quinta-feira, 4 de junho de 2009

Voando pela Imaginação




Escolhi esta imagem, pois faz-me lembrar do tudo e do nada!
Principalmente pela sua cor! A minha cor favorita é o preto e nela eu encontro a tranquilidade e o bem-estar. Quando me sinto triste, e mesmo em baixo, basta me imaginar esta imagem, fechar os olhos… Concentro-me em algo dela… Vejo, algo. Sim, vejo! Se não vejo, simplesmente, imagino. O que é? É a sua cor preta? E aí, quando estou entranhada naquele transe, não vejo mais nada, não me importo com mais nada, não sinto mais nada! Liberto-me totalmente de tudo, além… sim, da sua cor, preta! É bom! Sim, é bom! Poder sentir esta sensação! Sentir-me aliviada. E sentir-me levada pelo nada e por tudo! Enfim. Só? Não, não estou só! Estou com a minha imaginação! A imagem faz-me sonhar!

Por outro lado, já quando acordada, lúcida, e fixando verdadeiramente a imagem, sonho, também sonho! Lembro-me das coisas boas e más do passado, e do presente. Dói! Sim, dói! É ai que me leva a voltar a fechar os olhos, e a concentrar-me em algo. Sim! Vendo algo, é a escuridão? é a sua cor preta? Não! Sim, é a minha imaginação! A imagem faz-me feliz, faz-me acordar, faz-me sentir… sim... sim... sentir… o tudo e o nada que há dentro de mim, a minha imaginação! E assim, enfim, sinto-me leve, pronta a voar novamente assim que a veja, ou mesmo, imagine!



Sara Anjo, 12ºB

A cinderela!





Quem já não ouviu falar da bonita história de amor da formosa “Gata Borralheira”?
Todos nós, de diferentes faixas etárias, crescemos a ouvir a história desta princesa, e todos nós sonhamos um dia em encontrar o nosso príncipe “encantado”. Pois é, meus caros, por algum motivo é que príncipe encantado só havia um, e a cinderela já ficou com ele.
Mas não interpretem mal as minhas palavras, não é de todo minha intenção fazer uma crítica aos elementos do sexo masculino, mas uma coisa é certa, “Quem diz a verdade, não merece castigo”.
Ainda dizem que não existem mulheres bonitas? Eu diria é que não existem homens perfeitos! Bem… Esperem… Existia sim! O príncipe encantado, que por acaso era uma personagem de um conto infantil, inventado certamente por um elemento do sexo masculino, e claro, depois nós é que não temos argumentos para justificar a nossa existência, lá porque eles tiveram a dignidade de nos ceder uma costela, costela essa que ficaria visível se acreditássemos na perfeição masculina.
É claro que não deixa de ser uma imagem, e poderiam contra-argumentar com a frase “Se a cinderela é um conto infantil, isto também não deixa de ser um desenho”, mas meus “queridos”, isso já o disse eu!
Na dúvida, sendo imagem verdadeira ou não, não conte a história da cinderela às “pequenitas”, só para garantir a sobrevivência das mulheres, porque lá por sermos mais neste mundo, não vamos querer que a imagem (que é apenas um desenho) passe a ser verídica.

Cinderela? Não! Eu não contaria! E tenho duas razões que me impediriam de o fazer, a primeira é que não saberia começar a história, se por “ Há muito tempo atrás” ou “Há bué de time”. Isto é como uma dúvida existencial, aquelas “coisas” que os jovens de hoje em dia têm. O segundo impedimento é que já chega os políticos enganarem os adultos, não vou eu me “armar” em esperta e enganar as “criancinhas”.
Já chega de gente “tapadinha” neste país.
Homens perfeitos? Não existem, não se fazem, contudo, com muito jeitinho tudo se resolve, pois “atrás de um grande homem, está uma grande mulher”, assim, há sempre alguma coisa boa, que eles têm para nos mostrar.
Mas claro…Esta teoria serve apenas para homens, não para políticos!




:D Tânia Gomes 12ºB

Livros e Gentes




Sempre ouvi dizer que não podemos julgar um livro pela capa. Antes não percebia o porquê desta afirmação, mas, com o passar dos anos, tenho-me apercebido do seu verdadeiro significado. Se julgarmos um livro pela sua capa podemos ser enganados muito facilmente. Qualquer julgamento só pode ser feito tendo um conhecimento mínimo daquilo que está inscrito no seu interior.

O que acontece é que, por vezes, os livros têm uma capa desgastada, ou pouco apelativa, tornando-os pouco atractivos para as pessoas, sendo, por isso, desvalorizados, não deixando, no entanto, de poder ser um livro muito interessante. Como sem ler nunca saberemos se é, ou não, interessante, não podemos colocá-lo de lado sem lhe dar sequer uma oportunidade de avaliar o seu valor.
Quando um livro tem uma capa com uma imagem apelativa, em bom estado, será mais atractivo e levar-nos-á a querer conhecê-lo e lê-lo, este poderá, então, ser interessante, ou desiludir-nos muito, pois, pela mera observação da sua capa, fomos mais uma vez, enganados, verificamos que, afinal, não tem nada de interessante, ficando perante a chamada leitura “light”, que não exige muito esforço para percorrer aquela aventura.
Nós, seres humanos, por vezes não agimos da melhor maneira, discriminando e excluindo aquilo que não tem boa aparência e que nos pode surpreender positivamente, mas que, só pelo facto de ser diferente já não temos a capacidade de aceitar tão bem, pois interfere com os nossos valores, com a nossa vida e com o nosso dia a dia. Aceitamos mais facilmente aquilo que tem boa aparência e que é da nossa preferência, mas que nos pode desiludir pela futilidade ou outro defeito. O exterior engana. A essência permanece.

Tudo isto para dizer que um livro com uma má capa pode não ser de rejeitar e um com uma bela capa aceite pela primeira impressão, mas sim que temos que dar a todos os livros uma oportunidade e tentar conhecê-los. Só depois podemos tirar conclusões sobre ele, até pode ser que a capa transmita o conteúdo do livro, mas nunca se sabe com o que poderemos contar. Por isso nunca devemos julgar um livro desta forma.



Melânia Carvalho, 12ºB

Amigos



Como é bom estar lá em cima… Sem pressões e tristezas. Apenas me suportam, qualquer que seja a ocasião, tenha eu ou não razão, ou motivos para merecer respeito ou carinho.
É bom ter quem nos faça isso, não os troco por nada, e enquanto eles me suportarem eu também suportarei a estrutura importantíssima de que eu e eles fazemos parte, e que, sem o esforço de todos, se iria desmoronar, e todo o trabalho árduo que tivemos até hoje seria em vão, e todos iríamos cair.
Espero que isto nunca aconteça e quero que todos os que me ajudam, eu os ajudarei [frase!], sempre que necessário, eu cá estarei, para que, as nossas ligações, o peso e responsabilidade que cada um acarreta seja distribuído com precisão, de modo a que cada vez menos restaurações [?] sejam necessárias, para que, ao passar do tempo, cada um de nós continue fiel, e igual às suas origens, como nos construíram, puros e verdadeiros, onde todos trabalham para o bem do que nos tornou tão próximos e dependentes uns dos outros.
Sozinho não existia, e agradeço a todos os que me suportam e me ajudam a suportar a vida, a que muitas vezes fugimos.
Convosco tudo é melhor.








Gonçalo Fonseca, 12ºA

Sonho Delicado




Preparadas? Vou colocar a música… Olha-me esses pés! Pescoço de girafa, sorriso na cara e… Lá entoava o som de uma música serena enriquecida pelos saltos e piruetas de uma turma de alunas da escola.
Com falhas de dentes desavergonhadas e cabelos repuxados, formando um elegante puxo, embevecíamos o olhar de quem nos topava. O pingar do olho dos pais e a estrondosa sonoridade do choque das mãos quando tudo acabava, arrebatava com o auditório. A verdade é que por muito orgulho que os nossos pais tenham em nós e por muito prematuros que pareçamos, devemos ter sempre a liberdade de exprimir e idealizar os nossos sonhos e convicções. Ainda hoje aquelas palmas me enchem os ouvidos e provocam em mim arritmias que me impulsionam a largar tudo e seguir. Seguir rumo à tensão e exigência dos exames, abraçar as saias de tule e pisar o chão com os sapatos delicados e moldadores de um movimento artístico.
O meu sonho foi travado e a actualidade recorda-me como era feliz quando podia dançar Ballet. A dança sempre me fascinou, mas a atitude trazida pelo Ballet provoca saudade e actualiza-me daquilo que eu vivera. A vida é tão matreira e tem voltas tão estranhas, que no passado não me importava que fossem de trezentos e sessenta graus para voltar a sentir-me viva!
Agora, o que oiço é apenas… Preparada? Olha que não tarda nada e estão aí os exames! Olha essa cabeça… tens que estudar! E tudo o que preciso se resume à dança, a melhor expressão artística que alguma vez conheci! E por duas vezes uma voz maléfica destruiu o que outrora sempre sonhei: ser bailarina.



Joana Cordeiro 12ºA

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Fita! (ALERTA)





Podes parar o mundo e tentar mudar-me a mente.
Podes parar o mundo mas não me mudarás!

Estes dias que correm, trezentos e sessenta graus vezes um, vezes dois, vezes três…
Não passam de ilusões de óptica! A fita de cinema está destinada a parar num qualquer ponto crítico, embora esta fita não tenha um fim, ela acaba por tê-lo. Nem que se rasgue, nem que a queimem, ou a cortem!
Nesta fita as aves voam ao contrário do planeta em si próprio, quererão elas mudar algo? Voltar o planeta de costas, retroceder o tempo talvez!? Este planeta onde o crepúsculo é constante, onde os três estados se encontram, dia, noite e ausência de ambos!
Caminhamos para nos sucumbirmos, a nossa mão cerrada em volta da nossa garganta. O fim que me impõem, não é o fim que desejo.

ALERTA! ALERTA! Código vermelho!
(retomem a suas casas, e permaneçam dentro destas, isolem-se na cave se a tiverem, qualquer contacto com o exterior será punido)
ALERTA! ALERTA! Código vermelho!

Somos livres, disseram todos aqueles que quiseram falar por nós!
E no fim seremos apenas cães presos, vagabundos de uma Terra que já foi nossa, sem qualquer distinção de uma raça de uma pobreza ou pensamento. Esta Terra já não é nossa, está podre, contaminada por modas, doenças, guerras, e químicos!
Quero ser um átomo, quero uma explosão outra vez, quero ser oxigénio ou hélio!
Quero viver, quero mesmo.





Eduardo, 12ºA

A falta de presença




Um homem com sonhos e ambições como tantos outros.
Sonhou um dia, em pequeno, em ser grande.
Sonhou com uma vida digna de um homem digno de vida.
Fez de tudo um pouco: estudou, trabalhou, saiu, passeou, fez amigos, namorou e casou.
Casou e planeou uma família como a maioria dos casais: sonhou com filhos a correr pela casa, sonhou em ouvir a primeira palavra do rebento que já havia anunciado a sua chegada após quatro anos de casamento.
Sonhou… e quem é que nunca sonhou?
Grande ironia do destino. Nunca viu a casa cheia de crianças a correr nem ouviu a minha primeira palavra! Caramba… a vida é mesmo cruel!

Pai…não me ouviste a falar, não viste os meus primeiros passos, não acompanhaste as minhas primeiras brincadeiras, não me contaste histórias para adormecer… não e não.
Juraste à mãe que voltavas em menos de um ano. Ela jurou-me que vinhas a tempo de me ensinar a andar. Juraste-lhe que nunca mais ias embora… mas foste. Disseste que era uma situação provisória… mas não foi. A culpa foi minha? Pensei tantas vezes que não gostavas de mim…chorei tanto e questionei tantas vezes a mãe: Porque é que os meus amigos vivem com o pai e com a mãe, Porque vivo só contigo? Foram tantas as minhas inquietações…Sempre que ias embora eu ficava doente. Doente mesmo. Adormecia abraçada às tuas camisas, contemplava as tuas fotos, chorava às escondidas para que a mãe não me visse assim. Não queria ir para a escola, não queria conversar com ninguém, só queria o “meu mundo”. Um mundo de solidão e de enorme tristeza, de mágoa e de saudade. Queria tanto ter-te aqui, pai! De todas as vezes que ias, era como se de mim levasses uma parte. Uma parte do peito, do coração.
Hoje tenho quase 18 anos e nada mudou. As tuas visitas são pontuais: Dezembro, Abril e Agosto. A saudade não mudou, nem a tristeza, nem a mágoa, nem a solidão, nem o coração partido. Mas agora há uma pequena grande diferença: Compreendo. Sei porque vais e já não acredito na velha máxima da mãe: “Desta vez ele vem de vez”.
Eu sei que não vens. Sei que vou crescer e continuar a ouvir o mesmo de sempre: “Estás cada vez maior” ou então: “Estás uma mulher, ainda há pouco eras uma criança”. Isto repete-se todos os anos. Repete-se também a quantidade incontável de lágrimas que perco quando te vais. Perco o número de sorrisos e de unhas ruídas quando estás para chegar. Vejo o brilho nos olhos da mãe: de alegria quando chegas e de tristeza quando partes. Não quero contar mais o número de minutos que falamos pelo telefone. Cansei. Não quero contar o número de vezes que te escrevi. Não adianta. Não serve de nada. Quero apenas guardar comigo as boas recordações: as nossas viagens, os nossos acampamentos, as tuas brincadeiras de criança, quando vamos às compras, o teu sorriso, o teu perfume, o teu olhar e a tua maneira de ser.
Amo-te por seres como és. Amo-te por me mimares. Amo-te pela tua força. Venero a tua coragem. Respeito as tuas decisões. Nunca te vou julgar, porque, apesar da tua ausência física, nunca estiveste longe de mim.




Cláudia Martins, 12ºA

Contraste




Se eu não soubesse o motivo pelo qual esta fotografia veio ter à minha mão diria que estava diante de uma criança feliz! Sim, porque poderíamos pensar que ele posa para uma fotografia apenas para mostrar que é útil, que é livre e vaidoso em mostrar a sua pescaria. Mas Não! Ele é apenas uma das crianças presas ao sistema e à educação de países em que as crianças são apenas mais um para trabalhar e ganhar a vida, sem direitos e só obrigações. Será que estas crianças estarão sujeitas aos mesmos direitos da Convenção aprovada em 1989? Será esta criança feliz? Não sei, se calhar não lhe foi dado a oportunidade de escolher. Saberá ele que do outro lado do mundo existem crianças, como ele, que reclamam apenas porque o pai ou mãe não o deixaM ir pescar de barco?
Agora eu pergunto: quem será mais feliz? Aquele que obrigam a pescar para sobreviver ou aquele que não o deixam pescar. Quase que posso afirmar que é o que não o deixam pescar, pois esse pode brincar de outra maneira, enquanto o menino da fotografia não tem escolha. Quando não nos é dada oportunidade de escolha o nosso remédio é viver com o que temos.
Assim digo que, se não soubermos a história de uma fotografia, podemos ser traídos pelas aparências ou pelo que nos quer mostrar. Por isso, quando virem uma fotografia, tentem saber a história dela.


Rui Costa 12º A

A Terra



A Terra. A Terra que todos adoramos e conhecemos.Mas há uma questão que permanece... o que é a terra? Será que a terra é uma esfera num plano cheio de figuras?

Como é que nesta pequena esfera há tanta coisa,tanto bem como mal.
Como é que uma esfera tão verde e tão azul, pode ficar tão manchado de vermelho.
Como é que numa esfera a pureza era vista e a impureza não o é.
Quando é que o amor passou a ódio e a partilha à ganância,
Quando é que até o mais optimista deixou de ter esperança.
É uma esfera onde até o mais pequeno gesto faz a maior diferença,
Onde até o mais incapacitado a faz mexer.
Onde até os menos conscientes e racionais sabem amar e odiar.
Onde até o mais cego vê o chão que pisa.
Como é que um ser como qualquer outro pode servir de inspiração a uns, onde até os de lá de cima o respeita, e os de lá do fundo o temem.
É uma esfera onde uma só palavra pode significar e representar tanto o quanto está à frente dos nossos olhos.
Onde os sonhos de um são a realidade de outros, onde os pesadelos de uns são as vivências de outros.
Onde um simples olhar desamparado pode reflectir uma vida inteira.
Mas todos os dias quebram-se sinos e mostram-nos a realidade, e acima de tudo, é que tudo tem um fim.

Mas afinal esta esfera é só mais uma num plano cheio de figuras? Não!!!
Esta é “A” esfera num plano cheio de figuras. É uma casa,um lar,um abrigo,
É o Planeta TERRA.......





Michael Ferreira Da Silva 12ºA

O que irá na cabeça deles…




Será difícil entretê-los?
Difícil não será
Pois para além de cabelos
Pouco mais existirá
Tão parvinhos por vezes
Outros convictos de si
Parecem os chineses
Não percebem o que se diz.

Mas basta uma pequena e bela
Que todos correm atrás dela
Bem… Não se pode chamar de problema
Uma “panca” talvez
E todos os anos o mesmo dilema
Quem será campeão desta vez?
Enfim, mas não nos vamos enganar,
Pois certo é, nunca irão mudar.



Juliana Barroso
12º A