
Este é um espaço para os meus alunos de Português... os que o são, os que o foram... os alunos da Escola Secundária de Barcelos... (e seus amigos que, se "vierem por bem", serão muito bem recebidos!)... Poderá vir a ser um ponto de encontro, onde a palavra escrita imperará, porque acreditamos, ao contrário de Torga, que escrever não é "um acto inútil"... inútil é calar.
domingo, 21 de outubro de 2007
A publicidade não tira férias!

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“The Simpsons” (Série)

Matt Groeningen conseguiu, com Os Simpsons, fazer o retrato de alguns dos aspectos mais ridículos da sociedade norte-americana. Através de uma família “típica”( Pai, Mãe, três filhos), que vive numa “típica” cidade dos EUA ( Springfield), consegue transmitir-nos uma versão caricatural da vida americana. A série atrai todo o tipo de público (do mais jovem ao mais idoso), pois tudo é pensado ao pormenor, desde o nome da cidade, onde o ar é tudo menos primaveril (poluído pela central nuclear), passando pela “estupidez” dos homens (Homer, Bart, etc.), que se opõe à inteligência e sensatez das mulheres (Lisa e Marge) e acabando no genérico inicial em que há sempre uma surpresa quando “aterram” no sofá para pasmarem em frente ao televisor.
A série não é superficial, os assuntos focados são sérios e fazem pensar, mas também o riso por vermos as figuras ridículas que, por vezes, fazemos na defesa de determinados pontos de vista. Talvez por isso, e por o retrato ser também um pouco universal, a série já tenha ultrapassado os 400 episódios e dado origem a um filme. O sucesso só se pode manter se a qualidade estiver presente!
Rui Bonifácio 11ºC
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Programação Infantil Desregulada

Num sábado acordei muito cedo, não é que seja meu hábito, no entanto, o sono não aguentou mais. Sem saber o que fazer (pois dormir já não era uma opção), fui para um dos meus vícios: ligar a televisão!
Liguei-a, mas já com a ideia de que não me iria divertir muito, pois normalmente, ao fim-de-semana de manhã, a programação infantil é prioritária, e como já não tenho 10 anos, certamente não me cativava muito estar diante à televisão a assistir às personagens animadas: Ao ligar a televisão, que se encontrava na SIC, deparei-me imediatamente com um desenho animado (do qual não me lembro o nome), mas como não achei interessante mudei para outro canal, para ver se encontrava uns "bonequinhos mais engraçados". Ao mudar para a TVI (líder de audiências), confrontei-me com: Smackdown, o que supostamente queria dizer, pessoas a matarem-se num ringue. Eu até que achei muito engraçado, mas depois lembrei-me: "É esta a proposta da TVI ao sábado de manhã para as crianças?" Bem, se calhar a intenção não era essa, mas eu que tenho um primo que se põe a pé super-cedo para ver a nossa "rica" programação infantil, deparo-me com esta situação!
Mas, afinal o meu primo vê o "Sangoku" ou "Smackdown"? Serão estes uns "desenhos animados" adequados para crianças? Será a hora ideal para um programa tão violento como este? Da maneira como as coisas estão, um dia destes ligo a televisão à 1h da manhã para ver um filme de acção e encontro o "Pokémon".
Na minha opinião, isto é inevitavelmente surreal... daqui a uns anos tenho que me deitar às nove da noite e acordar às nove da manhã, para assistir a programas destinados a adultos. E os meus futuros filhos, terão de se deitar às tantas da madrugada para se divertirem com as aventuras dos "bonequinhos"! Isto é apenas uma chamada de atenção à televisão em Portugal, porque não é um meio tão indispensável ao lazer das crianças.[???] Não é a televisão, na situação em que se encontra, que ajudará as mães, pais e "primos", a perceberem a importância de acordar muito cedo para assistir à animação infantil.
Luisa Rodrigues, 11ºE
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“ A Conspiração do Graal ”

Lynn Shooles e Joe Moore
Lynn Sholes dá cursos de ficção e de escrita. Foi o seu extenso trabalho na área da arqueologia, que o inspirou para este livro.
Joe Moore é um executivo de marketing, com 25 anos de experiência em televisão, o que lhe proporcionou dois prémios Emmy. Este livro é o reflexo de quatro anos de experiência teológica num seminário.
A Conspiração do Graal é uma empolgante história que se centra num artefacto recentemente descoberto no Iraque, o Santo Graal.
Esta fascinante história, envolve chefes de estado, que vêem a sua reputação posta em causa. Trata-se [???] de uma organização secreta que põem em prática um minucioso plano para roubar o cálice Sagrado.
O cálice contém sangue de Cristo, e com esse sangue a organização tenta preparar a chegada sacrílega do Segundo Advento de Cristo.
Para a execução do plano contam com a ajuda de um importante Bispo do Vaticano que, ao aperceber-se do grande erro que foi roubar o Cálice Sagrado e entregá-lo à organização, é morto quando tenta avisar Cotton Stone que o seu tio, a pessoa em que ela mais confiava, é um dos chefes desta conspiração e que faz parte daqueles que já a tentaram matar por ser um entrave na execução do grande plano.
No fim do livro, a verdadeira história é revelada e Cotton Stone chega a tempo de evitar o Apocalipse.
De facto, o livro é bastante bom. A narrativa é empolgante e consegue manter o interesse do leitor até ao fim da história.
Como em muitos romances termina com um final feliz, mas não o final que Cotton Stone, personagem principal, desejava.
O livro é, efectivamente, muito bom, tem uma narrativa bem estruturada, uma história que nos faz sentir como se estivéssemos dentro acção do livro.
Recomendo vivamente a que todos o leiam. Se gostaram de “O Código Da Vinci”, certamente irão gostar deste livro.
Ana Vieira, 11ºE
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O olho que a pouco sabe

"O Olho do Mundo" é um dos poucos livros que, além de criar um universo novo, consegue fazer-nos querer viver nesse universo onde o bem e o mal lutam para todo o sempre, em batalhas que se repetem à medida que a roda do tempo gira.
A receita é a mesma do Senhor dos Aneis: personagens ingénuas descobrem que são feitas para ter grandes efeitos na vida das pessoas, são acompanhadas por algumas personagens com algum estatuto e entram numa aventura épica, mas os pequenos pormenores, como as culturas, as criaturas , a mitologia única e as pequenas aventuras fazem com que este livro seja único.
No entanto, o livro fica a saber a pouco e faz-nos querer ir a correr comprar o próximo livro da colecçao"A Roda do Tempo" porque só livros destes conseguem sobreviver nesta era de tecnologia.
Tiago Cordeiro 11ºC
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O mundo que encanta e desencanta

O mundo da grande escritora J. K. Rowling volta-nos a espantar com a chegada do último livro da série do mais famoso mago de todos os tempos, Harry Potter.
Neste novo livro, a autora nao só explorou ainda mais o mundo fantástico da imaginação, como também conseguiu dar um grande final à trama, pois nunca se sabe o que irá acontecer até ao final.
Neste livro, o nosso jovem mago (Harry Poter) conta com a ajuda dos seus amigos (Hermione e Ron) para destruir os Horcruxes (pedaços da alma de Voldemorte), como também para desvendar segredos tão malignos e obscuros que remontam ao início dos tempos, que puderam metê-los [???] como mestres da própria MORTE.
Penso que todos os fãs ficarão satisfeitos com este último livro, que não pára de nos supreender. Se fosse a vocês corria já para comprar um, pois podem chegar lá e já terem desaparecido... por obras [artes] mágicas.
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sábado, 20 de outubro de 2007
CSI: Criminalistas Sem Investigarem

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No Signal

Foi no decorrer do ano de 1926 d.C. , que um homenzinho de saias, o escocês John Baird, inventou aquilo que pelo menos até hoje, nós chamamos de televisão. Este aparelho foi evoluindo (conseguindo mesmo chegar a Portugal!), e fez chegar até nós os mais variados, e acima de tudo, os mais importantes acontecimentos da História da Humanidade: o americano que segundo dizem foi MESMO à Lua, a queda daquele monte de pedra na Alemanha, o discurso do King, o descuido da Paris Hilton, que ACIDENTALMENTE mostrou o mamilo, Oops acho que isto não estava na lista, mas deu audiências, portanto que se lixe!!
Mas o grande salto da TV foi quando esta começou a ser utilizada naquela pequena província de Espanha, que D. Afonso Henriques conquistou (por motivos alheios às estações portuguesas é impossível fornecer imagens televisivas). É verdade, quem não se lembra da memorável epopeia dos Palancas, oh também quando mostraram aquele monte de pessoas a fazer barulho em meados da Abril, a emissão da adesão tuga à UE , as transmissões memoráveis dos Jogos Sem Fronteiras, dos Festivais da Eurovisão! AH GRANDE RTP !!!
Depois veio a SIC e a TVI, e por fim a TV por Cabo! Ora o que me pediram, aliás o que me obrigaram a fazer, foi elaborar uma crítica sobre um filme ou programa que me tivesse marcado e não contar a Historia da Televisão. Mas vá, quem sou eu para criticar um programa ou filme, que tanto trabalho deu ao seu criador, que derramou sangue e lágrimas para nos fazer chegar o seu tão obsoleto trabalho. Nada melhor que dedicar o meu tempo à televisão portuguesa. Temos 4 canais generalistas que procuram ter programas interessantes para nos ocupar grande parte do tempo e agradar toda gente. Mas, como falamos da TV portuguesa, temos apenas 4 canais generalistas que emitem programas exactamente iguais, à mesma hora. Eles de generalistas não têm nada, já que visam sempre o mesmo público. Enfadonhas e fatigantes são aquelas emissões que se estendem pela manhã e voltam à tarde.
Depois, há sempre as notícias. São iguais durante dias e, de um dia para o outro, todo mundo as esquece.
Ah!... e depois temos as novelas. Sempre os mesmos actores com os mesmos tiques tristes, a contar mais uma história à boa maneira mexicana /venezuelana. UhUh e a TV continua a descer com aqueles reality-shows que enriquecem as nossas pobres mentes, e nos mostram como é bom viver numa quinta ou talvez num circo.
Pergunto-me porque é que as boas séries e filmes passam tão tarde, à semana…
A verdade é que estamos cada vez mais próximos da sociedade americana, alimentando uma cultura ligada aos escândalos e ao jornalismo sensacionalista que não tem mais nenhum objectivo do que deformar as nossas mentes.
Gonçalo Larangeira, 11ºG
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Sem Espinhas... Tudo o que podia ser este livro é...
Ninguém Escreve ao Coronel
Este conto, um dos primeiros de Gabriel Garcia Marquez, desenrola-se em volta da vida de um Coronel de uma Revolução que tem um Galo de combate e espera uma Carta. O Coronel é já velho e quase tão doente como a sua esposa, a Revolução foi há mais que uma vida atrás, o Galo é a herança do filho, cuja vida começou e feneceu durante a epopeia da Carta, sendo esta supostamente uma pensão vitalícia para quem deu a vida pelo remetente.
Este conto retrata de forma mais que perfeita a vida de um velho, em toda a extensão da palavra, que viu a sua vida perder sentido com o desaparecimento de tudo o que conseguiu durante a mesma, e pior, um velho orgulhoso, com todas as virtudes contrárias às anátemas que foi recolhendo.
A sua existência resumia-se a tentar arranjar um punhado de milho para o galo, algo para por na mesa, pelo menos um par de vezes por semana, e ir todas as sextas-feiras esperar o homem da barca, que supostamente lhe traria o pináculo da sua vida, selado num envelope de papel.
Bruno Senra, 11ºG
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BÊ-A-BA

Para dar início ao meu breve artigo crítico devo só explicar um ponto fulcral: eu quis matar o senhor Hans Weingartner (Goodbye Lenin). E porquê? Porque este é, na minha opinião, um muito bom realizador austríaco. Não, não sou chauvinista. É que, como estudante de alemão, fui remetida para o anfiteatro da escola a fim de ver OS EDUKADORES (justamente na aula dos 135 minutos, que sagra...erradamente deveria ocupar a dormir). Pois são evidentes os meus motivos: em vez de me comprazer num (klein) descanso, colei os olhos (e o cérebro e tudo o que de Liliana havia) à tela, durante todo o filme, obtendo uma complexa (Senhora) Lição.
Os Edukadores (protagonizado por Daniel Bruhl), retrata a história de três jovens personagens com uma visão política tendencialmente liberal, que não se limitam a criticar o sistema capitalista: eles põem em causa todo o conceito de liberdade (a vários níveis, entenda-se) num mundo economicamente globalizado… o que lhes confere o estatuto de revolucionários… ou terroristas.
Com bastante acção e retórica, as diversas personagens vêem-se estranguladas num regime quase despótico por si mesmo: um círculo vicioso de conflitos morais, em que uns fraquejam pela adesão – e os outros, que assistem abismados ao fosso para o qual a Humanidade mergulha, radicalizam a sua posição, com o intuito de disseminar valores maiores.
Privilegiando a Moral como tema mestre, o filme reserva lugares interessantes para a idiossincrasia de cada personagem, como para a banda-sonora: embora a musicalidade seja pouco presente (suportando a austeridade), somos banhados com a Hallelujah, qual cereja no topo do bolo.
Extasiada e a repetir a plenos pulmões JEDES HERZ IST EINE REVOLUTIONARE ZELLE, aconselho a que vejam o filme… ou invado-vos as casas...
Liliana Freitas, 11º G
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