sexta-feira, 6 de junho de 2008

Fruta Fresca




O futebol, hoje em dia, já não é como antigamente. Os jogadores, antigamente, "lutavam" com garra, compaixão ,determinação, empenho pela vitória para o seu carinhoso clube. Hoje em dia já só lutam com garra, apelos, manifestos e greves para receber o pão nosso de cada dia (salários). Será que os presidentes contribuem para o bom funcionamento do clube? Não,é claro que não. Já que as contas (matemáticas), dos presidentes desses mesmos clubes são bastantes correctas na distribuição do dinheiro(salários):deve ser 50% para o presidente, 25% para os jogadores e outros 15% para árbritos e "Ltd". Agora vocês perguntam que se faz aos outros 10%? É óbvio que é para a manutenção dos estádios,então vocês não reparam naqueles "nacos" de relva a saltar em câmera lenta! Não, é claro que não. Estão interessados no que está o "Pintinho" a fazer. Mas uma coisa é certa. Vocês nunca viram os árbritos a queixarem-se. PORQUÊ? Porque em suas casas e noutras casas (estranhas ao serviço) não falta "fruta fresca", fruta com curvas,frutas suculentas,apetitosas e até fresquinhas com bastantes conhecimentos obscenos. E é por isso que o futebol português não anda nem andará para a frente,pois os seus presidentes são uns aldrabões,egoístas e, como não é novidade para ninguém, uns vigaristas. Então, para finalizar, vou dar a minha solução para este futebol português é ........
Para ser sincero e honesto,nem vale a pena tentar, pois o futebol português já é um caso perdido.

(Baseado no livro "EU CAROLINA")


Michael Ferreira da Silva, 11ºA

quarta-feira, 4 de junho de 2008

O Quase-acontecimento

Se não houver um “acontecimento” do dia, como a demissão de um político qualquer que justifique, por exemplo, que o serviço público lhe dedique mais de meia hora de atenção, o habitual tem sido começar-se por uma notícia daquelas que nos nossos jornais diários impressos ocupam cerca de dez linhas, estilo “Mulher esfaqueada por motivos passionais à porta de sua casa em Carcavelos” ou “Homem ia pagando 2000 contos por um almoço devido a um engano na conversão dos Euros.”
Como podemos ver, pelo último exemplo, algumas destas noticias são da ordem do quase-acontecimento, que na prática constitui um não-acontecimento. Não me espanta nada que um dia destes os telejornais portugueses abram o noticiaria com algo do tipo: Devido ao frio, mulher ia caindo de um escadote ao procurar um cachecol na parte de cima de um armário”. Nisto, veremos então toda uma equipa deslocar-se ao local do não- acontecimento , e começar a fazer um inquérito segundo as normas que aprenderam no curso de Comunicação Social. Começa-se pelo protagonista do sucedido, com a inevitável pergunta: “Como se sente neste momento, depois de ter estado quase a cair do escadote?”. Pálida, a mulher responde pela quinta vez que se sente confusa, mas está muito grata a uma vizinha que a veio prontamente ajudar. Trata-se então, conclui o repórter, de ouvir a vizinha: “Como se deu conta de que a Dona Amélia poderia ter caído do escadote?” A entrevistada, feliz por aparecer na TV, dá uma carrada de pormenores: que a Dona Amélia fez barulho e disse vários palavrões, o que não está nos hábitos da senhora; que ela andava sempre a querer subir escadotes (pode-se nesta altura tentar ouvir um psicanalista) e que foi o miar do gato que levantou suspeitas. Como o jornalista sabe que convém dar uma dimensão política e social da ocorrência, vai então interessar-se pelo problema da segurança de escadotes em Portugal: será que são seguros? Será que a ASAE não certifica a qualidade dos escadotes portugueses? Será que este escadote era um produto Tailandês? Com isto já se passaram 15 minutos, seguidos apaixonadamente pelas audiências. Neste dia, Fátima Gomes poderia ter publicado um livro ou talvez ter assistido ao concerto dos Moonspell- podemos estar certos de uma coisa: as nossas televisões não dirão nada sobre ela.


Cláudia Martins, 11ºA (António Lobo Antunes)

Coisas insignificantes que se tornam importantes!



Por exemplo, o Futebol é o desporto mais badalado quer seja na praia, dentro de um ginásio e, por fim, na relva e naqueles estádios enormes onde jogam grandes e pequenos clubes, nunca esquecendo que a qualidade supera sempre a quantidade (mesmo que seja dito o contrário!). Assistimos, cada vez mais, aos muitos portugueses que faltam ao trabalho para acompanhar aquela equipa que faz com que o coração acelere o seu ritmo de funcionamento (ainda bem que existem médicos de prevenção nos jogos senão...), e até mesmo aqueles que abdicam de estar com a família e amigos para assistirem a um jogo que nada lhes mudará na vida. Também as mulheres são cada vez mais adeptas desta modalidade (embora não o divulguem, talvez por ser insignificante não? Bem, é uma questão complicada de se responder, digo eu!), aproveitando para ver os jogadores brilhar e acompanharem o namorado ou marido. Durante os 90 minutos parece que o mundo pára e os nossos problemas pessoais e do trabalho desaparecem, passando a dar lugar ao facto de, por exemplo, o jogador X não ter passado a Y ou até o Z não ter marcado golo naquela grande oportunidade da qual não tirou proveito algum. Chegamos ao fim do jogo e damos por nós a suar como se tivéssemos estado a fazer algum tipo de esforço. Se a nossa equipa ganhar, festejamos a noite toda na casa dos nossos amigos, como se fosse a maior coisa que nos pudesse ter acontecido... Mas, se perde, ficamos desfeitos e vamos logo a correr para casa sem querermos saber de mais nada. Por vezes, vemos a comunicação social a fazer aquelas perguntas: «O que achou do jogo?» Normalmente acontece, quando a nossa equipa perde (é preciso ter azar...). Nestes dias, e nos próximos, seremos os totós do trabalho ou da escola, evitando mesmo estar com alguém que possa gozar connosco. Aproveitando para ter aquelas reuniões de trabalho (isto para os trabalhadores, é claro) onde descarregamos a nossa fúria em alguém que teve a pouca sorte de estar naquele dia e naquela hora connosco.
Agora, depois disto, digam-me uma coisa... Porque será que damos importância a coisas insignificantes quando o mais importante do mundo é a nossa família e amigos? É com eles que aprendemos o que nós sabemos ... Ou estou enganada sobre o significado de "insignificante" e "importante"?



Vanessa Múrias, 11ºA

Corrupção na Religião


Nesta sociedade moderna, a religião é algo que reflecte em parte o estado da nossa nação. Já nas sociedades antigas, a religião era exemplo de corrupção, o que se fazia sentir nas atitudes dos padres.
Na sociedade antiga [?] estava claramente presente a grande corrupção que existia naquele tempo. Bons exemplos disso eram os padres, que sempre que podiam desviavam capital, que era, muitas das vezes dado por pessoas necessitadas. Outro bom exemplo de corrupção é o facto de os padres estarem proibidos de terem relações sexuais, mas mesmo assim eles cometerem adultério e, pior ainda, por vezes até tinham filhos, o que depois era prejudicial para eles e para os próprios filhos. Quanto à sociedade moderna as coisas são diferentes, mas ainda há esse tipo de corrupção. Um exemplo da corrupção actual é o caso das esmolas. Aquele dinheiro que é doado para aquelas caixinhas muito bonitinhas para onde é que ele vai? Um exemplo disto é o caso de Fátima, será que em vez de ser feita aquela obra gigantesca não era preferível distribuir aqueles “milhões” para as pessoas mais necessitadas?
Conclui-se, por isso, que, embora haja uma melhoria naquilo que são os princípios pelos quais se rege a Igreja (feita pelos homens), ainda há um resto da podridão que existia no passado.


João Aldeia, 11ºA

Racismo

Na nossa sociedade temos um grande problema que é o racismo.
Qualquer pessoa que passe na rua e veja um homem/mulher de raça negra, ou assim mais pró cigano, fica imediatamente com algum receio de que esse ou essa possa vir fazer mal ou qualquer outra coisa, o que não aconteceria, talvez, se essa tal pessoa de raça branca se cruzasse com outro de raça branca.
O racismo começou [?], basicamente, quando os brancos começaram a escravizar os negros na época dos descobrimentos, usando-os e maltratando-os.
Essa época é uma das causas pela qual os negros de hoje em dia, às vezes, têm piores reacções perante os brancos.[?]
Como por exemplo, se eu me virar para uma pessoa de raça branca, vejamos num assunto de discussão, e disser “Cala-te!” para a pessoa de raça branca, se eu fizer isso com uma de raça negra já é quase de imediato chamado de racismo.
Racismo é um termo que se define por tratar diferente outra “raça” humana, pelo seu aspecto e/ou costumes, e não por tratar pior uma dessas pessoas porque se eu trato mal um branco, tudo bem, mas se trato mal um negro, é como no outro caso, racismo, que é algo que é muito mal dito.


Carlos Machado, 11º A

A chamada! Breve e Curta Chamada!




A vida é feita de felicidade, de tristeza, e isto tudo, em sentimentos! Cada um expresso de uma forma diferente, fisicamente!
Redijo este texto com um pensamento divagado, mas organizado, tentando obter uma acção cruel, mas humana! “A chamada”.

Em cada suspiro, cada grito agonizante, que estremece a Terra desamparada no infinito, o desespero tal que “tais” ouvidos, incapazes e deficientes, não conseguem ouvir, são estes ”muitos dos” ouvidos humanos.
Mas o problema não está nos ouvidos, mas sim em quem os tem, e não é apenas esse o sentido, a visão também - culpados, aqueles que vêem e criticam ou discriminam!
O tacto. Ah! O tacto, coisa mais doce e culpada! Estes seres cruéis, que não tocam, que não sentem a pele do outro, e que acabam por desvalorizar e fazer isolar em partes aquilo que temos para conhecer, a linda e assustadora, comunidade!
E quando a dor já assusta e faz parar o ser numa palidez melancólica, as cordas vocais, mas que poderosas, estas armas letais, para os “outros” ouvidos inocentes e ingénuos.
Sabor, aquele, menos expresso, menos visto mas desde cedo conhecido e experimentado ao máximo, esse apenas fica entalado com o sentimento de revolta para com o “outro”.
E assim se escreve por cifra de palavras que geram a incógnita que cada um verá por breves segundos depois de prestar atenção, e saberá como agir! Racismo! Já não basta estarmos isolados numa migalha do universo? Ainda nos queremos isolar de seres iguais! Chega disto, prefiro ficar mudo, cego, surdo, e tudo mais! Chega!





Eduardo Silva, 11º A

Cemitério de Movimentos




Eu, apenas eu e poucos mais, realmente paramos para pensar, não só imaginar mas ver, observar, admirar. E pouco adianta porque não vemos nada! Estes tempos parecem paralisados, sem qualquer fugaz escapatória de esforço. A sociedade!
Pelas aulas de História e Ciências, noto a evolução do Homem, como uma constante! Um pleno desejo do homem, um querer de mais até.
O homem descobriu o fogo, excelente! O homem descobriu a roda, fantástico! E por aqui fora numa linha sucessiva de tempo, vemos vários momentos gratificantes para os dias de hoje. Mas será que o momento que revolucionou tudo e todos, e que está mais presente é assim tão bom?
Invenção da máquina, inteligência artificial, tecnologia e tudo o mais que é capaz de nos fazer ficar de olhos esbugalhados, são a decadência e o veneno dos suicidas!
Isto atinge proporções para já imagináveis, mas amanhã, quem sabe? Cada vez mais parados, cada vez mais sedentários, cada vez mais mortos.
Se as máquinas fazem tudo por nós, quem vive? Nós ou elas? Não somos dotados de agilidade e perícia para fazermos o que devemos? Trabalhar é não ficar sentado, a ver os dias a passar. Assim, tornamo-nos pessoas em coma, mas que se mexem num espaço curto. Pessoas que apenas satisfazem os critérios mínimos de vida, que apenas se alimentam!
A pobreza dos dias de hoje! Grandes monumentos, grandes edifícios, comparando estes edifícios da actualidade aos antigos, que não tiveram ajuda a não ser os músculos, ossos, tendões e sistema nervoso, qual tem mais valor? O homem perde tudo quando pára, ou o homem se mexe ou o homem morre! Os jovens que estudam para um futuro estável, podem não o ter porque as emoções fugiram ou deixaram de existir e, esses sim, vão virar os robôs frios e pálidos sem qualquer reacção à vida ou de vida.
Constrói-se, descobre-se, aprende-se, exagera-se e ficamos sem palavras ao ver o próprio empurrão que nos deitou ao precipício! Morremos!







Gonçalo António Vilas Boas da Fonseca,11ºA

A perspectiva adequada

Queridos pais:



Desde que vim para o colégio, sei que não tenho escrito muito e lamento o meu descuido. Vou pôr-vos ao corrente do que tem sido a minha vida, mas primeiro, gostaria que se sentassem antes de continuarem a ler.
Bom. Encontro-me muito bem, agora. A fractura do crânio e o estado de choque que me provocou o salto da janela do dormitório, quando se incendiou, já está curada. Só estive quinze dias no hospital e já quase consigo ver com perfeita normalidade. Só às vezes me dão umas dores de cabeça, durante o dia.

Por sorte, quando o dormitório se incendiou e eu saltei pela janela, houve um rapaz de uma bomba de gasolina que viu tudo e chamou os bombeiros e a ambulância. Depois, até me veio visitar ao hospital e como o meu quarto estava todo queimado e eu não tinha onde ficar, convidou-me a ficar em casa dele. Não é bem uma casa, é mais uma cave. Mas está muito bem decorada. Ele é um rapaz óptimo e estamos muito apaixonados. Pensamos casar. Ainda não sabemos muito bem qual será a data, mas estávamos a pensar que fosse antes que se notasse a minha gravidez.

Sim, queridos pais, estou grávida. Sei que vão gostar de ser avós e que vão receber o bebé muito bem, dando-lhe o carinho e afecto que me deram a mim quando era pequena.

Sei que vocês vão receber o meu noivo, na nossa família, de braços abertos. Ele é carinhoso e, apesar de não ser muito educado, tem ambições. A sua raça e religião são muito diferentes das nossas, mas sei que a vossa frequente tolerância não vos vai deixar preocupados com isso.

Agora que já estão ao corrente de tudo, quero dizer-vos que o meu quarto do dormitório não se incendiou, não tive fractura nem choque, não fui ao hospital, não estou grávida, não tenho noivo e nem sequer há nenhum rapaz na minha vida. A única coisa que aconteceu foi que chumbei a História e passei a Ciências, e gostaria que vissem estes resultados numa perspectiva adequada.



A vossa filha que vos ama,


Maria


Manuel Sarmento, 11ºA

Vamos pró Tibete?




Estou perdido! Este país está perdido! Corrijam-me se estiver errado, mas o dia-a-dia não é um inferno? É que nem dá gosto sair da cama.
O inferno começa logo de manhã, saímos de casa para levar os nossos filhos à escolinha, deparamo-nos logo com uma fila enorme de carros, e isto porquê? Porque os paizinhos dos meninos param no meio da estrada para o filhinho sair do carro e entrar na escolinha, enquanto o paizinho está no meio da estrada a interromper o trânsito, ndiferente à buzina do nosso carro, que está quase com o depósito vazio e não temos dinheiro para o encher.
Chegamos ao trabalho e encontramos duas torres de papéis em cima da secretária para ler, corrigir, reler e entregar ao chefe que foi jogar golfe, mas já volta.
E assim chegamos a meio do dia, já estoirados. Vamos almoçar a um café qualquer e só queremos comer descansados, mas quem havia de estar ao nosso lado? Pois é, as amigas reformadas que põem a cusquice em dia, enquanto nós nos tentamos abstrair e olhar para a televisão para presenciar mais um aumento dos combustíveis.
De tarde, lá vamos nós para o trabalho, depois de estarmos mais meia hora na fila, lá vamos ouvir do nosso “queridinho” chefe porque já é o 3º atraso este mês. Finalmente, depois de muitos e-mails recebidos e muitos papéis preenchidos, lá vamos nós para casa. Mas atenção, antes ainda temos que ir buscar os nossos filhos à escola, e consequentemente estar mais uma hora na fila.
Chegamos a casa e descansamos um bocado no sofá, a ver as inúmeras cartas de contas para pagar, e a pensar porque razão acordamos de manhã neste país. Vamos pró Tibete? Pior não deve ser…



André Coutinho de Matos,11º A

Costumes: Bens essenciais ou Males desnecessários





Outro dia estava eu instalado no meu sofá a ver televisão, quando passa um reclame relativo ao S. João, grandes sardinhadas, vinho sempre a acompanhar, enfim, um costume que traz toda a população local para as ruas.
Até ai, nenhum problema, mas veio-me à cabeça um aspecto, digamos, algo curioso: as marchas de S. João são uma tradição religiosa e, num dia tão religioso, apenas se vêem na rua bêbados a tropeçar e cenas de pancadaria. Como não sou muito supersticioso, não acredito muito em santos, em Deus sim, mas em santos não e esta sociedade, habituada mais a relacionar os seus milagres aos seus santinhos do que a Deus, gosta muito disto. Mas, a propósito, não será isto um bocado contraditório?
Ora vejamos: os santos, supostamente, são pessoas bondosas, gostam de ajudar o próximo e, num dia tão religioso como este, dedicado a tais santos, não deveria a sociedade ir à igreja, pedir os seus milagres e ingerir a sua hóstia? Pois parece que não, preferem, vestir-se a rigor, ir para a rua encontrar os amigos e apanhar uma semelhante bebedeira que no dia seguinte não se levantam.
Agora é altura de cada um se perguntar: será que a sociedade moderna não vê os feriados santos como dias para desanuviar e deixar os problemas para outro dia, ou estará ela a transformar estes dias tão santos, formados em séculos de história, num grande circo em que os santos são os bombos da festa, e a sociedade, as crianças que esperam impacientes por um doce!
O que é certo é que o santinho deixa de ter importância, e olhem que qualquer dia ele enerva-se e aí é que vai ser giro.
Pois é, cada um tem um ponto de vista, mas eu na revelo o meu, pois sujeito-me a ser seguido por cristãos fanáticos, e além disso, os costumes [???] pois eu preciso de dias livres.






Pedro Miguel da Silva Barreto, 11ºA