quarta-feira, 21 de março de 2007

A Dádiva


23 de Dezembro de 2006

Querida Mónica,

Mais um dia te escrevo. Eu sei que já não te escrevo a alguns dias, mas esta minha ausência deve-se a um livro ao qual tenho dedicado metade do meu tempo, livro que se chama “A Dádiva”, e como sei que, se estivesses aqui, gostarias de o ler, vou contar-te um pouco da história.
O livro fala de duas famílias muito distintas. Uma das famílias era muito feliz e essa felicidade centrava-se toda na filha mais nova do casal, até que, um dia, essa menina morreu, e essa família tornou-se monótona e infeliz.
A outra família era muito diferente: era uma família machista (dominadora? prepotente? arrogante?) o seu maior objectivo era ser superior a tudo o resto, tornar-se a família ideal.
Este livro é da autoria de Danielle Steel, uma das minhas escritoras preferidas, e digo-te que tenho pena de ainda não o teres lido, porque é um dos livros que fazem que as histórias pareçam reais! É como se estivessemos a vivê-las… é simplesmente fascinante e sensibiliza todas as pessoas que o lêem.
Lermos este livro lembra-nos que histórias como estas acontecem todos os dias e não nos apercebemos disso, nem pensamos na dor que sentimos quando perdemos alguém muito querido, ou o que é sentirmo-nos presos porque temos de ser a pessoa perfeita, idealizada por alguém autoritário a quem se deve obediência.
Como sei que adoras ler, resolvi falar-te deste livro que li.
Foi bom escrever-te outra vez e partilhar mais um bom momento contigo, apesar de não saber se me ouviste.



Até amanhã,
Da tua Carla.


ESTE TEXTO FOI ESCRITO PELA CARLA DO 10ºG

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá


O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá é um livro da autoria de Jorge Amado. Jorge Amado é um autor bem conceituado a nível nacional. Nasceu em 1912, mais precisamente, no dia10 de Agosto. Jorge Amado era natural de Itabuna-BA. Morreu no dia 6 de Agosto, no ano de 2001.
O livro retrata uma história de amor entre uma andorinha e um gato, que é uma coisa muito estranha, mas por esse motivo é que é, para mim, um livro muito interessante. Mais não vou revelar para deixar em aberto o suspense e a curiosidade

Eu decidi ler este livro devido a várias razões. Li o livro por ser um livro do GRANDE Jorge Amado e também por ser um livro romântico, que é o tipo de livros que eu gosto mais. Aconselho todas as pessoas a ler este livro porque é realmente muito bom.

A Dádiva

“A Dádiva” é um livro fascinante, da autoria de Danielle Steel, uma escritora que nasceu em Nova Iorque. Autora de mais de trinta romances, trezentos milhões de livros vendidos, traduzida em cinquenta línguas e publicada em oitenta países.
Danielle Steel retrata, neste livro, a vida de duas famílias.
Primeiramente, apresenta uma família unida pela felicidade e pelo amor. Uma família em que a felicidade predomina e em que o amor e a união prevalecem. Até que um dia, algo de especial desapareceu e tudo se tornou num mundo negro, onde a palavra “ausência” assumia um significado imperativo.
A segunda família era uma família marcada pela autoridade e o sexismo, que nega às mulheres a oportunidade de formação escolar.
É fascinante como a autora compara um filho a uma dádiva. Como a perda de algo especial pode causar tanta dor e destruição a uma família em que a dor era vencida pela felicidade e que agora é a felicidade que é vencida pela dor e pela angústia.
Uma citação do livro que retrata como foi angustiante a perda do bem mais precioso daquela família, a sua dádiva:

“… a dádiva tinha-lhes sido retirada…”


Diana 10ºG Nº7

terça-feira, 20 de março de 2007

Diário Imaginário...


30 De Agosto de 2669…Já estarei morto nessa altura.

Segunda de manhã. A noite foi longa e eu escrevia no meu diário.
As férias estão a acabar e tu nem imaginas o que me aconteceu nestes últimos dias.

Há três dia atrás fui assaltado e deixaram-me nu na rua, com as cuecas, roubaram-me a carteira, mas deixaram o dinheiro e os cartões. No dia seguinte, fui ao restaurante comer e pedi uma boa picanha assada, enquanto comia, engoli uma espinha, fui para o hospital e fui operado à apêndice.

Estes foram os meus melhores três dias de férias.


Cristiano 10º G

OS CAPITÃES DA AREIA


Numa difícil escolha para a leitura de um livro para postar o comentário no blog surgiu lá um na biblioteca da escola!!! Optei por um livro de Jorge Amado, "Os Capitães da Areia", onde este tem a curiosidade de ser o livro do Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro.Este livro retrata-nos a vida de um grupo de meninos abandonados nas ruas de Salvador, onde estes formam um grupo de 100 elementos (meninos) que roubam para sobreviver.

Achei o livro muito interessante, porque fala de um tema que é habitual em todo mundo!!! Mas nao foi só pelo aspecto do tema que achei o livro interessante, mas a maneira do escritor dividir em três partes o livro que foi a "Canção da Bahia", "Canção da Liberdade (...) e a forma como é narrada a despedida de um menbro dos capitães da areia.

Aconselho a todos os leitores, pois mostra-nos os problemas que se vivem na sociedade brasileira, em especial.


Luís Oliveira 10º C

Manual do Guerreiro da Luz



A obra de Paulo Coelho, nomeadamente, o “Manual do Guerreiro da Luz” é uma obra interessante, apesar de a sua estrutura não se alterar e ser um pouco repetitiva. Apesar disso, tem algo que deita por terra a sua repetição. A obra de Paulo Coelho, transmite um exemplo de vida, tendo sempre, ao longo da obra, a imagem de Deus bem explícita.
A grande mensagem que a obra nos passa é o lema de vida de um «Guerreiro da Luz». Passo a citar:

«Os Guerreiros da Luz reconhecem-se pelo olhar. Estão no mundo, fazem parte do mundo, e ao mundo foram enviados sem alforge e sem sandálias. Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem correctamente.»

«Os Guerreiros da Luz sofrem por tolices, preocupam-se com coisas mesquinhas, julgam-se incapazes de crescer. Os Guerreiros da Luz, de vez em quando, crêem-se indignos de qualquer bênção ou milagre.»

«Os Guerreiros da Luz, com frequência, interrogam-se sobre o que fazem aqui. Muitas vezes acham que as suas vidas não têm sentido. Por isso são Guerreiros da Luz. Porque erram. Porque interrogam. Porque continuam a procurar um sentido. E acabarão por encontrá-lo.»


Hugo Salgueiro, 10º G

Viagem sem Regresso



Querido Diário:

Hoje acabei de ler um livro cuja história é muito dramática e surpreendente. Este livro, que se intitula “Viagem sem Regresso”, que foi escrito por Katy Gardner (formada em antropologia, autora de vários trabalhos académicos sobre a diáspora bengali, estreia-se no mundo da ficção com esta obra), relata a história de duas amigas inseparáveis, mas bastante diferentes: Esther, a rapariga bonita, de "corpo perfeito", extrovertida, que com pouco esforço conseguiu tudo na vida; Gemma, a rapariga de "corpo imperfeito", introvertida e que, apesar de muito esforço nem sempre conseguiu obter tudo o que desejava.

Esther e Gemma fazem a sua primeira e última viagem juntas, à Índia. Dias antes da viagem, Gemma descobre que tinha sido enganada pela Esther e durante a ida à Índia resolve vingar-se. A sua vingança foi de tal maneira cruel e obscura que marcou a vida de Esther para sempre...

Adorei a história deste livro, por um motivo particular, nomeadamente, por esta história provocar no leitor a vontade de descobrir como se dá o desenlace. Mesmo tendo ficado desiludida com o final, é sem dúvida um livro que aconselho a ler.



Tânia, 10ºG


Meu querido Diário!


Nos últimos dias tenho lido um livro pelo qual me interessei bastante, chama–se: “Diário de uma Virgem”, de Jocelyn Bresson.


Como já terminei de o ler, vou contar–te a sua história:

Marguerite Remy é uma rapariga tímida e discreta, em quem ninguém repara, mas que se torna numa sensual e provocadora jovem que faz enlouquecer os homens, depois de ter perdido a memória após um acidente. Ao tentar recuperá-la, vê–se dividida entre duas vidas paralelas: a sua verdadeira vida, em que é tímida e discreta e a que sempre idealizou ter, ser sensual e provocadora. Marguerite escrevia um diário antes do acidente, que não era convencional, nele ela não expunha a sua vida, os seus sentimentos, mas sim, o que queria ter vivido dia após dia. Ffoi esse mesmo diário que a confundiu depois da perda de memória, esse mesmo diário que fez dela aquilo que sempre quis ser: sensual.

Foi bom ter lido este livro, cada frase me despertava entusiasmo para o resto do livro. Vou recomendá–lo aos meus amigos!



Até amanhã, querido diário!


Cristiana, 10ºG

Atrás de um grande homem, há sempre grandes mulheres!


- Este é para a Beatriz!......... Manel!....... Ana!
Abri rapidamente um dos meus presentes de Natal da minha avó.
- Vó, deves ter-te enganado nas etiquetas, este livro não é para mim.
- Qual? Este? “As Mulheres de Mozart”? Claro que é para ti. Este livro é fantástico, é um romance baseado na vida íntima do célebre compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.
- E esse homenzinho era assim tão interessante para haver um livro sobre a sua vida amorosa? – perguntei eu.
- Homenzinho? Ele é um dos maiores génios da música clássica! E toda essa genialidade e inspiração veio da família Weber, quatro irmãs que irão cativar o seu coração e inspirar a sua música. Josefa, Aloysia, Constanze e Sofia vão reflectir-se nas heroínas das óperas de Mozart. – continuou a minha avó – Este romance histórico retrata também as suas dificuldades em conseguir levar a sua música às pessoas. Além disso, é descrita a Europa civilizada e intelectual do séc. XVIII.
- Parece-me interessante...
- Para não falar que Stephanie Cowell é autora de diversos romances históricos, premiada com o 1996 American Book Award. Apaixonou-se, ainda jovem, por Mozart ao ver as "Bodas de Fígaro", com o seu pai, o que fez com que seguisse a sua carreira de cantora lírica, interpretasse muitas das heroínas de Mozart e escrevesse este arrebatador romance.
- Pronto Vó, já me convenceste!...
Ana Isabel, 10º A

segunda-feira, 19 de março de 2007

"Cão Como Nós"

Para quem não sabe (embora não devam ser muitas pessoas) Manuel Alegre, para além da sua actividade política, é também escritor e poeta.
O título desta obra é sugestivo: trata-se de um cão, de seu nome Kurika, “como nós”, ou seja, a relação entre o narrador e o cão, embora não seja uma relação pessoa a pessoa, também não e uma relação de pessoa a animal, “eram relações algo híbridas”, porque se tratava de um cão “que tendia a deixar de o ser”.
A obra está escrita na primeira pessoa, com referências autobiográficas tanto de locais, por exemplo Águeda, como familiares, “a minha mulher”, “os meus filhos”, etc.
O mais interessante da obra é o tempo. Temos de considerar o tempo da história, em que predomina o passado e se conta a relação do narrador e sua família com o cão, e o tempo da escrita, onde predomina o presente e se fazem reflexões filosóficas de cariz existencialista, em jeito de monólogo interior, em que o narrador como que pressente a presença do cão e refere “se não fosse como sou já tinhas morrido completamente”, ou seja, o cão existe enquanto existir na sua memória.
O poema final, que tem o mesmo título da obra, revela as qualidades poéticas de Manuel Alegre. Nele se resume as características antitéticas do cão, que “como nós” era “altivo” e “fiel” mas “desobediente”, “não cativo”, “sempre presente-ausente”, características que sabemos pertencerem a Manuel Alegre, com seu espírito revolucionário, rebelde e altivo.
A obra “Cão Como Nós” é cativante por ser de leitura acessível, numa linguagem coloquial e simples que nos prende do princípio ao fim.


Nuno Areia 10º C