domingo, 11 de maio de 2008

Acostumados


A Sra. Francisca da Silva habita na Fonte de Baixo, típico bairro lusitano, soalheiro durante o dia e pacato e silencioso desde o adormecer do sol. Esposa de Custódio Sousa e progenitora de oito crias, sendo seis valentes homens e duas mulheres. A dona Francisca é assídua na paróquia e pontual “à sagrada missinha das sete” e, possui, tal como todas as ancestrais fêmeas da sua família um bom fogão de lenha à antiga. Neste, orgulha-se de preparar todos os dias da semana a comidinha tradicional para os seus santos filhos. É uma mãe extremosa, de facto. Trigueira e boa mulher só quer é olhar pela vidinha dela e que Deus a ampare.
***
E foi assim que retratei a dona Francisca quando ia almoçar à minha avó, também moradora da Fonte de Baixo. Encarava-a como uma santa mulher e, elevava-a a este patamar pois achava os seus feitos divinos. Espantava-me a dedicação desta ao cozinhar diariamente e alimentar oito bocas, sem contabilizar seus netos. Alegrava-me ver todo aquele panorama familiar tão rotineiro e feliz, realmente só comparável aos da televisão. E todo este meu deslumbramento pela D. Francisca da Silva durou até ao dia em que a avó rompeu pela casa exaltada e furiosa, derrubando todas as coisas inanimadas e rogando pragas a D. Francisca, ao mesmo tempo que pedia ajuda às alminhas e invocava o nome de todos os santos padroeiros.
Eis o que se havia passado, a avó era cliente habitual e certa da mercearia do Sr. Custódio e da D. Francisca. Tinha por hábito fazer as suas compras e pagar no final do mês. O Sr. Custódio apontava no seu caderno as despesas e, no findar do mês lá se faziam as contas. Ora havia chegado justamente o fim do mês e a avó, como mulher séria que o é, fora à mercearia pagar as suas dívidas. Foi quando se deparou com um valor elevadíssimo, o qual ela não podia saldar. Pediu justificações à sua comadre Francisca que se mostrou indignada ao se aperceber da desconfiança da avó. E foi uma peixaria de tal ordem lá no bairro que até os peixinhos do rio Cávado desataram numa correria para só parar nas águas calmas de Esposende.
E, fora entre soluços, lágrimas, brandos e vocativos da minha avó, que eu me apercebera do lado obscuro, sombrio e obtuso da vida da dona Francisca da Silva. Era tudo como um bonito romance ao qual faltavam os singelos e verdadeiros capítulos quotidianos. O véu caiu, e ali ficou a imagem nua/real daquela mulher/deusa que roubava os clientes, elaborava e discutia histórias da vida dos outros, as coscuvilhices. Aquela mãe extremosa que cozinhava para os seus filhos, achando-se assim no direito de criticar, a ponto de dissipar os matrimónios. Esta fêmea animalesca que usava invocar o nome do Supremo para eufemizar e lavar seus pecados.
Confesso que todo este turbilhão de personalidades e carácter me deixou confusa, parei e revelei-me apática por instantes. Nesse momento, iluminou-me o foco de relações que coexistem, não só no bairro da Fonte de Baixo, mas que se expandem por todo o território português.
É de notar que Portugal está atrasado economicamente, apresenta altas taxas de envelhecimento da população, alarma graves falhas na educação e está privado de um bom sistema judicial. E toda esta situação porque Portugal vive numa constante analepse.
A familiaridade com o mar, os descobrimentos, as batalhas bem sucedidas e o prestígio inigualável continuam a iludir os portugueses numa hipnose contínua de que Portugal é a mesma terra que terá sido outrora. É-nos sistemático e característico o adiamento dos problemas. Afinal, cremos nós, enquanto o brilho do ouro ainda reluzir nas nossas pupilas, podemos continuar a comprar tudo feito e a importar todo o luxo digno desta terra lusa.
É vital para o desenvolvimento de Portugal o alargamento de horizontes e, quando digo horizontes, estou também a referir-me à própria abertura da nossa mente. É altura deste revestimento beato cair, pois quer sejamos católicos, judeus ou budistas, somo-lo em todo o Mundo. É-nos pejorativa esta religiosidade extrema que achamos ser comprovada através de romarias, procissões ou mesmo festas paroquianas. E igualmente pecaminosos são esses padres varões que tilintam o dinheiro dos fiéis nos seus bolsos. Rolamos assim, num ciclo sem terminação onde a corrupção é arbitrária e exponencial. A meu ver, reflectir sobre assunto já não é remédio, pensar não leva a resultados concretos e divagar é ausente de soluções. A terra implora-nos que ergamos convicções e sigamos por um trilho vitorioso, traduzindo por miúdos: vamos devolver a este prodígio fértil e ameno toda a vida dançante que efervescemos.
Ergamos o avô da poltrona, expulsemos a avó do tanque e revolucionemos com estes guerreiros adormecidos um 25 de Abril que reorganize ideais, extinga corrupções e que, essencialmente, “tranque” estrangeirismos, beatices e políticas desorganizadas. Libertando, deste modo, uma recém alma lusa.



Mariana Lomba, 11ºE

sábado, 10 de maio de 2008

Televisão




A televisão é um dos meios de comunicação social mais popular, mais visto e que existe na casa de qualquer família portuguesa, mesmo naquelas que não têm muitas possibilidades económicas.

A televisão tem aspectos muito positivos, permitindo que as pessoas estejam informadas sobre o que se passa no Mundo. É uma forma de distracção e pode fazer muita companhia às pessoas que vivem sozinhas, principalmente, os idosos.

Mas, a televisão actual também tem muitos defeitos. Um dos seus males é a quantidade exagerada de telenovelas que dá por dia. Chega a acontecer de o mesmo canal apresentar três telenovelas seguidas, o que significa várias horas de telenovelas. Era também necessário apresentarem outro tipo de programas, como bom teatro, música, debates...

Outro problema da televisão é que até apresenta bons filmes, mas a horas muito tardias; só quem não tiver que se levantar cedo no dia seguinte é que pode assistir a esses filmes.

Também os desenhos animados que se destinam às crianças, nem sempre são os melhores. Muitos destes desenhos animados são muito violentos e podem levar as crianças a tornarem-se agressivas. Talvez fosse de continuar a exibir filmes do Walt Disney.

As pessoas responsáveis pelos programas televisivos deviam pensar em todos estes problemas e deviam fazer uma televisão que ajudasse na formação e distracção das pessoas.
Eduarda Trigueiros, 11ºG

sexta-feira, 9 de maio de 2008

O Estado da "Nação"


Era uma vez uma nação com seis milhões de habitantes sempre ao rubro. Tinham como símbolo uma ave, um feroz predador que, dominando os céus, reinava na Terra. Tudo era glória, mitos e lendas... A cor predominante desta nação era o vermelho, que incendiava os habitantes tornando-os verdadeiros gladiadores.Esta nação acumulou prestígio, mística, respeito e hegemonia... Até que um dia, como consequência do aquecimento global, a sua cor vermelha-encarnada foi substituída pela sensual cor rosa e a sua padroeira (a tão afamada águia!) trocou a "Luz" pelas Trevas! Foi o descalabro. Sem os efeitos especiais, quer do vermelho, quer da águia, esta nação passou a depender apenas de seu Rei: Vieira I, O "Hum-Hum" e dos seus pajens bem remunerados, que mais pareciam uns bobos da corte.O Rei andava muito triste e os habitantes desesperados. Além disso, o Rei preocupava-se muito com o Reino vizinho-Dragonês-em vez de olhar para o "Estado da Nação". El-Rei "Hum-Hum" lembrou-se, então, de consultar o génio da Lâmpada:
Vieira Hum-Hum:-Génio Felipão, tou a precisar, hum, da tua ajuda, hum.
Génio Felipão:-Precisa dinheiro? Banco é a Caixa! Mas te posso conceder três desejos...
V.H.:-Quero, hum, o regresso da águia, a glória passada e a protecção da nação com um muro intransponível, hum.
G.F.:-Serão concretizados, Orelhas, digo, El-Rei...
Mas, passados uns tempos o hábil Rei El-Pinto, tendo sido informado pelos seus pajens Bobi e Tareco da protecção mural que havia sido edificada à volta da nação, chamou o "Senhor do Oculto", Mestre Alves.
El-Pinto:-Mestre, o inimigo construiu uma fortaleza impedindo-nos de atacar. Quero continuar a ter o Poder!
Mestre Alves:-Para isso, tens de ser inteligente: concedo-te apenas um desejo...
E.P.:-Hum...Carago, enche essa m... com água até cima!!!
E assim foi...A nação desapareceu...e virou aquário! E Vieira passou a pregar aos peixes...
Génio Felipão:-Ele esqueceu-se da cobertura, e o burro sou eu?!

Bons Costumes não se discutem


Os costumes da sociedade portuguesa são um verdadeiro enigma!
Mas não dramatizem, este é um enigma fácil de ser resolvido, basta vermos o telejornal da TVI.
Para os homens portugueses, a ida ao café ver uma “futebolada” é tão certo como as mulheres ficarem a cuidar da casa. Nunca falha!
Já viram? Olhem agora, faltar a um jogo do Cristiano Ronaldo, um miúdo de “pés” e “carteira” de ouro, pouco instruído... mas o que é que isso interessa? Toda a gente sabe quem é, e quem não souber é burro ou inculto.
Mas e se a questão fosse: “Quem é José Saramago?”. A dúvida assalta-me. Talvez possam dizer que é um pivô da SIC. Mas interessa alguma coisa saber quem é Saramago? Que massada!
O povo português, desde sempre, é muito religioso, por isso dá uma grande importância ao domingo, porque é o dia em que se vai à missa, logo de manhã cedo, um dia em que as pessoas têm mais cuidado com a imagem, por exemplo: a roupa utilizada ao domingo é específica e não pode, ou não deve, ser usada num dia “normal”, um dia para estar com a família. Abençoado seja o domingo!
Senhor Doutor Engenheiro, prá aqui, Senhor Doutor Engenheiro prá acolá, um hábito português a questionar, mas o porquê de tantos doutores se sabemos que a taxa de licenciados em Portugal é baixíssima? Ora bem, para mim só há uma explicação, qualquer pessoa que tenha uma boa imagem, e se sente numa cadeira “à escritório”, já é licenciado, mestrado, doutorado. É uma festa, graças a Deus!
O século XXI, em Portugal, é muito “negro”, no que toca ao tamanho de roupas interiores, o país veste “TANGA”!
Contudo, nos últimos dois anos a venda de carros de luxo aumentou. Para este “fenómeno” não há muitas explicações, porém posso salientar duas, ou roubam ao estado, fugindo ao fisco, ou então preferem refeições a pão e água à falta da sua “bomba” na garagem.
Apesar de tudo, a sociedade portuguesa tem bons costumes, que por mim não foram mencionados, aqui.



Mariana Cassama 11ºG

Mas nós vivemos numa democracia?!



Venho por este meio falar do "1984" de George Orwell. O livro retrata uma sociedade que vivia sob uma ditadura de facismo intitulada de democracia. Ao fazer o paralelismo com a nossa sociedade corrente, temos obrigatoriamente que mencionar termos como "ovelhas", metaforicamente falando. Ou seja, tal como Orwell escreveu, as pessoas vivem diariamente sem pensar se têm ou não liberdade, e indo mais fundo na questão, o que é liberdade?!
Não nos limitamos nós a criar rotinas(que não nos dão tempo para pensar), e a vivermos felizes assim, e não nos preocupamos com o que é legalmente possível. Não é o nosso sistema jurídico, um sistema de conveniência. Uma experiência pela qual todos os jovens masculinos passam, e eu ainda vou passar, é o dia da defesa nacional, segundo é anunciado, é um dia de consciencialização, mas também sim um exemplo de como somos excluidos se não seguirmos o que acham que nos devemos fazer.[???]
Outro exemplo desta fragilidade, foi por volta do ano 1980 quando um senador americano dum estado pequeno, refiro-me ao Charlie Nesbitt Wilson, leu o jornal e viu que os afegões estavam a morrer as mãos da ex-união-soviética, sem ter qualquer hipóteses de retaliar. Só com os seus conhecimentos no senado, enquanto tinha conversas informais com outros membros, conseguiu assim aumentar um orçamento de 5 milhões para 1 bilião de dólares.
Com isto quero dizer, que o nosso sistema politico actual, é muito frágil, e não passa de um jogo de crianças.


Tiago Barbosa,11ºB

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Conspiração


Cuidado… Ao escrever neste blog, todos nós, corremos perigo! Esta foi a conclusão a que eu cheguei, ao analisar meticulosamente as notícias referentes a este país, a este blog e ao analisar as ideias que provêm do Ministério da Educação. Se não acredita, caro leitor, é porque esta rede de conspiração sabe como se ocultar por entre a ignorância da sociedade.

Sim, caro leitor, se ficou com a impressão que estou a dizer que a nossa sociedade é ignorante, entenda como quiser, mas, “se lhe servir a carapuça…” Não me leve a mal, caro leitor, mas começo a ficar preocupado e indignado com este problema. Parece-me impossível as pessoas não verem o óbvio, quando este lhes surge à frente dos olhos. Pois bem, se ainda não percebeu, eu passo a explicar.

Toda a gente sabe que, para “aqueles bastardos” que governam o nosso país, não convém haver muita população revolucionária, e que caminhe contra o Governo. Se um estrangeirinho qualquer visse o nosso país, diria que revolucionário há muitos. Pois… não falta quem diga mal da Política do nosso Governo. Creio até que o nosso caro leitor também o faz. Estarei enganado? Se não o faz, só pode ser por duas razões: ou anda, literalmente, a dormir, ou é um “vendido”, e está feito com o Governo do nosso país. Mas não fujamos ao tema. Como eu estava a dizer, revolucionários parece haver muitos, mas quando chega a hora de ir “para a guerra”, de caminhar contra os Governantes do nosso país, de “pegar no toiro pelos cornos” (isto e metafórico, não pense já no nosso Primeiro Ministro), toda a gente “mete o rabinho entre as pernas” e “tomates”, nem vê-los (normalmente é o que se atira a alguém de quem não gostamos, mas também pode ser outro legume).

Quem caminha contra os ideais do nosso Governo fica na mais completa “penúria”, se é que se pode empregar este termo, já que na “penúria”, já nós vivemos.

Infelizmente para o nosso governo, as acções para impedirem que ideais revolucionários, entrem na moda, são de elevado custo. Gastam muito tempo. Terá portanto surgido a ideia de Educar os alunos a serem “cordeirinhos”. Sim, caro leitor. É para isso que o Ministério da Educação serve. Educar segundo os interesses do Governo. Caro leitor, abra os olhos. Quando está na sala de aula sentado a ouvir aqueles “professores simpáticos” dizerem que, primeiro éramos governados por um sistema monárquico, depois fomos governados por um sistema ditatorial, e felizmente estamos a ser governados por uma Repúlica Democrática, estão-lhe a fazer uma “lavagem cerebral”. Lembrem-se, os professores trabalham para a Ministra da Educação, que segue as ordens do nosso Governo. Trabalham para aquela senhora de aspecto fantasmagórico, saída de algum dos mais assustadores contos da Walt Disney, a nossa Ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Pense caro leitor, se lhe pagassem 500 Euros para dizerem a uma “Cambada de Fedelhos” que o nosso Governo é bom, e o nosso Primeiro-ministro é bonito, o que faria? Aceitava claro. Até o podia achar o “gajo mais feio do mundo” (o que não seria mentira alguma), mas aceitaria. E é isso que os professores fazem. Vendem-se à Ministra da Educação. Vendem-se porque precisam de emprego, e “mais vale um pássaro na mão, que dois a voar”.

Claro que depois existem aqueles que até dizem mal da Ministra, falam mal do nosso Governo e insultam o nosso ilustre Primeiro-ministro, tal como a professora responsável por este blog. E digo isto, para me antecipar à sua provável questão/dúvida. Claro que existem. E eu compreendo a sua angústia e a sua vontade de mostrar que estou enganado. Mas não. Estes professores, que o leitor pensa serem honestos, são os piores. Estes professores que diz honestos, são dos mais cínicos que há, comparáveis apenas aos Deputados e Ministros. E passo a explicar porquê. Estes professores, que o leitor pensa honestos, não são como os outros. Estes não são dos que recebem apenas 500Euros. Estes recebem 1.000 Euros e têm como função verificar se nós somos “bons cordeirinhos”. Para isso, eles analisam os nossos ideais e testam a nossa convicção. Se na realidade estamos dispostos a enfrentar o Governo até ao fim. E se acha que a professora que está encarregue deste blog, é como diz, porque será que ela nos pediu que fizéssemos uma critica social? Óbvio, queria saber aquilo que nós somos capazes de criticar, e com que convicção. É para isto que serve este blog. Aparentemente é inofensivo, e serve para melhorarmos as nossas capacidades na Língua Portuguesa, mas na verdade é um filtro para apanhar as “ovelhas negras”.

E já agora, já que estamos a falar deste blog, deixe-me que lhe mostre, caro Leitor, que eu tenho razão. Repare no título deste blog. “No Limiar das Palavras”… Não lhe soa perigoso? Só a palavra “Limiar” (limite) já diz muito. Se preferir uma interpretação mais coloquial, o título quer dizer: “Cuidado, existe um limite para utilizares as palavras. Se passares dos limites, 'tas lixado”. E eu acho que já passei esse limite, com este pequeno texto, mas “entre feridos e mortos, alguém se há de salvar”.

Acho que agora, meu caro leitor, já deve ter percebido a dinâmica desta conspiração. Quem não é cordeirinho, não fica por cá muito tempo. E se quiser que eu lhe dê provas de que as pessoas que se revoltam com o nosso sistema de ensino desaparecem, pergunte-se, porque é que, quando vemos dois amigos de escola a encontrar-se, eles falam do passado, e perguntam-se se têm mantido contacto com os outros, e há sempre um que desaparece e ninguém sabe de nada… Já se interrogou sobre este facto?
Pois é, meu amigo, agora associe tudo isto às passagens da CIA por Portugal. Sim, consta-se que eles transportavam prisioneiros ilegalmente. Ora, não podem ter transportado os ladrões, burlistas e terroristas, caso contrário teríamos o parlamento vazio. Ora se não transportava este tipo de pessoas, só podiam transportar os coitadinhos dos portugueses. E se o leitor se está a questionar o porquê da CIA intervir no nosso país. Queira lembrar-se do que está na moda: ajudar os pobrezinhos do 3º mundo e promover a Globalização e o diálogo entre as culturas. Portanto, para se salvaguardarem, os americanos enviaram alguém para impedir que ideais como os nossos passem o Atlântico. Imagine-se, se nos queixamos do nosso Governo, o que fariam os Americanos com aquele armamento todo… Percebe agora? Já tudo faz sentido?

Bem, acabo de me lembrar que na verdade deve ainda ter algumas dúvidas, no que toca aos professores. O nosso estimado leitor, deve estar com receio de aceitar a minha descoberta, porque não compreende o porquê dos professores estarem contra as aulas de substituição, e contra a avaliação dos professores. Meu caro, ponha-se no lugar dos professores: concorda receber 500 Euros para fazer lavagem cerebral a meia dúzia de miúdos durante meia dúzia de horas por semana. Agora a Ministra lembra-se e quer que façam o dobro das horas pelo mesmo preço. Até eu me indignaria, e não concordaria, mas eles, professores só fazem umas “manifestaçõezinhas”, pois sabem que ir contra o Governo é como cavar a própria sepultura. O mesmo sucede com a avaliação de professores, que não é mais do que o Ministério da Educação que faz umas perguntas aos alunos e vê se estes estão a ser bem educados (a gostar da Maria de Lurdes Rodrigues e do José Sócrates) se estão, o professor continua a sua vida miserável mais um ano, se não estão, vai para o olho da rua. É claro que isto não agrada a ninguém. Se nos perguntassem a nós se queremos fazer testes, o que é que nos diríamos? Não, claro que não. Mas, já diz o ditado “Cada qual tem aquilo que merece”.

Acho que não me esqueci de nada. Agora só dorme quem quer. Até porque eu tentei acordar toda a gente. Não sei portanto quanto tempo este texto continuara aqui, pois depois de ser censurado devera ser retirado, o meu computador apreendido, e eu deverei desaparecer. Façam portanto um mail daqueles que se manda a toda a gente para salientar uma informação. Façam também jus à bela expressão do nosso poeta português Manuel Alegre: “A mim ninguém me cala”, porque só quem cala é que consente.

Portugal, Museu Vivo

Portugal está na cauda da Europa? Ou na ponta da mais térrea unha de um dos pés do Mundo? Que ideia disparatada… Em alguns casos, sim. Noutros, nem de longe nem de perto. Ou seja, Portugal ainda se vai mantendo no meio termo… ali para a zona do estômago, talvez… Não concorda caro leitor?

Pois bem, se não percebeu o porquê de se encontrar, nessa zona, eu passo a explicar: os modelos modernos vêm de cima, dos altos países modernos. Chegam até nós, que demoramos meses a digerir e quando achamos que estão quase fora de prazo, desactualizados, mandamos tudo embora, aproveitando apenas o que nos permite sobreviver.

E assim é, vamos sobrevivendo, em vez de vivermos. E aqueles que vivem, são os que sabem bem aproveitar-se dos movimentos modernos para tornarem um pais mais antiquado. Isto é, a classe politica. Dizem que abrem as portas à Europa, mas cá só entram encomendas deixadas na caixa do correio. Então, mas como é que pode isto ser assim? Cá não entra nada? Apenas alguns emigrantes ilegais? E que é feito da modernidade? São as questões que as pessoas levantam. E eles, reles povo das assembleias, têm a lata de dizer “- Então não vêm o TGV?”. Mas será que nos somos assim tão “pacóvios”? Isso é só para os ceguinhos verem. A verdadeira modernidade está na cultura e na educação, e não nos aviõezinhos e nos comboínhos deste país.

Ai… serão a cultura e a educação grandes demais para entrarem em Portugal, ou será apenas a nossa porta para a Europa pequena, como a política para o desenvolvimento.

A educação



A educação é um tema muito abordado na actualidade, principalmente devido ao que acontece entre os professores e os alunos, em algumas escolas do país. Há quem tente encontrar o culpado ou culpados da falta de formação dos jovens de hoje, que agem de forma muito agressiva. Alguns consideram que os culpados são os pais, a família, que nos dias que correm, não transmite, por falta de tempo, os valores positivos e necessários aos filhos. Realmente, os pais trabalhadores dispõem de pouco tempo livre para o diálogo com os filhos e compensam-nos dando-lhes tudo aquilo que eles querem. Não se nega um telemóvel, um computador, uma playstation. Neste caso, os jovens são compensados materialmente, mas não com afecto. Mas não será a sociedade exigente de mais? O ritmo de vida é alucinante, exige muito de todos, pais, filhos, professores.Estes têm muita dificuldade em lidar com os jovens que vêem na vida outros atractivos para além da escola.
O problema é, pois, um pouco de todos: família, escola, meio social. Somos arrastados pela onda tecnológica que faz de nós mais máquinas do que seres humanos.
O problema não é a educação.

Rosa Fernandes, 11ºG

Querido diário...


Querido diário,
Esta reflexão assaltou-me durante uma tarde primaveril, quando vi o meu vizinho, a passar com um valente Mercedes, daqueles que todas as pessoas ficam babadas a olhar e a pensar: ”Quem me dera ter um assim, que máquina!”.
Confesso que me deixou pensativa. Não sou nada pessoa de pensar nestas coisas, mas desta vez foi diferente. Caramba, raio do velho, menos de um ano comprou um carro novinho, agora outro. Tantos carros!!! Ainda por cima viúvo e sem filhos… Quer andar com os dois ao mesmo tempo?
No livro que ando a ler, a família em questão também exibe luxos despropositados para a época. Engraçado, o autor (o chato do Eça!) descreve a sociedade da altura como se fosse hoje e eu a ver o meu vizinho a passar na sua máquina.
Há umas décadas atrás, tudo o que fosse carros, casarões e tudo que o fosse de luxo era motivo de vaidade. Essa vaidade era desmesurada e estendia-se a tudo que fosse fútil no quotidiano.
Actualmente, acontece o mesmo: a "sociedade" não se importa em comprar um bruto carro e, no fim, não ter dinheiro para o pagar. Só quando vêm os credores a sua casa, é que reparam que são devedores.
O único aspecto que na vida tem realmente importância é o “status”. Enfim…



Diana Fumega, 11ºG

"Arranjar emprego está difícil!





Imagino como será o dia-a-dia de um desempregado.
Confesso que sinto pena, já imaginaram o que é perder horas e horas no centro de emprego?
Tentei informar-me sobre o assunto e gostaria de partilhar a minha pesquisa com vocês.
A manhã de um bom desempregado, como não poderia deixar de ser, consiste em dormir até tarde, mas claro, acordar um pouco antes do meio-dia, pois há muito que fazer durante o dia.
Bem, o programa do tio Goucha não se pode perder, ele até faz publicidade ao Vaporeto titano e adora gravatas francesas, além do mais as conversas com Cinha Jardim e Lili Caneças são “interessantérrimas”, pois falam das suas silicones ou dos seus Botox ou das pernas das modelos!
O programa acaba.
Está na hora de almoçar, quanto a arrumar a cozinha, a mulher, quando chegar de mais um dia de trabalho que arrume enquanto faz o jantar, dá de comer aos filhos…Ah! Já me esquecia e enquanto trata da roupa.

2h da tarde

“- Acho que vou ao Centro de Emprego! Pensando melhor, vou ao fim do programa, hoje vais ser interessante.”
Começam as tardes da Júlia, temas interessantíssimos, desde alcoólicos anónimos que dão a cara a falar dos seus problemas (não percebo o que faz o termo “anónimos” ali, mas vá lá, dá-se um desconto, são alcoólicos, não é verdade) a velhinhas assaltadas no Alentejo por um gang de miúdos (sim, porque o Alentejo é bastante perigoso, basta espreitar as estatísticas demográficas, pois o que não falta lá é gente jovens, e claro, já sabemos como são os jovens de hoje, “uns gatunos”), mas para quem não gostar destes temas, vale sempre vale a pena ver o programa, mais que não seja para ver a Júlia Pinheiro a ladrar.

5h da tarde.

“- Bolas, 5h já! Logo agora que eu ia ao Centro de Emprego, a esta hora já fechou! Vou buscar mais uma cerveja, a outra já acabou!”
(Deixa lá amigo fica para amanhã!)
“Quem Quer Ganha” começa, vamos lá gastar dinheiro a ligar, quem sabe se com sorte o senhor desempregado não é seleccionado!

6h da tarde.

“Morangos com Açúcar” episódio repetido, não há problema, vê-se de novo, programas como este é sempre bom rever.
Agora que penso nisto, realmente, as velhinhas alentejanas têm razão, estes jovens andam perdidos, mais um programa além das estatísticas para lhes dar razão.

8h da tarde.

Entretanto, a mulher chega do trabalho e das compras com os filhos atrás, pede ajuda ao marido mas, claro está, muito cansado e apenas ajuda a arrumar a saca das cervejas - ninguém como ele para saber onde as guardar, aproveita e tira mais uma.

9h da noite.

A mulher faz o jantar e depois de jantarem vai deitar filhos e arrumar a loiça (a da hora de almoço, do marido desempregado, e a do jantar).

10h da noite.

O desempregado senta-se no sofá a ver as Telenovelas e convida a mulher, mas ela não pode pois está de volta da máquina de lavar roupa e do estendal.

11h da noite.

O desempregado vai-se deitar, fica um pouco à espera que a mulher acabe de engomar a roupa e se deite também, mas acaba por adormecer. Não o devemos julgar devia estar exausto.
A ida ao centro de emprego fica para outro dia, pressa para quê?



Paula Fernandes, 11º G