domingo, 25 de março de 2007

Super Homem


O Perfume

Obra revelada ao mundo em 1985 num jornal alemão escrito por Patrick Süskind. Genericamente falando, o livro retrata a vida de um homem, Jean-Baptiste Grenouille, que nasceu sem cheiro e com um sentido de olfacto mais apurado que qualquer homem ou animal à face da terra…

O livro descreve as peripécias da personagem desde infante até ao momento da sua morte, numa noite fatídica, em Paris, local onde nasceu e só voltou para morrer, após ter cometido vinte e seis homicídios, ter sido cobaia numa experiência com o propósito de mostrar que a terra é venenosa, criado um perfume e ter escapado à pena de morte no dia da execução.

Algumas personagens:

Padre Terrier: O primeiro a odiar verdadeiramente Grenouille, foi o primeiro a defender esta aparentemente inocente criatura quando este era bebé, mas acabou por ser exemplo da máxima francesa: “C’est du bon Vin qui se fait le plus fort vinaigre” é do melhor vinho que se faz o vinagre mais forte. Assim, Grenouille provou, pela primeira vez, o intrigante sentimento de ódio, não desdém ou indiferença, não raiva ou ciúme, mas sim ódio, por parte daquele que primeiro se preocupou em amá-lo como ser puro que a priori seria de esperar que fosse.

Madame Gaillard: Carcaça robusta, insípida e sem qualquer réstia de humanidade além daquela que a cara comprovava. Foi dela que Grenouille sentiu a mesma atenção que os outros órfãos na casa desta ama recebiam. Grenouille foi homem como os outros, apenas aos olhos de Madame Gaillard, muito provavelmente pela incapacidade desta sentir odores, o que fez com que não notasse que Jean-Baptiste não possuía um.

Jean-Baptiste Grenouille: Se o grande Feodor M. Dostoievsky fosse contemporâneo de Patrick Süskind teria, sem dúvida, admirado esta personagem como o derradeiro Super-Homem.

Dostoievsky comparava, na sua excepcional obra “Crime e Castigo”, Raskalnikov, a personagem do livro, aspirante a Super-Homem, a Napoleão Bonaparte, sendo este, a seu ver, o melhor exemplo de Super-Homem descrito nos tecidos da musa Clio. Super-Homem será aquele que, provido de uma vontade superior, atinge o patamar máximo da evolução possível a um indivíduo, aquele que se rege apenas pelo seu desejo e luta incessantemente pelos seus objectivos, seguindo nenhuma ambição que não a sua. Bonaparte era o melhor exemplo, pois só se vergou perante poderosos Impérios, enquanto que Grenouille, bem, já lá chego…

Ao contrário do que possa parecer, este livro não trata, nem retrata qualquer tragédia, mas sim a grandiosidade pessoal de quem, para os outros, seria indubitavelmente medíocre até morrer em qualquer canto onde nem a luz do sol chega.

Mesmo enquanto escrevo isto, a grandiosidade desta obra é-me completamente arrebatadora, mesmo que só réstias da sua imponência ainda pairem na minha falível memória. Esta é a derradeira alegoria de como a vida do Super-Homem, segundo Dostoievsky e Nietzsche deve ser vivida, e em alguns pontos da sua odisseia pessoal, Grenouille quase que suplanta as expectativas destes no que diz respeito ao abismo que separa o Super-Homem da Humanidade. Enquanto que Napoleão nunca atingiu o estatuto consagrado, pois se infectou conscientemente com a humanidade aquando do casamento com Josefina e a consequente procriação, Grenouille foi sempre puro, mesmo no seu ponto mais baixo, daquilo que se possa parecer a dignidade humana, mesmo quando dependia e foi submisso a homens cuja grandiosidade não fazia sombra a um escarro seu, Grenouille agiu conforme os seus propósitos, descartando-se dos desgraçados que ousavam usufruir da sua pessoa no momento em que findasse a sua utilidade.

Todas as jovens, desd’aquela na Rua Marais, quando Grenouille tinha apenas quinze anos, até a Laure Richis, foram peões insignificantes imolados em holocausto, não, não a uma divindade, mas para fins divinos, o que me obriga a aceitar que sejam tratadas como vítimas, mas nunca como perdas. Grenouille foi mais que divino, ao contrário de deus, que cria do nada moldando o ser a seu bel-prazer, Grenouille pegou numa ínfima porção da totalidade das cachopas e tornou-a maior do que elas poderiam alguma vez ser, é como se ele tivesse sacrificado vinte e cinco pétalas de rosas com o propósito de lhes extrair a verdadeira essência da rosa, essência essa maior em qualidade e importância que todas as rosas.

O morticínio que antecede a criação do perfume é tão facilmente desculpável que até eu, que me considero pouco macabro e bastante normal nestes assuntos mortiços, encontro uma enorme dificuldade em chamar Grenouille de assassino.

É impossível falar da moralidade das suas acções, sem antes perceber o seu mundo. Grenouille habita um mundo etéreo onde tudo se define pela alma, e a alma de tudo é o cheiro. Considerando isto, é tão condenável o sacrifício das jovens como para nós é condenável consumir apenas o miolo de qualquer fruto seco. Grenouille, sufocando a jovem da Rua Marais, apenas se livrou da casca para saborear plenamente a deliciosa noz que é seu cheiro.

Mesmo sem recorrer a este pensamento, consigo perdoar os actos de Grenouille. Voltando à obra de Dostoievsky, quando Raskalnikov se encontra no momento de reflexão da legitimidade do assassínio da velha penhorista pergunta-se: “Será que se Napoleão se encontrasse afastado dos seus objectivos apenas pela vida desta velha, hesitaria em matá-la???” a resposta era um estrondoso “não”. Assim, Grenouille tinha entre si e a criação do super-cheiro, o odor ao qual todos os odores convergem e sem o qual nenhum odor faz sentido, vinte e cinco vidas, condenadas a levar para a cova sombras e vestígios da grandiosidade que em tempos detinham e nunca usaram, devido, provavelmente, à incapacidade de se aperceberem que encerravam em si tal riqueza.

A magnitude desta escolha, e contudo, a facilidade com que se decide… Ser maior que Prometeu ou resignar-se à insignificância inerente a quem se rege pelas leis e morais da mortal e debochada Humanidade…

Grenouille escolheu a via prometeica, abalando os alicerces do mundo após se ter servido de um pouquinho de humanidade, atingindo assim o estatuto irrefutável do Super-Homem, aquele que viveu com um propósito e morreu após cumprido, a vida perfeita. Nem o nascimento atroz, nem as tentativas de homicídio das quais foi vítima enquanto criança, nem a esplenite, nem os sete anos de solidão, nem o trauma de não possuir o único elemento que tinha como válido, o odor, nem as batalhas dos Titãs que acabaram nos portões de Tártaro, nem a morte do Messias, nem a peste negra, nada, mas absolutamente nada, se iguala em grandiosidade ao facto de Grenouille ter sido Todo na sua curta vida.

Não ponho por palavras o amargo ciúme que me consome face à vida dele, porque tal me parece impossível.

Resumindo, esta é a obra que retrata um homem que viveu para um só fim e se extinguiu recorrendo a ele… Perfeito…

Bruno Senra, 10ºG

sábado, 24 de março de 2007

Diário De Anne Frank




O diário de Anne Frank suscita uma viagem ao passado, e talvez mesmo ao presente.


Este diário revela os dissabores da sua vida, bem como as suas pequenas alegrias. Para fugir das perseguições de Hilter, Anne, sua família e alguns acompanhantes, viram-se forçados a "mergulhar" (?).


Neste incrivel diário é possível observar a sua incrível maturidade, que foi adquirida através do seu isolamento e do seu medo de ser descoberta.


Anne é uma adolescente sincera, que reconhece os seus defeitos e as suas qualidades, e o diário é onde ela, durante os anos em que esteve "mergulhada", guarda a recordação de todos os episódios vividos, bons e maus.


Podemos ainda reconhecer a sua inteligência e o facto de ela, na maioria das ocasiões, querer saber sempre mais.


Este diário é um livro que aconselho a todos, pois retrata a vida de uma adolescente na 2ª guerra mundial, que passa por muitas dificuldades, ao contrário da maioria de nós!!




texto escrito pela Sara Anjo do 10ºB

sexta-feira, 23 de março de 2007

O diário de Anne Frank




É uma história que relata verdadeiramente o sofrimento vivido pelos judeus, durante o tempo em que Hitler governou.
Demonstra o grande valor dos amigos, da família e também que os nossos sonhos se concretizam. O sonho de Anne de se tornar conhecida realizou-se apesar de ela já ter falecido.
Relata os momentos vividos no anexo secreto de uma forma ligeira e nada cansativa. Este livro toca-nos, pois dá-nos, mais de perto, a realidade vivida pelos judeus durante o holocausto, estavam restringidos de muitas actividades e sofriam muitas ameaças.
A linguagem utilizada no livro é familiar e, por isso, de fácil acesso e interpretação por parte de qualquer pessoa.
Anne Frank era uma jovem notável pois teve sempre coragem e fazia muitos planos para o futuro.
É um relato muito conhecido, escrito por uma menina judia ainda adolescente, que viria a morrer antes de se tornar maior de idade, uma vítima entre os muitos milhões de judeus que sofreram com a brutalidade e intolerância do nazismo alemão.
Recomendo este livro pois contribui para o enriquecimento da nossa cultura geral, já que o tema “Nazismo” é um tema Mundial. É um dos livros que nunca esquecerei. Por saber que tudo se tinha passado, pela história do livro ser verdadeira; pelo sentimento; pela intensidade da narrativa de Anne. Pelas coisas que ela escreve e pelos sonhos desfeitos.




Tiago Barbosa nº25 tº10B

Dádiva Divina



Dádiva Divina


"Fabricar um Golem é uma empresa perigosa; como qualquer criação maior, coloca em risco a vida do criador – fonte de perigo, todavia, não é o Golem ou as forças que dele emanam, mas o próprio homem.” – Gershom Scholem

Não é sobre a criação de um Golem, aquilo de que nos fala este livro. E está bem longe disso, assim como de ser apenas um livro. Este livro encontra-se dividido em 2 livros. Um contado por um narrador, e outro contado pela personagem principal, sob a forma de Carta. Este livro, inicia-se com a história de Samuel Espinosa, detective particular em Nova York. Sam (nome pelo qual prefere ser tratado) é um judeu, sem qualquer interesse pela religião, cuja carreira se encontra em decadência pela falta de clientes. É então que Sam é chamado a uma clínica e contratado para procurar um homem. Trabalho até bem generoso, pois não havia qualquer obrigação em o terminar. Bastando-lhe mostrar provas de que se tinha esforçado, Sam receberia o pagamento. Além do pagamento final, Sam teria o direito de gastar dinheiro para as suas deslocações, alimentação e lazeres, sem qualquer problema. Proposta tentadora…
Sam aceita e parte para Adis Abeba, na Etiópia, em busca deste sujeito, pois havia sido informado que foi naquela cidade que ele fora visto recentemente. Sam acaba por conhecer um padre cujas intenções são as de o matar. É aí que foge. Tendo apenas como ajuda alguns estranhos, Sam tenta chegar a Moçambique, plano esse que não é bem sucedido. Sam chega a Moçambique, mas não vivo… Morto. Sim, Sam chega a Moçambique morto (aqui começa o segundo livro) e é ressuscitado por um transplante de sangue. Sam conhece então a pobreza pela qual este país passa, a discriminação, e as doenças. Aqui, é orientado e enviado para Lisboa, local onde lhe disseram encontrar aquele que procura. Sam encontra finalmente esse homem. Um sem abrigo. Um homem de enorme pobreza.
Sam leva, então, o seu “prémio” para a clínica pela qual foi contratado. Aqui, Sam descobre o “porquê” de todo esse interesse num sujeito pobre. Sam descobre que esse sujeito era, na realidade...
Sam descobre quem era na realidade esse sujeito e o porquê de tanto interesse nele. Descobre também como foi possível voltar à vida com apenas uma transfusão de sangue. Mas tudo isso foi descoberto por Samuel Espinosa (e por mim claro). Se quiserem, leiam também vocês este livro. Serão contrastados os motivos pelos quais, um homem deveria viver para sempre, com os motivos pelos quais não deve viver. São também abordados os motivos pelos quais ninguém gostaria de viver para sempre. Tudo isto, num livro emocionante que nos cativa de forma impressionante do início ao fim, não sendo um livro propriamente maçador, pois pelo meio, somos confrontados com situações caricatas, que o autor aproveita para ironizar e exprimir o seu sentido critico.

O autor:


Rui Zink nasceu em Lisboa em 1961.Licenciou-se em Estudos Portugueses na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É nesta mesma Faculdade que lecciona actualmente a cadeira de Literatura Portuguesa. Se tiverem interesse em conhecer a biografia do autor, assim como a sua bibliografia, completas, podem optar por seguir o link:
http://www.webboom.pt/autordestaque.asp?ent_id=1131850&area=01

O Código Da Vinci



Uma mensagem inesperada vai alterar o percurso das vidas do catedrático/simbologista Robert Langdon e da irreverente criptologista Sophie Neveu: Jaques Saunière é encontrado morto.

E nada teria de especial este facto, não fosse Langdon o principal suspeito do seu assassinato, não fosse a vítima o avô de Sophie, conservador do Museu do Louvre, e membro da mítica sociedade secreta, o Priorado de Sião, da qual fizeram parte Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e o próprio Leonardo Da Vinci.



Apercebendo-se de que não sobreviveria ao alvejamento, Sauniére deixa um código para que Sophie encontre Langdon, e que, com este, decifre todos os outros códigos encadeados, que vão surgindo ao longo da história, para que possam desvendar o mistério do seu assassínio, e do Priorado de Sião.




À medida que a história avança, e que os protagonistas se aproximam da verdade, o leitor sente aquela vontade imensa de “mastigar” o conteúdo da obra, e de se demorar nele, para que não mais acabe. Isto porque, todos os códigos, estando ligados ao Priorado de Sião, estão associados ao conceito de Sagrado Feminino, e ao mistério do Santo Graal que o autor nos leva a crer ter sido perdido com a fundação da Igreja Católica.



É neste Universo, em que acção está sempre presente, que Dan Brown nos seduz com os “factos” históricos, controversos em si mesmos, dividindo-nos entre a fé e a racionalidade, pondo em causa tudo aquilo em que, até hoje, acreditamos.



Apesar de deliciosas, as referências históricas dadas pelo autor nem sempre são verdadeiras, e existem documentários que desmistificam toda a história d’O Código Da Vinci.



Dan Brown é natural de Exeter (E.U.A), 1964. Trabalhou na Phillips Exeter Academy como professor de matemática, onde se licenciou. Posteriormente, em 1982, entrou para o Amherst College, onde iniciou o seu estudo aprofundado sobre as obras de Leonardo Da Vinci. Escreveu cinco romances, entre os quais Os Anjos e Demónios - a primeira aventura do catedrático Robert Langdon.




De todas as formas, para quem não gosta de ler, este é o livro ideal – fala voz da experiência!








Bruno, nº2, 10ºG

quinta-feira, 22 de março de 2007

"A Fórmula de Deus"


"Deus não joga aos dados." (Albert Einstein)

"Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao Universo, ainda não adquiri a certeza absoluta." (Albert Einstein)

Durante séculos tentamos explicar a Génese da nossa existência. Todavia nunca o conseguimos provar.

Seremos nós obra de Deus? Seremos nós o resultado de uma experiência da natureza?

“Deus não foge aos dados e sabe aquilo que faz.” (Albert Einstein)

50 Anos após a morte de A. Einstein, é descoberta uma mensagem cifrada, que pode ser a chave para revelar o mistério da existência do Homem.

Porém, esse documento está na posse do Governo Iraniano, que tenta por todos os meios assegurar os serviços do professor português Tomás Noronha.

Quando Noronha aceita o trabalho, apercebe-se de que se trata de um trabalho de risco, pondo em perigo a vida daqueles que ama. No entanto, arrisca tudo para decifrar o enigmático código de Einstein…

Será possível provar a existência de Deus?


(O livro foi escrito por José Rodrigues dos Santos.)


VIVA O AMOR


Autor: Francisco Salgueiro
Editora: Oficina do livro
Capa: António Belchior


Fotografia: Jean-Pierre Debot
1ª Edição: Maio, 2004 - 3000 exemplares



Muito sinceramente, li o livro apenas porque o tinha de o fazer. Sou daquelas pessoas que adoram devorar (será: mastigar?) livros durante imenso tempo tanto tempo que estou com os Maias 3 meses, e ainda nem sequer o acabei. Falta de tempo, é a melhor forma para o justificar. Mas, voltando ao tema, o livro”Viva o Amor”, foi-me sugerido por uma das minhas melhores amigas e, quando ela disse que era um livro que se lia bem, nem pensei duas vezes. Podem achar estranho, mas li-o em quatro horas sem pausas.
Viva ao amor é um romance, onde (que!) inclui amor e ódio, sexo e traições, discotecas e bebidas, “bifas” e lingerie, praia e surpresas, perseguições e tiros, vidas e mortes. Tudo começa num Chat onde Marta, uma amante (?), encontra Gonçalo, um mulherengo. Ambos vão viver lindos e horríveis sonhos juntos. Cada um inclui os seus amigos, sendo um pior que outro. Para te entusiasmar ainda mais, apresento-te algumas das frases mais marcantes do livro: “E a segunda torre gémea caiu à minha frente”, “Liga já para o 112 e não saias de dentro da banheira …é a única hipótese de sobreviveres”, “ começo a desapertar o teu cinto...”, “Amo-te”, “guiados apenas pelo sexo”. Frases apelativas não? Tenta descobri-las em que contextos se enquadram.
Com uma estrutura de entretenimento, aliada a uma linguagem simples, directa, diver-tida e descomplexada, sem no entanto ser banal ou desinteressante. Cada capítulo tem algo que vos fará, a vocês leitores, dizerem “UAU!”.


O autor deste livro chama-se Francisco Salgueiro e nasceu em Portugal, em 1972. Tirou o curso de comunicação empresarial e entre o ano que o terminou, 1994 e 2000, onde foi um dos fundadores (incompreensível...) da Letras Digitais: a primeira empresa portuguesa a fazer conteúdos para Televisão, Internet e Televisão interactiva, foi freelancer na área da escrita, tanto na imprensa, como no guionismo televisivo. Em 2003, lançou o seu primeiro livro “Homens há muitos”, onde este foi o mais vendido desse ano. Em 2004 foi a vez do livro “Viva o Amor”, o que eu escolhi para vos mostrar, e em 2005 saiu para as livrarias “Splaash”. As aventuras pelos Estados Unidos incluíram a escrita de dois guiões para cinema: “Love at First Sight” (Writers Guild Of America) e “Cool Toons” (Writers Guild Of America). Devido à sua linguagem clara, expressiva e divertida, como espero que possam comprovar depois de lerem “Viva o Amor”, faz com que as pessoas ganhem gosto pela leitura. Há jornais que já o apelidaram de “escritor cool”. Actualmente, ainda é colaborador de jornais e revistas, desatacando-se a Notícias Magazines, a revista de maior audiência e tiragem em Portugal. Nesta tem escrito crónicas sociais sobre comportamentos e costumes que já entraram para a história da cultura pop portuguesa, como “Guia de Sobrevivência em Vilamoura” e “Viajar de avião: que bom!”, que através de forwards da net têm percorrido mundo, tendo inclusivamente chegado ao Brasil, Inglaterra e Cabo Verde.
Depois deste breve resumo sobre “Viva o Amor “ e a biografia do seu autor, espero que se deliciem a desfolhar as páginas deste livro.



P.S. Encontra-se na biblioteca da Escola Secundária de Barcelos e de uma livraria perto de vocês.




Cátia Ferreira, 10º B

Viagem ao mundo da droga de Charles Duchaussois



Charles Duchaussois descreve neste livro a terrível experiência de um drogado, a partir da sua vivência pessoal. Vagabundo, traficante, marginal em relação à sociedade, aventureiro internacional profundamente envolvido no negócio, Duchaussois, ele próprio um viciado, chegou à derradeira miséria física e moral.

Em França, no Médio e no Extremo Oriente, o autor narra uma vida entrecortada de incidentes, dos quais a pouco e pouco, principia emergir. E desse modo, o que era descrição de uma queda vertical no abismo, é também a narrativa de uma recuperação, se não mesmo de uma cura. Duchaussois faz-nos viajar ao mundo da droga para nos mostrar a degradação a que nos conduz.


Cristiano Ferreira 10º G

A dor da distância!!!

Esta foi, sem dúvida, a mais bonita história de amor que alguma vez li. Trata-se de uma rapariga que conheceu o grande amor da sua vida quando menos esperava. O amor é mesmo assim! Imprevisível!
Ambos queriam o amor um do outro, mas o destino parecia não estar de acordo com os seus sentimentos. Então, esta resolveu escrever-lhe um diário. Diário esse que transmitia os momentos que passaram, os seus sentimentos quando ele lhe tocava ou quando se chegava perto dela. Pois é, coisas do amor! Às quais ninguém tem acesso para que o efeito não seja tão "devastador".

A distância é outro grande problema dos casais apaixonados. Quanto mais longe estão, mais se suplicam! Outro dos principais motivos da sua revolta em relação ao amor, é o facto da pessoa de quem gosta não acreditar nos seus sentimentos.

Já Margarida Rebelo Pinto refere na sua obra que "é mais fácil esperar do que desistir, é mais fácil desejar do que esquecer". Por vezes, tentamos dar o primeiro passo, mas na verdade, estamos sempre à espera que a outra pessoa o dê. Por isso, é que a protagonista deste romance vive com a esperança de algum dia o encontrar. Para ela a esperança, a espera, o desejo, não são defeitos das pessoas, mas sim, os efeitos do amor que entram nas nossas vidas sem pedir licença, como se o nosso coração estivesse de braços abertos para os receber!!! Na verdade, são como vírus que as pessoas respiram e que se agarram às células... apenas o tempo os consegue controlar.

Mas, o amor é tão lindo, é tão bom sentirmo-nos especiais na presença de outrem. Tudo nos parece perfeito, de cores cintilantes e atraentes. Daí este livro se dedicar a todas as mulheres apaixonadas, com o objectivo de ensinarem os homens a acreditar no seu amor.

Por isso, para todo o pessoal apaixonado, esta é a minha "receita médica": "Diário da tua Ausência". Apresenta frases maravilhosas que definem o amor na perfeição. É, simplesmente, lindo!!!
Joana 10º A

quarta-feira, 21 de março de 2007

O Retrato de Dorian Gray


Depois de muito tempo à procura de um livro que valesse mesmo a pena ser comentado para avaliação, decidi escolher O Retrato de Dorian Gray...
Oscar Wilde, sendo o seu autor, é considerado como um dos maiores escritores ingleses do século XIX... Nasceu em 16 de Outubro de 1854 ,em Dublin, Irlanda, e foi educado no Trinity College, em Dublin, e mais tarde em Oxford.
Com a publicação de Retrato de Dorian Gray, Wilde dá começo à sua verdadeira carreira literária ... Porém, sua vida privada não fica imune diante das regras estritas do conservadorismo vitoriano! Quando passa a viver a vida ambígua de homossexual e de homem casado, o risco de um escândalo torna-se cada vez maior. Como a homossexualidade era por si só ilegal, Wilde acaba por ser preso e condenado a cumprir dois anos de trabalhos forçados.
Libertado em 1897, deixa a Inglaterra e vai para a França, onde assume o nome "Sebastian"... Morre arruinado, em 30 de Novembro de 1900...
O Retrato de Dorian Gray surge em em 1890, com uma segunda edição no ano seguinte, a que o escritor acrescentou seis novos capítulos e um prefácio... A história discute (problematiza) o desejo da imortalidade e da beleza eterna com os próprios valores morais da vida, ligando-os de uma forma brilhante e, diria até, venenosa...
Agora, na minha opinião, achei o início do livro um tanto enfadonho... discurso lento e organizado com poucas emoções à mistura. Mas rapidamente constatei que valera mesmo a pena ter começado aquele romance! À medida que vamos avançando, o livro confronta-nos com uma noção de “perfeição impossível” em que a beleza se mistura com as leis morais e sociais da vida... Quando tudo começa a ganhar “corpo”, já as personagens estão cravadas na mente do leitor, o que, no meu caso, acelerou o ritmo da leitura, sem dúvida Razz...
E mais! Impressionou-me a frieza de algumas passagens do livro!!! Passagens tão cruas, mas tão incrivelmente saborosas de ler! Quem já leu o livro deve saber que falo das suas teorias: diz-se até que Wilde conseguiu chocar a sociedade vitoriana com elas, em que muitos viram nelas um espelho dos seus defeitos... pois consegue ser “politicamente incorrecto”, como diria a Prof. Razz
Acredito... =S Cheguei até a chamar-lhe “livro sem alma” quando ia nas últimas páginas!!! Grande erro meu... Cheguei à última frase e até me arrepiei! x)
É bom... aconselho o livro a quem deseja ter a mente, momentaneamente, assombrada pelos ditos de Oscar Wilde... Wink

Amandine
10º B