Este é um espaço para os meus alunos de Português...
os que o são, os que o foram...
os alunos da Escola Secundária de Barcelos...
(e seus amigos que, se "vierem por bem",
serão muito bem recebidos!)...
Poderá vir a ser um ponto de encontro,
onde a palavra escrita imperará, porque acreditamos,
ao contrário de Torga, que escrever
não é "um acto inútil"... inútil é calar.
Se eu não soubesse o motivo pelo qual esta fotografia veio ter à minha mão diria que estava diante de uma criança feliz! Sim, porque poderíamos pensar que ele posa para uma fotografia apenas para mostrar que é útil, que é livre e vaidoso em mostrar a sua pescaria. Mas Não! Ele é apenas uma das crianças presas ao sistema e à educação de países em que as crianças são apenas mais um para trabalhar e ganhar a vida, sem direitos e só obrigações. Será que estas crianças estarão sujeitas aos mesmos direitos da Convenção aprovada em 1989? Será esta criança feliz? Não sei, se calhar não lhe foi dado a oportunidade de escolher. Saberá ele que do outro lado do mundo existem crianças, como ele, que reclamam apenas porque o pai ou mãe não o deixaM ir pescar de barco? Agora eu pergunto: quem será mais feliz? Aquele que obrigam a pescar para sobreviver ou aquele que não o deixam pescar. Quase que posso afirmar que é o que não o deixam pescar, pois esse pode brincar de outra maneira, enquanto o menino da fotografia não tem escolha. Quando não nos é dada oportunidade de escolha o nosso remédio é viver com o que temos. Assim digo que, se não soubermos a história de uma fotografia, podemos ser traídos pelas aparências ou pelo que nos quer mostrar. Por isso, quando virem uma fotografia, tentem saber a história dela.
A Terra. A Terra que todos adoramos e conhecemos.Mas há uma questão que permanece... o que é a terra? Será que a terra é uma esfera num plano cheio de figuras?
Como é que nesta pequena esfera há tanta coisa,tanto bem como mal. Como é que uma esfera tão verde e tão azul, pode ficar tão manchado de vermelho. Como é que numa esfera a pureza era vista e a impureza não o é. Quando é que o amor passou a ódio e a partilha à ganância, Quando é que até o mais optimista deixou de ter esperança. É uma esfera onde até o mais pequeno gesto faz a maior diferença, Onde até o mais incapacitado a faz mexer. Onde até os menos conscientes e racionais sabem amar e odiar. Onde até o mais cego vê o chão que pisa. Como é que um ser como qualquer outro pode servir de inspiração a uns, onde até os de lá de cima o respeita, e os de lá do fundo o temem. É uma esfera onde uma só palavra pode significar e representar tanto o quanto está à frente dos nossos olhos. Onde os sonhos de um são a realidade de outros, onde os pesadelos de uns são as vivências de outros. Onde um simples olhar desamparado pode reflectir uma vida inteira. Mas todos os dias quebram-se sinos e mostram-nos a realidade, e acima de tudo, é que tudo tem um fim.
Mas afinal esta esfera é só mais uma num plano cheio de figuras? Não!!! Esta é “A” esfera num plano cheio de figuras. É uma casa,um lar,um abrigo, É o Planeta TERRA.......
Será difícil entretê-los? Difícil não será Pois para além de cabelos Pouco mais existirá Tão parvinhos por vezes Outros convictos de si Parecem os chineses Não percebem o que se diz.
Mas basta uma pequena e bela Que todos correm atrás dela Bem… Não se pode chamar de problema Uma “panca” talvez E todos os anos o mesmo dilema Quem será campeão desta vez? Enfim, mas não nos vamos enganar, Pois certo é, nunca irão mudar.
Ai a praia! Tanto tempo à espera do verão para poder ir para a praia e agora está mesmo a chegar o bom tempo. Nem acredito!
Para mim esta é uma boa altura para falar desta tema, porque começo a lembrar-me das boas recordações vividas nos anos anteriores. Mas claro que essas boas recordações só foram possíveis porque tenho amigos que tornaram esses momentos inesquecíveis e únicos. Lembro-me daquelas grandes jogos de futebol que fazíamos à beira da água, das caminhadas à noite pela praia, de molharmo-nos uns aos outros, tanta coisa! É claro que muita gente pode não dar valor a estas pequenas brincadeiras, mas para mim são muito importantes e é por estes momentos que eu espero o ano todo. Mas também é nesta altura de praia que fazemos novas amizades. Conhecemos muito “pessoal fixe”, e quem sabe, pessoas que virão a ser muito importantes para nós. Acreditem ou não, é difícil lembrar-me de coisas más que se tenham passado comigo na praia!
Por isso é que optei por escolher esta imagem. É que ao fim de um ano cansativo e desgastante de aulas, testes, trabalhos… não há nada melhor que umas boas semaninhas de praia com os amigos para espairecer e esquecer por uns tempos a adrenalina de ter de entregar trabalhos e fazer testes.
Escolhi esta imagem, que representa os amigos, porque acho que eles são muito importantes para a nossa formação como pessoas, visto que é com eles que nós passamos grande tempo da nossa adolescência. Quanto a mim os amigos são muito importantes, porque é a eles que nós contamos aquilo que nos alegra, mas sobretudo é a eles que nós confessamos aquilo com que nos preocupamos e lhes contamos os nossos maiores problemas. Eu acho muito importante nós termos amigos, mas temos de ter um especial cuidado com os amigos que temos, porque acho que colegas nós temos muitos, mas amigos temos os verdadeiros, aqueles que estão sempre ao nosso lado quando mais precisamos. Temos que distinguir aqueles amigos que temos, que só são nossos amigos por interesse a alguma coisa, daqueles amigos que temos que são amigos para tudo e para todas as situações. Para concluir, penso que todos nós temos de ter os nossos amigos, mas com especial cuidado com quem “escolhemos” para a nossa amizade.
A música, como se sabe, é um estimulante para o desenvolvimento de vários sentidos, chega a ser influente no nosso desenvolvimento.
A música, para mim, é muito mais que um phone no ouvido e, para quem estuda música há anos, esta imagem é o que vemos todos os dias, montes de notas, pausas, ligaduras e suspensões. Todas estas dicas são analisadas em menos de um segundo. Este estilo de música tem sido deixado um bocado para trás, porque acho que as pessoas criaram um preconceito imaginário de que a música clássica era uma coisa muito requintada e com o aparecimento de novos estilos mais urbanos menos complexos ou mais fáceis de entender, as pessoas aderiram e tornaram-se fãs. Uma pergunta que me fazem é se é difícil conciliar a duas vidas e acham estranho, porque a matemática e a música não se relacionam muito. Dou sempre uma resposta afirmativa à questão e é obvio que ou nos dedicamos a 100% ou não temos grande sucesso. Esta imagem mostra-me a minha evolução ao longo dos anos porque antes música era difícil, mas agora revela grande simplicidade. Eu gosto também de outros tipos de música aos quais também me dedico, mas este é a base aonde posso evoluir e criticar.
Esta imagem pode ser um simples instrumento, mas para mim é muito mais do que isso. Guitarra é o seu nome e apareceu na minha vida porque eu assim quis.
Desde que eu era miúdo que ela despertava em mim uma curiosidade enorme em a conhecer, mas talvez por não estar confiante em que tinha capacidades para saber usá-la é que demorei uns bons anos para ganhar coragem e ir ao seu encontro. Foi o ano passado que arrisquei e comprei uma guitarra. A ansiedade em começar a aprender foi tanta que o meu gosto pela guitarra só por aí aumentou e muito. Porque para mim a música completa a minha vida, e a guitarra é, sem dúvida, dos instrumentos que mais criatividade pede para que funcione. Então, eu comecei a dar passos pelo seu mundo e a explorar tudo o que a envolvesse. As suas seis cordas são o seu símbolo maior e são aquilo que lhe dão a voz. E saber usá-las não é para todos.
Mas aquilo que me atrai mais neste instrumento é que, quando já estamos à vontade com ele, podemos tocar músicas que nos fazem sair deste mundo e entrarmos naqueles momentos a que eu chamo “zen”, o que para mim significa esquecermos tudo e sentir a essência da música que a guitarra proporciona. E é essa essência que faz da guitarra dos mais extraordinários instrumentos musicais. É tão bom chegar a casa e, para esquecer o cansaço e o stress de mais um dia, e pegar na “guitarrinha” e desabafar tudo para ela e ela responder com a sua música tão pura, que limpa a mente e faz acabar bem o dia.
A guitarra já faz parte de mim e fará até ao final dos meus dias…
Possivelmente, ao olhar esta foto, estamos perante um mendigo, um de tantos que vagueia por este Portugal anónimo.
Ao ver esta imagem, o meu espírito é invadido por uma tristeza avassaladora, por uma revolta sincera e pela incapacidade de apenas “ver e calar”. Esta figura, que mostra a debilidade deste homem, desperta-nos para a falta de convicções, de ânimo para encarar o futuro e, com certeza, falta de motivos para seguir em frente.
Talvez, por ironia do destino, não sei, o fundo desta foto contrasta na totalidade com este homem, que de certo, não tem nem caminhos a seguir, nem projectos, nem os seus pensamentos o levam à felicidade.
Ser feliz, ao ver exemplos como este, não é de todo correcto, mas pelo menos, tenhamos consciência de que ter um tecto e uma cama é motivo para sermos felizes!
Vêem diferença? Claro que vêem. Eu também. Certamente, as diferenças físicas, a diferença de cor… Mas penso que concordarão comigo que nada mais é diferente em relação aos direitos da menina da esquerda e da menina da direita… Penso eu que pensarão assim… Ou será que partilham da opinião de milhares de racistas que existem neste mundo completo de cores, paisagens, entre outras coisas diferentes, que condenam, discriminam, agridem pessoas, só porque não são iguais ou não se enquadram nos conceitos adoptados por eles! É lamentável, em países que se dizem desenvolvidos, assistirmos a actos de racismo. E, apesar de pensarmos que não existem essas discriminações no nosso país, ou nos restantes países do ocidente, estamos enganados, porque todos os dias isso acontece, mesmo um simples olhar de desprezo perante alguém que não se enquadra nos conceitos de uma certa sociedade, é um acto discriminatório, acto esse que é tão grave como um acto de violência verbal ou física.
Eu poderia falar da crise e até falar sobre uma imagem do nosso Primeiro-ministro, mas para quê? Se o que interessa são os afectos que existem entre todos e sem afectos vamos viver sempre em crise, porque a verdadeira crise é aquela que está dentro das pessoas que não conseguem viver com o outro, porque é diferente. Tanto desacordo e tão pouco civismo por parte de pessoas que vêem demais a diferença dos outros e que acabam por não verem que o defeito são eles próprios. E é exactamente nesta sociedade que vivemos: por vezes, nem reparamos na discriminação presente em torno de nós.
Esta imagem chamou-me a atenção por tantas pessoas fazerem tanta distinção em duas crianças tão parecidas…
Antes do mais, amarre-se a palavra que engole todo o texto , “inutilidade” , e ( não a largando mais) prossigamos na análise.
Comecemos, portanto, pelo quinto parágrafo (perdoem-me o salto, mas agora guio eu) : “Que inutilidade que é tudo! É inútil a única verdade em mim, e encontrar-me com ela, mas é sobretudo inútil e ridículo dizer isso com palavras.” - esta é a tese do texto, tudo o que se lhe antecede são metáforas, em jeito de premissas, que a vão destapando.
Posto isto, passemos, agora sim, ao primeiro parágrafo, onde é invocada uma expressão que se irá repetir ao longo do texto, “ a única verdade em mim”, que é uma forma simples de designar uma das grandes dores de dentes dos filósofos – a essência do ser humano. O que é dito neste parágrafo, é que essa mesma essência é inacessível aos outros, “invisível”, mesmo àqueles que fazem parte do indivíduo, que o constroem com as suas próprias vivências - os quais são designados, posteriormente, de “outros-eu”.
1ª premissa: O “eu” é um conjunto daquilo que são os “outros”.
Adiante, no parágrafo seguinte, é exposta, de uma forma muito, ora, particular… o confronto com aquilo que o “eu” é, despido de todas as vivências dos outros. Nessa circunstância e de acordo com a perspectiva apresentada, o “eu” é um vazio, “um nada” aflitivo, que irá apontar, portanto, para a inexistência de sentido da vida humana, ou seja, para a sua inutilidade. A consciência disto incomoda e inquieta!
“Esses outros-eu, se fossem raspados de mim com muita força, de unhas e navalhas empenhadas, não me sobejaria Nada. Um Nada que é a única verdade em mim; tenazmente minha, como um embaraço líquido que se me entornou pela consciência abaixo.”
2ª premissa: O “eu” sem o eco dos outros é um vazio.
3ª premissa: A essência do ser humano será menos que pó.
Tese: A vida do Homem passa a ser inútil, se ele na sua essência não é nada, aliás, se na sua essência é Nada.
Avancemos, para o 3º parágrafo: “Mas como caiu em pano escuro, sendo escura, ninguém repara, excepto eu, quando vou para aqueles sítios que nos roubam os olhos, encontrar-me com a única verdade em mim.”
Permitam-me expor aqui um esquema da janela de Johary, a fim de explicar o porquê de “ninguém reparar”, à excepção do “eu”.
É, assim, facilmente compreensível associar a condição referida no paragrafo à do “eu secreto”, que será, então, construído por algo do conhecimento do “eu” mas não do conhecimento dos outros.Daí também o uso de “pano escuro”, enquanto elemento simbólico do desconhecimento, não fosse a sua função cobrir algo.
Em relação aos “sítios que nos roubam os olhos”, esses, cada um sabe quais são os seus (por exemplo, para o Bonifácio, pelos vistos, é a praia de Afife) :) . Neste contexto, o meu foi um castelo, que dizem não ser castelo, mas eu tapo os ouvidos e faço muita força para acreditar que é e que já lá andaram dragões gigantes e cavaleiros jei…valentes.
Devaneios à parte, continuemos a análise.
Em relação aos “sítios que nos roubam os olhos”, esses, cada um sabe quais são os seus (por exemplo, para o Bonifácio, pelos vistos, é a praia de Afife)J. Neste contexto, o meu foi um castelo que dizem não ser castelo, mas eu tapo os ouvidos e faço muita força para acreditar que é e que já lá andaram dragões gigantes e cavaleiros jei…valentes.
Devaneios à parte, continuemos a análise.
O parágrafo seguinte, “Fica sempre muito calada, mesmo quando a olho de perto, não com os olhos, que esses foram roubados em linha outra, mas olho-a com as mãos e com o que isso possa ter de sólido Absurdo.”, surge para moldar, digamos assim, um ser (material ou espectral, fica ao critério do leitor) que afigurará a “única verdade em mim”, e não é ao acaso que esta “fica sempre muito calada”. Talvez porque nada tenha para dizer, ou será talvez porque, ao fim ao cabo, nada é?
Este parágrafo introduz também uma reflexão que se reitera, mais explicitamente, no sexto parágrafo. Essa reflexão torna-se importante para a percepção do resto do texto, na medida em que enuncia a dicotomia que mais perturba o “eu”. Esta dicotomia estabelece-se entre a consciência do indivíduo e o seu desejo (impetuoso por um lado, ingénuo por outro) de a renunciar: “E sei-o, e continuo a dize-lo como uma voz gravada. Inquieta-se o Absurdo de contente, por entre os meus dedos.”
Há uma notória rejeição da ideia, anteriormente apresentada, do vazio essencialdo ser humano, deste modo, evidencia-se uma vontade ofegante de procurar, mais exactamente, de encontrar um qualquer sentido, para, sobre ele, fundamentar a vida.
“O eu esbarrado, que nem um coelho veloz, contra os limites da sua própria inteligência. Desfaz-se o roedor nestas vãs corridas. É ver as vísceras centrifugadas contra o chão… Quanto sangue…” Este pequeno excerto traduz a violência dessa mesma dicotomia e, de certa forma, o triunfo da razão sobre o desejo do “eu”. De que lhe valem as “corridas” pela busca de um sentido, se a inteligência se erguerá sempre, sob a forma de tabique, para lhe relembrar que tudo é inútil?
Atroz, sufocante… o “eu” - “roedor” inquieto e assustado - vale-se da oração, invocando a figura maternal, símbolo de segurança uterina.
“Madre Protégenos Segura-nos com o teu braço, Mãe, encosta os teus cabelos ao nosso peito até eles nos sufocarem de conforto e aconchego. Lança as tuas unhas contra os nossos corpos para que se libertem deste sangue.”
“ Madre Protégenos” é o título de um álbum dos Íon . Aquelas duas frases foram escritas aquando a primeira audição do single, desde então, costumo sussurra-las quando me sinto mais aflita… paranóico? Talvez.A libertação do sangue representa o esvaziar da angústia, da inquietação. A referência ao sangue surge por ser uma angústia subjugada pela emoção, apesar de partir de um dilema racional.
Nisto a “única verdade em mim”, já personificada, resolve falar ao “eu” e todo o seu discurso é um fervilhar de zombaria atirado ao sonho deste, ao desejo inocente e esperançoso que o individuo teima em alimentar. Mas a dicotomia em que este se envolve e perde (tal é a envolvência) é absolutamente irrisória e absurda, pelo que a caricatura surge de forma imediata “Olha para ti embuste…”, “pensamentos pequeninos como agulhas…e já os perdeste no palheiro que és.”
Atente-se na expressão “contos das fadas sem dentes” que concentra em si toda a desmistificação do sonho.
“Agora tenho de ir embora, pois não tenho? Obrigou-me a ir embora…”, o “eu” não tem escapatória possível e sabe disso. Então, decide voltar as costas e retomar os seus afazeres quotidianos: “Vou pela rua abaixo, tenho de ir tratar daquilo antes que feche. Onde era mesmo? Lá ao fundo, pois claro.”
Mas a fantasia não se lhe despega… e toda a realidade banal serve de trampolim para as brincadeiras da imaginação: “Mas os lápis desta papelaria não sabem o sono. E os livros também não. Nem nas vezes em que adormecemos sobre eles, as páginas se interessam em percebe-lo. E tanto faz ser livro de muito saber, como de pouco.”
Contudo, o “eu” não tem como dissimular aquilo que sabe (a inutilidade da vida, o vazio que é a sua essência), neste sentido surge a comparação acre e frontal do “eu” (que se transfigura num “Ela” em falso jeito de identificação pessoal) com uma prostituta que de seu nada tem, que é apenas o conjunto dos “outros”,enfim, que é “forasteira da própria sombra”. Entenda-se aqui a sombra como sendo representativa da consciência daquilo que é “invisível para os outros”, ou seja, voltemos ao início, da “única verdade em mim”, que, inevitavelmente e contra-desejo, é nenhuma (como inicialmente se concluiu).
“Cola-se-lhe ao corpo, como a dor ao peito, a dor de sentir que a única verdade em si, é afinal uma mentira de penas e bunodontes.”
"Ela cresce em mim na ânsia de me ser.
E dentro dela,
Eu caio."
- Desculpe, boa noite,
podia dizer-me as horas que lhe restam?”
O “eu” desiste do seu sonho, deixa-se apoderar pela consciência e fica contando "as horas que lhe restam", pois:
Tese - A vida do Homem passa a ser inútil, se ele na sua essência não é nada, aliás, se a sua essência é Nada.