quarta-feira, 4 de junho de 2008

Corrupção na Religião


Nesta sociedade moderna, a religião é algo que reflecte em parte o estado da nossa nação. Já nas sociedades antigas, a religião era exemplo de corrupção, o que se fazia sentir nas atitudes dos padres.
Na sociedade antiga [?] estava claramente presente a grande corrupção que existia naquele tempo. Bons exemplos disso eram os padres, que sempre que podiam desviavam capital, que era, muitas das vezes dado por pessoas necessitadas. Outro bom exemplo de corrupção é o facto de os padres estarem proibidos de terem relações sexuais, mas mesmo assim eles cometerem adultério e, pior ainda, por vezes até tinham filhos, o que depois era prejudicial para eles e para os próprios filhos. Quanto à sociedade moderna as coisas são diferentes, mas ainda há esse tipo de corrupção. Um exemplo da corrupção actual é o caso das esmolas. Aquele dinheiro que é doado para aquelas caixinhas muito bonitinhas para onde é que ele vai? Um exemplo disto é o caso de Fátima, será que em vez de ser feita aquela obra gigantesca não era preferível distribuir aqueles “milhões” para as pessoas mais necessitadas?
Conclui-se, por isso, que, embora haja uma melhoria naquilo que são os princípios pelos quais se rege a Igreja (feita pelos homens), ainda há um resto da podridão que existia no passado.


João Aldeia, 11ºA

Racismo

Na nossa sociedade temos um grande problema que é o racismo.
Qualquer pessoa que passe na rua e veja um homem/mulher de raça negra, ou assim mais pró cigano, fica imediatamente com algum receio de que esse ou essa possa vir fazer mal ou qualquer outra coisa, o que não aconteceria, talvez, se essa tal pessoa de raça branca se cruzasse com outro de raça branca.
O racismo começou [?], basicamente, quando os brancos começaram a escravizar os negros na época dos descobrimentos, usando-os e maltratando-os.
Essa época é uma das causas pela qual os negros de hoje em dia, às vezes, têm piores reacções perante os brancos.[?]
Como por exemplo, se eu me virar para uma pessoa de raça branca, vejamos num assunto de discussão, e disser “Cala-te!” para a pessoa de raça branca, se eu fizer isso com uma de raça negra já é quase de imediato chamado de racismo.
Racismo é um termo que se define por tratar diferente outra “raça” humana, pelo seu aspecto e/ou costumes, e não por tratar pior uma dessas pessoas porque se eu trato mal um branco, tudo bem, mas se trato mal um negro, é como no outro caso, racismo, que é algo que é muito mal dito.


Carlos Machado, 11º A

A chamada! Breve e Curta Chamada!




A vida é feita de felicidade, de tristeza, e isto tudo, em sentimentos! Cada um expresso de uma forma diferente, fisicamente!
Redijo este texto com um pensamento divagado, mas organizado, tentando obter uma acção cruel, mas humana! “A chamada”.

Em cada suspiro, cada grito agonizante, que estremece a Terra desamparada no infinito, o desespero tal que “tais” ouvidos, incapazes e deficientes, não conseguem ouvir, são estes ”muitos dos” ouvidos humanos.
Mas o problema não está nos ouvidos, mas sim em quem os tem, e não é apenas esse o sentido, a visão também - culpados, aqueles que vêem e criticam ou discriminam!
O tacto. Ah! O tacto, coisa mais doce e culpada! Estes seres cruéis, que não tocam, que não sentem a pele do outro, e que acabam por desvalorizar e fazer isolar em partes aquilo que temos para conhecer, a linda e assustadora, comunidade!
E quando a dor já assusta e faz parar o ser numa palidez melancólica, as cordas vocais, mas que poderosas, estas armas letais, para os “outros” ouvidos inocentes e ingénuos.
Sabor, aquele, menos expresso, menos visto mas desde cedo conhecido e experimentado ao máximo, esse apenas fica entalado com o sentimento de revolta para com o “outro”.
E assim se escreve por cifra de palavras que geram a incógnita que cada um verá por breves segundos depois de prestar atenção, e saberá como agir! Racismo! Já não basta estarmos isolados numa migalha do universo? Ainda nos queremos isolar de seres iguais! Chega disto, prefiro ficar mudo, cego, surdo, e tudo mais! Chega!





Eduardo Silva, 11º A

Cemitério de Movimentos




Eu, apenas eu e poucos mais, realmente paramos para pensar, não só imaginar mas ver, observar, admirar. E pouco adianta porque não vemos nada! Estes tempos parecem paralisados, sem qualquer fugaz escapatória de esforço. A sociedade!
Pelas aulas de História e Ciências, noto a evolução do Homem, como uma constante! Um pleno desejo do homem, um querer de mais até.
O homem descobriu o fogo, excelente! O homem descobriu a roda, fantástico! E por aqui fora numa linha sucessiva de tempo, vemos vários momentos gratificantes para os dias de hoje. Mas será que o momento que revolucionou tudo e todos, e que está mais presente é assim tão bom?
Invenção da máquina, inteligência artificial, tecnologia e tudo o mais que é capaz de nos fazer ficar de olhos esbugalhados, são a decadência e o veneno dos suicidas!
Isto atinge proporções para já imagináveis, mas amanhã, quem sabe? Cada vez mais parados, cada vez mais sedentários, cada vez mais mortos.
Se as máquinas fazem tudo por nós, quem vive? Nós ou elas? Não somos dotados de agilidade e perícia para fazermos o que devemos? Trabalhar é não ficar sentado, a ver os dias a passar. Assim, tornamo-nos pessoas em coma, mas que se mexem num espaço curto. Pessoas que apenas satisfazem os critérios mínimos de vida, que apenas se alimentam!
A pobreza dos dias de hoje! Grandes monumentos, grandes edifícios, comparando estes edifícios da actualidade aos antigos, que não tiveram ajuda a não ser os músculos, ossos, tendões e sistema nervoso, qual tem mais valor? O homem perde tudo quando pára, ou o homem se mexe ou o homem morre! Os jovens que estudam para um futuro estável, podem não o ter porque as emoções fugiram ou deixaram de existir e, esses sim, vão virar os robôs frios e pálidos sem qualquer reacção à vida ou de vida.
Constrói-se, descobre-se, aprende-se, exagera-se e ficamos sem palavras ao ver o próprio empurrão que nos deitou ao precipício! Morremos!







Gonçalo António Vilas Boas da Fonseca,11ºA

A perspectiva adequada

Queridos pais:



Desde que vim para o colégio, sei que não tenho escrito muito e lamento o meu descuido. Vou pôr-vos ao corrente do que tem sido a minha vida, mas primeiro, gostaria que se sentassem antes de continuarem a ler.
Bom. Encontro-me muito bem, agora. A fractura do crânio e o estado de choque que me provocou o salto da janela do dormitório, quando se incendiou, já está curada. Só estive quinze dias no hospital e já quase consigo ver com perfeita normalidade. Só às vezes me dão umas dores de cabeça, durante o dia.

Por sorte, quando o dormitório se incendiou e eu saltei pela janela, houve um rapaz de uma bomba de gasolina que viu tudo e chamou os bombeiros e a ambulância. Depois, até me veio visitar ao hospital e como o meu quarto estava todo queimado e eu não tinha onde ficar, convidou-me a ficar em casa dele. Não é bem uma casa, é mais uma cave. Mas está muito bem decorada. Ele é um rapaz óptimo e estamos muito apaixonados. Pensamos casar. Ainda não sabemos muito bem qual será a data, mas estávamos a pensar que fosse antes que se notasse a minha gravidez.

Sim, queridos pais, estou grávida. Sei que vão gostar de ser avós e que vão receber o bebé muito bem, dando-lhe o carinho e afecto que me deram a mim quando era pequena.

Sei que vocês vão receber o meu noivo, na nossa família, de braços abertos. Ele é carinhoso e, apesar de não ser muito educado, tem ambições. A sua raça e religião são muito diferentes das nossas, mas sei que a vossa frequente tolerância não vos vai deixar preocupados com isso.

Agora que já estão ao corrente de tudo, quero dizer-vos que o meu quarto do dormitório não se incendiou, não tive fractura nem choque, não fui ao hospital, não estou grávida, não tenho noivo e nem sequer há nenhum rapaz na minha vida. A única coisa que aconteceu foi que chumbei a História e passei a Ciências, e gostaria que vissem estes resultados numa perspectiva adequada.



A vossa filha que vos ama,


Maria


Manuel Sarmento, 11ºA

Vamos pró Tibete?




Estou perdido! Este país está perdido! Corrijam-me se estiver errado, mas o dia-a-dia não é um inferno? É que nem dá gosto sair da cama.
O inferno começa logo de manhã, saímos de casa para levar os nossos filhos à escolinha, deparamo-nos logo com uma fila enorme de carros, e isto porquê? Porque os paizinhos dos meninos param no meio da estrada para o filhinho sair do carro e entrar na escolinha, enquanto o paizinho está no meio da estrada a interromper o trânsito, ndiferente à buzina do nosso carro, que está quase com o depósito vazio e não temos dinheiro para o encher.
Chegamos ao trabalho e encontramos duas torres de papéis em cima da secretária para ler, corrigir, reler e entregar ao chefe que foi jogar golfe, mas já volta.
E assim chegamos a meio do dia, já estoirados. Vamos almoçar a um café qualquer e só queremos comer descansados, mas quem havia de estar ao nosso lado? Pois é, as amigas reformadas que põem a cusquice em dia, enquanto nós nos tentamos abstrair e olhar para a televisão para presenciar mais um aumento dos combustíveis.
De tarde, lá vamos nós para o trabalho, depois de estarmos mais meia hora na fila, lá vamos ouvir do nosso “queridinho” chefe porque já é o 3º atraso este mês. Finalmente, depois de muitos e-mails recebidos e muitos papéis preenchidos, lá vamos nós para casa. Mas atenção, antes ainda temos que ir buscar os nossos filhos à escola, e consequentemente estar mais uma hora na fila.
Chegamos a casa e descansamos um bocado no sofá, a ver as inúmeras cartas de contas para pagar, e a pensar porque razão acordamos de manhã neste país. Vamos pró Tibete? Pior não deve ser…



André Coutinho de Matos,11º A

Costumes: Bens essenciais ou Males desnecessários





Outro dia estava eu instalado no meu sofá a ver televisão, quando passa um reclame relativo ao S. João, grandes sardinhadas, vinho sempre a acompanhar, enfim, um costume que traz toda a população local para as ruas.
Até ai, nenhum problema, mas veio-me à cabeça um aspecto, digamos, algo curioso: as marchas de S. João são uma tradição religiosa e, num dia tão religioso, apenas se vêem na rua bêbados a tropeçar e cenas de pancadaria. Como não sou muito supersticioso, não acredito muito em santos, em Deus sim, mas em santos não e esta sociedade, habituada mais a relacionar os seus milagres aos seus santinhos do que a Deus, gosta muito disto. Mas, a propósito, não será isto um bocado contraditório?
Ora vejamos: os santos, supostamente, são pessoas bondosas, gostam de ajudar o próximo e, num dia tão religioso como este, dedicado a tais santos, não deveria a sociedade ir à igreja, pedir os seus milagres e ingerir a sua hóstia? Pois parece que não, preferem, vestir-se a rigor, ir para a rua encontrar os amigos e apanhar uma semelhante bebedeira que no dia seguinte não se levantam.
Agora é altura de cada um se perguntar: será que a sociedade moderna não vê os feriados santos como dias para desanuviar e deixar os problemas para outro dia, ou estará ela a transformar estes dias tão santos, formados em séculos de história, num grande circo em que os santos são os bombos da festa, e a sociedade, as crianças que esperam impacientes por um doce!
O que é certo é que o santinho deixa de ter importância, e olhem que qualquer dia ele enerva-se e aí é que vai ser giro.
Pois é, cada um tem um ponto de vista, mas eu na revelo o meu, pois sujeito-me a ser seguido por cristãos fanáticos, e além disso, os costumes [???] pois eu preciso de dias livres.






Pedro Miguel da Silva Barreto, 11ºA

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Democracia em Portugal



Os nossos políticos passam o tempo a prometer que serão os verdadeiros representantes dos eleitores, quando na verdade a sua profunda preocupação é salvaguardar os seus próprios interesses.
É agradável recordar que já houve democracia directa em Atenas e que o povo grego reunia em assembleia de três em três meses ao ar livre, fazendo intervenções públicas a defender as suas ideias, a expor os seus problemas, a dar as suas opiniões.
As deliberações eram tomadas em função dos votos da maioria, simplesmente, daqueles que estivessem presentes. As pessoas conversavam umas com as outras focando os seus problemas e auscultando a opinião dos parceiros nas lojas, praças, nas tabernas, à mesa, no intuito de aclarar as ideias, encontrar soluções e resolver pela via mais certa e pelo acordo.
As visões alternativas eram apresentadas e a decisão final pertencia aos membros da assembleia. A participação na via pública era feita por sorteio, o que implicava que todos os cidadãos estavam preparados para exercer a administração e a gestão das coisas públicas. Essa actividade era exercida gratuitamente e os poucos que necessitassem ser remunerados tinham um salário inferior ao de um pedreiro.
Sob este sistema de governação e gestão, Atenas foi o Estado mais próspero, mais culto e mais poderoso do mundo grego, durante mais de 200 anos.
Todos os cidadãos podiam votar e propor leis, com a excepção (por força da mentalidade e costumes da época) das mulheres e dos escravos.
Que fizeram alguns pensadores reguilas do fim do séc. XVIII? Foram à filosofia e história da Grécia buscar a “Democracia” e trouxeram só a capa do livro e esqueceram lá o conteúdo. Inventaram a democracia representativa onde o povo elege um representante e este é que vai para a assembleia. Agora surge a pergunta: o representante defende a vontade de quem o elegeu, ou vai defender os seus interesses, os das cúpulas do partido ou, ainda pior, dando apoio, contra a vontade da maioria popular, aos dirigentes da nação, que investem o dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos, em futilidades caríssimas, em obras inúteis e megalómanas, em investimentos que só favorecem empreiteiros amigos e familiares, fomentando uma descarada corrupção e vergonhosas derrapagens.
Aqui fica um desafio às “democracias modernas” que será o de evitar que a regra da maioria se torne em tirania para o povo.
Quase todos os estados do mundo se dizem apoiantes da democracia, mas nenhum a cumpre na prática. Mais flagrante ainda é o caso das denominadas democracias populares que nunca passaram de ditaduras.
O povo é manipulado pelas classes dominantes na hora de tomar uma decisão importante para o país. O cidadão é preterido em relação aos interesses das minorias do poder.
Por tudo o que se vê e tem visto, sou levado a afirmar que, se a democracia fosse realmente aberta, franca, transparente e tivesse como objectivo o bem de todos e fosse assegurada pelas pessoas certas, no lugar certo, ou seja, pessoas com idoneidade política, com cultura histórica sobre a condição humana, com personalidade, com carácter, com consciência limpa e um pouco de respeito pela vida e dia-a-dia de cada um, evitaríamos tanta desordem mental, tanto desrespeito à paz de cada família, tanta corrupção até ao mais alto nível, tanta indisciplina, tanta anarquia, tão pouco respeito pela integridade do ser humano e pela sua vida, tanta indiferença pela miséria que tantos suportam, e, para finalizar, tanta protecção ao criminoso, com tanto desprezo pelas vítimas.
Estamos numa ditadura cruel, desumana, perigosa e aterrorizante. Assenhorearam-se da rádio, da televisão, da imprensa onde se espalha uma má cultura, uma péssima informação e são ministrados certos narcóticos ao “Zé Povinho” para o trazer entretido, tais como concursos de futilidade, novelas de muito mau gosto e um futebol alienante que é tudo menos desporto.
Ò santa democracia, tanta lama te atiraram ao rosto que ficaste cega e não sei quando voltarás a ver a beleza do sol que brilhou cheio de humanidade, nos tempos e nas terras de quem te inventou.
Eu vou esperar, porque haverá sempre alguém que acredita em milagres e eu estou na lista…



José Rafael Soares da Costa, 11ºA

A Vida na Terra





No início do Universo, quando o criaram, ou quando se criou a si próprio (isto é uma questão subjectiva que não vou discutir por agora), praticamente tudo se relacionava em plena harmonia, qualquer divergência era corrigida sem qualquer “stress” e tudo era “normal”, até que a famosa evolução das espécies formou o Homem.
Esta estranha criatura a quem deram alguns “poderes especiais” consegue fazer coisas extremamente engraçadas com esses poderes. A racionalidade é um desses poderes. Mas que fez o Homem com esse poder que o diferenciou das outras criaturas e que o tornou tão especial? Será que se serviu dele para melhorar a vida no planeta que o acolheu e lhe permitiu o seu desenvolvimento? A que assistimos hoje em dia? Porque é que são as alturas de grandes conflitos que permitem desenvolver e melhorar certas invenções? Parece que, afinal, esse poder tão especial em vez de ter conduzido o Homem a um mundo perfeito, apenas o está a levar à sua própria destruição.
A inteligência de certos líderes mundiais, de que George Bush é o expoente máximo, só tem contribuído para a destruição daquilo que poderia ser um paraíso. Alarga-se cada vez mais o fosso entre os países ricos e os pobres. Na Europa, deitam-se fora ou queimam-se, os excedentes agrícolas para que os preços não desçam, enquanto em África se morre à fome. O aquecimento global aumenta cada vez mais o risco de catástrofes naturais e são poucos os paraísos que ainda conseguimos preservar.
Que pretende este Homem fazer? Destruir-se? Suicidar-se? Ou será que conseguirá “dar a volta” e criar um Novo Homem capaz de alterar o que parece inalterável?
A continuar assim, sempre na tentativa de controlar o seu futuro, sem abdicar de determinados privilégios e sem fazer nenhum sacrifício, o Homem só conseguirá destruir a herança do passado e hipotecar o futuro dos seus descendentes.



Rui Bonifácio
11º C

Desabafo





De repente sinto-me outra! Sinto-me diferente! Chego a não me reconhecer.
Cresci, a verdade é que cresci, e mudei, realmente mudei. Até de amigos “mudei”. Os meus amigos parecem não ser os mesmos. Não os consigo reconhecer! O que nos unia deixou de existir e a vontade de partilhar desapareceu no meio da hipocrisia que sinto quando com eles converso.
Esta hipocrisia gera pensamentos maus, muito maus mesmo. Podemos até pôr em causa a verdadeira amizade. Quando alguém chega com o discurso: “vou contar-te uma coisa, mas não podes dizer nada a ninguém”, começo logo a pensar que o que me está a ser contado é algo que deveria ficar entre quem confia e a pessoa a quem foi confiado. Se um “amigo” não sabe guardar o segredo de outro, é quebrada de imediato a relação de confiança que existe entre eles, o que me leva a pensar que, certamente, fará o mesmo quando eu lhe confiar algo confidencial. Isto faz-me sentir incomodada quando estou perto deles, chegando mesmo a deixar de procurar a sua companhia.
Será que tenho alguma culpa por sentir que estou a perder os meus amigos?! Não. Finalmente hoje percebi que não. No entanto, não sei se esteja alegre, por me sentir um tanto ou quanto aliviada, ou triste, por chegar à conclusão de que os amigos mudam, desiludem-nos e crescem, de maneiras diferentes da nossa, o que nos leva a deixá-los.
Será que é isto que acontece quando começamos a “crescer”?! Será que acontece com todos?! Será que me esperam ainda muitas desilusões?!
Certamente que sim, mas consegui hoje também perceber que não será pelo facto de crescermos em sentidos diferentes e os nossos interesses serem divergentes ou os temas de conversa não serem os mesmos, que me vou sentir mal e chorar “baba e ranho”. Acredito que, se existem “amigos” que não nos ajudam e ainda pioram a situação para se sentiram os melhores do mundo e superiores aos outros, também existem amigos para a vida toda e que nos farão sempre sentir bem-vindos e alegres com a nossa companhia!



Eduarda Silva Correia 11º.A