terça-feira, 16 de outubro de 2007

Faça uma pausa com: Muse



Apesar de gostar de todo o tipo de músicas e de arrecadar um vasto número de bandas e de álbuns, não foi difícil de escolher o melhor que possuo.
“Origin of Symmetry” é um dos álbuns da banda de rock/indie Muse e, actualmente, o meu álbum favorito.
Este grupo teve início nos anos 90 e tem como elementos Matthew Bellamy (vocalista), Christopher Walstenhalme (baixo) e Dominic Howard (bateria).
Primeiro de tudo, recomendo este álbum a todos aqueles que gostam de sentir as músicas e de se deixar levar por elas, pois foi o que me aconteceu quando ouvi as 12 músicas que se encontram neste álbum.
Depois de “Showbiz” (2001), um dos álbuns dos Muse, lançaram “Origin of Symmetry”. Neste álbum, as entradas com piano, a voz chorada de Mathew e, é claro, as violentas e altas guitarras não poderiam faltar, aliás, estes são os elementos essenciais para as músicas dos Muse.
A sensação de liberdade, o prazer, o querer gritar, saltar, enfim, tudo o que possa vir à cabeça quando se ouve uma música, pode ser posto à prova no momento em que se ouve uma música deste álbum e, para este caso, uma das músicas que mais se destaca é a sensacional “Space Dementia”.

É absolutamente um álbum formidável!





Ana Teresa, 11º C

O Peso da Morte


O filme 21 gramas é um bom filme, no entanto, algo confuso.

Imagino que o leitor se tenha assustado um pouco com o título que dei a este texto, no entanto, não há motivo para isso. Optei por este título, pois é o resumo da história do filme. Este filme [repetitivo] é de suspense e, para nos deixar mais empolgados, tem na capa o seguinte título [só neste extracto, usaste três vezes "título"] "Quanto pesa a vida?". Pergunta invulgar e, simultaneamente, desafiadora para qualquer mortal.


Este filme é do realizador Alejandro González Iñárritu e conta com a participação de Naomi Watts, Sean Penn e Benicio Del Toro. Apesar de ser uma história extremamente dramática, onde o que mais se vê é a tristeza, o choro e, no fim, a morte de algumas personagens, todos os elementos de ligação estão fabulosos. A partir do momento que conseguirmos perceber o enredo do filme, percebemos que é fascinante pelas temáticas abordadas. O filme [repetitivo] torna-se confuso, porque existe uma mistura de três vidas entre as quais, inicialmente, não conseguimos detectar qualquer ligação, só ao longo do desenrolar do filme conseguimos perceber onde se unem essas histórias. Confesso que quase desisti de ver o filme, mas houve algo que não me permitiu levantar do sofá e desistir de tentar perceber aquela história.

Em suma, é um filme excelente pelo conteúdo e aconselhável, no entanto, é como em tudo: haverá pessoas que não vão gostar de o visionar.



Melânia Carvalho, nº 13, 11ºB

I miss Him…

Ainda não é desta que a banda finlandesa regressa à cena musical para surpreender. Afinal de contas, é apenas “o do costume” com uma pitadinha mais de intensidade.
Está à venda nas lojas, desde Setembro Vénus Doom, o sexto álbum dos HIM, produzido por Tim Palmer (o mesmo que trabalhou com U2, The Mission, Ozzy Osbourne e com os próprios Him na produção de Dark Light).
Afirma o crítico Mário Rui Vieira, na revista Blitz, que “os Him fazem chorar as pedras da calçada”, pois em tudo concordo, levar com as suas cançonetas melancólicas lambidas por um ambiance cinzentinho (às quais apelidam, alguns entendedores, de “tremendamente emotivas”) fazem chorar qualquer um, aliás, neste caso, qualquer coisa. Mas, ouço já o vitupério “é fundamentalista”, engane-se o caro leitor. Tomar uma posição dogmática face à performance desta ou daquela banda, é, uma atitude um tanto ao quanto pueril , como tal, escutei o Vénus Doom, muito atentamente, antes de formular qualquer opinião.
Mas,
qual é o meu espanto quando, ao percorrer as nove faixas, desde Sleepwalking Past Hope a The Kiss of a Dawn, passando por Passion’s Killing, me apercebo que não fruí de espanto nenhum.
Os fãs, que assistiram ao nascimento dos Him, têm-lhes confiado, estranha e pacientemente, a oportunidade de os impressionarem com um futuro projecto musical, mas Vénus Doom, não passando de um falso alarme, enxovalhou, ridiculamente, a inquieta expectativa do público.
"Porque ouvi o álbum?"- Simplesmente, ainda, se mantém viva (moribunda, aliás) a deleitosa experiência que o Greatest Lovesongs (álbum de estreia dos Him) provocou, mas (oh infortúnio dos infortúnios), a partir desse momento, a banda do carismático vocalista Ville Vallo encanou num estilo que foi repetindo, sem originalidade nem decoro, ao longo do seu percurso.
Fico, então, de orelha atenta e levantada, à espera de uma saudosa revelação.
*Está-me a querer parecer que andam à procura do pote d'oiro no fim do arco-irís...e eu
começo a definhar com a espera (preparação não me falta, já tenho calo na matéria…viva o sistema de saúde português!).

Seven tem um elenco fantástico, está bastante bem elaborado, cheio de suspense do princípio até ao fim.Cada crime é feito com um grau de criatividade que nos faz viver o filme com intensidade, chega até a fazer-nos questionar a nossa própria sanidade!
Quando se pensa que o final nos vai desiludir, por o filme ter sido [já estar a ser] tão bom, surpreende-nos por conseguir ser ainda melhor.
Vi o filme e, no dia seguinte, voltei a vê–lo porque o achei arrepiante, vale mesmo a pena!




Cristiana Ribeiro Nº5 11ºG

TRAFFIC - Cada vez mais a realidade em que vivemos…


O filme Traffic de Steven Soderbergh, baseado numa extraordinária série televisiva inglesa, arrecadou justamente os Óscares de melhor filme, actor secundário e de melhor guião.
Esta obra-prima passa-se nos Estados Unidos e na bela, mas contudo, obscura cidade de Tijuana, onde dois polícias, Javier Rodrigues e Ray Castro (Benicio Del Toro e Luís Guzman, respectivamente) aguardam a chegada de um colossal carregamento de cocaína (droga alcalóide, estimulante com alto poder de causar dependência). O filme conta ainda com a presença de, entre outros, Michael Douglas, Don Cheadle, Dennis Quaid, Catherine Zeta-Jones, Steven Bauer, Benjamin Bratt, James Brolin, Erika Christensen.
O realizador utilizou magnificamente a iluminação, pelo que se percebe perfeitamente onde estão os traficantes, utilizando cores mais escuras, e onde se encontram os bem feitores desta história, utilizando cores mais limpas.
O filme em si, mostra a agilidade com que os traficantes conseguem “passar” a droga, ou seja, a facilidade com que os jovens, mais propriamente, conseguem arranjar a mesma. Por outro lado, destaca também os problemas que estas causam na vida dos consumidores, traficantes e familiares. Uma das cenas que melhor o evidencia é quando o juiz da Suprema Corte Americana, Robert Wakefield, nomeado chefe do combate aos narcóticos de Ohio, encontra a sua filha de apenas 16 anos a fumar crack na casa de banho. Outra cena marcante é quando um dos maiores traficantes de droga, ou mesmo, o “rei” da distribuição de droga é preso e deixa a sua mulher grávida, sozinha, sem saber do seu envolvimento nestes negócios.
Confesso que este foi dos poucos filmes das aulas de inglês, ou mesmo o único, que voltei a ver com a sensação de que era a primeira vez que estava a assistir.
Traffic é mesmo um bom filme, bom [repetitivo] e recomenda-se.


Eduarda Correia 11ºA nº. 14

"11 Minutos" de Puro Prazer...




A obra de Paulo Coelho conta a história de uma jovem chamada Maria. Como muitos jovens, Maria é uma rapariga decepcionada com os padrões afectivos e sexuais que conhece. Torna-se então utópica a ideia de que duas pessoas possam ter tanto o corpo como a alma em perfeita harmonia num relacionamento. A verdadeira natureza do sexo, assim como a do amor, permanece um mistério para ela. Mas, apesar de todas as decepções que Maria enfrentou, demonstra imensa força de vontade para lutar pelo seu sonho, que é ser feliz ao lado da pessoa amada.
Paulo Coelho nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Leitores de 150 países, sem distinção de crenças ou culturas, converteram-no num dos autores de referência do nosso tempo. A lista de importantes prémios que lhe foram atribuídos é extensa. Paulo Coelho é também Conselheiro Especial da UNESCO.
Este livro retrata a realidade muitas vezes ignorada por uma sociedade machista que impõe ao sexo feminino a submissão. O autor aborda o tema, que é o sexo, sem tabus, ele traz-nos a realidade. O tema ajuda a reflectir sobre o tráfico das mulheres e revela a auto descoberta e o lado sagrado do sexo.
Cada um de nós pode imaginar-se nesta obra, pois quem é que, apesar de todas as partidas que a vida nos prega, não sonha viver aventuras e conhecer a sua “cara-metade”?



Joana Rodrigues, 11ºE, nº 15

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Império dos Sonhos



Este filme foi realizado em 2005 por Danny Cannon. Do elenco fazem parte Kuno Becker, como personagem principal, e Alessandro Nivola, Stephen Dillane e Anna Friel, entre outros. Este filme conta a história de um menino mexicano, chamado Santiago Munez, que tem o sonho de ser futebolista e atravessa o atlântico, pois um antigo jogador e observador (Stephen Dillane )vê-o jogar: ele era o craque e leva-o para o Newcastle. Santiago entra num conto de fadas porque, contra vontade do pai, que só gostava era de ter dinheiro e beber, como já se tem tornado normal nas pessoas (???), e até chega a roubar o filho (como se fosse normal). Santiago luta contra tudo e contra todos, só com a ajuda da avó, que está sempre com ele. Esteve de “malas feitas” para casa, quando foi “resgatado” por uma estrela que tinha chegado ao clube (Alessandro Nivola).
Será que todas as pessoas têm direito a estas oportunidades? Ou a conta bancária influencia muito? Pois agora a sociedade é um local onde os interesses se sobrepõem ao valor real das pessoas. Mas podem dizer que “o sonho comanda a vida”, que é verdade. Este filme ensina muitas lições de vida, como, por exemplo, que não devemos de desistir dos nossos sonhos pois, quando tudo parece perdido, há sempre uma chama acesa.


Rui Costa, 10ºA

Senhor dos Anéis


Título original: Senhor dos Anéis
Realizador: Peter Jackson
Género: Guerra/Aventura
Actores: Sean Bean, Orlando Bloom


O filme “Senhor dos Anéis” é uma trilogia rodada na Nova Zelândia. Baseado no livro de J.R.R. Tolkien, com um elenco de luxo como Sean Bean, Hugo Weaving e Orlando Bloom, entre outros.
Foi bem realizado e isso manifestou-se no sucesso que teve, sendo capaz de superar as expectativas dos fãs e da academia dos Óscares, pois teve 11 Óscares, entre os quais de melhor filme e de melhor actriz.
Muito longe de ser uma história real, pois não existem árvores falantes nem muito menos feiticeiros, poderá dizer-se que é um sonho ou pesadelo do realizador transformado em filme, já que este dedicou sete anos da sua vida profissional ao mesmo.
A banda sonora é adequada a cada momento, fazendo com que os espectadores se sintam personagens secundárias.
O elenco foi extraordinário, pois conseguiu fazer com que o “irreal” fosse [se tornasse] real para os espectadores.
É pena que Peter Jackson, tenha realizado este filme com intuito de ter fama e poder económico, e não com “paixão” à sétima arte. Apesar de ter prestígio junto do público, não conseguiu passar nenhuma mensagem concreta.
Assim, o bom cinema perde muito com este tipo de filmes, que são realizados com um fim tão pouco digno.
“Senhor dos Anéis” foi uma grande revelação.




Diana Fumega, 11ºG

O Reino

Após um atentado terrorista contra um edifício americano na Arábia Saudita, que provoca um número elevado de mortos maioritariamente americanos, gera-se uma crise politica entre os dois países. Tentando desbloquear esta situação cabe ao FBI enviar um equipa especial para o terreno para ajudar a policia local a capturar o terrorista responsável pelo atentado.

É esta a premissa inicial de “O Reino”, o novo filme de Peter Berg, um dos filmes mais esperados desta estação. Juntando no seu elenco nomes sonantes como Jamie fox, que se começa a impor como um dos nomes mais requisitados para este tipo de filmes nos EUA, Jenifer Gardner uma veterana de filmes de acção, Chris Cooper e Jason Bateman, este é um filme que aborda um tema actual: o terrorismo.

Este filme consegue contudo passar um pouca a fronteira do simples filme de acção dando-nos uma perspectiva politica do problema e do conflito entre duas culturas enquanto estas tentam trabalhar no mesmo sentido, sem nunca perder o rumo da narrativa e sem descurar as sequencias de acção que são umas das melhores partes do filme.

Uma das surpresas do filme é a interpretação de Ashraf Barhom no papel do coronel Al ghazi, responsável da policia local pela investigação, que consegue transmitir os sentimentos de toda uma comunidade que apesar de combater o problema do terrorismo não tem o reconhecimento da comunidade internacional.

Consegue ser um bom filme, conseguindo contar uma história que se poderia tornar banal, de uma maneira consistente e criando suspense além do óbvio.


Tiago Barbosa 11ºB

A culpa é da Tvi!


Depois de mais um dia de escola, só me apetece chegar a casa e ver um bocado de televisão, a relaxar no sofá. Num dos meus “zappings”, deparo-me com um programa, com o agora muito conhecido Castelo Branco e a Júlia Pinheiro, sentados num sofá, a discutir as botas da Merche. O programa era “As tardes da Júlia”, do canal Tvi.
Até aqui tudo bem, eu não ligava nenhuma à Tvi e fui para a minha Mtv. Qual foi o meu espanto quando, no outro dia, abri a revista que estava a ganhar pó na mesinha da sala, a “Maria”, para fazer o sudoku e resolvo dar uma vista d’olhos muito rápida pelo meio. O que encontrei fez-me dar voltas ao cérebro, mas ao menos deu-me um tema para a crítica que tinha que escrever para português. Era uma sondagem entre os 3 mais conhecidos canais abertos portugueses, de quem tinha tido mais audiências naquela semana e quais os programas desse mesmo canal que foram mais vistos.
Como eu estava a dizer, o meu espanto foi que o canal mais visto era, precisamente, a Tvi, com “As Tardes da Júlia”, em terceiro no ranking e o supra-sumo “Morangos com Açúcar”, em segundo. Mas está tudo tolo? É isto que o povo português anda a ver? O canal que, até nas notícias, passa mais notícias sobre o José Mourinho do que sobre o aumento do preço do petróleo, com mais tertúlias cor-de-rosa e publicidade que programas informativos e debates era o mais visto (com larga margem) pelos portugueses.
Uau! É assim que o país anda para a frente? Preferimos uma “A ilha dos Amores” (muito interessante) aos “Prós e Contras”?


André Matos, in qualquer uma menos a “Maria” (11º A)