quarta-feira, 3 de junho de 2009

Diferença?



Vêem diferença? Claro que vêem. Eu também. Certamente, as diferenças físicas, a diferença de cor… Mas penso que concordarão comigo que nada mais é diferente em relação aos direitos da menina da esquerda e da menina da direita… Penso eu que pensarão assim… Ou será que partilham da opinião de milhares de racistas que existem neste mundo completo de cores, paisagens, entre outras coisas diferentes, que condenam, discriminam, agridem pessoas, só porque não são iguais ou não se enquadram nos conceitos adoptados por eles!
É lamentável, em países que se dizem desenvolvidos, assistirmos a actos de racismo. E, apesar de pensarmos que não existem essas discriminações no nosso país, ou nos restantes países do ocidente, estamos enganados, porque todos os dias isso acontece, mesmo um simples olhar de desprezo perante alguém que não se enquadra nos conceitos de uma certa sociedade, é um acto discriminatório, acto esse que é tão grave como um acto de violência verbal ou física.

Eu poderia falar da crise e até falar sobre uma imagem do nosso Primeiro-ministro, mas para quê? Se o que interessa são os afectos que existem entre todos e sem afectos vamos viver sempre em crise, porque a verdadeira crise é aquela que está dentro das pessoas que não conseguem viver com o outro, porque é diferente. Tanto desacordo e tão pouco civismo por parte de pessoas que vêem demais a diferença dos outros e que acabam por não verem que o defeito são eles próprios. E é exactamente nesta sociedade que vivemos: por vezes, nem reparamos na discriminação presente em torno de nós.

Esta imagem chamou-me a atenção por tantas pessoas fazerem tanta distinção em duas crianças tão parecidas…




Tânia Lopes, 12º F

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Análise do "Hoax"


Antes do mais, amarre-se a palavra que engole todo o texto , “inutilidade” , e ( não a largando mais) prossigamos na análise.

Comecemos, portanto, pelo quinto parágrafo (perdoem-me o salto, mas agora guio eu) : “Que inutilidade que é tudo! É inútil a única verdade em mim, e encontrar-me com ela, mas é sobretudo inútil e ridículo dizer isso com palavras.” - esta é a tese do texto, tudo o que se lhe antecede são metáforas, em jeito de premissas, que a vão destapando.

Posto isto, passemos, agora sim, ao primeiro parágrafo, onde é invocada uma expressão que se irá repetir ao longo do texto, “ a única verdade em mim”, que é uma forma simples de designar uma das grandes dores de dentes dos filósofos – a essência do ser humano. O que é dito neste parágrafo, é que essa mesma essência é inacessível aos outros, “invisível”, mesmo àqueles que fazem parte do indivíduo, que o constroem com as suas próprias vivências - os quais são designados, posteriormente, de “outros-eu”.

1ª premissa: O “eu” é um conjunto daquilo que são os “outros”.

Adiante, no parágrafo seguinte, é exposta, de uma forma muito, ora, particular… o confronto com aquilo que o “eu” é, despido de todas as vivências dos outros. Nessa circunstância e de acordo com a perspectiva apresentada, o “eu” é um vazio, “um nada” aflitivo, que irá apontar, portanto, para a inexistência de sentido da vida humana, ou seja, para a sua inutilidade. A consciência disto incomoda e inquieta!
“Esses outros-eu, se fossem raspados de mim com muita força, de unhas e navalhas empenhadas, não me sobejaria Nada. Um Nada que é a única verdade em mim; tenazmente minha, como um embaraço líquido que se me entornou pela consciência abaixo.”

2ª premissa: O “eu” sem o eco dos outros é um vazio.
3ª premissa: A essência do ser humano será menos que pó.

Tese: A vida do Homem passa a ser inútil, se ele na sua essência não é nada, aliás, se na sua essência é Nada.

Avancemos, para o 3º parágrafo: “Mas como caiu em pano escuro, sendo escura, ninguém repara, excepto eu, quando vou para aqueles sítios que nos roubam os olhos, encontrar-me com a única verdade em mim.”
Permitam-me expor aqui um esquema da janela de Johary, a fim de explicar o porquê de “ninguém reparar”, à excepção do “eu”.


É, assim, facilmente compreensível associar a condição referida no paragrafo à do “eu secreto”, que será, então, construído por algo do conhecimento do “eu” mas não do conhecimento dos outros. Daí também o uso de “pano escuro”, enquanto elemento simbólico do desconhecimento, não fosse a sua função cobrir algo.


Em relação aos “sítios que nos roubam os olhos”, esses, cada um sabe quais são os seus (por exemplo, para o Bonifácio, pelos vistos, é a praia de Afife) :) . Neste contexto, o meu foi um castelo, que dizem não ser castelo, mas eu tapo os ouvidos e faço muita força para acreditar que é e que já lá andaram dragões gigantes e cavaleiros jei…valentes.


Devaneios à parte, continuemos a análise.

Em relação aos “sítios que nos roubam os olhos”, esses, cada um sabe quais são os seus (por exemplo, para o Bonifácio, pelos vistos, é a praia de Afife) J. Neste contexto, o meu foi um castelo que dizem não ser castelo, mas eu tapo os ouvidos e faço muita força para acreditar que é e que já lá andaram dragões gigantes e cavaleiros jei…valentes.

Devaneios à parte, continuemos a análise.

O parágrafo seguinte, “Fica sempre muito calada, mesmo quando a olho de perto, não com os olhos, que esses foram roubados em linha outra, mas olho-a com as mãos e com o que isso possa ter de sólido Absurdo.”, surge para moldar, digamos assim, um ser (material ou espectral, fica ao critério do leitor) que afigurará a “única verdade em mim”, e não é ao acaso que esta “fica sempre muito calada”. Talvez porque nada tenha para dizer, ou será talvez porque, ao fim ao cabo, nada é?

Este parágrafo introduz também uma reflexão que se reitera, mais explicitamente, no sexto parágrafo. Essa reflexão torna-se importante para a percepção do resto do texto, na medida em que enuncia a dicotomia que mais perturba o “eu”. Esta dicotomia estabelece-se entre a consciência do indivíduo e o seu desejo (impetuoso por um lado, ingénuo por outro) de a renunciar: “E sei-o, e continuo a dize-lo como uma voz gravada. Inquieta-se o Absurdo de contente, por entre os meus dedos.”

Há uma notória rejeição da ideia, anteriormente apresentada, do vazio essencial do ser humano, deste modo, evidencia-se uma vontade ofegante de procurar, mais exactamente, de encontrar um qualquer sentido, para, sobre ele, fundamentar a vida.

“O eu esbarrado, que nem um coelho veloz, contra os limites da sua própria inteligência. Desfaz-se o roedor nestas vãs corridas. É ver as vísceras centrifugadas contra o chão… Quanto sangue…” Este pequeno excerto traduz a violência dessa mesma dicotomia e, de certa forma, o triunfo da razão sobre o desejo do “eu”. De que lhe valem as “corridas” pela busca de um sentido, se a inteligência se erguerá sempre, sob a forma de tabique, para lhe relembrar que tudo é inútil?

Atroz, sufocante… o “eu” - “roedor” inquieto e assustado - vale-se da oração, invocando a figura maternal, símbolo de segurança uterina.

“Madre Protégenos
Segura-nos com o teu braço, Mãe, encosta os teus cabelos ao nosso peito até eles nos sufocarem de conforto e aconchego. Lança as tuas unhas contra os nossos corpos para que se libertem deste sangue.”

“ Madre Protégenos” é o título de um álbum dos Íon . Aquelas duas frases foram escritas aquando a primeira audição do single, desde então, costumo sussurra-las quando me sinto mais aflita… paranóico? Talvez. A libertação do sangue representa o esvaziar da angústia, da inquietação. A referência ao sangue surge por ser uma angústia subjugada pela emoção, apesar de partir de um dilema racional.

Nisto a “única verdade em mim”, já personificada, resolve falar ao “eu” e todo o seu discurso é um fervilhar de zombaria atirado ao sonho deste, ao desejo inocente e esperançoso que o individuo teima em alimentar. Mas a dicotomia em que este se envolve e perde (tal é a envolvência) é absolutamente irrisória e absurda, pelo que a caricatura surge de forma imediata “Olha para ti embuste…”,pensamentos pequeninos como agulhas…e já os perdeste no palheiro que és.”

Atente-se na expressão “contos das fadas sem dentes” que concentra em si toda a desmistificação do sonho.

“Agora tenho de ir embora, pois não tenho? Obrigou-me a ir embora…”, o “eu” não tem escapatória possível e sabe disso. Então, decide voltar as costas e retomar os seus afazeres quotidianos: “Vou pela rua abaixo, tenho de ir tratar daquilo antes que feche. Onde era mesmo? Lá ao fundo, pois claro.”

Mas a fantasia não se lhe despega… e toda a realidade banal serve de trampolim para as brincadeiras da imaginação: “Mas os lápis desta papelaria não sabem o sono. E os livros também não. Nem nas vezes em que adormecemos sobre eles, as páginas se interessam em percebe-lo. E tanto faz ser livro de muito saber, como de pouco.”

Contudo, o “eu” não tem como dissimular aquilo que sabe (a inutilidade da vida, o vazio que é a sua essência), neste sentido surge a comparação acre e frontal do “eu” (que se transfigura num “Ela” em falso jeito de identificação pessoal) com uma prostituta que de seu nada tem, que é apenas o conjunto dos “outros”,enfim, que é “forasteira da própria sombra”. Entenda-se aqui a sombra como sendo representativa da consciência daquilo que é “invisível para os outros”, ou seja, voltemos ao início, da “única verdade em mim”, que, inevitavelmente e contra-desejo, é nenhuma (como inicialmente se concluiu).

“Cola-se-lhe ao corpo, como a dor ao peito, a dor de sentir que a única verdade em si, é afinal uma mentira de penas e bunodontes.”

"Ela cresce em mim na ânsia de me ser.
E dentro dela,
Eu caio."



- Desculpe, boa noite,
podia dizer-me as horas que lhe restam?”

O “eu” desiste do seu sonho, deixa-se apoderar pela consciência e fica contando "as horas que lhe restam", pois:

Tese - A vida do Homem passa a ser inútil, se ele na sua essência não é nada, aliás, se a sua essência é Nada.

A Dura Caminhada





Sim para aqui, sim para ali (quando é que chega o momento?).
“Tudo bem, já não está aqui quem falou.”
“Não é assim que eu penso, mas pronto, vocês têm sempre razão (estou a sufocar).”
“Já disse tudo o que tinha a dizer (não aguento mais).”

O Grito!
Seria óptimo se fosse tão simples. Tantas lágrimas derramadas, tanta dor.
Porque é que a vida é tão difícil? Porque é que tenho tantos complexos, se eu vejo a vida de uma maneira tão pacífica?
Chega! O meu ser continua preso, deixem-me ser eu própria, nem com a esperança e as forças que tenho dentro de mim consigo libertar-me.

Liberdade!
Belo som para os meus ouvidos… Qual será a solução? Como poderei conquistar a minha própria liberdade? Será por falta de confiança? Ou por falta de responsabilidade?
Tantas perguntas que assombram os meus pensamentos e para as quais ainda não tenho resposta.
Tenho Medo! Medo de não poder fazer aquilo que desejo, de fazer aquilo que sonho. Tenho medo de ficar sujeita a ordens e a valores que não aceito e não defendo.
É tudo tão dramático e confuso.

Devem estar a perguntar se serei feliz.
Uma vez, as sementes da Felicidade caíram nas minhas mãos, somente não fui confiante e forte o suficiente para as plantar. Foi-me dada uma segunda oportunidade, e dessa vez não deixei escapar.
Hoje, tenho uma bela árvore da Felicidade repleta de folhas frescas e delicadas, o único mal é que ainda não deu frutos. Mas acredito e tenho fé de que um dia dará e, nesse dia, a minha alma estará em paz e terei toda a garra e poder para proteger a minha árvore das maléficas tesouras de podar.

Simplesmente poderei dizer que, por mais questões que possa levantar, ou por mais obstáculos que possa encontrar na minha vida, espero que a Felicidade esteja sempre do meu lado para me amparar.




Ana Teresa, 12ºC

A Perfeição…



A perfeição não existe, nem pouco mais ou menos… Mas esta imagem transmite, para mim, algo muito, muito perto dela.
Estes enigmas de Leonardo da Vinci sempre me fascinaram bastante. Juntamente com este, gosto bastante dos quadros da Última Ceia e Mona Lisa. Gostava de saber o que está por detrás destes aparentes “simples” quadros.
No primeiro, Leonardo cristaliza na tela o momento em que Cristo anuncia haver um traidor entre os presentes. Segundo o livro Código da Vinci, há muito mais que isto. É revelada ainda a possibilidade de Cristo ter tido uma mulher com quem criou laços afectivos e que esta esteve presente nessa Ceia, apesar de, supostamente, segundo a Igreja, estarem só homens presentes. É certo que nunca se saberá a verdade, mas tudo indica que a Igreja escondeu muita coisa, e esse quadro é a prova disso mesmo.
No da Mona Lisa, existe uma qualidade luminosa subjacente quase sombria, tanto no retrato quanto na paisagem que compõe o fundo, que revela ao mesmo tempo que esconde. É um mistério.
Já o homem descrito por Vitruvius, é um modelo ideal para o ser humano, cujas proporções são perfeitas, segundo a ideia clássica de beleza. Ora vejamos, por exemplo:
 Um palmo é a largura de quatro dedos;
 A altura de um homem é quatro antebraços (24 palmos);
 Um passo é quatro antebraços;
 A longitude dos braços estendidos de um homem é igual à altura dele;
 A distância entre o nascimento do cabelo e o queixo é um décimo da altura de um homem;
 A largura máxima dos ombros é um quarto da altura de um homem;
 A distância do cotovelo para o fim da mão é um quinto da altura de um homem;
 A distância do cotovelo para a axila é um oitavo da altura de um homem;
 O comprimento da mão é um décimo da altura de um homem;
 A distância do fundo do queixo para o nariz é um terço da longitude da face;
 A distância do nascimento do cabelo para as sobrancelhas é um terço da longitude da face;
 A altura da orelha é um terço da longitude da face.
E, por fim, o umbigo que é centro exacto do corpo.

Essa ilustração de Leonardo Da Vinci é usada como referência estética de simetria e proporção em todo o mundo. É uma das minhas imagens preferidas. Gostava de saber muito mais acerca dela, mas tenho a certeza que não será possível desvendar muitos dos seus mistérios.

“Chegará o dia em que todo homem conhecerá o íntimo de um animal. E neste dia, todo o crime contra o animal será um crime contra a humanidade.”
Leonardo da Vinci




Daniela Esteves, 12ºC

A Minha Praia




Esta é uma imagem da minha praia favorita: Afife. Gosto desta imagem porque mostra a grande extensão de areia que contrasta com o azul do mar e do céu e ainda com o verde da vegetação. Ao longe, as montanhas delimitam uma imensidão que poderia, doutra forma, parecer infinita, mas que assim, com a curva suave da costa, parece que nos envolve como um braço estendido. Os diferentes tons de azul, a espuma branca do mar, as diversas tonalidades de verde que se vão alterando, quase até ao tom de castanho das montanhas, enquadram uma língua de areia dourada, perfeitamente deserta. Se não fosse a construção (o passadiço de madeira) poderíamos dizer que estávamos a ver uma paisagem de uma ilha deserta, uma dessas ilhas ainda inexploradas de uma região longínqua. Todo o enquadramento da fotografia valoriza esta ideia de paraíso inexplorado, onde tenho a sorte de passar férias!

We make our own luck!




Ambição. Será algo assim tão mau? Vivemos rodeados de grandes nomes, de grandes “fantasmas”: Guilhermina Suggia (para quem não sabe, é a violoncelista do retrato), Jaqueline Du Pré, Tchaikovsky, Mozart, Dali, Einstein, Deus(!)... Mas porquê? De onde apareceram tais “génios”?
Para se conseguir o que se quer na vida, temos de Querer e Crer (em nós). Falando de algo que sei mais, do ver, do ouvir, ou ambos, uma música, pensamos que os indivíduos que estão lá a “dar” música não mostram que aquilo lhes deu trabalho: as leituras, as articulações, os tempos, as notas, os ritmos, os treinos [ensaios] com os outros e, por fim, o concerto: os nervos, a exposição e a concentração… Mas nada disso se vê, portanto, que interessa?
Já nas aulas de Ballet se dizia:
- Dói-vos os braços em quinta posição? Têm de aguentar. Têm de parecer leves como penas e têm de estar sempre a sorrir.
E é assim com tudo. Achavam mesmo que coisas como a Teoria da Relatividade apareceram do nada? (pois, vamos excluir a maçã do Sir Newton). E músicas como o Concerto de Elgar para Violoncelo? E a Flauta Mágica de Mozart? (bem, vindo de Mozart, não sei o que esperar…). Voltando ao tema que “me trouxe aqui”: se desejamos algo, porque esperamos que isso aconteça? Talvez seria mais fácil... deixa cá ver... trabalhar? Por vezes dá trabalho (que ironia) mas, acredita, compensa. Por exemplo, quando eu (mas que belo exemplo que sou) ouço o Concerto de Elgar para Violoncelo, acima mencionado, imagino-me a tocar aquilo, à frente de uma orquestra, em frente a um público “esfomeado” por música… E depois acordo, olho para as coisas que tenho de estudar e penso: “Hei-de chegar lá… um dia…”.

De facto, temos de aguentar muito para alcançar os nossos objectivos e muitos não estão dispostos a isso ou, simplesmente não o desejam. Por estranho que possa parecer, até vejo o sucesso, a glória, como algo primário: “Quero ser conhecido! Quero fama! Quero poder!” Não? Vejamos de outro modo: “Quero ganhar este concurso! Quero que as minhas ideias sejas conhecidas!” Se for, de facto, algo primário, então, porque o quero?
Na minha opinião, depois da morte, as reacções químicas do cérebro acabam, os sentimentos acabam, as emoções acabam e nós desaparecemos. Passamos a ser um amontoado de matéria sem vida. Muitos pensariam que esta é uma forma muito derrotista de ver a morte, mas pensemos assim: se isso for verdade, a única coisa que interessa, é o que fazemos durante a vida. Temos de nos transformar em “fantasmas” (e húmus). Tal como Guilhermina Suggia, Jaqueline Du Pré, Tchaikovsky, Mozart, Dali, Einstein… Fazer da morte, uma continuação da vida… na memória dos outros.




Anita Magalhães Faria
12ºC

Busca...




Eu escolhi esta imagem porque, ultimamente, ando a pensar muito sobre o que vai acontecer no meu futuro e penso ter encontrado a solução nesta foto.
Pergunto-me se continuarei a ser feliz. Será que vou conseguir ter sucesso no caminho que escolhi, será que conseguirei?
Tenho tido estas dúvidas com, cada vez, mais frequência por isso aproveitei esta oportunidade para reflectir sobre elas. Procurei em muitos lados uma maneira de me acalmar, de relaxar, tentar viver a vida a cada momento, mas a ansiedade continuava lá.
Durante a procura da resposta para minha ansiedade, ouvi várias respostas confortadoras, como “não te preocupes, a tua vida vai mudar completamente”, e eu pensei: mas eu quero que a minha vida continue igual! Então, ouvi “mas não te preocupes, é como se mudasses para um sítio novo onde não conheces ninguém”, e eu aí percebi que a pessoa à minha frente, nesse momento, não me compreendia nada, por isso desisti de fazer perguntas e continuei à procura da resposta noutro lugar.

Fui procurar conforto ao encanto dos livros, que sempre dão resposta às nossas questões, e neles encontrei que a melhor maneira de superar a ansiedade é sermos melhores, sermos tão bons que a ansiedade não exista. Bem esta resposta também não me ajudou, pois eu já sabia que para vencermos precisamos de esforço, de derramar suor pelos nossos sonhos, para vivermos mais além das estrelas.

Chegando a este ponto não sabia bem a quem recorrer. Tentei, então, pensar em alguém, e comecei a lembrar de todos os meus amigos com que estabeleci contacto desde que me lembre, e percebi, por fim, que a resposta que procurava esteve sempre perto de mim: as memórias [recordações, lembranças] dos meus amigos. Por mais que tempo passe, por mais afastados que estejamos, a amizade é, até ao fim, e ela é o que fará o dia de amanhã mais brilhante.


Um amigo é um bem
Um tesouro que se tem
São as luzes das estrelas
Que nos guiam mais além
São momentos bons e maus
Nesta estrada percorrida
Digo mais, não vos trocava
Por nada desta vida.

E, talvez um dia,
Chegue a hora do adeus,
Deixar-vos-ei com pena,
Amigos meus
Mas mesmo longe
Vós estais perto,
Ao pé de mim,
Pois entre amigos é assim.

Um amigo é um irmão
Nosso pensar, nossa mão
Meus amigos estais aqui,
Para vós canto esta canção,
Tempo voa nestes instantes
E já estamos de partida
Digo mais, não vos trocava
Por nada nesta vida.


(canção escutista)



Rui Lima, 12ºC

A confusão que é a nossa mente! ou talvez não!


“Hieronymus Bosch mostra a loucura e a credulidade humanas. O que se representa em
A Extracção da Pedra da Loucura
é uma espécie de operação cirúrgica que se realizava durante a Idade Média, e que segundo os testemunhos escritos sobre ela, consistia na extirpação de uma pedra que causava a loucura do homem. Acreditava-se que os loucos eram aqueles que tinham uma pedra na cabeça.”
in http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Extrac%C3%A7%
C3%A3o_da_Pedra_da_Loucura









Vamos lá ver se nos entendemos…
(Pois quando eu digo que me é muitíssimo difícil escrever, pensam que estou a brincar ou que é preguiça ou vergonha ou falta de vontade e esforço, mas a verdade é que não sou lá muito… bem, a verdade é que não tenho o dom das palavras, nem dos sons, nem dos gestos, faltam-me maneiras e coisas de poeta ou de, simplesmente, qualquer coisa (sim! Coisa! COISA! Pois se Pessoa o dizia, quem sou eu para não o dizer! Eu não sou nada, não quero nada, e não vou contra o mestre!) expressiva. E não me importo nada, pois,

Todos temos direito a não querer!!! A não querer escrever nada, falar, pensar, querer….

Mas insistem e insistem…. Porque temos de querer e de fazer e de pensar e de falar e de escrever e saber exprimir-nos e contar aos outros o que sentimos e desejamos e ambicionamos… mas, e se eu não quiser contar?!
querem-nos poetas e faladores natos, porque se uns podem e gostam, todos o devemos fazer e saber e gostar e falar e calar!

Eu só queria calar e mudar e não fazer e não querer e não ambicionar e não desejar e morrer assim, feliz e satisfeita por saber que todos os meus esforços não deram em nada e que todos os meus anseios não serviram para nada e que tudo quanto dei de mim, me voltou em nada… nada completo e sem obrigados e gestos amigos,

porque a confusão é boa! Ai, viva o texto que não tem sentido nem parágrafos nem regras… vivam as palavras com erros e os acentos trocados,

viva tudo o que é diferente e o que é igual também, porque o que importa é viver, ou talvez não, para depois morrer, não sei, mas é como quiseres, não há regras, (ou não devia haver, pelo menos não neste sentido) nem nexo ou qualquer réstia de um qualquer sentido pré-definido. Porque é livre, ou talvez não, mas não importa, nada importa, tudo passa, ou fica, que interessa? não finjas que te interessa, que te importas ou preocupas, pois já passámos essa fase, essas barreiras, das boas maneiras e intenções fingidas e não sentidas, pois a preocupação fica bem, pois temos que ser bons e tributáveis, nada de ser altruístas! pois se queres ajudar, os outros, é porque te queres sentir bem e estás a ajudar-te a ti em primeira instância...

mas e o tempo? Se chove ou faz sol, e é porque está frio… ou muito calor… e agora não posso e não quero, mas vou!, pois desde o primeiro momento em que nem ervilha sou, já me criam expectativas e ânsias e desejos e deveres e regras e vontades e obrigações e sonhos e trabalhos, por muito que queiras fugir, não podes, há quem goste de ti e sofra por ti e faça tudo por ti, mesmo quando tu não gostas, ou não sofres ou não fazes! Pois há pessoas que estão lá incondicionalmente e querem o melhor para ti, impreterivelmente, antes do seu próprio melhor.

E isto é mau?

Bem, acho que chegou a altura de fechar o grande parêntesis!)


(Professora Fátima, peço muita desculpa, pois sei que merecia muito mais do que isto e talvez eu tenha muito mais para lhe dar, mas não posso, agora não posso, eu queria, Ai! como eu queria, mas falta-me o jeito, o tom, o dom! Peço desculpa, pois nada do que me vem à cabeça é peixe e não consigo melhor, desde o momento que nos disse para escolher uma imagem e falar, desde o momento que nos disse para escolher um poema de Pessoa e comentar, que eu penso e tento e escrevo e volto a escrever e a tentar e a apagar e nada “me sai”, nada que valha a pena ler e saber e querer! Peço muita desculpa pela confusão de ideias, mas era um pouco essa a intenção, mostrar o quão baralhados podem ser os pensamentos e a mente humana, o quão difícil é dizer o que se sente ou pensa (mesmo que não se esteja a pensar ou sentir isso), uma tentativa um tanto ou quanto falhada, mas “prontos”! nem se pode considerar que estou a falar de confusão, mas antes a dar um exemplo claro de uma grande confusão, de um turbilhão de sentimentos, não necessariamente os meus ou os de uma pessoa em concreto, mas de toda a gente, misturados e enviesados.
Isto não é um desabafo, nem um mero juízo de qualquer tipo de valor, não é provocação, nem sequer estou a tentar faltar ao respeito a ninguém, não me interprete mal!… é somente uma tentativa, talvez frustrada, de falar do quão diferentes somos e ou iguais, até! É uma tentativa de mostrar que por entre tão belos textos, pode haver um como este, um texto que é uma porcaria e não tem “ponta por onde se lhe pegue!”, uma confusão desnecessária e sem qualquer sentido normal ou anormal ou moral!)
Isto seria uma confusão pegada, tanto de ideias como de escrita como de sentidos como de linguagem… tentei!)




Daniela Santos 12ºC

Guerra… Porquê?




Desde os primórdios da humanidade que temos inventado maneiras mais sofisticadas de nos matar uns aos outros, desde a morte de Abel até aos mais recentes conflitos armados, passando pelas cruzadas e pelas duas Grandes Guerras Mundiais. Pelos mais variados motivos, desde religião, economia, território e até mesmo raça. Uma coisa é certa, raramente o nosso planeta viu paz, tendo apenas direito a uns pequenos vislumbres ocasionais que, por pouco tempo, duraram.
Apesar de termos relatos de conflitos entre tribos e outras tipos de povoações desde que temos relatos do Homem, as batalhas começaram a ter proporções mais épicas na Grécia Antiga, na guerra de Tróia e também nas campanhas de Alexandre, o Grande. Posteriormente, tivemos as conquistas do Império Romano seguindo-se as cruzadas da Idade Média, que foram sempre suportadas pela Igreja Católica, apesar de se dizerem seguidores de Jesus Cristo. E assim a humanidade foi passando os anos, numa troca constante de fronteiras, riquezas e interesses em que muitos sofriam para o benefício de poucos. Contudo a humanidade, até ao século XX, pouco tinha visto da capacidade autodestrutiva da espécie humana. Só na segunda Grande Guerra morreram cerca de 60 milhões de pessoas.
E não estamos a pensar parar.
Pelo menos por agora.
Enquanto render dinheiro, as pessoas vão continuar a matar pessoas. Esperemos apenas que não surja uma Terceira Guerra Mundial, porque actualmente somos bem capazes de matar muito mais que uns “meros” 60 milhões…




Carlos Fitas 12º C

Infinito




Acho que toda a gente estava à espera que eu viesse escrever sobre alguma coisa minimamente engraçada, mas lamento desapontar-vos, porque sou demasiado previsível. Por esta altura, alguns podem estar a perguntar-se: o que poderá ser engraçado, relacionar-se com uma supernova e com o infinito? Basicamente, podem pegar em qualquer coisa e torná-la engraçada, mas admito que desta vez pisei a linha, o que é explicável porque, como bom português que sou, estou a escrever isto 9:45 da noite e estou cheio de sono, por isso se virem alguma que não faça sentido neste texto, incluindo o texto, não façam caso. Mas, para responder à primeira pergunta, essas três coisas normalmente não se relacionam (sublinho "normalmente"), mas se eu disser que a imagem acima não só é uma supernova, mas também pode passar por um pormenor da pele da Lili Caneças? Porque, se repararem, ninguém sabe exactamente que idade é que ela tem (daí o infinito) e a verdade é que ela poderá ter supernovas na pele dela (isto está previsto na teoria da relatividade geral de Einstein). A única pessoa com mais plásticas do que ela só a Lady Betty Frankenstein, desculpem, Grafstein (se bem que se podia fazer passar pela primeira) que, ao que parece, se esticar a pele um bocadinho mais ficará com bigode e barba. Tudo isto para dizer que, neste momento, o ser humano está dividido em duas raças: Homo Sapiens Sapiens e Homo Plastificado Plastificado, sendo que se pode passar da primeira para segunda muito rapidamente.

O que eu não percebo é o porquê desta obsessão por ser novo, de perseguir o rejuvenescimento até que a morte os separe. Eu tenho a impressão que daqui a pouco vamos ver drogaditos a tentar angariar dinheiro para a próxima dose de botox, ou então a sair dessas clínicas de plásticas, plastificados e atadas com cordel. Não tarda nada estamos a mudar o ditado para: do pó viemos, para o plástico vamos.




Tiago Cordeiro, 12ºC