quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A ganhar é que a gente não se entende




O recente programa de fim de tarde “A ganhar é que a gente se entende” da SIC, cuja finalidade é dar dinheiro às pessoas e passar o tempo -sim, isso mesmo, passar o tempo e claro, dar oportunidade de emprego ao Fernando Rocha - é um programa que não tem “ pés nem cabeça”, onde os animais, como cobras, ratos, polvos ajudam a dar dinheiro.
Isto não tem graça nenhuma: se deixassem os bichinhos no seu habitat, em vez de os expor daquela maneira… Onde o mundo da televisão vai parar!
E o apresentador, um humorista, de segunda categoria. Por outro lado, este programa tem um lado bom para aquelas pessoas, como os idosos, que estão em casa e assim é o meio de distrair.
Mas se a SIC pensa que com um programa destes aumenta o share, estão enganados: com os Morangos com Açúcar à mesma hora? Não sei, não!
A ganhar é que a gente se entende é um desperdício de tempo e de dinheiro.





Emília Oliveira nº7 11ºB

Homem - Aranha 3






Na continuação dos filmes do Homem Aranha 1 e 2, eis o último de todos, o “Homem-Aranha 3” Neste filme, tal como nos outros, o herói é Peter Parker e a sua amada continua a mesma, o que já aborrece de ser sempre uma mulher muito bonita que nada quer com Peter.
Este filme é uma réplica dos outros dois, só com a diferença dos maus da fita e da farda de Peter que, de vez em quando, é preta, em vez de vermelha e azul. Está bem que os vilões até estão bem pensados e bem realizados, mas o coitadinho do Homem–Aranha não tem nada de novo nos seus poderes. Os maus da fita são dois: o Homem Areia, que foi um homem acusado injustamente de um crime que não cometeu e quando o iam a perseguir para o prender ele caiu num poço mágico que o transformou em areia, e um homem que adquiriu um vírus que já tinha passado pelo Homem–Aranha (que era quando ele ficava preto) e que, ao passar por esse homem, fez com que ficasse mau e com poderes.
Estes vilões, assim descritos, até parecem muito bonitos, mas a maneiro como eles aparecem, o caso do vírus e do poço mágico, é que é muito pobrezinha, podia estar melhor realizada, com factos mais verídicos. Depois, lá o Homem-Aranha fica famoso e beija uma rapariga famosa, sem querer, e a sua namorada Mary fica toda zangada e ele não se consegue desculpar e depois... bla bla bla.. tipo histórinhas das novelas que nem andam nem desandam e depois, no final de tudo, lá o inimigo do Homem–Aranha do segundo filme passa a ser amigo dele a ajuda-o a matar os inimigos e a sua ex-namorada Mary já passa a ser sua namorada...
Como podemos ver, mais uma vez, confirmamos que este filme parece uma novela no que diz respeito ao amor e uma história de crianças no que diz respeito à acção do filme.

Tiago Luso, 11º C



Certo ou errado? Eis a questão


Há cerca de três, quatro anos que, por volta das 7 da tarde, na RTP, podemos ficar na companhia do "Preço Certo em Euros", arrastando consigo o riquinho Fernando Mendes.

Já matutei muito sobre este assunto, mas ainda não sei bem a razão pela qual ainda o rodam. Então vejamos: este circo começa logo pelo "baixinho" que parece gostar de ser o bobo da corte, exibindo os seus magníficos dotes, ou seja, vai batendo com diferentes partes do corpo numa espécie de buzina enquanto faz caretas disparatadas, entre outras aberrações. Porém, tenho de admitir que este é um programa de entretenimento e que o Fernando tem alguns flashes e até mesmo que é um bom profissional na arte da ficção, como em "Nós os ricos", mas não num programa deste género. Na realidade, não sei que tipo de influências este conhecido apresentador, e não sei se humorista, teve, mas não devem ter sido as melhores. E o espectáculo prolonga-se ao público e concorrentes. Alguns destes devem pensar que o Mendes de riquinho passou a pobrezinho, pois desde o pão ao queijo e do vinho ao chouriço de tudo já lhe deram. Claro, que os concorrentes podem tê-lo como um ídolo (mas porquê?) e querer demonstrá-lo, mas não vêem que, em vez de encherem os bolsos os estão a despejar? Por parte do público vemos o mesmo tipo de comportamento, pois numa destas enervantes sessões, duas espectadoras desceram do grupo maluco e desataram a beijar o apresentador. Sempre disseram, o exemplo vem de cima!

Com este desagrado todo, como é que tenho paciência para ver e saber estes pormenores? É que, infelizmente, por vezes sou levada a ver e a ouvir algumas destas oferendas, ainda por cima diárias, pois um familiar (não eu) assiste a este programa, que é um desperdício de tempo.

Será que o possível sucesso do "Preço Certo", para os amigos e "Preço Certo em Euros " para mim, nos outros países tem de ser a nossa desgraça?
Marisa Martins, 11ºA

VÔO DE “PRIMEIRA CLASSE”




Eram elevadas as expectativas que caíam sobre este filme, em virtude do elenco de luxo que nos era apresentado e, decididamente, Fortaleza Voadora não defrauda tais expectativas. Tal como nos habituou ao longo dos anos, Nicholas Cage tem uma fabulosa interpretação neste filme, que conta ainda com nomes como John Cusack, John Malkovich e Steve Buscemi, entre outros. Excelente exemplo do que deve ser um bom filme de acção, este filme, realizado por Simon West, conta a história de um ex-militar (Nicholas Cage), vítima de “estar no lugar errado, à hora errada” e que acaba por cumprir pena depois de ter matado um homem com as suas próprias mãos. A personagem passa depois uns anos na prisão, saindo em liberdade condicional. No entanto, quando pensava que ia finalmente ver mulher e filha após anos de tormento, o avião onde está a ser transportado, juntamente alguns dos mais famosos criminosos do país, é tomado pelos próprios prisioneiros. Simultaneamente, agentes governamentais tentam perseguir o avião e evitar a fuga destes homens. Um filme excitante que envolve os espectadores numa mescla de emoções, fazendo com que estes o “vivam” de forma intensa.
O argumento demonstra como uma pessoa pode ver-se envolvida em circunstâncias adversas, para as quais em nada se contribuiu e como os nossos objectivos podem ser drasticamente alterados por terceiros. Por outro lado, mostra-nos como é importante, mesmo num meio de grande agressividade, como é o meio prisional, manter a integridade pessoal e os valores morais.
Certamente, entre os melhores filmes das últimas décadas e o expoente máximo deste tipo de películas! Não foram mal gastos os muitos milhões de dólares empregues na sua realização.
E convenhamos, qualquer filme que conta com a presença do brilhante Nicholas Cage só pode ser um filme de excepção…





Filipe Pinto e Lobo de Jesus Silva 11ºE

E era uma vez uma pedra… ou um ovo!


Eragon é um livro que nos narra a história de um rapaz pobre (parece que já sabemos o final) que encontra uma pedra, que, afinal, é um ovo de dragão (como será o final?!) … Do ovo nasce a Saphira, o dragão, e Eragon [o livro?], que engraçado, torna-se um herói.
Chistopher Paolini, um jovem que parece que ainda não saiu da infância, recorda-nos a esta [???] para nos contar uma patética história de elfos, urgals, anões, bruxas (…) e, no meio de tanta raça, é um humano que vai fazer com que um dos últimos ovos choque um jovem rapaz se vai tornar um cavaleiro [será: ... um dos últimos ovos de dragão choque, que um jovem rapaz...], que lutará para salvar a população das maldades do seu rei (onde será que eu já não li isto)…
Um livro sem imaginação nenhum, onde todas as palermices inventadas para as crianças estão, num livro só com quinhentas e setenta páginas, sem desenhinhos… É que até uma língua um rapazolas já cria, sem o mínimo de coerência…




Sara Guimarães 11ºE Nº 24

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Screamo, Metalcore, Post-Hardcore e Emocore em grande!




A banda From Autumn to Ashes edita um novo álbum com o nome “Holding a Wolf By The Ears”, que é simplesmente fantástico, com tudo o que alguém com gostos por estes estilos musicais precisa, pois as vozes cheias de raiva vindas de Francis Mark são espectacularmente inspiradoras e podem ajudar em problemas que tocam a vida pessoal de muita gente, pois [repetitivo-substituir por já que] as letras são muito sentimentalistas, ou então, apenas para libertar a alta pressão a que somos submetidos todos os dias.
Os guitarristas Rob Lauritsen, Brian Deneeve estão também de parabéns, pois a maneira como tocam é tão pesada, tão... livre, fazem despertar sentimentos de raiva por aquilo que acham injusto.
Mike Pilato, no baixo, também dá o ar de sua graça com grandes acordes que vão de acordo com o talento do resto da banda.
É um álbum composto por 12 pistas, todas elas dotadas da grande adrenalina que esta banda faz sentir.



Gonçalo Fonseca, 11º A


Paz ou destruição? Eis a questão!




Depois do imenso sucesso alcançado por O Código da Vinci, Dan Brown apresenta um novo bestseller Anjos e Demónios. Escritor norte-americano com reconhecimento internacional, Dan Brown é considerado como um “vulcão da literatura”. Anjos e Demónios, escrito em 2000, é um livro de ficção científica que confronta dois grandes temas, a religião e a ciência, como algo inexplicável. A história passa-se em Roma, a “capital religiosa”, em que num grande e reconhecido laboratório científico (CERN), se dá o assassínio de um dos cientistas mais importantes. Um facto muito importante desta morte foi a misteriosa marca no peito do cientista, pelo que é contratado Robert Langdon, para descobrir tal mistério; E, por último, mas não menos importante, é a grande descoberta do cientista numa nova energia, a “antimatéria”, capaz provocar o pânico se for mal utilizada, e caso isso aconteça, poderá levar a destruição. A conclusão a que se chega, é que a marca no peito do cientista se tratava de uma antiga Irmandade chamada Iluminati sendo caracterizada como inimiga da religião católica.
Esta época é marcada por um grande acontecimento realizado no Vaticano, onde o Colégio de Cardeais se reúne para eleger um novo papa. Com isto dá-se uma nova tragédia pois esta tal “antimatéria” está nas mãos dos Iluminati podendo, eventualmente, ser utilizada para o mal. Assim, Robert Langdon e Vitória Vetra lutam contra o tempo para salvar o Vaticano.

Este livro pode ser um bom material de reflexão no que concerne a estes dois temas, pois ainda não conseguimos explicar com base em fundamentos se estas duas realidades se unem para o bem universal ou se provocam indignação por parte dos crentes em relação à ciência e vice-versa. São temas actuais, discutíveis, se bem que, nesta obra, se nota a utilização de uma linguagem por vezes demasiado científica, o que pode induzir em erro alguns leitores.



Marco Costa 11º E


Estás cada vez mais frito, meu!


A ‘saga’ dos “fritos” continua, depois do enorme êxito do espectacular “Estás frito, meu” chega agora “Estás cada vez mais frito, meu!”. É uma hilariante comédia (Norte-Americana, claro!) que retrata a história de um jovem casal com duas crianças, que moram num pequeno apartamento no centro da cidade. Como dentro de sensivelmente nove meses a família irá aumentar para seis elementos, o casal decide mudar-se para os subúrbios para garantir uma vida mais saudável aos filhos. Mas o sonho inicial transforma-se num pesadelo quando começam as obras na sua nova casa. (Fica aqui um excerto da parte inicial do filme).


Este segundo filme não envergonha o seu antecessor, pois para além de ter o mesmo leque de actores principais, tem muitos e bons momentos de comédia e uma óptima história.

É sem duvida um filme muito bem conseguido por parte de Steve Carr, que merece nota positiva.

Fico a espera do “Estás ainda mais frito, meu!”



João Pedro Sá 11ºC

«Uma Verdade Inconveniente»




O filme «Uma Verdade Inconveniente» cujo mentor, All Gore, é um ambientalista determinado e convicto das suas ideias e ideais, é um filme de tipo documentário que se debruça sobre questões ambientais, das quais se destaca a relevância dada ao grave problema que é o «Aquecimento Global».
O documentário de All Gore, sobretudo, é um filme bastante paradoxal para mim, pelo seguinte:
-Do ponto de vista informativo, o documentário é excelente, muito completo e as informações são extremamente correctas. O documentário é muito elucidativo, a sua apresentação é óptima e com muita qualidade;
A meu ver, não há melhor documentário sobre este tema.
-Contudo, tem um grande problema, esse problema deve-se ao facto de o documentário ser massivo, longo e difuso.
A meu ver, isso não o beneficia, pois se queremos que os seus espectadores assimilem e se interessem pelo documentário [...?]. Sendo um documentário tão longo, os espectadores terão com certeza uma árdua tarefa em se concentrarem. Ele deveria ser mais curto, leve e prático para uma maior e melhor concentração.
A meu ver, assim conseguiria angariar um ainda maior número de espectadores para uma ainda maior divulgação da mensagem, tão importante que é, para salvar o nosso mundo.


Hugo Salgueiro
Nº 8 11º G
]

O Reflexo de Uma Sociedade


Jane Austen é uma exímia escritora inglesa que nas suas obras, prima pela crítica e sátira social da sociedade inglesa do século XVIII, através de romances estruturalmente brilhantes e com histórias que conseguem suster os leitores.

Orgulho e Preconceito é, indubitavelmente, uma meditação extraordinária sobre a forma como as primeiras impressões, as ideias antecipadas que construímos sobre os outros acabam, muitas vezes, por assolar as relações humanas.

A história centra-se em Elizabeth Bennet e Darcy. Ambos têm uma relação conturbada, onde a paixão de Elizabeth por Darcy é camuflada pela hostilidade e pela displicência partilhada pelos dois.

O que merece realce no romance de Jane Austen é o facto da autora conseguir, através deste, mostrar uma sociedade repleta de convenções, onde os sentimentos não eram, de modo algum expressos, o que geralmente completava [implicava] uma série de mal-entendidos. É descrevendo a típica sociedade inglesa do século XVIII, que Jane Austen insere o relacionalmente de Elizabeth e Darcy. Neste romance, o preconceito de Darcy é insistentemente confrontado com o orgulho e inteligência de Elizabeth.

O leitor deve ainda levar em conta que, apesar da obra ter sido escrita há mais de duzentos anos, consegue ainda suster os leitores, o que se devera, certamente, ao facto de mencionar realidades tão elementares como asrelações entre as pessoas.

Mais uma das características de Jane Austen é a sua capacidade de ironizar a frivolidade e a fraqueza do carácter das pessoas, sendo esta uma das formas de criticar os costumes do seu tempo, uma vez que pela imitação, chega a satirizar determinados caracteres, nomeadamente o do Sr. Collins.Uma pessoa cujo único fim é atingir uma posição elevada na sociedade, descartando a importância de ter uma opinião mais profunda acerca do mundo que o rodeia. Para o Sr. Collins, o que vale são as aparências e a todo o momento ele quer aparecer como algo que, efectivamente, não é.

Apesar de todos os aspectos positivos tenho a apontar o fim, pouco criativo, em que «tudo e todos acabam bem». Não há originalidade, o que acaba por decepcionar quem tão atentamente seguiu um relacionamento tão conturbado e intrigas tão empolgantes.

Apesar do lamentável fim da história, é de notar a genialidade da obra, o requinte da escritora e a fácil compreensão de relações e controvérsias que poderiam ser vividas por qualquer um de nós.



Ana Macedo 11ºE