quarta-feira, 3 de junho de 2009

Amigos




Escolhi esta imagem, que representa os amigos, porque acho que eles são muito importantes para a nossa formação como pessoas, visto que é com eles que nós passamos grande tempo da nossa adolescência.
Quanto a mim os amigos são muito importantes, porque é a eles que nós contamos aquilo que nos alegra, mas sobretudo é a eles que nós confessamos aquilo com que nos preocupamos e lhes contamos os nossos maiores problemas. Eu acho muito importante nós termos amigos, mas temos de ter um especial cuidado com os amigos que temos, porque acho que colegas nós temos muitos, mas amigos temos os verdadeiros, aqueles que estão sempre ao nosso lado quando mais precisamos. Temos que distinguir aqueles amigos que temos, que só são nossos amigos por interesse a alguma coisa, daqueles amigos que temos que são amigos para tudo e para todas as situações.
Para concluir, penso que todos nós temos de ter os nossos amigos, mas com especial cuidado com quem “escolhemos” para a nossa amizade.



João Aldeia, 12ºA

Música




A música, como se sabe, é um estimulante para o desenvolvimento de vários sentidos, chega a ser influente no nosso desenvolvimento.

A música, para mim, é muito mais que um phone no ouvido e, para quem estuda música anos, esta imagem é o que vemos todos os dias, montes de notas, pausas, ligaduras e suspensões. Todas estas dicas são analisadas em menos de um segundo. Este estilo de música tem sido deixado um bocado para trás, porque acho que as pessoas criaram um preconceito imaginário de que a música clássica era uma coisa muito requintada e com o aparecimento de novos estilos mais urbanos menos complexos ou mais fáceis de entender, as pessoas aderiram e tornaram-se fãs. Uma pergunta que me fazem é se é difícil conciliar a duas vidas e acham estranho, porque a matemática e a música não se relacionam muito. Dou sempre uma resposta afirmativa à questão e é obvio que ou nos dedicamos a 100% ou não temos grande sucesso. Esta imagem mostra-me a minha evolução ao longo dos anos porque antes música era difícil, mas agora revela grande simplicidade. Eu gosto também de outros tipos de música aos quais também me dedico, mas este é a base aonde posso evoluir e criticar.


João Paulo Nascimento, 12ºA

Essência de uma vida





Esta imagem pode ser um simples instrumento, mas para mim é muito mais do que isso.
Guitarra é o seu nome e apareceu na minha vida porque eu assim quis.

Desde que eu era miúdo que ela despertava em mim uma curiosidade enorme em a conhecer, mas talvez por não estar confiante em que tinha capacidades para saber usá-la é que demorei uns bons anos para ganhar coragem e ir ao seu encontro.
Foi o ano passado que arrisquei e comprei uma guitarra. A ansiedade em começar a aprender foi tanta que o meu gosto pela guitarra só por aí aumentou e muito.
Porque para mim a música completa a minha vida, e a guitarra é, sem dúvida, dos instrumentos que mais criatividade pede para que funcione. Então, eu comecei a dar passos pelo seu mundo e a explorar tudo o que a envolvesse.
As suas seis cordas são o seu símbolo maior e são aquilo que lhe dão a voz. E saber usá-las não é para todos.

Mas aquilo que me atrai mais neste instrumento é que, quando já estamos à vontade com ele, podemos tocar músicas que nos fazem sair deste mundo e entrarmos naqueles momentos a que eu chamo “zen”, o que para mim significa esquecermos tudo e sentir a essência da música que a guitarra proporciona. E é essa essência que faz da guitarra dos mais extraordinários instrumentos musicais.
É tão bom chegar a casa e, para esquecer o cansaço e o stress de mais um dia, e pegar na “guitarrinha” e desabafar tudo para ela e ela responder com a sua música tão pura, que limpa a mente e faz acabar bem o dia.

A guitarra já faz parte de mim e fará até ao final dos meus dias…



Manuel Sarmento, 12ºA

Mendigo



Possivelmente, ao olhar esta foto, estamos perante um mendigo, um de tantos que vagueia por este Portugal anónimo.

Ao ver esta imagem, o meu espírito é invadido por uma tristeza avassaladora, por uma revolta sincera e pela incapacidade de apenas “ver e calar”.
Esta figura, que mostra a debilidade deste homem, desperta-nos para a falta de convicções, de ânimo para encarar o futuro e, com certeza, falta de motivos para seguir em frente.

Talvez, por ironia do destino, não sei, o fundo desta foto contrasta na totalidade com este homem, que de certo, não tem nem caminhos a seguir, nem projectos, nem os seus pensamentos o levam à felicidade.

Ser feliz, ao ver exemplos como este, não é de todo correcto, mas pelo menos, tenhamos consciência de que ter um tecto e uma cama é motivo para sermos felizes!


Cristiana Ribeiro 12ºF

Diferença?



Vêem diferença? Claro que vêem. Eu também. Certamente, as diferenças físicas, a diferença de cor… Mas penso que concordarão comigo que nada mais é diferente em relação aos direitos da menina da esquerda e da menina da direita… Penso eu que pensarão assim… Ou será que partilham da opinião de milhares de racistas que existem neste mundo completo de cores, paisagens, entre outras coisas diferentes, que condenam, discriminam, agridem pessoas, só porque não são iguais ou não se enquadram nos conceitos adoptados por eles!
É lamentável, em países que se dizem desenvolvidos, assistirmos a actos de racismo. E, apesar de pensarmos que não existem essas discriminações no nosso país, ou nos restantes países do ocidente, estamos enganados, porque todos os dias isso acontece, mesmo um simples olhar de desprezo perante alguém que não se enquadra nos conceitos de uma certa sociedade, é um acto discriminatório, acto esse que é tão grave como um acto de violência verbal ou física.

Eu poderia falar da crise e até falar sobre uma imagem do nosso Primeiro-ministro, mas para quê? Se o que interessa são os afectos que existem entre todos e sem afectos vamos viver sempre em crise, porque a verdadeira crise é aquela que está dentro das pessoas que não conseguem viver com o outro, porque é diferente. Tanto desacordo e tão pouco civismo por parte de pessoas que vêem demais a diferença dos outros e que acabam por não verem que o defeito são eles próprios. E é exactamente nesta sociedade que vivemos: por vezes, nem reparamos na discriminação presente em torno de nós.

Esta imagem chamou-me a atenção por tantas pessoas fazerem tanta distinção em duas crianças tão parecidas…




Tânia Lopes, 12º F

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Análise do "Hoax"


Antes do mais, amarre-se a palavra que engole todo o texto , “inutilidade” , e ( não a largando mais) prossigamos na análise.

Comecemos, portanto, pelo quinto parágrafo (perdoem-me o salto, mas agora guio eu) : “Que inutilidade que é tudo! É inútil a única verdade em mim, e encontrar-me com ela, mas é sobretudo inútil e ridículo dizer isso com palavras.” - esta é a tese do texto, tudo o que se lhe antecede são metáforas, em jeito de premissas, que a vão destapando.

Posto isto, passemos, agora sim, ao primeiro parágrafo, onde é invocada uma expressão que se irá repetir ao longo do texto, “ a única verdade em mim”, que é uma forma simples de designar uma das grandes dores de dentes dos filósofos – a essência do ser humano. O que é dito neste parágrafo, é que essa mesma essência é inacessível aos outros, “invisível”, mesmo àqueles que fazem parte do indivíduo, que o constroem com as suas próprias vivências - os quais são designados, posteriormente, de “outros-eu”.

1ª premissa: O “eu” é um conjunto daquilo que são os “outros”.

Adiante, no parágrafo seguinte, é exposta, de uma forma muito, ora, particular… o confronto com aquilo que o “eu” é, despido de todas as vivências dos outros. Nessa circunstância e de acordo com a perspectiva apresentada, o “eu” é um vazio, “um nada” aflitivo, que irá apontar, portanto, para a inexistência de sentido da vida humana, ou seja, para a sua inutilidade. A consciência disto incomoda e inquieta!
“Esses outros-eu, se fossem raspados de mim com muita força, de unhas e navalhas empenhadas, não me sobejaria Nada. Um Nada que é a única verdade em mim; tenazmente minha, como um embaraço líquido que se me entornou pela consciência abaixo.”

2ª premissa: O “eu” sem o eco dos outros é um vazio.
3ª premissa: A essência do ser humano será menos que pó.

Tese: A vida do Homem passa a ser inútil, se ele na sua essência não é nada, aliás, se na sua essência é Nada.

Avancemos, para o 3º parágrafo: “Mas como caiu em pano escuro, sendo escura, ninguém repara, excepto eu, quando vou para aqueles sítios que nos roubam os olhos, encontrar-me com a única verdade em mim.”
Permitam-me expor aqui um esquema da janela de Johary, a fim de explicar o porquê de “ninguém reparar”, à excepção do “eu”.


É, assim, facilmente compreensível associar a condição referida no paragrafo à do “eu secreto”, que será, então, construído por algo do conhecimento do “eu” mas não do conhecimento dos outros. Daí também o uso de “pano escuro”, enquanto elemento simbólico do desconhecimento, não fosse a sua função cobrir algo.


Em relação aos “sítios que nos roubam os olhos”, esses, cada um sabe quais são os seus (por exemplo, para o Bonifácio, pelos vistos, é a praia de Afife) :) . Neste contexto, o meu foi um castelo, que dizem não ser castelo, mas eu tapo os ouvidos e faço muita força para acreditar que é e que já lá andaram dragões gigantes e cavaleiros jei…valentes.


Devaneios à parte, continuemos a análise.

Em relação aos “sítios que nos roubam os olhos”, esses, cada um sabe quais são os seus (por exemplo, para o Bonifácio, pelos vistos, é a praia de Afife) J. Neste contexto, o meu foi um castelo que dizem não ser castelo, mas eu tapo os ouvidos e faço muita força para acreditar que é e que já lá andaram dragões gigantes e cavaleiros jei…valentes.

Devaneios à parte, continuemos a análise.

O parágrafo seguinte, “Fica sempre muito calada, mesmo quando a olho de perto, não com os olhos, que esses foram roubados em linha outra, mas olho-a com as mãos e com o que isso possa ter de sólido Absurdo.”, surge para moldar, digamos assim, um ser (material ou espectral, fica ao critério do leitor) que afigurará a “única verdade em mim”, e não é ao acaso que esta “fica sempre muito calada”. Talvez porque nada tenha para dizer, ou será talvez porque, ao fim ao cabo, nada é?

Este parágrafo introduz também uma reflexão que se reitera, mais explicitamente, no sexto parágrafo. Essa reflexão torna-se importante para a percepção do resto do texto, na medida em que enuncia a dicotomia que mais perturba o “eu”. Esta dicotomia estabelece-se entre a consciência do indivíduo e o seu desejo (impetuoso por um lado, ingénuo por outro) de a renunciar: “E sei-o, e continuo a dize-lo como uma voz gravada. Inquieta-se o Absurdo de contente, por entre os meus dedos.”

Há uma notória rejeição da ideia, anteriormente apresentada, do vazio essencial do ser humano, deste modo, evidencia-se uma vontade ofegante de procurar, mais exactamente, de encontrar um qualquer sentido, para, sobre ele, fundamentar a vida.

“O eu esbarrado, que nem um coelho veloz, contra os limites da sua própria inteligência. Desfaz-se o roedor nestas vãs corridas. É ver as vísceras centrifugadas contra o chão… Quanto sangue…” Este pequeno excerto traduz a violência dessa mesma dicotomia e, de certa forma, o triunfo da razão sobre o desejo do “eu”. De que lhe valem as “corridas” pela busca de um sentido, se a inteligência se erguerá sempre, sob a forma de tabique, para lhe relembrar que tudo é inútil?

Atroz, sufocante… o “eu” - “roedor” inquieto e assustado - vale-se da oração, invocando a figura maternal, símbolo de segurança uterina.

“Madre Protégenos
Segura-nos com o teu braço, Mãe, encosta os teus cabelos ao nosso peito até eles nos sufocarem de conforto e aconchego. Lança as tuas unhas contra os nossos corpos para que se libertem deste sangue.”

“ Madre Protégenos” é o título de um álbum dos Íon . Aquelas duas frases foram escritas aquando a primeira audição do single, desde então, costumo sussurra-las quando me sinto mais aflita… paranóico? Talvez. A libertação do sangue representa o esvaziar da angústia, da inquietação. A referência ao sangue surge por ser uma angústia subjugada pela emoção, apesar de partir de um dilema racional.

Nisto a “única verdade em mim”, já personificada, resolve falar ao “eu” e todo o seu discurso é um fervilhar de zombaria atirado ao sonho deste, ao desejo inocente e esperançoso que o individuo teima em alimentar. Mas a dicotomia em que este se envolve e perde (tal é a envolvência) é absolutamente irrisória e absurda, pelo que a caricatura surge de forma imediata “Olha para ti embuste…”,pensamentos pequeninos como agulhas…e já os perdeste no palheiro que és.”

Atente-se na expressão “contos das fadas sem dentes” que concentra em si toda a desmistificação do sonho.

“Agora tenho de ir embora, pois não tenho? Obrigou-me a ir embora…”, o “eu” não tem escapatória possível e sabe disso. Então, decide voltar as costas e retomar os seus afazeres quotidianos: “Vou pela rua abaixo, tenho de ir tratar daquilo antes que feche. Onde era mesmo? Lá ao fundo, pois claro.”

Mas a fantasia não se lhe despega… e toda a realidade banal serve de trampolim para as brincadeiras da imaginação: “Mas os lápis desta papelaria não sabem o sono. E os livros também não. Nem nas vezes em que adormecemos sobre eles, as páginas se interessam em percebe-lo. E tanto faz ser livro de muito saber, como de pouco.”

Contudo, o “eu” não tem como dissimular aquilo que sabe (a inutilidade da vida, o vazio que é a sua essência), neste sentido surge a comparação acre e frontal do “eu” (que se transfigura num “Ela” em falso jeito de identificação pessoal) com uma prostituta que de seu nada tem, que é apenas o conjunto dos “outros”,enfim, que é “forasteira da própria sombra”. Entenda-se aqui a sombra como sendo representativa da consciência daquilo que é “invisível para os outros”, ou seja, voltemos ao início, da “única verdade em mim”, que, inevitavelmente e contra-desejo, é nenhuma (como inicialmente se concluiu).

“Cola-se-lhe ao corpo, como a dor ao peito, a dor de sentir que a única verdade em si, é afinal uma mentira de penas e bunodontes.”

"Ela cresce em mim na ânsia de me ser.
E dentro dela,
Eu caio."



- Desculpe, boa noite,
podia dizer-me as horas que lhe restam?”

O “eu” desiste do seu sonho, deixa-se apoderar pela consciência e fica contando "as horas que lhe restam", pois:

Tese - A vida do Homem passa a ser inútil, se ele na sua essência não é nada, aliás, se a sua essência é Nada.

A Dura Caminhada





Sim para aqui, sim para ali (quando é que chega o momento?).
“Tudo bem, já não está aqui quem falou.”
“Não é assim que eu penso, mas pronto, vocês têm sempre razão (estou a sufocar).”
“Já disse tudo o que tinha a dizer (não aguento mais).”

O Grito!
Seria óptimo se fosse tão simples. Tantas lágrimas derramadas, tanta dor.
Porque é que a vida é tão difícil? Porque é que tenho tantos complexos, se eu vejo a vida de uma maneira tão pacífica?
Chega! O meu ser continua preso, deixem-me ser eu própria, nem com a esperança e as forças que tenho dentro de mim consigo libertar-me.

Liberdade!
Belo som para os meus ouvidos… Qual será a solução? Como poderei conquistar a minha própria liberdade? Será por falta de confiança? Ou por falta de responsabilidade?
Tantas perguntas que assombram os meus pensamentos e para as quais ainda não tenho resposta.
Tenho Medo! Medo de não poder fazer aquilo que desejo, de fazer aquilo que sonho. Tenho medo de ficar sujeita a ordens e a valores que não aceito e não defendo.
É tudo tão dramático e confuso.

Devem estar a perguntar se serei feliz.
Uma vez, as sementes da Felicidade caíram nas minhas mãos, somente não fui confiante e forte o suficiente para as plantar. Foi-me dada uma segunda oportunidade, e dessa vez não deixei escapar.
Hoje, tenho uma bela árvore da Felicidade repleta de folhas frescas e delicadas, o único mal é que ainda não deu frutos. Mas acredito e tenho fé de que um dia dará e, nesse dia, a minha alma estará em paz e terei toda a garra e poder para proteger a minha árvore das maléficas tesouras de podar.

Simplesmente poderei dizer que, por mais questões que possa levantar, ou por mais obstáculos que possa encontrar na minha vida, espero que a Felicidade esteja sempre do meu lado para me amparar.




Ana Teresa, 12ºC

A Perfeição…



A perfeição não existe, nem pouco mais ou menos… Mas esta imagem transmite, para mim, algo muito, muito perto dela.
Estes enigmas de Leonardo da Vinci sempre me fascinaram bastante. Juntamente com este, gosto bastante dos quadros da Última Ceia e Mona Lisa. Gostava de saber o que está por detrás destes aparentes “simples” quadros.
No primeiro, Leonardo cristaliza na tela o momento em que Cristo anuncia haver um traidor entre os presentes. Segundo o livro Código da Vinci, há muito mais que isto. É revelada ainda a possibilidade de Cristo ter tido uma mulher com quem criou laços afectivos e que esta esteve presente nessa Ceia, apesar de, supostamente, segundo a Igreja, estarem só homens presentes. É certo que nunca se saberá a verdade, mas tudo indica que a Igreja escondeu muita coisa, e esse quadro é a prova disso mesmo.
No da Mona Lisa, existe uma qualidade luminosa subjacente quase sombria, tanto no retrato quanto na paisagem que compõe o fundo, que revela ao mesmo tempo que esconde. É um mistério.
Já o homem descrito por Vitruvius, é um modelo ideal para o ser humano, cujas proporções são perfeitas, segundo a ideia clássica de beleza. Ora vejamos, por exemplo:
 Um palmo é a largura de quatro dedos;
 A altura de um homem é quatro antebraços (24 palmos);
 Um passo é quatro antebraços;
 A longitude dos braços estendidos de um homem é igual à altura dele;
 A distância entre o nascimento do cabelo e o queixo é um décimo da altura de um homem;
 A largura máxima dos ombros é um quarto da altura de um homem;
 A distância do cotovelo para o fim da mão é um quinto da altura de um homem;
 A distância do cotovelo para a axila é um oitavo da altura de um homem;
 O comprimento da mão é um décimo da altura de um homem;
 A distância do fundo do queixo para o nariz é um terço da longitude da face;
 A distância do nascimento do cabelo para as sobrancelhas é um terço da longitude da face;
 A altura da orelha é um terço da longitude da face.
E, por fim, o umbigo que é centro exacto do corpo.

Essa ilustração de Leonardo Da Vinci é usada como referência estética de simetria e proporção em todo o mundo. É uma das minhas imagens preferidas. Gostava de saber muito mais acerca dela, mas tenho a certeza que não será possível desvendar muitos dos seus mistérios.

“Chegará o dia em que todo homem conhecerá o íntimo de um animal. E neste dia, todo o crime contra o animal será um crime contra a humanidade.”
Leonardo da Vinci




Daniela Esteves, 12ºC

A Minha Praia




Esta é uma imagem da minha praia favorita: Afife. Gosto desta imagem porque mostra a grande extensão de areia que contrasta com o azul do mar e do céu e ainda com o verde da vegetação. Ao longe, as montanhas delimitam uma imensidão que poderia, doutra forma, parecer infinita, mas que assim, com a curva suave da costa, parece que nos envolve como um braço estendido. Os diferentes tons de azul, a espuma branca do mar, as diversas tonalidades de verde que se vão alterando, quase até ao tom de castanho das montanhas, enquadram uma língua de areia dourada, perfeitamente deserta. Se não fosse a construção (o passadiço de madeira) poderíamos dizer que estávamos a ver uma paisagem de uma ilha deserta, uma dessas ilhas ainda inexploradas de uma região longínqua. Todo o enquadramento da fotografia valoriza esta ideia de paraíso inexplorado, onde tenho a sorte de passar férias!

We make our own luck!




Ambição. Será algo assim tão mau? Vivemos rodeados de grandes nomes, de grandes “fantasmas”: Guilhermina Suggia (para quem não sabe, é a violoncelista do retrato), Jaqueline Du Pré, Tchaikovsky, Mozart, Dali, Einstein, Deus(!)... Mas porquê? De onde apareceram tais “génios”?
Para se conseguir o que se quer na vida, temos de Querer e Crer (em nós). Falando de algo que sei mais, do ver, do ouvir, ou ambos, uma música, pensamos que os indivíduos que estão lá a “dar” música não mostram que aquilo lhes deu trabalho: as leituras, as articulações, os tempos, as notas, os ritmos, os treinos [ensaios] com os outros e, por fim, o concerto: os nervos, a exposição e a concentração… Mas nada disso se vê, portanto, que interessa?
Já nas aulas de Ballet se dizia:
- Dói-vos os braços em quinta posição? Têm de aguentar. Têm de parecer leves como penas e têm de estar sempre a sorrir.
E é assim com tudo. Achavam mesmo que coisas como a Teoria da Relatividade apareceram do nada? (pois, vamos excluir a maçã do Sir Newton). E músicas como o Concerto de Elgar para Violoncelo? E a Flauta Mágica de Mozart? (bem, vindo de Mozart, não sei o que esperar…). Voltando ao tema que “me trouxe aqui”: se desejamos algo, porque esperamos que isso aconteça? Talvez seria mais fácil... deixa cá ver... trabalhar? Por vezes dá trabalho (que ironia) mas, acredita, compensa. Por exemplo, quando eu (mas que belo exemplo que sou) ouço o Concerto de Elgar para Violoncelo, acima mencionado, imagino-me a tocar aquilo, à frente de uma orquestra, em frente a um público “esfomeado” por música… E depois acordo, olho para as coisas que tenho de estudar e penso: “Hei-de chegar lá… um dia…”.

De facto, temos de aguentar muito para alcançar os nossos objectivos e muitos não estão dispostos a isso ou, simplesmente não o desejam. Por estranho que possa parecer, até vejo o sucesso, a glória, como algo primário: “Quero ser conhecido! Quero fama! Quero poder!” Não? Vejamos de outro modo: “Quero ganhar este concurso! Quero que as minhas ideias sejas conhecidas!” Se for, de facto, algo primário, então, porque o quero?
Na minha opinião, depois da morte, as reacções químicas do cérebro acabam, os sentimentos acabam, as emoções acabam e nós desaparecemos. Passamos a ser um amontoado de matéria sem vida. Muitos pensariam que esta é uma forma muito derrotista de ver a morte, mas pensemos assim: se isso for verdade, a única coisa que interessa, é o que fazemos durante a vida. Temos de nos transformar em “fantasmas” (e húmus). Tal como Guilhermina Suggia, Jaqueline Du Pré, Tchaikovsky, Mozart, Dali, Einstein… Fazer da morte, uma continuação da vida… na memória dos outros.




Anita Magalhães Faria
12ºC