Eu escondido entre os teus cabelos d'oiro
Aguardo alcoolizado a tua presença
Pois teu espectro de sol, espectro d'agoiros
Mergulhou-me em paternal desavença...
Raivoso como colosso enterrado
Num peito que palpita, latejante
Sepultado aguarda um desejo pardo
No pequeno e verde olho do gigante
Oh, mas não se desfaz sobre o luar
A materna malha da minha ausência
Testando a minha dócil paciência
Quanto ao tempo que o deixarei ficar
Ocupando o meu trono por direito
Há muito fundado em dourado leito
Este é um espaço para os meus alunos de Português... os que o são, os que o foram... os alunos da Escola Secundária de Barcelos... (e seus amigos que, se "vierem por bem", serão muito bem recebidos!)... Poderá vir a ser um ponto de encontro, onde a palavra escrita imperará, porque acreditamos, ao contrário de Torga, que escrever não é "um acto inútil"... inútil é calar.
sábado, 8 de março de 2008
soneto...
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sexta-feira, 7 de março de 2008
Sabes amar?

Tu sabes amar?
Eu estou a aprender.
Estou a aprender a aceitar as pessoas,
mesmo quando elas me desapontam.
Quando fogem do ideal que tenho para elas,
quando me magoam com palavras ásperas ou acções impensadas.
É difícil aceitar as pessoas assim como elas são,
não como eu desejo que elas sejam.
É difícil, muito difícil, mas estou a aprender.
Estou a aprender a amar.
Estou a aprender a escutar,
escutar com os olhos e ouvidos,
escutar com a alma e com todos os sentidos.
Escutar o que diz o coração,
o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras superficiais;
Descobrir a angústia disfarçada,
a insegurança mascarada, a solidão encoberta.
Penetrar o sorriso fingido,
a alegria simulada, a vanglória exagerada.
Descobrir a dor de cada coração.
Aos poucos, estou a aprender a amar.
Estou a aprender a perdoar.
Pois o amor perdoa, lança fora as mágoas,
e apaga as cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade
gravaram no coração ferido.
O amor não alimenta mágoas com pensamentos dolorosos.
Não cultiva ofensas com lástimas e auto-comiseração.
O amor perdoa, esquece,
extingue todos os traços de dor no coração.
Passo a passo, Estou a aprender a perdoar, a amar.
Estou a aprender a descobrir o valor que se encontra
dentro de cada vida, de todos as vidas.
Valor soterrado pela rejeição,
pela falta de compreensão, carinho e aceitação,
pelas experiências duras
vividas ao longo dos anos.
Estou a aprender a ver,
nas pessoas a sua alma e as possibilidades que Deus lhes deu.
Estou a aprender.
Mas como é lenta a aprendizagem! Como, é difícil amar!
Todavia, tropeçando, errando, estou a aprender...
A aprender a pôr de lado as minhas próprias dores,
Meus interesses, minha ambição, meu orgulho
quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém!
Como é duro amar! Eu estou a aprender. E tu? SABES AMAR?
...
Cru como me saiu... sem qualquer tratamento...

3palmos à frente do meu braço
sempre, sempre...
longe como o cio dos cães fartos
de travos a esperança dos homens
solitários ou pior...
Sozinhos, perdidos entre as irís
tão numerosas como as rugas
das montanhas meninas
num mundo podre
de velho
de seco...
viscoso e verde e voraz
e pantanoso à potência de quem faz
feridas em pele alheia
abissais como as folhas de palmeira
que há muito presenciam
o deturpar das efémeras inocências
já há muito condenadas pelos avós
dos que fomentam perdas de consciência
onde o álcool sempre presente é ubíquo
potente e ridículo
e o soberano
do qual assenta o pináculo
nas mortes dos pardais que labutavam
por cravar melodias em ventos secos
desprovidos de tantas
sei lá, efervescências
porque belos são os rios de sangue
onde borbulham dores
deleites, secos, banhados
em leite de mula como belezas de antigamente
porque é pena como foi não o ser sempre
quando palhas e penedos
Imperavam sobre os rochedos
molhados, palpitantes, de carne
onde fluem rios e não espíritos
nem almas
pena...
o que eu não dava para que todos fossem amados
como eu me amo, como amo a ilusão na qual desde sempre alguém me ama...
gotas, chove nesta folha
mas não há chuva no telhado
secas repousam as telheiras
como há pouco o faziam minhas bochechas...

3palmos à frente do meu braço
sempre, sempre...
longe como o cio dos cães fartos
de travos a esperança dos homens
solitários ou pior...
Sozinhos, perdidos entre as irís
tão numerosas como as rugas
das montanhas meninas
num mundo podre
de velho
de seco...
viscoso e verde e voraz
e pantanoso à potência de quem faz
feridas em pele alheia
abissais como as folhas de palmeira
que há muito presenciam
o deturpar das efémeras inocências
já há muito condenadas pelos avós
dos que fomentam perdas de consciência
onde o álcool sempre presente é ubíquo
potente e ridículo
e o soberano
do qual assenta o pináculo
nas mortes dos pardais que labutavam
por cravar melodias em ventos secos
desprovidos de tantas
sei lá, efervescências
porque belos são os rios de sangue
onde borbulham dores
deleites, secos, banhados
em leite de mula como belezas de antigamente
porque é pena como foi não o ser sempre
quando palhas e penedos
Imperavam sobre os rochedos
molhados, palpitantes, de carne
onde fluem rios e não espíritos
nem almas
pena...
o que eu não dava para que todos fossem amados
como eu me amo, como amo a ilusão na qual desde sempre alguém me ama...
gotas, chove nesta folha
mas não há chuva no telhado
secas repousam as telheiras
como há pouco o faziam minhas bochechas...
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Raw Writtings of Bruno...
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Festival video ESAS
Saudações!

saúde e estupidez!
Convido-vos a espreitar (vá aproveitem os vossos instintos voyeuristas) esta iniciativa ,que me pareceu deveras bem interessante.
Nós (pronome pessoal que não está, ainda, concretamente definido, em virtude de se constituir por 8 elementos e só se contam 1, 2,3.... cof 4 cof, se cof ,5....) por cá, já decidimos participar. (decidimos?)
:( sem tempo para mais...
Bem hajam
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
Fractal
Tudo foi já dito! 
Pois todos disseram;
e por completo te contaram,
Universo,
Tu que és infinito!
Nada mais resta que não seja
tédio ou reiteração
(ah e fora já isto narrado também,
branco não fosse o quadrúpede de Napoleão).
Oh cópias usadas,
que deambulais numa
dimensão polida,
de uma realidade gasta!
Que fareis agora?
Para vós, cães hilariantes
que sorveis a ânsia de morder a cauda
com movimentos repetidos e rodopiantes;
Para vós vaticino a desgraça
...a redesgraça!

Pois todos disseram;
e por completo te contaram,
Universo,
Tu que és infinito!
Nada mais resta que não seja
tédio ou reiteração
(ah e fora já isto narrado também,
branco não fosse o quadrúpede de Napoleão).
Oh cópias usadas,
que deambulais numa
dimensão polida,
de uma realidade gasta!
Que fareis agora?
Para vós, cães hilariantes
que sorveis a ânsia de morder a cauda
com movimentos repetidos e rodopiantes;
Para vós vaticino a desgraça
...a redesgraça!
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Insânia

Esgravato o ventre
à procura dum tu:
que não seja eu;
.................nem seja nós.
Gritam-me já as unhas,
da [minha] tua voz!
Verniz de seda plangente...
Oh loucura esfomeada, cuidas
ter-me como refeição?
Pois bem, que seja.
Faço-me carne tua
de bandeja,
com alface e coração!
um,
dois,
quatro,
shh...
Quando estavam sós,
brincavam as bonecas da menina;
mas fingiam-se de mortas,
mal a gente lhes bulia.
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Sopor Aeternus
Tenho uma ferida no teu corpo.
ubíqua no meu espírito.
Tenho-a como o doce torpe,
que lambe colheres de infinito.
Tenho-a escondida debaixo do tapete;
do quarto
da alma
solidamente perdida,
por entre injecções de ermos distantes...
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _[maldita
Adormeço sobre agulhas de dor,
para entorpecer um hálito a epitáfio...
_ _ _ _ _ _ _ _e desperto]
nos lábios do sufoco
...ainda lá está;
na sua eterna perseguição,
O meu querido morto!

a aula de hoje recordou-me isto
ubíqua no meu espírito.
Tenho-a como o doce torpe,
que lambe colheres de infinito.
Tenho-a escondida debaixo do tapete;
do quarto
da alma
solidamente perdida,
por entre injecções de ermos distantes...
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _[maldita
Adormeço sobre agulhas de dor,
para entorpecer um hálito a epitáfio...
_ _ _ _ _ _ _ _e desperto]
nos lábios do sufoco
...ainda lá está;
na sua eterna perseguição,
O meu querido morto!

a aula de hoje recordou-me isto
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Estas palavras…
Estas palavras que aqui escrevi,
Não são baladas mas sim,
O que senti…
A todos vocês são dedicadas,
Com a maior clareza,
Perante esta minha tristeza,
Que me invade por outros motivos,
Que não são resolvidos,
Mas que convosco esqueço,
Pois são vocês,
Que me fazem esquecer os porquês…
Nesta vida de surpresas,
Fazendo-me assim,
Acreditar e ter força para continuar,
De todos vocês me despeço com este gesto…

Um grande beijo para todos da vossa colega e amiga Paula Costa (Paulinha)
Não são baladas mas sim,
O que senti…
A todos vocês são dedicadas,
Com a maior clareza,
Perante esta minha tristeza,
Que me invade por outros motivos,
Que não são resolvidos,
Mas que convosco esqueço,
Pois são vocês,
Que me fazem esquecer os porquês…
Nesta vida de surpresas,
Fazendo-me assim,
Acreditar e ter força para continuar,
De todos vocês me despeço com este gesto…

Um grande beijo para todos da vossa colega e amiga Paula Costa (Paulinha)
Publicada por
Fátima Inácio Gomes
à(s)
12:14 da manhã
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Uma vida atribulada

Uma vida atribulada,
Que de alguém foi herdada,
É nesta vida que me encontro,
No meio de tantos confrontos,
Feita de alegrias e tristezas,
Não andando com tretas,
Mágoas estas que são guardadas,
Às vezes lembradas,
Mas nunca ultrapassadas…
Conseguindo manter sempre,
Um rosto contente…
Esta sou EU
Paula Costa, 11º E
Publicada por
Fátima Inácio Gomes
à(s)
12:11 da manhã
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
No pensamento…
Não tinha esta intenção,
Até que chegou o dia,
Em que me chamaram à razão,
Não podendo ignorar esta minha vocação…
De escrever eu gosto,
Convosco descobri tal segredo,
Com gosto tal coisa ficou em pensamento…
Obrigada por serem minha companhia,
Para além da minha família…
Com carinho vos escrevo,
O que me vai cá dentro…
Para sempre me lembro
Deste momento…
Para todos aqueles que me são verdadeiros,
Aqui fica uma pequena reflexão,
Que me vai no coração…

"Inpaulinha"
Paula Costa, 11º E
Até que chegou o dia,
Em que me chamaram à razão,
Não podendo ignorar esta minha vocação…
De escrever eu gosto,
Convosco descobri tal segredo,
Com gosto tal coisa ficou em pensamento…
Obrigada por serem minha companhia,
Para além da minha família…
Com carinho vos escrevo,
O que me vai cá dentro…
Para sempre me lembro
Deste momento…
Para todos aqueles que me são verdadeiros,
Aqui fica uma pequena reflexão,
Que me vai no coração…

"Inpaulinha"
Paula Costa, 11º E
Publicada por
Fátima Inácio Gomes
à(s)
11:45 da tarde
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