ºF,

sexta-feira, 5 de junho de 2009




parece que acabaram as aulas de português...
permanentemente...
:-s

Caminho Perdido





Vagueio… vagueio sem fim, sem destino… Sinto-me cansada, perdida. Estou farta de me procurar dentro de mim, não me encontro. Olho-me por dento e por fora e não vejo nada. O vazio permanece-me na alma, talvez nem esta exista... Caminho por todos os lados, todos os contornos, e defronto-me sempre com a mesma porta do labirinto da qual nunca saí. Como hei-de abandonar estas entranhas profundas em que me encontro sem saber onde estou? Não sei a entrada. Ajudem-me, estou a enlouquecer… Enlouqueço cada vez que penso como vim aqui parar. As horas, os minutos, os segundos passam contínua e fugazmente e eu aqui, desaparecida, sem ninguém saber da minha existência. Ninguém me procura, ninguém me acha, ninguém se perde para me encontrar. Sinto o tenebroso mistério que envolvido num ciclo sem fim apenas procura o alguém, o saber, o viver, o ter e o não me atormentar com o que não tenho ou o que não me querem dar. Oh, obscuro sentimento liberta-te de mim, solta-me, dá-me liberdade e deixa-me ser eu.
Esperem… Consegui! Vejo o que nunca pensava ver. Encontrei a porta do fim. Aproximo-me cada vez mais, cada vez mais perto dela… Em mim acresceu o pensamento que minha consciência tinha guardado como fonte de esperança. Cheguei, tentei abrir… Afinal, era a porta pela qual nunca consegui sair.
Finalmente acordei, era tudo um sonho. Mas na verdade, não sei quem sou. A minha existência é contínua, não há nenhum espaço para intervalos.




Ângela Gandra, 12º B

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Entre paredes





Ao olhar para esta imagem, sinto a minha consciência ser absorvida para a protecção destas finas e frágeis paredes capazes de me protegerem do mundo.
Fecho os olhos…
Como é bom sentir-me de novo protegida das atrocidades mundanas, ainda que esteja tão exposta ao perigo, que espreita a cada momento na busca de uma rápida refeição. Mas não será o caso. Não neste momento, nem agora que me sinto protegida.
Esqueço o mundo, a dor, o medo…
Sinto-me apenas protegida. Os meus olhos encontram-se fechados, e mesmo abertos, não seriam capazes de ver nada nesta quente e reconfortante escuridão que me envolve. Melhor assim… Não são enganados pela falsa beleza que o mundo usa para me seduzir a cada dia, a cada hora, a cada instante…
Mas é assim que eu quero estar: neste local quente, escuro e confortável.
Mas ó indignas paredes que me protegeis de tudo… Haveis-vos esquecido de me proteger do cantar no mundo. Miserável som que vos trespassa para me chamar…
Mas ignoro-o…
Deixo-me ficar aqui, protegida por vós, divinas paredes. É aqui que eu quero ficar até que o meu coração se canse e me dê a eterna imobilização. Mas algo brusco me abala e incomoda.
Luz…
A luz consegue entrar neste meu refúgio. O som intensifica-se, chamando-me ao seu encontro.
São as paredes.
As paredes que me envolvem desmoronam-se, deixando-me exposta ao cruel mundo que tanto ansiava ver-me.
Abro os olhos…
Finalmente verifico. Sim, estou de volta ao lugar de onde nunca saí. Entristece-me saber que, afinal, não estou protegida do mundo, nem da sua beleza, mas alegra-me saber aquilo que esta imagem me pode oferecer: o sentimento de conforto e segurança, ainda que por breves instantes.



Filipa, 12ºB