terça-feira, 9 de outubro de 2007

Tão assustador...!

“Harry Potter e a Ordem da Fénix” é o quinto filme da saga “Harry Potter”. Realizado por David Yates, tem como actores principais Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson e Ralph Fennes.
Por muitos é considerado "o mais sombrio de todos". Perdão, sem querer ferir susceptibilidades, quando digo muitos refiro-me aos actores e equipa técnica, pois não se ouve mais ninguém a dizer que o filme é sombrio/assustador, nem mesmo uma criança de 8 anos que "teoricamente" não deve ver o filme por ser tão novo.
Sem dúvida, esse foi um dos grandes pontos fracos do filme. Digo “um dos grandes” porque, a consequente falta de desenvolvimento da acção e de suspense, no meu ver, devia ser sequencial, ou seja, evolução de filme para filme. o filme anterior ("Harry Potter e o Cálice de Fogo") criou expectativas que, este filme, "deitou por terra". A interminável duração do filme (2h e 20min. mais precisamente) torna-o“enfadonho”. Mas a quantidade nem sempre é sinónimo de qualidade e este filme é prova disso. Digo isto pois li o livro e penso que alguns pormenores que foram omitidos podiam melhorar a “trama”. Quem me dá razão são os ditos “fãs”’ que acham que este foi, sem dúvida, “o pior filme da saga”.
Mas nem tudo é mau neste filme. A professora Dolores Umbridge (interpretada pela actriz Imelda Staunton,) foi muito bem concebida, atrevo-me a dizer, melhor que a descrição dada por J.K. Rowling (para quem não sabe, a escritora do livro que originou esta brilhante adaptação do filme).
Agora, só me resta aguardar expectante para saber se valerá a pena continuar a ver os filmes de “Harry Potter”.

Ana Filipa, 11ºG


“Cem anos sem compreensão”




“Cem anos de solidão”, de Gabriel Garcia Marquez, (que recebeu um prémio Nobel da literatura) é um livro, para mim, muito confuso, começando pelos nomes dados às personagens (como por exemplo: família Buendía-Iguarán) que são muito “esquisitos”.

Num primeiro instante, estes nomes despertam interesse, mas quando se começa a ler esta história, que retrata estas famílias, que se aventuram em milagres, fantasias, obsessões, tragédias, incestos, adultérios, rebeldias, descobertas e condenações são a representação ao mesmo tempo do mito e da história, da tragédia e do amor do Mundo inteiro.

É precisamente pelo facto de esta obra abordar tantos temas juntos, ou seja, num dado momento tanto está a falar de um amor como, de repente, fala de uma fantasia, como logo de seguida fala de tragédias, que a considero bastante confusa, pois não gosto destes géneros de histórias que englobam muitos temas juntos.


Como já o referi, desperta interesse, mas no fim acabamos por ler a obra e não conseguimos explicar o que nela transmite.



Sofia Raquel D. Pereira
11ºE / Nº 26

O lado negro da vida




Uma história do lado negro da infância e do espírito inquebrantável de um homem ou mulher. É este o livro em que Danielle Steel demonstra a pobre, miserável, desgastante e horrorosa vida que levam muitas crianças, as quais sofrem maus-tratos, muitas vezes debaixo do nosso nariz, sem que deitemos conta disso; o que ela nos diz no livro é que, pelo facto de a infância não trazer boas recordações, não se pode desistir, pois ao fundo existe sempre uma luz que guia a outro caminho. Uma criança que sofre de maus-tratos em pequena, na flor da idade sofre uma desilusão amorosa. Quando dá por si, já está numa relação em que volta a sofrer pelo mesmo; mas o facto é de já não ser por quem era quando esta era pequena, o que quererá dizer que seria pelo que poderíamos chamar de “cara-metade”, mas que na realidade não seria [a estrutura da frase está algo confusa ;-)]. O próprio título demonstra-o: “Um longo caminho para casa”, pois nem tudo o que parece é, pois não é por uma criança nascer no seio de uma família que financeiramente se encontre estável [que...], muitas das vezes não existe o mais importante no seio dessa família que é o amor, carinho e afecto por parte dessas; Cada capítulo é marcado pelo lado negro da vida de muitas crianças.
Danielle Steel tenta assim sensibilizar e alertar, para que possamos nós tornar-nos suficientemente sábios e corajosos para proteger estas crianças. Aos olhos dela não podemos deixar isto passar-nos ao lado.







Paula Costa
11ºE/Nº20

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Tomem Lá Morangos!








Esta é, de facto, a fruta com que a TVI nos presenteia todos os dias da semana. Não é que não saiba que os frutos vermelhos são ricos em antioxidantes e, portanto, óptimos para a saúde… mas confesso que uma dose dupla todos os dias começa a não passar pela garganta. Porque será?
Será por causa dos “actores” não fazerem a mínima ideia que a palavra representar não é sinónima de falar com o “people” na esquina?
Não, não deve ser por causa disso. Afinal, com as roupas super fashion que eles usam quem é que vai reparar nas suas qualidades, ou não, enquanto actores?
Outra das coisas que me fascina na série é o facto dos alunos estarem com os amigos todo o dia, saírem todas as noites e mesmo assim conseguirem tirar altas notas. Acho que vou mandar um mail para me contarem qual é o segredo…
Contudo, o que dizem ser o grande motivo para o sucesso de audiências é o facto de se retratar o ambiente das escolas deste país. Algo que enche de orgulho o senhor José Eduardo Moniz.
Ora vejamos: as mesas, cadeiras e paredes são bem mais coloridas e modernas do que na minha escola.
Os quadros interactivos também ainda não chegaram, por cá continuamos a ter o velhinho quadro preto com o seu companheiro pau de giz.
No Inverno, as meninas da televisão continuam a usar as camisolas sexys sem mangas. Aqui os aquecedores não existem, por isso, os blusões que nos deixam parecidas com astronautas marcam sempre presença.
Mas nem tudo é pior. Os nossos professores não andam sempre a tentar tramar-nos com testes maquiavélicos, mas esforçam-se para que tenhamos os melhores resultados possíveis.
Ahhh!… os funcionários são fantásticos, pelo menos ainda nenhum foi preso por pirataria nem tentativas de homicídio.
Outra das vantagens são os nossos colegas. Ainda não assisti a nenhum que tentasse cortar o cabelo de outro, nem a outra brincadeirinha estúpida como esta.
Bom, as diferenças entre a realidade e ficção são notórias. Podem dizer que se trata de entretenimento, que se tudo fosse tal e qual a realidade seria uma “seca”!
Eu até posso concordar. Mas deixo umas dúvidas no ar: é este o tipo de programa que ajuda os jovens a enfrentar os problemas do seu dia-a-dia? Será benéfico para os milhares de crianças que vêem a série terem como ídolos e exemplos a seguir um “bando de gente” mimada, sem objectivos ou qualquer tipo de responsabilidades mas com uma carinha fantástica graças ao milagroso Clearasil?
De certeza que a resposta será sim!
Já agora quero aproveitar para felicitar a TVI pelas magníficas séries que constam na sua programação, nomeadamente Dr. House, Nip Tuck e The Office. Só é pena que, para ver estas produções internacionalmente conceituadas e premiadas, tenha de escolher entre ficar acordada até às 4 horas da manhã com café na mão e ir para a escola com umas olheiras lindíssimas ou aproveitar para faltar aos primeiros tempos de manhã.
Espero que a TVI, assim como as outras estações televisivas privadas e não privadas, continuem a prestar este maravilhoso serviço público. Mas deixo um conselho, arranjem alguns assistentes para o provedor do telespectador: é que o senhor já tem uma certa idade e desconfio que seja capaz de ver todas as cartas que lhe continuarão a chegar.





Tânia Daniela Falcão nº17 11º B

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

“O Zahir”


Pontuado por referências autobiográficas, “O Zahir” é uma história de grande subtileza e coragem e uma reflexão cuidada acerca do verdadeiro preço dos compromissos que assumimos na vida.
O título da obra intrigou-me bastante, pois desconhecia a palavra e, para além do mais, soava-me islâmico, cultura que eu, pessoalmente, acho misteriosa e fascinante. De facto, o termo “Zahir” provém da tradição islâmica e significa que é algo ou alguém que acaba por dominar completamente o pensamento, sem que se possa esquecê-lo em momento algum.
Não só o título me conquistou, como também a história em si.
Paulo Coelho é um dos escritores mais cobiçados do planeta, e com motivo, pois é um escritor que aborda temas diferentes. Neste livro os temas abordados são a liberdade, o amor, o destino e a auto descoberta. Esta obra fez-me sonhar, deu-me força de vontade para lutar pelos meus sonhos.
Em suma, adorei o livro, principalmente as curtas passagens que eu achei extremamente relevantes. Aqui um exemplo:

“No dia em que o homem permitir que o verdadeiro amor apareça, as coisas que estão bem estruturadas transformar-se-ão em confusão e irão pôr em causa tudo aquilo que achamos que é certo, que é verdadeiro.”

Simplesmente fantástico!




Joana Rodrigues, 11ºE, nº15

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O artigo crítico

Pois bem, meus amigos! Chega de preguiçar... o tempo dos gelados já passou e temos que combater (pelo menos) esse pecado capital! Vamos então dar uma dentada na PREGUIÇA e lançarmo-nos ao trabalho.

Aqui fica o convite (isto é um eufemismo... quer mesmo dizer OBRIGAÇÃO *evil mode on*):
escrevam um artigo crítico sobre um filme, livro ou álbum musical que vos tenha agradado/desagradado (fica ao vosso critério... estão a ver como sou amiguinha!).

Deixo-vos aqui, do tempo em que o Herman José era inspirador, a sua personagem "Lauro Dérmio", crítico de cinema, criado à imagem e semelhança de Lauro António... :D




Ah!!! E devo dizer-vos que o autêntico Lauro António está vivo e de boa saúde! Encontrei o seu blog! :D Este: http://lauroantonioapresenta.blogspot.com/

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Are you ready to rock&school?!?!?!







APRENDER A ESTUDAR









Estudar é muito importante, mas pode-se estudar de várias maneiras...
Muitas vezes estudar não é só aprender o que vem nos livros.


Estudar não é só ler nos livros que há nas escolas.
É também aprender a ser livres, sem ideias tolas.
Ler um livro é muito importante, às vezes, urgente.
Mas os livros não são o bastante para a gente ser gente.
É preciso aprender a escrever, mas também a viver, mas também a sonhar.
É preciso aprender a crescer, aprender a estudar.


Aprender a crescer quer dizer:
aprender a estudar, a conhecer os outros, a ajudar os outros,a viver com os outros.
E quem aprende a viver com os outros aprende sempre a viver bem consigo próprio.
Não merecer um castigo é estudar.
Estar contente consigo é estudar.
Aprender a terra, aprender o trigo e ter um amigo também é estudar.


Estudar também é repartir, também é saber dar o que a gente souber dividir para multiplicar.
Estudar é escrever um ditado sem ninguém nos ditar;
e se um erro nos for apontado é sabê-lo emendar.
É preciso, em vez de um tinteiro, ter uma cabeça que saiba pensar,
pois, na escola da vida, primeiro está saber estudar.


Contar todas as papoilas de um trigal é a mais linda conta que se pode fazer.
Dizer apenas música, quando se ouve um pássaro, pode ser a mais bela redacção do mundo...


Estudar é muito
mas pensar é tudo!


José Carlos Ary dos Santos


Bom regresso!... cá vos espero!... espero que não soe a ameaça... :P
Vamos estudar a pensar que pensar é o melhor dos estudos!... penso, que penso, que penso, que penso... (uma piscadela ao Adolfo Luxúria Canibal. Poeta.)



sábado, 25 de agosto de 2007

Self Slavery Service




Escravo de Si Mesmo


A suposição de que a identidade de uma pessoa transcende, em grandeza e importância, tudo o que ela possa fazer ou produzir é um elemento indispensável da dignidade humana. (...) Só os vulgares consentirão em atribuir a sua dignidade ao que fizeram; em virtude dessa condescendência serão «escravos e prisioneiros» das suas próprias faculdades e descobrirão, caso lhes reste algo mais que mera vaidade estulta, que ser escravo e prisioneiro de si mesmo é tão ou mais amargo e humilhante que ser escravo de outrem.


Hannah Arendt, in 'A Condição Humana'





quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Viver

"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas, mas também já decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já ri quando não podia, fiz amigos eternos.
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de felicidade, já vivi o amor e fiz juras eternas, já sofri muitas vezes! Já chorei a ouvir música e a ver fotos, já liguei só para ouvir uma voz, apaixonei-me por um sorriso.
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei por perder)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida. Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante."
(Charles Chaplin)

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

TORGA... o Gigante!!!!


Ontem não pude vir cá, para assinalar os 100 anos do nascimento de Miguel Torga, mas nunca é tarde para prestar homenagem a quem nos lembra que o Homem pode ser sempre Maior! E o Poeta, então, esse... nunca morre.


E o Poeta morreu.

A sombra do cipreste pôde enfim

Abraçar o cipreste.

O torrão

Caiu desfeito ao chão

Da aventura celeste.


Nenhum tormento mais, nenhuma imagem

(No caixão, ninguém pode

Fantasiar).

Pronto para a viagem

De acabar.


Só no ouvido dos versos,

Onde a seiva não corre,

Um rima perdura

A dizer com brandura

Que um Poeta não morre.


Miguel Torga



E como nunca é demais ouvir, ler, sentir Torga, peço-vos que relembrem o "Livro de Horas", o "Desfecho", o "Dies Irae", falados na aula, e deixo-vos, ainda...



Desço aos infernos, a descer em mim.

Mas agora o meu canto não perfura

O coração da morte,

À procura

Da sombra

Dum amor perdido.

Agora

É o repetido

Aceno

Do próprio abismo

Que me seduz.

É ele, embriaguez nocturna da vontade,

Que me obriga a sair da claridade

E a caminhar sem luz.


Ergo a voz e mergulho

Dentro do poço,

Neste moço

Heroísmo

Dos poetas,

Que enfrentam confiantes

O interdito

Guardado por gigantes,

Cães vigilantes

Aos portões do mito.


E entro finalmente

No reino tenebroso

Das minhas trevas.

Quebra-se a lira,

Cessa a melodia;

E um medo triste, de vergonha e assombro,

Gela-me o sangue, rio sem nascente,

Onde o céu, lá do alto, se reflecte,

Inútil como a paz que me promete.