quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Paz ou destruição? Eis a questão!




Depois do imenso sucesso alcançado por O Código da Vinci, Dan Brown apresenta um novo bestseller Anjos e Demónios. Escritor norte-americano com reconhecimento internacional, Dan Brown é considerado como um “vulcão da literatura”. Anjos e Demónios, escrito em 2000, é um livro de ficção científica que confronta dois grandes temas, a religião e a ciência, como algo inexplicável. A história passa-se em Roma, a “capital religiosa”, em que num grande e reconhecido laboratório científico (CERN), se dá o assassínio de um dos cientistas mais importantes. Um facto muito importante desta morte foi a misteriosa marca no peito do cientista, pelo que é contratado Robert Langdon, para descobrir tal mistério; E, por último, mas não menos importante, é a grande descoberta do cientista numa nova energia, a “antimatéria”, capaz provocar o pânico se for mal utilizada, e caso isso aconteça, poderá levar a destruição. A conclusão a que se chega, é que a marca no peito do cientista se tratava de uma antiga Irmandade chamada Iluminati sendo caracterizada como inimiga da religião católica.
Esta época é marcada por um grande acontecimento realizado no Vaticano, onde o Colégio de Cardeais se reúne para eleger um novo papa. Com isto dá-se uma nova tragédia pois esta tal “antimatéria” está nas mãos dos Iluminati podendo, eventualmente, ser utilizada para o mal. Assim, Robert Langdon e Vitória Vetra lutam contra o tempo para salvar o Vaticano.

Este livro pode ser um bom material de reflexão no que concerne a estes dois temas, pois ainda não conseguimos explicar com base em fundamentos se estas duas realidades se unem para o bem universal ou se provocam indignação por parte dos crentes em relação à ciência e vice-versa. São temas actuais, discutíveis, se bem que, nesta obra, se nota a utilização de uma linguagem por vezes demasiado científica, o que pode induzir em erro alguns leitores.



Marco Costa 11º E


Estás cada vez mais frito, meu!


A ‘saga’ dos “fritos” continua, depois do enorme êxito do espectacular “Estás frito, meu” chega agora “Estás cada vez mais frito, meu!”. É uma hilariante comédia (Norte-Americana, claro!) que retrata a história de um jovem casal com duas crianças, que moram num pequeno apartamento no centro da cidade. Como dentro de sensivelmente nove meses a família irá aumentar para seis elementos, o casal decide mudar-se para os subúrbios para garantir uma vida mais saudável aos filhos. Mas o sonho inicial transforma-se num pesadelo quando começam as obras na sua nova casa. (Fica aqui um excerto da parte inicial do filme).


Este segundo filme não envergonha o seu antecessor, pois para além de ter o mesmo leque de actores principais, tem muitos e bons momentos de comédia e uma óptima história.

É sem duvida um filme muito bem conseguido por parte de Steve Carr, que merece nota positiva.

Fico a espera do “Estás ainda mais frito, meu!”



João Pedro Sá 11ºC

«Uma Verdade Inconveniente»




O filme «Uma Verdade Inconveniente» cujo mentor, All Gore, é um ambientalista determinado e convicto das suas ideias e ideais, é um filme de tipo documentário que se debruça sobre questões ambientais, das quais se destaca a relevância dada ao grave problema que é o «Aquecimento Global».
O documentário de All Gore, sobretudo, é um filme bastante paradoxal para mim, pelo seguinte:
-Do ponto de vista informativo, o documentário é excelente, muito completo e as informações são extremamente correctas. O documentário é muito elucidativo, a sua apresentação é óptima e com muita qualidade;
A meu ver, não há melhor documentário sobre este tema.
-Contudo, tem um grande problema, esse problema deve-se ao facto de o documentário ser massivo, longo e difuso.
A meu ver, isso não o beneficia, pois se queremos que os seus espectadores assimilem e se interessem pelo documentário [...?]. Sendo um documentário tão longo, os espectadores terão com certeza uma árdua tarefa em se concentrarem. Ele deveria ser mais curto, leve e prático para uma maior e melhor concentração.
A meu ver, assim conseguiria angariar um ainda maior número de espectadores para uma ainda maior divulgação da mensagem, tão importante que é, para salvar o nosso mundo.


Hugo Salgueiro
Nº 8 11º G
]

O Reflexo de Uma Sociedade


Jane Austen é uma exímia escritora inglesa que nas suas obras, prima pela crítica e sátira social da sociedade inglesa do século XVIII, através de romances estruturalmente brilhantes e com histórias que conseguem suster os leitores.

Orgulho e Preconceito é, indubitavelmente, uma meditação extraordinária sobre a forma como as primeiras impressões, as ideias antecipadas que construímos sobre os outros acabam, muitas vezes, por assolar as relações humanas.

A história centra-se em Elizabeth Bennet e Darcy. Ambos têm uma relação conturbada, onde a paixão de Elizabeth por Darcy é camuflada pela hostilidade e pela displicência partilhada pelos dois.

O que merece realce no romance de Jane Austen é o facto da autora conseguir, através deste, mostrar uma sociedade repleta de convenções, onde os sentimentos não eram, de modo algum expressos, o que geralmente completava [implicava] uma série de mal-entendidos. É descrevendo a típica sociedade inglesa do século XVIII, que Jane Austen insere o relacionalmente de Elizabeth e Darcy. Neste romance, o preconceito de Darcy é insistentemente confrontado com o orgulho e inteligência de Elizabeth.

O leitor deve ainda levar em conta que, apesar da obra ter sido escrita há mais de duzentos anos, consegue ainda suster os leitores, o que se devera, certamente, ao facto de mencionar realidades tão elementares como asrelações entre as pessoas.

Mais uma das características de Jane Austen é a sua capacidade de ironizar a frivolidade e a fraqueza do carácter das pessoas, sendo esta uma das formas de criticar os costumes do seu tempo, uma vez que pela imitação, chega a satirizar determinados caracteres, nomeadamente o do Sr. Collins.Uma pessoa cujo único fim é atingir uma posição elevada na sociedade, descartando a importância de ter uma opinião mais profunda acerca do mundo que o rodeia. Para o Sr. Collins, o que vale são as aparências e a todo o momento ele quer aparecer como algo que, efectivamente, não é.

Apesar de todos os aspectos positivos tenho a apontar o fim, pouco criativo, em que «tudo e todos acabam bem». Não há originalidade, o que acaba por decepcionar quem tão atentamente seguiu um relacionamento tão conturbado e intrigas tão empolgantes.

Apesar do lamentável fim da história, é de notar a genialidade da obra, o requinte da escritora e a fácil compreensão de relações e controvérsias que poderiam ser vividas por qualquer um de nós.



Ana Macedo 11ºE

O "poder" da fé ou dos engenheiros?



O projecto demorou 13 anos, e não admira: 38 mil metros quadrados de área total de edificação, nove mil lugares, e um azulejo de 500 metros quadrados, com quatro tipos de ouro. Pagaram pela obra cerca de 80 milhões de euros com colaborações nacionais e internacionais de prestígio. Foi assim, inaugurada no passado dia 13 de Outubro, a nova basílica de Fátima.
A indignação perante os milhões de euros empreendidos na realização desta obra é cada vez maior. Colocando a falta de crenças à parte e exprimindo apenas a revolta pelo materialismo pelo qual a religião cristã tende a reger-se, tudo isto contraria os princípios de humildade na ajuda ao próximo. Os milhões gastos na edificação desta estrondosa capela, serviriam para eliminar inúmeras epidemias em diversos países de África, com a vacinação dos seus habitantes. Irónico ou mesmo anedótico é o argumento usado pela Santa Igreja, quando tenta camuflar o uso e abuso de milhares de peregrinos, quando alega ser em benefício destes, a criação de " condições mais cómodas e de um abrigo ", de descanso e meditação na fé.
Falando de peregrinos, estes serviriam unicamente como fonte de receita para os rendimentos auferidos ou extorquidos (fica ao critério das consciências), pelas dezenas de engenheiros e afins, que executaram este projecto. E serão eles a assinar o livro de menções honrosas que na posteridade serão consideradas glórias, pelos peregrinos e interessados nesta "história".


Cláudia Marisa Coutinho 11ºE

Uma verdade inconveniente



Este filme pode ser chamado de protótipo cinematográfico. Não é o típico filme de romance ou os repetitivos filmes em que, no fim, o “bem” vence sempre. A sua grandeza está no conteúdo, mas não se pode dizer que seja o tradicional, trata-se de uma espécie de documentário sobre o aquecimento global, mas [repetição da adversativa] neste caso pode ser levado como um aviso, que caso não seja cumprido, pode acabar por ser o “mal” quem vença desta vez.
O filme é realizado por Davis Guggenheim, mas dado que é uma espécie de documentário, não tem personagens, mas um apresentador, Al Gore, político americano que, pelos vistos, não se preocupa apenas com dinheiro e dá um pouco mais de importância àquilo que realmente interessa. Ao longo do filme, Al Gore vai expondo os problemas relativos ao aquecimento global, mas a riqueza deste documentário é que ele não se limita a expor verbalmente, ele vai acompanhando o problema com gráficos alarmantes e imagens que, para além de fantásticas, representam algo de muito sério e grave.
O filme é realmente inovador, não é aquele filme que uma pessoa está habituada a ver, que, enfim, seja romance ou crime, tem sempre um enredo do mesmo género - é um filme que, como já referi, é muito rico graficamente, com uma apresentação que é acessível, mas ao mesmo tempo muito completa e interessante.
Na minha opinião, Mr. Spielberg e companhia, para além [apesar de?]de ser um grande realizador, deveria desligar-se um bocado do enredo ou dos romances comoventes e pôr os olhos neste trabalho, simplesmente fantástico, que não tem restrição de idade, aliás é aconselhável para todo o tipo de gente e, o mais importante, é que não serve apenas para meter dinheiro ao bolso. Em vez em vez de pensar naquilo que supostamente impressionaria, pensou-se no mais importante, naquilo em que ninguém pensa, mas em que todos deveriam pensar, porque “Se eu não cuidar de mim quem cuidará?”.




Ze Pedro Ramião Nº 11 11º C

*Se todos fossem como este, queria mais pipocas


Blood Diamond (ou Diamante de Sangue em português) é um filme de 2006, do género drama e aventura, dirigido por Edward Zwick, baseado na guerra civil da Serra Leoa na década de 1990.
Fala-nos de um povo apavorado e marginalizado pelo tráfico de diamantes e por toda uma panóplia de consequências que daí advêm.
Com o cenário da guerra civil da Serra Leoa, o filme conta a história do encontro do mercenário Danny Archer (Leonardo DiCaprio), que contrabandeia os “diamantes de sangue” (usados para financiar a compra de armas para a guerra), Solomon Vandy (Djimon Hounsou), um pescador que é separado da família em um dos ataques do grupo rebelde (Frente Revolucionário Unido) e vai para uma mina de diamantes, onde encontra um raro e grande diamante rosa, e da jornalista idealista Maddy Bowen (Jenniffer Connelly), que investiga sobre os “diamantes de sangue” e seu comércio ilegal. Tudo isso envolto numa aventura perigosa da caça ao diamante com cenas reais sobre a guerra, mostrando as decapitações de membros dos civis pelos rebeldes, as barbaridades a que são sujeitas as crianças-soldados e o descaso do resto do mundo diante tais atrocidades. [1]
Blood Diamond é tanto violento e chocante como espectacular. É um daqueles filmes que apesar de entreter em termos de acção consegue passar uma mensagem de alerta e sensibilizar os mais distraídos. Mesmo com um argumento simples, o filme captura a realidade trágica e a violência numa essência verdadeira e brutal. É um filme sério, arrebatador e emocionante, um excelente drama de acção e aventura como já não se via algum tempo. [2]
Apesar de não ser um filme consensual, para mim, umas das boas surpresas do ano passado; embora com muitas personagens comuns, mas com um tema que supera a eventual falta de originalidade nas mesmas, consegue levar-nos directamente à situação da Serra Leoa e comove pelo realismo das cenas. [3]
A montagem rápida e frenética não permite que o filme perca fôlego com uma banda sonora carregada de influências étnicas sempre presente. [4]
Na trama do filme, o que me surpreendeu foi o facto de não ter explorado o “quase romance” do protagonista com a jornalista. Como se nos estivessem a dizer: o recurso está cá, mas não vamos explorá-lo, pois o filme vive sem ele! [5] Bem como, a constante interrupção dos momentos mais dramáticos e contidos do filme para mais uma cena de tiroteios inconsequentes para manter a acção. [4]

Ana Novo nº2 11ºC

Homem Aranha 2


Neste filme, dois anos depois de Peter Parker se tornar Homem-Aranha e também de enfrentar Norman Osborne, o Duende Verde, Peter tenta equilibrar todos os seus afazeres quotidianos: as obrigações como super-herói, os seus dois empregos (como distribuidor de pizza e fotógrafo do Clarim) e os seus estudos na faculdade. Com tanta coisa para administrar ao mesmo tempo, sobra-lhe pouco tempo para dar atenção àqueles que mais ama: a sua tia May, o seu melhor amigo Harry, e Mary Jane, o amor da sua vida. Como se não bastasse, a sua tia May vai ser evacuada de sua casa, Harry continua obcecado em vingar a morte de seu pai (que ele acredita ser culpa do Aranha) e Mary Jane vai casar-se com outro, em breve. Para complicar mais a vida a Peter, Dr. Otto Octavius, que trabalha para a Oscorp (empresa que Harry herdou do pai) sofre um acidente de laboratório, adquirindo tentáculos de metal amalgamados com seu corpo. Quase enlouquecido pelo processo, Dr. Otto Octavius acaba por se tornar no vilão Dr. Octopus. Dr. Octopus tenta destruir o mundo e confere mais uma tarefa a Peter (proteger o mundo e destruir o Dr. Otto Octavius). Este foi um filme que me surpreendeu e que superou todas as minhas expectativas. Este segundo filme tem muita mais acção do que o primeiro, apesar de ser menos original. No que diz respeito aos efeitos especiais e à qualidade de som que possui este filme, é melhor nem comentar, uma vez que eu só sei dizer que as duas coisas estão simplesmente fenomenais.
Era bom para aqueles que gostam de filmes com muita acção, que pessoas com talento e com meios económicos suficientes para a realização de filmes como este permanecessem imortais.




Henrique Ferreira 11ºC

O que se passa com as revistas de hoje em dia?

Estava eu um dia sem fazer nada, quando resolvo ler uma revista para me informar sobre o que se passa pelo mundo, quando [repetitivo. Ficaria melhor "e"] me deparo com a notícia, na Nova Gente (ou supostamente é uma notícia), de que a cadela de Cinha Jardim pariu, de cesariana, 12 cachorrinhos, numa clínica veterinária em Lisboa, nessa mesma notícia disseram que tinham morrido 2, logo a nascença. . . Dizendo também que esta senhora mal dormia, pois não tinha sossego de noite e de dia, pois [rep.] os pobres animais comiam de 2 em 2 horas. Agora pensem: com tantas notícias importantes pelo mundo, qual é a importância de as pessoas saberem que uma cadela de uma senhora, só por ser do Jet 7, tenha parido?! Na revista da próxima semana veio novamente uma notícia sobre Cinha Jardim, informando que os cachorros tinham morrido e que Cinha estava em depressão!

Por amor de Deus! Isto não é uma telenovela, é uma revista e, supostamente, numa revista devem vir notícias importantes, que interessem ao mundo, estou certa? Com tantas notícias que importam mais a sociedade de hoje em dia, vem na Nova Gente uma que diz que uma cadela pariu de cesariana!!!

Bem, isto é mais um desperdício de papel e (desculpem lá esta minha expressão) uma autêntica palhaçada! Bem, mas foi também graças a esta "notícia" que tive a oportunidade de fazer uma crítica para português...



Vanessa, 11º A

Sozinha mas acompanhada.


"Sozinha", de Susana Valente, é um diário onde Rita conta uma parte da sua história, como o seu emprego, o seu casamento, a amizade, o amor falhado.
A sua história comove aqueles que acreditam que o amor é eterno, mas apenas é reconhecido quando algo mau acontece.
O texto encontra-se bem estruturado, e com a uma história envolvente e sem confusões. Um livro cheio de emoções, com uma linguagem facilmente entendida e com umas quantas ironias pelo meio, que dão um sentido diferente ao livro e tornam a leitura mais agradável.
Apesar de ser uma escritora jovem, Susana Valente demonstra neste livro que é capaz de cativar os leitores para a sua escrita.

Diana Filipa Oliveira
11ºE Nº 11