
Este é um espaço para os meus alunos de Português... os que o são, os que o foram... os alunos da Escola Secundária de Barcelos... (e seus amigos que, se "vierem por bem", serão muito bem recebidos!)... Poderá vir a ser um ponto de encontro, onde a palavra escrita imperará, porque acreditamos, ao contrário de Torga, que escrever não é "um acto inútil"... inútil é calar.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
O Estado da "Nação"

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Bons Costumes não se discutem

Os costumes da sociedade portuguesa são um verdadeiro enigma!

Mas não dramatizem, este é um enigma fácil de ser resolvido, basta vermos o telejornal da TVI.
Para os homens portugueses, a ida ao café ver uma “futebolada” é tão certo como as mulheres ficarem a cuidar da casa. Nunca falha!
Já viram? Olhem agora, faltar a um jogo do Cristiano Ronaldo, um miúdo de “pés” e “carteira” de ouro, pouco instruído... mas o que é que isso interessa? Toda a gente sabe quem é, e quem não souber é burro ou inculto.
Mas e se a questão fosse: “Quem é José Saramago?”. A dúvida assalta-me. Talvez possam dizer que é um pivô da SIC. Mas interessa alguma coisa saber quem é Saramago? Que massada!
O povo português, desde sempre, é muito religioso, por isso dá uma grande importância ao domingo, porque é o dia em que se vai à missa, logo de manhã cedo, um dia em que as pessoas têm mais cuidado com a imagem, por exemplo: a roupa utilizada ao domingo é específica e não pode, ou não deve, ser usada num dia “normal”, um dia para estar com a família. Abençoado seja o domingo!
Senhor Doutor Engenheiro, prá aqui, Senhor Doutor Engenheiro prá acolá, um hábito português a questionar, mas o porquê de tantos doutores se sabemos que a taxa de licenciados em Portugal é baixíssima? Ora bem, para mim só há uma explicação, qualquer pessoa que tenha uma boa imagem, e se sente numa cadeira “à escritório”, já é licenciado, mestrado, doutorado. É uma festa, graças a Deus!
O século XXI, em Portugal, é muito “negro”, no que toca ao tamanho de roupas interiores, o país veste “TANGA”!
Contudo, nos últimos dois anos a venda de carros de luxo aumentou. Para este “fenómeno” não há muitas explicações, porém posso salientar duas, ou roubam ao estado, fugindo ao fisco, ou então preferem refeições a pão e água à falta da sua “bomba” na garagem.
Apesar de tudo, a sociedade portuguesa tem bons costumes, que por mim não foram mencionados, aqui.
Mariana Cassama 11ºG
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Mas nós vivemos numa democracia?!

Não nos limitamos nós a criar rotinas(que não nos dão tempo para pensar), e a vivermos felizes assim, e não nos preocupamos com o que é legalmente possível. Não é o nosso sistema jurídico, um sistema de conveniência. Uma experiência pela qual todos os jovens masculinos passam, e eu ainda vou passar, é o dia da defesa nacional, segundo é anunciado, é um dia de consciencialização, mas também sim um exemplo de como somos excluidos se não seguirmos o que acham que nos devemos fazer.[???]
Outro exemplo desta fragilidade, foi por volta do ano 1980 quando um senador americano dum estado pequeno, refiro-me ao Charlie Nesbitt Wilson, leu o jornal e viu que os afegões estavam a morrer as mãos da ex-união-soviética, sem ter qualquer hipóteses de retaliar. Só com os seus conhecimentos no senado, enquanto tinha conversas informais com outros membros, conseguiu assim aumentar um orçamento de 5 milhões para 1 bilião de dólares.
Com isto quero dizer, que o nosso sistema politico actual, é muito frágil, e não passa de um jogo de crianças.
Tiago Barbosa,11ºB
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quinta-feira, 8 de maio de 2008
Conspiração

Cuidado… Ao escrever neste blog, todos nós, corremos perigo! Esta foi a conclusão a que eu cheguei, ao analisar meticulosamente as notícias referentes a este país, a este blog e ao analisar as ideias que provêm do Ministério da Educação. Se não acredita, caro leitor, é porque esta rede de conspiração sabe como se ocultar por entre a ignorância da sociedade.
Sim, caro leitor, se ficou com a impressão que estou a dizer que a nossa sociedade é ignorante, entenda como quiser, mas, “se lhe servir a carapuça…” Não me leve a mal, caro leitor, mas começo a ficar preocupado e indignado com este problema. Parece-me impossível as pessoas não verem o óbvio, quando este lhes surge à frente dos olhos. Pois bem, se ainda não percebeu, eu passo a explicar.
Toda a gente sabe que, para “aqueles bastardos” que governam o nosso país, não convém haver muita população revolucionária, e que caminhe contra o Governo. Se um estrangeirinho qualquer visse o nosso país, diria que revolucionário há muitos. Pois… não falta quem diga mal da Política do nosso Governo. Creio até que o nosso caro leitor também o faz. Estarei enganado? Se não o faz, só pode ser por duas razões: ou anda, literalmente, a dormir, ou é um “vendido”, e está feito com o Governo do nosso país. Mas não fujamos ao tema. Como eu estava a dizer, revolucionários parece haver muitos, mas quando chega a hora de ir “para a guerra”, de caminhar contra os Governantes do nosso país, de “pegar no toiro pelos cornos” (isto e metafórico, não pense já no nosso Primeiro Ministro), toda a gente “mete o rabinho entre as pernas” e “tomates”, nem vê-los (normalmente é o que se atira a alguém de quem não gostamos, mas também pode ser outro legume).
Quem caminha contra os ideais do nosso Governo fica na mais completa “penúria”, se é que se pode empregar este termo, já que na “penúria”, já nós vivemos.
Infelizmente para o nosso governo, as acções para impedirem que ideais revolucionários, entrem na moda, são de elevado custo. Gastam muito tempo. Terá portanto surgido a ideia de Educar os alunos a serem “cordeirinhos”. Sim, caro leitor. É para isso que o Ministério da Educação serve. Educar segundo os interesses do Governo. Caro leitor, abra os olhos. Quando está na sala de aula sentado a ouvir aqueles “professores simpáticos” dizerem que, primeiro éramos governados por um sistema monárquico, depois fomos governados por um sistema ditatorial, e felizmente estamos a ser governados por uma Repúlica Democrática, estão-lhe a fazer uma “lavagem cerebral”. Lembrem-se, os professores trabalham para a Ministra da Educação, que segue as ordens do nosso Governo. Trabalham para aquela senhora de aspecto fantasmagórico, saída de algum dos mais assustadores contos da Walt Disney, a nossa Ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Pense caro leitor, se lhe pagassem 500 Euros para dizerem a uma “Cambada de Fedelhos” que o nosso Governo é bom, e o nosso Primeiro-ministro é bonito, o que faria? Aceitava claro. Até o podia achar o “gajo mais feio do mundo” (o que não seria mentira alguma), mas aceitaria. E é isso que os professores fazem. Vendem-se à Ministra da Educação. Vendem-se porque precisam de emprego, e “mais vale um pássaro na mão, que dois a voar”.
Claro que depois existem aqueles que até dizem mal da Ministra, falam mal do nosso Governo e insultam o nosso ilustre Primeiro-ministro, tal como a professora responsável por este blog. E digo isto, para me antecipar à sua provável questão/dúvida. Claro que existem. E eu compreendo a sua angústia e a sua vontade de mostrar que estou enganado. Mas não. Estes professores, que o leitor pensa serem honestos, são os piores. Estes professores que diz honestos, são dos mais cínicos que há, comparáveis apenas aos Deputados e Ministros. E passo a explicar porquê. Estes professores, que o leitor pensa honestos, não são como os outros. Estes não são dos que recebem apenas 500Euros. Estes recebem 1.000 Euros e têm como função verificar se nós somos “bons cordeirinhos”. Para isso, eles analisam os nossos ideais e testam a nossa convicção. Se na realidade estamos dispostos a enfrentar o Governo até ao fim. E se acha que a professora que está encarregue deste blog, é como diz, porque será que ela nos pediu que fizéssemos uma critica social? Óbvio, queria saber aquilo que nós somos capazes de criticar, e com que convicção. É para isto que serve este blog. Aparentemente é inofensivo, e serve para melhorarmos as nossas capacidades na Língua Portuguesa, mas na verdade é um filtro para apanhar as “ovelhas negras”.
E já agora, já que estamos a falar deste blog, deixe-me que lhe mostre, caro Leitor, que eu tenho razão. Repare no título deste blog. “No Limiar das Palavras”… Não lhe soa perigoso? Só a palavra “Limiar” (limite) já diz muito. Se preferir uma interpretação mais coloquial, o título quer dizer: “Cuidado, existe um limite para utilizares as palavras. Se passares dos limites, 'tas lixado”. E eu acho que já passei esse limite, com este pequeno texto, mas “entre feridos e mortos, alguém se há de salvar”.
Acho que agora, meu caro leitor, já deve ter percebido a dinâmica desta conspiração. Quem não é cordeirinho, não fica por cá muito tempo. E se quiser que eu lhe dê provas de que as pessoas que se revoltam com o nosso sistema de ensino desaparecem, pergunte-se, porque é que, quando vemos dois amigos de escola a encontrar-se, eles falam do passado, e perguntam-se se têm mantido contacto com os outros, e há sempre um que desaparece e ninguém sabe de nada… Já se interrogou sobre este facto?
Pois é, meu amigo, agora associe tudo isto às passagens da CIA por Portugal. Sim, consta-se que eles transportavam prisioneiros ilegalmente. Ora, não podem ter transportado os ladrões, burlistas e terroristas, caso contrário teríamos o parlamento vazio. Ora se não transportava este tipo de pessoas, só podiam transportar os coitadinhos dos portugueses. E se o leitor se está a questionar o porquê da CIA intervir no nosso país. Queira lembrar-se do que está na moda: ajudar os pobrezinhos do 3º mundo e promover a Globalização e o diálogo entre as culturas. Portanto, para se salvaguardarem, os americanos enviaram alguém para impedir que ideais como os nossos passem o Atlântico. Imagine-se, se nos queixamos do nosso Governo, o que fariam os Americanos com aquele armamento todo… Percebe agora? Já tudo faz sentido?
Bem, acabo de me lembrar que na verdade deve ainda ter algumas dúvidas, no que toca aos professores. O nosso estimado leitor, deve estar com receio de aceitar a minha descoberta, porque não compreende o porquê dos professores estarem contra as aulas de substituição, e contra a avaliação dos professores. Meu caro, ponha-se no lugar dos professores: concorda receber 500 Euros para fazer lavagem cerebral a meia dúzia de miúdos durante meia dúzia de horas por semana. Agora a Ministra lembra-se e quer que façam o dobro das horas pelo mesmo preço. Até eu me indignaria, e não concordaria, mas eles, professores só fazem umas “manifestaçõezinhas”, pois sabem que ir contra o Governo é como cavar a própria sepultura. O mesmo sucede com a avaliação de professores, que não é mais do que o Ministério da Educação que faz umas perguntas aos alunos e vê se estes estão a ser bem educados (a gostar da Maria de Lurdes Rodrigues e do José Sócrates) se estão, o professor continua a sua vida miserável mais um ano, se não estão, vai para o olho da rua. É claro que isto não agrada a ninguém. Se nos perguntassem a nós se queremos fazer testes, o que é que nos diríamos? Não, claro que não. Mas, já diz o ditado “Cada qual tem aquilo que merece”.
Acho que não me esqueci de nada. Agora só dorme quem quer. Até porque eu tentei acordar toda a gente. Não sei portanto quanto tempo este texto continuara aqui, pois depois de ser censurado devera ser retirado, o meu computador apreendido, e eu deverei desaparecer. Façam portanto um mail daqueles que se manda a toda a gente para salientar uma informação. Façam também jus à bela expressão do nosso poeta português Manuel Alegre: “A mim ninguém me cala”, porque só quem cala é que consente.
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Portugal, Museu Vivo
Portugal está na cauda da Europa? Ou na ponta da mais térrea unha de um dos pés do Mundo? Que ideia disparatada… Em alguns casos, sim. Noutros, nem de longe nem de perto. Ou seja, Portugal ainda se vai mantendo no meio termo… ali para a zona do estômago, talvez… Não concorda caro leitor?
Pois bem, se não percebeu o porquê de se encontrar, nessa zona, eu passo a explicar: os modelos modernos vêm de cima, dos altos países modernos. Chegam até nós, que demoramos meses a digerir e quando achamos que estão quase fora de prazo, desactualizados, mandamos tudo embora, aproveitando apenas o que nos permite sobreviver.
E assim é, vamos sobrevivendo, em vez de vivermos. E aqueles que vivem, são os que sabem bem aproveitar-se dos movimentos modernos para tornarem um pais mais antiquado. Isto é, a classe politica. Dizem que abrem as portas à Europa, mas cá só entram encomendas deixadas na caixa do correio. Então, mas como é que pode isto ser assim? Cá não entra nada? Apenas alguns emigrantes ilegais? E que é feito da modernidade? São as questões que as pessoas levantam. E eles, reles povo das assembleias, têm a lata de dizer “- Então não vêm o TGV?”. Mas será que nos somos assim tão “pacóvios”? Isso é só para os ceguinhos verem. A verdadeira modernidade está na cultura e na educação, e não nos aviõezinhos e nos comboínhos deste país.
Ai… serão a cultura e a educação grandes demais para entrarem em Portugal, ou será apenas a nossa porta para a Europa pequena, como a política para o desenvolvimento.
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A educação

A educação é um tema muito abordado na actualidade, principalmente devido ao que acontece entre os professores e os alunos, em algumas escolas do país. Há quem tente encontrar o culpado ou culpados da falta de formação dos jovens de hoje, que agem de forma muito agressiva. Alguns consideram que os culpados são os pais, a família, que nos dias que correm, não transmite, por falta de tempo, os valores positivos e necessários aos filhos. Realmente, os pais trabalhadores dispõem de pouco tempo livre para o diálogo com os filhos e compensam-nos dando-lhes tudo aquilo que eles querem. Não se nega um telemóvel, um computador, uma playstation. Neste caso, os jovens são compensados materialmente, mas não com afecto. Mas não será a sociedade exigente de mais? O ritmo de vida é alucinante, exige muito de todos, pais, filhos, professores.Estes têm muita dificuldade em lidar com os jovens que vêem na vida outros atractivos para além da escola.
O problema é, pois, um pouco de todos: família, escola, meio social. Somos arrastados pela onda tecnológica que faz de nós mais máquinas do que seres humanos.
O problema não é a educação.
Rosa Fernandes, 11ºG
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Querido diário...

Querido diário,
Esta reflexão assaltou-me durante uma tarde primaveril, quando vi o meu vizinho, a passar com um valente Mercedes, daqueles que todas as pessoas ficam babadas a olhar e a pensar: ”Quem me dera ter um assim, que máquina!”.
Confesso que me deixou pensativa. Não sou nada pessoa de pensar nestas coisas, mas desta vez foi diferente. Caramba, raio do velho, há menos de um ano comprou um carro novinho, agora outro. Tantos carros!!! Ainda por cima viúvo e sem filhos… Quer andar com os dois ao mesmo tempo?
No livro que ando a ler, a família em questão também exibe luxos despropositados para a época. Engraçado, o autor (o chato do Eça!) descreve a sociedade da altura como se fosse hoje e eu a ver o meu vizinho a passar na sua máquina.
Há umas décadas atrás, tudo o que fosse carros, casarões e tudo que o fosse de luxo era motivo de vaidade. Essa vaidade era desmesurada e estendia-se a tudo que fosse fútil no quotidiano.
Actualmente, acontece o mesmo: a "sociedade" não se importa em comprar um bruto carro e, no fim, não ter dinheiro para o pagar. Só quando vêm os credores a sua casa, é que reparam que são devedores.
O único aspecto que na vida tem realmente importância é o “status”. Enfim…
Diana Fumega, 11ºG
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"Arranjar emprego está difícil!

Imagino como será o dia-a-dia de um desempregado.
Confesso que sinto pena, já imaginaram o que é perder horas e horas no centro de emprego?
Tentei informar-me sobre o assunto e gostaria de partilhar a minha pesquisa com vocês.
A manhã de um bom desempregado, como não poderia deixar de ser, consiste em dormir até tarde, mas claro, acordar um pouco antes do meio-dia, pois há muito que fazer durante o dia.
Bem, o programa do tio Goucha não se pode perder, ele até faz publicidade ao Vaporeto titano e adora gravatas francesas, além do mais as conversas com Cinha Jardim e Lili Caneças são “interessantérrimas”, pois falam das suas silicones ou dos seus Botox ou das pernas das modelos!
O programa acaba.
Está na hora de almoçar, quanto a arrumar a cozinha, a mulher, quando chegar de mais um dia de trabalho que arrume enquanto faz o jantar, dá de comer aos filhos…Ah! Já me esquecia e enquanto trata da roupa.
2h da tarde
“- Acho que vou ao Centro de Emprego! Pensando melhor, vou ao fim do programa, hoje vais ser interessante.”
Começam as tardes da Júlia, temas interessantíssimos, desde alcoólicos anónimos que dão a cara a falar dos seus problemas (não percebo o que faz o termo “anónimos” ali, mas vá lá, dá-se um desconto, são alcoólicos, não é verdade) a velhinhas assaltadas no Alentejo por um gang de miúdos (sim, porque o Alentejo é bastante perigoso, basta espreitar as estatísticas demográficas, pois o que não falta lá é gente jovens, e claro, já sabemos como são os jovens de hoje, “uns gatunos”), mas para quem não gostar destes temas, vale sempre vale a pena ver o programa, mais que não seja para ver a Júlia Pinheiro a ladrar.
5h da tarde.
“- Bolas, 5h já! Logo agora que eu ia ao Centro de Emprego, a esta hora já fechou! Vou buscar mais uma cerveja, a outra já acabou!”
(Deixa lá amigo fica para amanhã!)
“Quem Quer Ganha” começa, vamos lá gastar dinheiro a ligar, quem sabe se com sorte o senhor desempregado não é seleccionado!
6h da tarde.
“Morangos com Açúcar” episódio repetido, não há problema, vê-se de novo, programas como este é sempre bom rever.
Agora que penso nisto, realmente, as velhinhas alentejanas têm razão, estes jovens andam perdidos, mais um programa além das estatísticas para lhes dar razão.
8h da tarde.
Entretanto, a mulher chega do trabalho e das compras com os filhos atrás, pede ajuda ao marido mas, claro está, muito cansado e apenas ajuda a arrumar a saca das cervejas - ninguém como ele para saber onde as guardar, aproveita e tira mais uma.
9h da noite.
A mulher faz o jantar e depois de jantarem vai deitar filhos e arrumar a loiça (a da hora de almoço, do marido desempregado, e a do jantar).
10h da noite.
O desempregado senta-se no sofá a ver as Telenovelas e convida a mulher, mas ela não pode pois está de volta da máquina de lavar roupa e do estendal.
11h da noite.
O desempregado vai-se deitar, fica um pouco à espera que a mulher acabe de engomar a roupa e se deite também, mas acaba por adormecer. Não o devemos julgar devia estar exausto.
A ida ao centro de emprego fica para outro dia, pressa para quê?
Paula Fernandes, 11º G
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“Ingenuidade” Mundana

Estando na fase da adolescência, acordo subitamente para uma sociedade com a qual nunca me tinha deparado.
Procuro incessantemente os valores para a base de um mundo correcto, humilde e frontal, mas tudo o que encontro me desperta repugnância e desprezo.
Todas as “figuras” que, supostamente, deveríamos idolatrar e seguir como exemplo, não passam de uma farsa e são os fundadores desta podridão submersa. Olho e à minha volta só existe oportunismo, cinismo e corrupção. Pergunto-me a mim mesmo como foi possível descermos tão baixo…como foi possível tornarmo-nos pessoas tão frias, sem escrúpulos, “coisas” (não consigo atribuir outro nome a quem “faz” esta sociedade) que transbordam indiferença, egocentrismo…
Será que podemos confiar nas futuras gerações? Gostava de afirmar convictamente “Sim!”, no entanto, mais do que nunca o valor impingido pelos pais nas crianças é o de lutar por uma vida melhor, tendo como consequência a restrição de amizades (as menos convenientes), o “uso” daqueles que nos rodeiam e a estruturação de uma vida à base do oportunismo e da “necessidade”. Provavelmente, tudo isto se deva à dificuldade de “sobrevivência” neste mundo competitivo, onde cada vez mais a imagem e o poder se têm afirmado como um factor relevante. É como se estivéssemos a criar um novo tipo de “Nobreza”, baseada nos mesmos pilares da Nobreza Monárquica, o Poder.
Será que estamos em regressão? “Nós” que nos assumimos como sendo modernos e liberais? Será que ainda há espaço para “almas” puras neste mundo?
Espero com ansiedade o “amanhã” com a esperança de estar errado…
Pedro Pateira, 11ºE
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Uma sociedade científico-tecnológica

O forte desenvolvimento da ciência e da técnica permitiu um enorme progresso na nossa sociedade, provocando também uma imensa dependência por parte da humanidade perante a ciência e a técnica. Este desenvolvimento tem o seu lado bom, mas também tem o seu lado mau.
É certo que, por um lado, o aperfeiçoamento científico-tecnológico proporcionou um maior conforto à sociedade, contribuiu para o [x] aparecimento de uma melhor qualidade de vida a nível de saúde, higiene, etc, e possibilitou a existência de uma previsão e de um controlo de alguns fenómenos através do seu estudo. No entanto, temos que ver que este progresso também permitiu um aumento da capacidade destrutiva dos aparelhos militares, causou um grande impacto ambiental, instruiu [?] uma falta de respeito pelos direitos humanos em prol do avanço científico e fez com que se utilizassem conhecimentos potencialmente para fins errados. Será que a ideia de que a natureza está ao serviço do homem comporta riscos? Será que a ciência perdeu o seu carácter romântico de contribuição para o progresso da humanidade? Será que o poder tecnológico existente nos nossos dias conduzirá à sua destruição?
O facto é que a [x] maioria da nossa sociedade, infelizmente, pertence ao senso comum [?] e não se preocupa com as questões acima referidas. Sendo que estas pessoas consideram a ciência e a tecnologia o belíssimo futuro dos nossos tempos, esquecendo-se que a ciência e a tecnologia também podem ser a nossa destruição. Mas os cientistas também não podem fugir a este problema, antes pelo contrário, eles têm que pôr a mão na consciência e perceberem que este enigma também lhes pertence. Em vez de aplicarem os seus conhecimentos nos fins errados, eles têm que se preocupa em descobrir tudo o que há para descobrir e experimentar tudo aquilo que pode ser experimentado.
Tudo tem limites!
Henrique Ferreira, 11º C
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