domingo, 21 de outubro de 2007

A publicidade não tira férias!


Um dia destes, deparei-me com uma miudinha de 12/13 anos, que ia a passar na rua, e que me deixou chocada quando li o que estava escrito na sua camisola: "Vai uma Rapidinha?". Onde é que as crianças (de tão inocentes que são) aprendem o que é tal coisa?

Só depois é que cheguei à conclusão que a "rapidinha" era uma Super Bock Mini, o que fez com que ficasse um pouco mais sossegada, mas mesmo assim, uma criança andar com uma camisola a perguntar se vai uma cerveja continua a ser estranho.

Toda a gente sabe que este ano a tendência da moda é usar camisolas com mensagens, por isso, esta camisola é só mais uma no meio de tantas outras, e o que diz não interessa, pois está na moda.

A publicidade entrou na vida de todos e não está com intensões de tirar férias! Todos nós gostamos de passar o domingo à tarde em casa, quando a chuva cai lá fora, sentados no sofá a ver um filme que está a dar na Tv e, quando realmente estamos interessados no filme, o quê que acontece? Aparece uma "tonelada" de publicidade... E o que é que fazemos? Mudamos de canal para não ter que ver.

É óbvio que ninguém dá atenção à publicidade, a não ser as crianças que depois fazem birras porque viram um brinquedo novo na Tv e o querem, pois o resto da pessoas não liga à publicidade... a não ser aquela que nos "dá nas vistas", como é o caso da "Rapidinha".

E agora pergunto "Vai uma Rapidinha?"

“The Simpsons” (Série)


Matt Groeningen conseguiu, com Os Simpsons, fazer o retrato de alguns dos aspectos mais ridículos da sociedade norte-americana. Através de uma família “típica”( Pai, Mãe, três filhos), que vive numa “típica” cidade dos EUA ( Springfield), consegue transmitir-nos uma versão caricatural da vida americana. A série atrai todo o tipo de público (do mais jovem ao mais idoso), pois tudo é pensado ao pormenor, desde o nome da cidade, onde o ar é tudo menos primaveril (poluído pela central nuclear), passando pela “estupidez” dos homens (Homer, Bart, etc.), que se opõe à inteligência e sensatez das mulheres (Lisa e Marge) e acabando no genérico inicial em que há sempre uma surpresa quando “aterram” no sofá para pasmarem em frente ao televisor.

A série não é superficial, os assuntos focados são sérios e fazem pensar, mas também o riso por vermos as figuras ridículas que, por vezes, fazemos na defesa de determinados pontos de vista. Talvez por isso, e por o retrato ser também um pouco universal, a série já tenha ultrapassado os 400 episódios e dado origem a um filme. O sucesso só se pode manter se a qualidade estiver presente!



Rui Bonifácio 11ºC

Programação Infantil Desregulada


Num sábado acordei muito cedo, não é que seja meu hábito, no entanto, o sono não aguentou mais. Sem saber o que fazer (pois dormir já não era uma opção), fui para um dos meus vícios: ligar a televisão!

Liguei-a, mas já com a ideia de que não me iria divertir muito, pois normalmente, ao fim-de-semana de manhã, a programação infantil é prioritária, e como já não tenho 10 anos, certamente não me cativava muito estar diante à televisão a assistir às personagens animadas: Ao ligar a televisão, que se encontrava na SIC, deparei-me imediatamente com um desenho animado (do qual não me lembro o nome), mas como não achei interessante mudei para outro canal, para ver se encontrava uns "bonequinhos mais engraçados". Ao mudar para a TVI (líder de audiências), confrontei-me com: Smackdown, o que supostamente queria dizer, pessoas a matarem-se num ringue. Eu até que achei muito engraçado, mas depois lembrei-me: "É esta a proposta da TVI ao sábado de manhã para as crianças?" Bem, se calhar a intenção não era essa, mas eu que tenho um primo que se põe a pé super-cedo para ver a nossa "rica" programação infantil, deparo-me com esta situação!

Mas, afinal o meu primo vê o "Sangoku" ou "Smackdown"? Serão estes uns "desenhos animados" adequados para crianças? Será a hora ideal para um programa tão violento como este? Da maneira como as coisas estão, um dia destes ligo a televisão à 1h da manhã para ver um filme de acção e encontro o "Pokémon".

Na minha opinião, isto é inevitavelmente surreal... daqui a uns anos tenho que me deitar às nove da noite e acordar às nove da manhã, para assistir a programas destinados a adultos. E os meus futuros filhos, terão de se deitar às tantas da madrugada para se divertirem com as aventuras dos "bonequinhos"! Isto é apenas uma chamada de atenção à televisão em Portugal, porque não é um meio tão indispensável ao lazer das crianças.[???] Não é a televisão, na situação em que se encontra, que ajudará as mães, pais e "primos", a perceberem a importância de acordar muito cedo para assistir à animação infantil.

Luisa Rodrigues, 11ºE

“ A Conspiração do Graal ”



Lynn Shooles e Joe Moore


Lynn Sholes dá cursos de ficção e de escrita. Foi o seu extenso trabalho na área da arqueologia, que o inspirou para este livro.
Joe Moore é um executivo de marketing, com 25 anos de experiência em televisão, o que lhe proporcionou dois prémios Emmy. Este livro é o reflexo de quatro anos de experiência teológica num seminário.
A Conspiração do Graal é uma empolgante história que se centra num artefacto recentemente descoberto no Iraque, o Santo Graal.
Esta fascinante história, envolve chefes de estado, que vêem a sua reputação posta em causa. Trata-se
[???] de uma organização secreta que põem em prática um minucioso plano para roubar o cálice Sagrado.
O cálice contém sangue de Cristo, e com esse sangue a organização tenta preparar a chegada sacrílega do Segundo Advento de Cristo.
Para a execução do plano contam com a ajuda de um importante Bispo do Vaticano que, ao aperceber-se do grande erro que foi roubar o Cálice Sagrado e entregá-lo à organização, é morto quando tenta avisar Cotton Stone que o seu tio, a pessoa em que ela mais confiava, é um dos chefes desta conspiração e que faz parte daqueles que já a tentaram matar por ser um entrave na execução do grande plano.
No fim do livro, a verdadeira história é revelada e Cotton Stone chega a tempo de evitar o Apocalipse.

De facto, o livro é bastante bom. A narrativa é empolgante e consegue manter o interesse do leitor até ao fim da história.
Como em muitos romances termina com um final feliz, mas não o final que Cotton Stone, personagem principal, desejava.
O livro é, efectivamente, muito bom, tem uma narrativa bem estruturada, uma história que nos faz sentir como se estivéssemos dentro acção do livro.
Recomendo vivamente a que todos o leiam. Se gostaram de “O Código Da Vinci”, certamente irão gostar deste livro.

Ana Vieira, 11ºE

O olho que a pouco sabe


"O Olho do Mundo" é um dos poucos livros que, além de criar um universo novo, consegue fazer-nos querer viver nesse universo onde o bem e o mal lutam para todo o sempre, em batalhas que se repetem à medida que a roda do tempo gira.

A receita é a mesma do Senhor dos Aneis: personagens ingénuas descobrem que são feitas para ter grandes efeitos na vida das pessoas, são acompanhadas por algumas personagens com algum estatuto e entram numa aventura épica, mas os pequenos pormenores, como as culturas, as criaturas , a mitologia única e as pequenas aventuras fazem com que este livro seja único.

No entanto, o livro fica a saber a pouco e faz-nos querer ir a correr comprar o próximo livro da colecçao"A Roda do Tempo" porque só livros destes conseguem sobreviver nesta era de tecnologia.

Tiago Cordeiro 11ºC

O mundo que encanta e desencanta




O mundo da grande escritora J. K. Rowling volta-nos a espantar com a chegada do último livro da série do mais famoso mago de todos os tempos, Harry Potter.

Neste novo livro, a autora nao só explorou ainda mais o mundo fantástico da imaginação, como também conseguiu dar um grande final à trama, pois nunca se sabe o que irá acontecer até ao final.

Neste livro, o nosso jovem mago (Harry Poter) conta com a ajuda dos seus amigos (Hermione e Ron) para destruir os Horcruxes (pedaços da alma de Voldemorte), como também para desvendar segredos tão malignos e obscuros que remontam ao início dos tempos, que puderam metê-los [???] como mestres da própria MORTE.

Penso que todos os fãs ficarão satisfeitos com este último livro, que não pára de nos supreender. Se fosse a vocês corria já para comprar um, pois podem chegar lá e já terem desaparecido... por obras [artes] mágicas.

Rui Lima 11ºC


sábado, 20 de outubro de 2007

CSI: Criminalistas Sem Investigarem



Todos conhecem a série que "aprisiona" imensos espectadores à televisão e à Internet, uma série com vários desdobramentos: CSI Las Vegas; CSI Miami; CSI Nova Iorque.

CSI é uma série de investigação criminal, em que não se sabe muito bem como é que conseguem encontrar criminosos em 2 ou 3 dias, depois dos crimes.

Na nossa actualidade [realidade], quando um crime acontece, [sujeito?] demoram vários dias até começarem a investigar (talvez por culpa da burocracia, ou talvez não). Depois os resultados de análises conseguem demorar várias semanas ou até meses até serem conhecidos, os inquéritos e todas a complicações, fazem com que estes cheguem a demorar vários meses, ou até anos, e alguns sem uma conclusão.

Como será que estes investigadores conseguem fazer tudo isto em tão pouco tempo?

Esta série também fez com que profissões, tais como, medicina legal, ciência forense, entre outras, que até então estavam ameaçadas de extinção, começassem a ter jovens, já a estudar, para se tornarem futuros profissionais nesta área.

É óbvio que tinham que ser os EUA a inventar uma série tão futurista. Nos EUA, esta série está a ter grande sucesso... entre criminosos. É que o CSI está a consegui que criminosos consigam cometer crimes sem que deixem provas para que sejam incriminados, pois estes andam a "estudar" os episódios para "aprederem" como se realiza um "crime perfeito".

É também conhecido do público geral que 75% dos crimes resolvidos na série têm uma base verídica. Será que as pessoas envolvidas , directa ou indirectamente, nesses crimes, têm o dever de os verem ser tornados público?

Porque será que ninguém pensa nestas questões?


Cátia Vanessa 11ºC

No Signal


Foi no decorrer do ano de 1926 d.C. , que um homenzinho de saias, o escocês John Baird, inventou aquilo que pelo menos até hoje, nós chamamos de televisão. Este aparelho foi evoluindo (conseguindo mesmo chegar a Portugal!), e fez chegar até nós os mais variados, e acima de tudo, os mais importantes acontecimentos da História da Humanidade: o americano que segundo dizem foi MESMO à Lua, a queda daquele monte de pedra na Alemanha, o discurso do King, o descuido da Paris Hilton, que ACIDENTALMENTE mostrou o mamilo, Oops acho que isto não estava na lista, mas deu audiências, portanto que se lixe!!

Mas o grande salto da TV foi quando esta começou a ser utilizada naquela pequena província de Espanha, que D. Afonso Henriques conquistou (por motivos alheios às estações portuguesas é impossível fornecer imagens televisivas). É verdade, quem não se lembra da memorável epopeia dos Palancas, oh também quando mostraram aquele monte de pessoas a fazer barulho em meados da Abril, a emissão da adesão tuga à UE , as transmissões memoráveis dos Jogos Sem Fronteiras, dos Festivais da Eurovisão! AH GRANDE RTP !!!

Depois veio a SIC e a TVI, e por fim a TV por Cabo! Ora o que me pediram, aliás o que me obrigaram a fazer, foi elaborar uma crítica sobre um filme ou programa que me tivesse marcado e não contar a Historia da Televisão. Mas vá, quem sou eu para criticar um programa ou filme, que tanto trabalho deu ao seu criador, que derramou sangue e lágrimas para nos fazer chegar o seu tão obsoleto trabalho. Nada melhor que dedicar o meu tempo à televisão portuguesa. Temos 4 canais generalistas que procuram ter programas interessantes para nos ocupar grande parte do tempo e agradar toda gente. Mas, como falamos da TV portuguesa, temos apenas 4 canais generalistas que emitem programas exactamente iguais, à mesma hora. Eles de generalistas não têm nada, já que visam sempre o mesmo público. Enfadonhas e fatigantes são aquelas emissões que se estendem pela manhã e voltam à tarde.
Depois, há sempre as notícias. São iguais durante dias e, de um dia para o outro, todo mundo as esquece.
Ah!... e depois temos as novelas. Sempre os mesmos actores com os mesmos tiques tristes, a contar mais uma história à boa maneira mexicana /venezuelana. UhUh e a TV continua a descer com aqueles reality-shows que enriquecem as nossas pobres mentes, e nos mostram como é bom viver numa quinta ou talvez num circo.
Pergunto-me porque é que as boas séries e filmes passam tão tarde, à semana…

A verdade é que estamos cada vez mais próximos da sociedade americana, alimentando uma cultura ligada aos escândalos e ao jornalismo sensacionalista que não tem mais nenhum objectivo do que deformar as nossas mentes.

Gonçalo Larangeira, 11ºG

Sem Espinhas... Tudo o que podia ser este livro é...


Ninguém Escreve ao Coronel

Gabriel Garcia Marquez

Alegorias do mal viver, ou do viver bem uma má vida, podiam ser, perfeitamente, o título desta obra. O autor conseguiu com este livro transpor perfeitamente a barreira do papel, utilizando uma escrita de tal forma descritiva que, seguramente, todos os afortunados que o leram se acharam a imaginar o cheiro a terra molhada num ar quente, abafado e saturado de pobreza.

Este conto, um dos primeiros de Gabriel Garcia Marquez, desenrola-se em volta da vida de um Coronel de uma Revolução que tem um Galo de combate e espera uma Carta. O Coronel é já velho e quase tão doente como a sua esposa, a Revolução foi há mais que uma vida atrás, o Galo é a herança do filho, cuja vida começou e feneceu durante a epopeia da Carta, sendo esta supostamente uma pensão vitalícia para quem deu a vida pelo remetente.

Este conto retrata de forma mais que perfeita a vida de um velho, em toda a extensão da palavra, que viu a sua vida perder sentido com o desaparecimento de tudo o que conseguiu durante a mesma, e pior, um velho orgulhoso, com todas as virtudes contrárias às anátemas que foi recolhendo.

A sua existência resumia-se a tentar arranjar um punhado de milho para o galo, algo para por na mesa, pelo menos um par de vezes por semana, e ir todas as sextas-feiras esperar o homem da barca, que supostamente lhe traria o pináculo da sua vida, selado num envelope de papel.

Bruno Senra, 11ºG


BÊ-A-BA



Para dar início ao meu breve artigo crítico devo só explicar um ponto fulcral: eu quis matar o senhor Hans Weingartner (Goodbye Lenin). E porquê? Porque este é, na minha opinião, um muito bom realizador austríaco. Não, não sou chauvinista. É que, como estudante de alemão, fui remetida para o anfiteatro da escola a fim de ver OS EDUKADORES (justamente na aula dos 135 minutos, que sagra...erradamente deveria ocupar a dormir). Pois são evidentes os meus motivos: em vez de me comprazer num (klein) descanso, colei os olhos (e o cérebro e tudo o que de Liliana havia) à tela, durante todo o filme, obtendo uma complexa (Senhora) Lição.

Os Edukadores (protagonizado por Daniel Bruhl), retrata a história de três jovens personagens com uma visão política tendencialmente liberal, que não se limitam a criticar o sistema capitalista: eles põem em causa todo o conceito de liberdade (a vários níveis, entenda-se) num mundo economicamente globalizado… o que lhes confere o estatuto de revolucionários… ou terroristas.


Com bastante acção e retórica, as diversas personagens vêem-se estranguladas num regime quase despótico por si mesmo: um círculo vicioso de conflitos morais, em que uns fraquejam pela adesão – e os outros, que assistem abismados ao fosso para o qual a Humanidade mergulha, radicalizam a sua posição, com o intuito de disseminar valores maiores.


Privilegiando a Moral como tema mestre, o filme reserva lugares interessantes para a idiossincrasia de cada personagem, como para a banda-sonora: embora a musicalidade seja pouco presente (suportando a austeridade), somos banhados com a Hallelujah, qual cereja no topo do bolo.


Extasiada e a repetir a plenos pulmões JEDES HERZ IST EINE REVOLUTIONARE ZELLE, aconselho a que vejam o filme… ou invado-vos as casas...





Liliana Freitas, 11º G