segunda-feira, 4 de junho de 2007

Chamei-te


Chamei-te quando estava na solidão
Invoquei-te com medo de te perder
Chamei-te mas tu não me vieste ver
E o meu desespero foi em vão

Chamei-te por três dias seguidos
E três noites esperei tua chegada
Mas meus sonhos acabaram perdidos

Minha vida deu-se por acabada
Num imenso de sonhos esquecidos
Quando nao vieste minha Amada


Este poema, foi escrito por mim... Embora haja quem tenha gostado, aceito sugestões para o melhorar, pois para um "principiante" é impossível escrever um bom poema logo de início...

Kyrie



Em nome dos que choram,
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e de paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e os destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!

José Carlos Ary dos Santos


Escolhi este poema, porque o acho profundo... Demonstra os problemas que atormentam a sociedade actual, tal como a fome, a pobreza, o sofrimento... É um daqueles poemas que nos toca desde o início em que entramos em contacto com ele. Inexplicável...

POESIA AOS MOLHOS!!!!




Eis a nova proposta para esta estação, digo, período!!! :D

Deixemo-nos levar pelo calor que convida a despirmos o inverno dos nossos roupeiros e dispamos também a Alma!...
Escolham um poema que vos toque em particular e postem-no aqui. Digam também o que vos levou a escolhê-lo, aquilo que mais vos tocou... seja a temática, um verso, uma imagem, uma metáfora mais audaz, a musicalidade... enfim, deixem-se levar pelo instinto, deixem a poesia fluir!...


Nota: O poema deverá ser de um autor português (simplesmente, porque é esse o domínio que estamos a abordar...). Quem quiser aproveitar e apresentar um poema pessoal, poderá fazê-lo (e deve!), mas num outro tópico... assim as "regras" serão iguais para todos!

Vá lá!!!! Aventurem-se!!!

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Tempo :|


Infelizment sei que tu nao voltas atrás!

Sei que as lágrimas nunca me vão deixar.

A única coisa a fazer, acho que é te prolongar.

Mas será que isso irá dar?

Irá isso aliviar a tristeza que eu sinto ao ver-te passar?


Nao há mais nada que eu possa desejar,

sem primeiro te travar!

Um dia, dois, três e lá vais tu a passar.

Fica! Mas tu és tao ingrato que nem nisso podes pensar!

Eu faço tudo, mas por favor, pára d passar

e deixa-me aproveitar!


Aproveitar tudo o que é bom,

deixa-me aprender a brincar, a desejar, a amar!

Nao me deixes aqui sozinha. . .

Nao me deixes aqui perdida!

És bom demais para eu te abandonar.

Porque apesar de tudo, eu nunca te vou deixar.


Sara Vila-Chã *

quarta-feira, 23 de maio de 2007

CALHAU

Calhau. Um calhau
Tosco, feio, imperfeito.
Assim é um calhau...
Um calhau na praia
Rebolando com as ondas.
Todos somos calhaus
Rebolando por praias...
Calhaus. Somos todos calhaus
As ondas são os problemas
A maré é a vida
Ah…ah…ah…calhaus.
As ondas abatem-se sobre os calhaus
Os problemas também.
A maré avança galopando
A vida também
As ondas aumentam, os problemas também
Os calhaus afogam-se com as ondas
Uns resistem outros não
Calhaus…
A maré começa a diminuir…
A vida apaga-se…
Os calhaus partem-se e desaparecem…
Nós também…
As ondas diminuem
Os problemas não
Conclusão…
Somos calhaus que
Sofrem erosão das ondas
Até ao ponto que o
Calhau desaparece.
Foi desfeito pelos problemas
Engolido pelas ondas…
Mais calhaus menos calhaus…
A praia continua cheia…
Ninguém nota pela falta de um calhau
Sobretudo se ele for daqueles
Que fica por baixo de todos os outros
Cada vez são menos os calhaus
Calhaus somos nós…

O deserto da minha vida deserta...

Lá estava eu,
Um dia como outro qualquer
Toda a gente sentada e atenta
E eu nem isso estava sequer
Pensava no meu deserto
Um no qual nada se cultiva ou cava
Onde não existem oásis
Apenas ilusões e miragens
Nada neste deserto é real
Mas não deixa de ser fenomenal
O número de ilusões que nele encontro
Dos outros estas ilusões escondo
Quanto mais tento por
Estas miragens não ficar atraído
Mais agarrado a estas fico.
O que tem estas miragens de anormal?
Afinal de contas não são nada de especial
São ilusões como as outras
Ilusões de amizade
Sabendo que existe um traidor
Que pelas costas me apunhalou
E o punhal da traição nas minhas costas cravou.






Tiago Faria, 10ºC

quinta-feira, 17 de maio de 2007

O MEDO




Tenho medo!


Sim, medo de sofrer, vejo-me a perder-te, porquê???


Se te amo tanto, se luto por ti, segundo após segundo,


e só nos consigo ver num lugar sem fundo!


Tua atitude mudou, teu jeito simplificou e em mais um porquê na minha vida se tornou!


A tua ausência provoca feridas mais dolorosas que as próprias feridas carnais, como é possível? São tão profundas e incuráveis!


Teu jeitinho de menino meigo te abandonou e o teu coração num perdedor se tornou?!


Tenho medo de tua boca ouvir dizer aquelas palavras incrédulas...frias tristes e amarguradas " vai-te embora", " abandona meu coração, o teu amor sufoca-me"...


Nesse dia, quando ouvir de tua boca essas palavras, te virarei as costas e uma deus final cheio de lágrimas te direi!!!


O último aceno será para sempre, não mais meus lábios beijarás...nem meu rosto verás, nem tão pouco aquele meu perfume cheirarás... tudo, naquele instante, acabará.


O fim chegou inesperadamente a mim, sem eu querer, terminou e em mais um porquê na minha vida se tornou!


Amo-te, sim amo-te, mas essas palavras correram tudo que por ti sentia com é possível?


Mas, ao fim desse adeus, se quiseres lutar por mim será tarde demais. Eu terei encontrado outro rumo, noutro barco embarquei à procura da felicidade mútua... e encontrarei e um novo caminho. Longe de ti, seguirei...!!!


E, quando o adeus final surgir, pensa que eu já fui embora, já andei por caminhos certos e incertos, e não esperes mais por mim, porque tudo o que eu quero é um tempo para mim e sabes que vai ser inútil mudar o que faz parte de mim*


Só fica a vaguear, o medo do adeus definitivo... e de um amor perdido....“vagueador” de corações amargurados*






Tânia Gomes, 10ºA

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Fernando Pessoa

Bem, tive o privilégio das minhas maravilhosas amigas me oferecerem um poema do grandioso Fernando Pessoa!

Talvez muitos de vós, tal como eu, já tiveram oportunidade de o ler. . .

Mas não resisti em postar!!!

Não sei até que ponto é um exagero dizê-lo, mas conseguiu "mudar" muitas coisinhas na minha cabecinha!!!
:)

Fez-me pensar. . .



“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
Mas não me esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá á falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da sua própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus cada manha pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
Ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta.


Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia ainda vou construir um castelo…“




Fernando Pessoa




É lindíssimo

:')

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Simplesmente fantástico....

Quem já passou na feira Municipal de Barcelos pode ter a certeza que encontra de tudo. Eu também encontrei...
Foi na quinta-feira da Semana Aberta da escola e eu estava a passar na feira, para ir almoçar, quando vi algo que me surpreendeu. Fiquei estupefacta. até que o senhor, dono da tenda, com toda a boa educação disse: "tire uma fotografia a essas botas, para mostrar que elas existem e ponha no seu blog". Ao início não liguei, mas depois vi que podia ser porreiro postar a foto neste blog.
As botas são algo magnífico, algo surpreendente, mas se alguém as comprar que avise com tempo, porque assim as outras pessoas podem proteger-se...

terça-feira, 3 de abril de 2007

"Uns vêem antes de ver, os outros não sabem ver quando vêem."




Quantos se arrastam na vida sem ver, sem ter os olhos abertos para tudo o que a vida oferece, para a Luz e para a Sombra. Viver é revoltar-se todos os dias, é lutar por não cair na rotina empobrecedora do Espírito, aniquiladora da Vontade. É, em cada dia, morrer, para nascer no outro que se segue, sempre novo.


No título, citei - Judith Teixeira, Conferência "De Mim", 1926 - poetisa que importa conhecer e que tão injustamente foi esquecida... porque viveu na época de uma geração superior, a de Orpheu, e porque (é bem possível...) era mulher.


Deixo-vos o blog que lhe é dedicado http://wwweuropa.blogspot.com/ e, ainda, entre muitos mais, http://www.arlindo-correia.com/220705.html