segunda-feira, 26 de março de 2007

“O Código de Da Vinci”



“O Código de Da Vinci” é um romance extraordinariamente empolgante escrito por um dos mais brilhantes escritores da actualidade, “Dan Brown”.
Eu considero-o um livro fantástico, pois tem a capacidade incrível de fazer com que quanto mais se lê mais se tem vontade de ler. Todo o seu enredo absorve o leitor para uma trama elaborada até à mais ínfima escolha de palavras que nos leva a um incrível desfecho.
Outro dos pontos que o torna num livro formidável é conseguir misturar o passado com o presente. Sendo o seu tema principal a religião, o autor conseguiu levantar com extremo rigor histórico questões sobre o Cristianismo lentamente esquecidas com o passar dos anos e aproveita também para deixar a sua crítica a algumas “seitas” mais extremistas.
“Dan Brown” é um escritor que entrou bastante depressa para a ribalta sendo projectado pelo sucesso e polémica que os seus dois primeiros romances causaram, tendo uma bibliografia de apenas quatro livros: “O Código de Da Vinci”, “Anjos e Demónios”, “A Conspiração”, “Fortaleza Digital”.

Marta Gonçalves 10ºB nº.18

As Virgens Suicidas


Não há culpados pelas vidas que a tragédia reclama como suas, esta é aprincipal mensagem que Jeffrey Eugenides , faz passar no seu livro, “AsVirgens Suicidas”, utilizando uma realidade que, aos olhos de muita gente, é invisível ou até mesmo inexistente.


O autor informa-nos sobre um problema social ao qual não é dada a devida atenção - a crescente dificuldade dos adolescentes em aceitarem o mundo como ele lhes é entregue - através da história de cinco irmãs que escolhem as mais variadas formas de encerrar as suas vidas.


No final do livro, ele demonstra a pouca importância que as suas personalidades têm, desde a intelectual Therese, até à futurista Cecília, passando pela rebelde Lux, todas elas acabam por serem consumidas pelos desastres que a vida lhes foi oferecendo. Até hoje, este foi o livro que mais me marcou. À medida que o ia lendo e que os acontecimentos se iam desenrolando, eu só conseguia pensar na dor e no sofrimento pelo qual aquelas pobres raparigas estariam a passar. Claro que sei que é apenas ficção, fruto da imaginação do autor, mas quanto deste livro não é a realidade do nosso dia a dia?! Como estas personagens, existem milhares de pessoas por este mundo fora que optam pelo caminho do suicídio, devido aos problemas e às divergências que a vida lhes vai proporcionando. Na minha opinião, este livro merece ser lido porque, para além de ser muito interessante, alerta-nos para um problema a que qualquer pessoa está sujeita.
Marina Novais, 10ºA

A Filha da Floresta


Bem!!! Antes de ler este livro, li o livro “Quem ama acredita”, mas depois vi que já o tinham publicado (comentado), fiquei chateada, mas depois decidi ler outro, e então, falaram-me deste “A Filha da Floresta”. Este livro pertence a uma trilogia, é o primeiro! Ler este livro foi como entrar dentro de uma lenda celta, repleta de magia , amor, carvalhos, batalhas, e mistério…Sorcha é a filha da floresta, a sétima filha de um sétimo filho. Ela vive em Sevenwaters, uma casa perto de um grande lago onde vão desaguar sete riachos numa floresta da Irlanda e onde habitam as Criaturas Encantadas… Após a ter dado à luz, Niamh, mãe de Sorcha, morre e ela fica com os seus seis irmãos; Conor um aspirante a Druida, Liam já um líder, Padriac um aventureiro, Diamir e Comarck dois guerreiros e Finbar que fala com Sorcha sem serem ouvidos. Acho o livro com um ritmo incrível, empolgante e emocionate… Sobre os seis irmãos é lançado um feitiço terrível planeado por uma terrível madrasta recém chegada a Sevewaters, que os faz transformar em cisnes, ficando apenas com a forma humana na noite do Solstício de Verão e do Solstício de Inverno.Sorcha consegue fugir da madrasta para salvar os seus irmãos das suas formas selvagens. Para desfazer o feitiço Sorcha terá que tecer seis camisas feitas de morugem e colocá-las no pescoço de cada um dos seus irmãos e, até acabar de tecer as camisas, não poderá falar com ninguém.O que Sorcha passa nas florestas e cavernas da Irlanda e depois de ser capturada pelos bretões! Isto tudo em 3 anos!... é pois, um desafio enorme para uma rapariga de apenas 16 anos…
E quê??? Gostaram???? Eu gostei imenso. Esta história transmite que devemos sempre lutar por aquilo que queremos. Sorcha lutou pela libertação do feitiço que foi lançado aos seus seis irmão, pondo a sua própria vida em risco, mas o amor pelos irmãos ultrapassou tudo. (Ah! Leiam o seguinte livro, também é interessante).


Autora: Juliet Marillier.

Local: Nova Zelândia.



Emília Oliveira, 10ºB

As Feras Futebol Clube - Leon o Rei das Fintas


Para começar, gostava de dizer que o tempo que tive para ler o livro foi muito escasso. Também não tive muito tempo para escolher livros, por isso, da pouca escolha que tive este foi o escolhido… Este livro é do tipo infantil,mas com a realidade e a ficção a misturarem-se. Neste livro, está presente um grande sentido de humor por parte do autor! O livro está dividido em 21 capítulos. Neste comentário, é claro que,não vou falar dos capítulos todos, senão nunca mais me despacho! Lol… Vou fazer uma breve introdução ao livro, depois falar um pouco dos melhores capítulos e, para finalizar, uma conclusão.

Este livro fala sobre uma equipa de futebol, As Feras Futebol Clube, mais precisamente, de um grande jogador, Leon, que é um verdadeiro rei das fintas! A temporada futebolística começa, Leon e a malta estão desejosos para ir jogar futebol, só que o campo está ocupado por outra equipa que eles têm de vencer. E como? Num magnífico jogo de futebol. Adorei aquele momento, quase nas férias da Páscoa, em que Leon e os amigos não podem ir jogar futebol, porque o campo e toda a cidade estão cobertos de neve. Por isso, decidem dar uns toques na bola nas suas casas! Mas como toda a gente sabe, jogar futebol em casa nunca deu bom resultado. Como estes rapazes não fogem à regra, partem tudo o que têm em casa. Marlon e o seu irmão chutavam a bola com muita violência contra a parede do quarto.Acontecia o mesmo na casa de Fabi e em casa de Juli. Duas ruas mais abaixo, Maxi não podia jogar no seu quarto por causa da casa das barbies da irmã,por isso jogava na sala de estar. Rematava com muita força entre o espelho e a vitrina. Isto acontecia por toda a cidade, menos em casa de Raban.Faltavam dois dias para a Páscoa e a cidade via os primeiros raios de sol vindos do céu. O Inverno estava vencido. As férias estavam salvas. Leon e os seus amigos davam os últimos pontapés na bola em suas casas, que mais pareciam estádios olímpicos. Mas, o pior estava mesmo para acontecer. Era o último dia e tudo saia mal à rapaziada. Eram lâmpadas partidas, estantes de livros no meio do chão e até mesmo, a janelas de casa partidas. No dia a seguir, reinava a calma e o silêncio, até que os juízes, por outras palavras, os pais decidiam o que fazer aos filhos. Fabi foi condenado a três dias de prisã odomiciliária e a sua bola a desaparecer em cima do armário da sala de estar. Joschka e Juli foram condenados com dois dias sem jogar futebol e a sua bola seria esvaziada. Marlon e Leon tiveram que pagar a lâmpada que teriam partido e a bola deles foi parar à gaiola do hamster. Conclusão destes episódios todos. O Inverno conseguiu vencer os rapazes! Faltava apenas um dia para o jogo e, finalmente, aparece a equipa com que a formação de Willi (o treinador da equipa de Leon) se vai defrontar num magnífico jogo. Essa equipa era comandada por Michi, o Gordo… ele era o rei. Impunha respeito a toda a gente devido ao seu porte físico. A equipa de Michi apareceu no treino da equipa de Willi surpreendentemente por todos os lados. Estavam completamente cercados. Já no campo as duas equipas trocavam algumas palavras. Na noite que antecedia ao jogo a equipa de Willi nem conseguiu pregar olho. Eis chegado o grande dia! As equipas estavam no campo, mas na equipa de Leon faltava um jogador, Markus. Michi, exigiu que o jogo começasse mesmo sem o jogador que ainda faltava e afirmou também que a primeira equipa a marcar dez golos ganharia o jogo. O jogo começou bem para a equipa de Michi, o Gordo que ganhava por 5-0 ao intervalo. Depois do intervalo a equipa de Michi fez mais um, mas eis que chegava o primeiro golo de Maxi. O jogo esteve sempre empatado até aos 9-9. Raban foi quem fez o golo da vitória e assim a equipa de Leon vencia o jogo e ficava com o campo.Adorei este livro. Muita acção! Muito futebol!



João Martins, 10ºA

domingo, 25 de março de 2007

Super Homem


O Perfume

Obra revelada ao mundo em 1985 num jornal alemão escrito por Patrick Süskind. Genericamente falando, o livro retrata a vida de um homem, Jean-Baptiste Grenouille, que nasceu sem cheiro e com um sentido de olfacto mais apurado que qualquer homem ou animal à face da terra…

O livro descreve as peripécias da personagem desde infante até ao momento da sua morte, numa noite fatídica, em Paris, local onde nasceu e só voltou para morrer, após ter cometido vinte e seis homicídios, ter sido cobaia numa experiência com o propósito de mostrar que a terra é venenosa, criado um perfume e ter escapado à pena de morte no dia da execução.

Algumas personagens:

Padre Terrier: O primeiro a odiar verdadeiramente Grenouille, foi o primeiro a defender esta aparentemente inocente criatura quando este era bebé, mas acabou por ser exemplo da máxima francesa: “C’est du bon Vin qui se fait le plus fort vinaigre” é do melhor vinho que se faz o vinagre mais forte. Assim, Grenouille provou, pela primeira vez, o intrigante sentimento de ódio, não desdém ou indiferença, não raiva ou ciúme, mas sim ódio, por parte daquele que primeiro se preocupou em amá-lo como ser puro que a priori seria de esperar que fosse.

Madame Gaillard: Carcaça robusta, insípida e sem qualquer réstia de humanidade além daquela que a cara comprovava. Foi dela que Grenouille sentiu a mesma atenção que os outros órfãos na casa desta ama recebiam. Grenouille foi homem como os outros, apenas aos olhos de Madame Gaillard, muito provavelmente pela incapacidade desta sentir odores, o que fez com que não notasse que Jean-Baptiste não possuía um.

Jean-Baptiste Grenouille: Se o grande Feodor M. Dostoievsky fosse contemporâneo de Patrick Süskind teria, sem dúvida, admirado esta personagem como o derradeiro Super-Homem.

Dostoievsky comparava, na sua excepcional obra “Crime e Castigo”, Raskalnikov, a personagem do livro, aspirante a Super-Homem, a Napoleão Bonaparte, sendo este, a seu ver, o melhor exemplo de Super-Homem descrito nos tecidos da musa Clio. Super-Homem será aquele que, provido de uma vontade superior, atinge o patamar máximo da evolução possível a um indivíduo, aquele que se rege apenas pelo seu desejo e luta incessantemente pelos seus objectivos, seguindo nenhuma ambição que não a sua. Bonaparte era o melhor exemplo, pois só se vergou perante poderosos Impérios, enquanto que Grenouille, bem, já lá chego…

Ao contrário do que possa parecer, este livro não trata, nem retrata qualquer tragédia, mas sim a grandiosidade pessoal de quem, para os outros, seria indubitavelmente medíocre até morrer em qualquer canto onde nem a luz do sol chega.

Mesmo enquanto escrevo isto, a grandiosidade desta obra é-me completamente arrebatadora, mesmo que só réstias da sua imponência ainda pairem na minha falível memória. Esta é a derradeira alegoria de como a vida do Super-Homem, segundo Dostoievsky e Nietzsche deve ser vivida, e em alguns pontos da sua odisseia pessoal, Grenouille quase que suplanta as expectativas destes no que diz respeito ao abismo que separa o Super-Homem da Humanidade. Enquanto que Napoleão nunca atingiu o estatuto consagrado, pois se infectou conscientemente com a humanidade aquando do casamento com Josefina e a consequente procriação, Grenouille foi sempre puro, mesmo no seu ponto mais baixo, daquilo que se possa parecer a dignidade humana, mesmo quando dependia e foi submisso a homens cuja grandiosidade não fazia sombra a um escarro seu, Grenouille agiu conforme os seus propósitos, descartando-se dos desgraçados que ousavam usufruir da sua pessoa no momento em que findasse a sua utilidade.

Todas as jovens, desd’aquela na Rua Marais, quando Grenouille tinha apenas quinze anos, até a Laure Richis, foram peões insignificantes imolados em holocausto, não, não a uma divindade, mas para fins divinos, o que me obriga a aceitar que sejam tratadas como vítimas, mas nunca como perdas. Grenouille foi mais que divino, ao contrário de deus, que cria do nada moldando o ser a seu bel-prazer, Grenouille pegou numa ínfima porção da totalidade das cachopas e tornou-a maior do que elas poderiam alguma vez ser, é como se ele tivesse sacrificado vinte e cinco pétalas de rosas com o propósito de lhes extrair a verdadeira essência da rosa, essência essa maior em qualidade e importância que todas as rosas.

O morticínio que antecede a criação do perfume é tão facilmente desculpável que até eu, que me considero pouco macabro e bastante normal nestes assuntos mortiços, encontro uma enorme dificuldade em chamar Grenouille de assassino.

É impossível falar da moralidade das suas acções, sem antes perceber o seu mundo. Grenouille habita um mundo etéreo onde tudo se define pela alma, e a alma de tudo é o cheiro. Considerando isto, é tão condenável o sacrifício das jovens como para nós é condenável consumir apenas o miolo de qualquer fruto seco. Grenouille, sufocando a jovem da Rua Marais, apenas se livrou da casca para saborear plenamente a deliciosa noz que é seu cheiro.

Mesmo sem recorrer a este pensamento, consigo perdoar os actos de Grenouille. Voltando à obra de Dostoievsky, quando Raskalnikov se encontra no momento de reflexão da legitimidade do assassínio da velha penhorista pergunta-se: “Será que se Napoleão se encontrasse afastado dos seus objectivos apenas pela vida desta velha, hesitaria em matá-la???” a resposta era um estrondoso “não”. Assim, Grenouille tinha entre si e a criação do super-cheiro, o odor ao qual todos os odores convergem e sem o qual nenhum odor faz sentido, vinte e cinco vidas, condenadas a levar para a cova sombras e vestígios da grandiosidade que em tempos detinham e nunca usaram, devido, provavelmente, à incapacidade de se aperceberem que encerravam em si tal riqueza.

A magnitude desta escolha, e contudo, a facilidade com que se decide… Ser maior que Prometeu ou resignar-se à insignificância inerente a quem se rege pelas leis e morais da mortal e debochada Humanidade…

Grenouille escolheu a via prometeica, abalando os alicerces do mundo após se ter servido de um pouquinho de humanidade, atingindo assim o estatuto irrefutável do Super-Homem, aquele que viveu com um propósito e morreu após cumprido, a vida perfeita. Nem o nascimento atroz, nem as tentativas de homicídio das quais foi vítima enquanto criança, nem a esplenite, nem os sete anos de solidão, nem o trauma de não possuir o único elemento que tinha como válido, o odor, nem as batalhas dos Titãs que acabaram nos portões de Tártaro, nem a morte do Messias, nem a peste negra, nada, mas absolutamente nada, se iguala em grandiosidade ao facto de Grenouille ter sido Todo na sua curta vida.

Não ponho por palavras o amargo ciúme que me consome face à vida dele, porque tal me parece impossível.

Resumindo, esta é a obra que retrata um homem que viveu para um só fim e se extinguiu recorrendo a ele… Perfeito…

Bruno Senra, 10ºG

sábado, 24 de março de 2007

Diário De Anne Frank




O diário de Anne Frank suscita uma viagem ao passado, e talvez mesmo ao presente.


Este diário revela os dissabores da sua vida, bem como as suas pequenas alegrias. Para fugir das perseguições de Hilter, Anne, sua família e alguns acompanhantes, viram-se forçados a "mergulhar" (?).


Neste incrivel diário é possível observar a sua incrível maturidade, que foi adquirida através do seu isolamento e do seu medo de ser descoberta.


Anne é uma adolescente sincera, que reconhece os seus defeitos e as suas qualidades, e o diário é onde ela, durante os anos em que esteve "mergulhada", guarda a recordação de todos os episódios vividos, bons e maus.


Podemos ainda reconhecer a sua inteligência e o facto de ela, na maioria das ocasiões, querer saber sempre mais.


Este diário é um livro que aconselho a todos, pois retrata a vida de uma adolescente na 2ª guerra mundial, que passa por muitas dificuldades, ao contrário da maioria de nós!!




texto escrito pela Sara Anjo do 10ºB

sexta-feira, 23 de março de 2007

O diário de Anne Frank




É uma história que relata verdadeiramente o sofrimento vivido pelos judeus, durante o tempo em que Hitler governou.
Demonstra o grande valor dos amigos, da família e também que os nossos sonhos se concretizam. O sonho de Anne de se tornar conhecida realizou-se apesar de ela já ter falecido.
Relata os momentos vividos no anexo secreto de uma forma ligeira e nada cansativa. Este livro toca-nos, pois dá-nos, mais de perto, a realidade vivida pelos judeus durante o holocausto, estavam restringidos de muitas actividades e sofriam muitas ameaças.
A linguagem utilizada no livro é familiar e, por isso, de fácil acesso e interpretação por parte de qualquer pessoa.
Anne Frank era uma jovem notável pois teve sempre coragem e fazia muitos planos para o futuro.
É um relato muito conhecido, escrito por uma menina judia ainda adolescente, que viria a morrer antes de se tornar maior de idade, uma vítima entre os muitos milhões de judeus que sofreram com a brutalidade e intolerância do nazismo alemão.
Recomendo este livro pois contribui para o enriquecimento da nossa cultura geral, já que o tema “Nazismo” é um tema Mundial. É um dos livros que nunca esquecerei. Por saber que tudo se tinha passado, pela história do livro ser verdadeira; pelo sentimento; pela intensidade da narrativa de Anne. Pelas coisas que ela escreve e pelos sonhos desfeitos.




Tiago Barbosa nº25 tº10B

Dádiva Divina



Dádiva Divina


"Fabricar um Golem é uma empresa perigosa; como qualquer criação maior, coloca em risco a vida do criador – fonte de perigo, todavia, não é o Golem ou as forças que dele emanam, mas o próprio homem.” – Gershom Scholem

Não é sobre a criação de um Golem, aquilo de que nos fala este livro. E está bem longe disso, assim como de ser apenas um livro. Este livro encontra-se dividido em 2 livros. Um contado por um narrador, e outro contado pela personagem principal, sob a forma de Carta. Este livro, inicia-se com a história de Samuel Espinosa, detective particular em Nova York. Sam (nome pelo qual prefere ser tratado) é um judeu, sem qualquer interesse pela religião, cuja carreira se encontra em decadência pela falta de clientes. É então que Sam é chamado a uma clínica e contratado para procurar um homem. Trabalho até bem generoso, pois não havia qualquer obrigação em o terminar. Bastando-lhe mostrar provas de que se tinha esforçado, Sam receberia o pagamento. Além do pagamento final, Sam teria o direito de gastar dinheiro para as suas deslocações, alimentação e lazeres, sem qualquer problema. Proposta tentadora…
Sam aceita e parte para Adis Abeba, na Etiópia, em busca deste sujeito, pois havia sido informado que foi naquela cidade que ele fora visto recentemente. Sam acaba por conhecer um padre cujas intenções são as de o matar. É aí que foge. Tendo apenas como ajuda alguns estranhos, Sam tenta chegar a Moçambique, plano esse que não é bem sucedido. Sam chega a Moçambique, mas não vivo… Morto. Sim, Sam chega a Moçambique morto (aqui começa o segundo livro) e é ressuscitado por um transplante de sangue. Sam conhece então a pobreza pela qual este país passa, a discriminação, e as doenças. Aqui, é orientado e enviado para Lisboa, local onde lhe disseram encontrar aquele que procura. Sam encontra finalmente esse homem. Um sem abrigo. Um homem de enorme pobreza.
Sam leva, então, o seu “prémio” para a clínica pela qual foi contratado. Aqui, Sam descobre o “porquê” de todo esse interesse num sujeito pobre. Sam descobre que esse sujeito era, na realidade...
Sam descobre quem era na realidade esse sujeito e o porquê de tanto interesse nele. Descobre também como foi possível voltar à vida com apenas uma transfusão de sangue. Mas tudo isso foi descoberto por Samuel Espinosa (e por mim claro). Se quiserem, leiam também vocês este livro. Serão contrastados os motivos pelos quais, um homem deveria viver para sempre, com os motivos pelos quais não deve viver. São também abordados os motivos pelos quais ninguém gostaria de viver para sempre. Tudo isto, num livro emocionante que nos cativa de forma impressionante do início ao fim, não sendo um livro propriamente maçador, pois pelo meio, somos confrontados com situações caricatas, que o autor aproveita para ironizar e exprimir o seu sentido critico.

O autor:


Rui Zink nasceu em Lisboa em 1961.Licenciou-se em Estudos Portugueses na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É nesta mesma Faculdade que lecciona actualmente a cadeira de Literatura Portuguesa. Se tiverem interesse em conhecer a biografia do autor, assim como a sua bibliografia, completas, podem optar por seguir o link:
http://www.webboom.pt/autordestaque.asp?ent_id=1131850&area=01

O Código Da Vinci



Uma mensagem inesperada vai alterar o percurso das vidas do catedrático/simbologista Robert Langdon e da irreverente criptologista Sophie Neveu: Jaques Saunière é encontrado morto.

E nada teria de especial este facto, não fosse Langdon o principal suspeito do seu assassinato, não fosse a vítima o avô de Sophie, conservador do Museu do Louvre, e membro da mítica sociedade secreta, o Priorado de Sião, da qual fizeram parte Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e o próprio Leonardo Da Vinci.



Apercebendo-se de que não sobreviveria ao alvejamento, Sauniére deixa um código para que Sophie encontre Langdon, e que, com este, decifre todos os outros códigos encadeados, que vão surgindo ao longo da história, para que possam desvendar o mistério do seu assassínio, e do Priorado de Sião.




À medida que a história avança, e que os protagonistas se aproximam da verdade, o leitor sente aquela vontade imensa de “mastigar” o conteúdo da obra, e de se demorar nele, para que não mais acabe. Isto porque, todos os códigos, estando ligados ao Priorado de Sião, estão associados ao conceito de Sagrado Feminino, e ao mistério do Santo Graal que o autor nos leva a crer ter sido perdido com a fundação da Igreja Católica.



É neste Universo, em que acção está sempre presente, que Dan Brown nos seduz com os “factos” históricos, controversos em si mesmos, dividindo-nos entre a fé e a racionalidade, pondo em causa tudo aquilo em que, até hoje, acreditamos.



Apesar de deliciosas, as referências históricas dadas pelo autor nem sempre são verdadeiras, e existem documentários que desmistificam toda a história d’O Código Da Vinci.



Dan Brown é natural de Exeter (E.U.A), 1964. Trabalhou na Phillips Exeter Academy como professor de matemática, onde se licenciou. Posteriormente, em 1982, entrou para o Amherst College, onde iniciou o seu estudo aprofundado sobre as obras de Leonardo Da Vinci. Escreveu cinco romances, entre os quais Os Anjos e Demónios - a primeira aventura do catedrático Robert Langdon.




De todas as formas, para quem não gosta de ler, este é o livro ideal – fala voz da experiência!








Bruno, nº2, 10ºG

quinta-feira, 22 de março de 2007

"A Fórmula de Deus"


"Deus não joga aos dados." (Albert Einstein)

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao Universo, ainda não adquiri a certeza absoluta." (Albert Einstein)

Durante séculos tentamos explicar a Génese da nossa existência. Todavia nunca o conseguimos provar.

Seremos nós obra de Deus? Seremos nós o resultado de uma experiência da natureza?

“Deus não foge aos dados e sabe aquilo que faz.” (Albert Einstein)

50 Anos após a morte de A. Einstein, é descoberta uma mensagem cifrada, que pode ser a chave para revelar o mistério da existência do Homem.

Porém, esse documento está na posse do Governo Iraniano, que tenta por todos os meios assegurar os serviços do professor português Tomás Noronha.

Quando Noronha aceita o trabalho, apercebe-se de que se trata de um trabalho de risco, pondo em perigo a vida daqueles que ama. No entanto, arrisca tudo para decifrar o enigmático código de Einstein…

Será possível provar a existência de Deus?


(O livro foi escrito por José Rodrigues dos Santos.)