terça-feira, 20 de março de 2007

Diário Imaginário...


30 De Agosto de 2669…Já estarei morto nessa altura.

Segunda de manhã. A noite foi longa e eu escrevia no meu diário.
As férias estão a acabar e tu nem imaginas o que me aconteceu nestes últimos dias.

Há três dia atrás fui assaltado e deixaram-me nu na rua, com as cuecas, roubaram-me a carteira, mas deixaram o dinheiro e os cartões. No dia seguinte, fui ao restaurante comer e pedi uma boa picanha assada, enquanto comia, engoli uma espinha, fui para o hospital e fui operado à apêndice.

Estes foram os meus melhores três dias de férias.


Cristiano 10º G

OS CAPITÃES DA AREIA


Numa difícil escolha para a leitura de um livro para postar o comentário no blog surgiu lá um na biblioteca da escola!!! Optei por um livro de Jorge Amado, "Os Capitães da Areia", onde este tem a curiosidade de ser o livro do Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro.Este livro retrata-nos a vida de um grupo de meninos abandonados nas ruas de Salvador, onde estes formam um grupo de 100 elementos (meninos) que roubam para sobreviver.

Achei o livro muito interessante, porque fala de um tema que é habitual em todo mundo!!! Mas nao foi só pelo aspecto do tema que achei o livro interessante, mas a maneira do escritor dividir em três partes o livro que foi a "Canção da Bahia", "Canção da Liberdade (...) e a forma como é narrada a despedida de um menbro dos capitães da areia.

Aconselho a todos os leitores, pois mostra-nos os problemas que se vivem na sociedade brasileira, em especial.


Luís Oliveira 10º C

Manual do Guerreiro da Luz



A obra de Paulo Coelho, nomeadamente, o “Manual do Guerreiro da Luz” é uma obra interessante, apesar de a sua estrutura não se alterar e ser um pouco repetitiva. Apesar disso, tem algo que deita por terra a sua repetição. A obra de Paulo Coelho, transmite um exemplo de vida, tendo sempre, ao longo da obra, a imagem de Deus bem explícita.
A grande mensagem que a obra nos passa é o lema de vida de um «Guerreiro da Luz». Passo a citar:

«Os Guerreiros da Luz reconhecem-se pelo olhar. Estão no mundo, fazem parte do mundo, e ao mundo foram enviados sem alforge e sem sandálias. Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem correctamente.»

«Os Guerreiros da Luz sofrem por tolices, preocupam-se com coisas mesquinhas, julgam-se incapazes de crescer. Os Guerreiros da Luz, de vez em quando, crêem-se indignos de qualquer bênção ou milagre.»

«Os Guerreiros da Luz, com frequência, interrogam-se sobre o que fazem aqui. Muitas vezes acham que as suas vidas não têm sentido. Por isso são Guerreiros da Luz. Porque erram. Porque interrogam. Porque continuam a procurar um sentido. E acabarão por encontrá-lo.»


Hugo Salgueiro, 10º G

Viagem sem Regresso



Querido Diário:

Hoje acabei de ler um livro cuja história é muito dramática e surpreendente. Este livro, que se intitula “Viagem sem Regresso”, que foi escrito por Katy Gardner (formada em antropologia, autora de vários trabalhos académicos sobre a diáspora bengali, estreia-se no mundo da ficção com esta obra), relata a história de duas amigas inseparáveis, mas bastante diferentes: Esther, a rapariga bonita, de "corpo perfeito", extrovertida, que com pouco esforço conseguiu tudo na vida; Gemma, a rapariga de "corpo imperfeito", introvertida e que, apesar de muito esforço nem sempre conseguiu obter tudo o que desejava.

Esther e Gemma fazem a sua primeira e última viagem juntas, à Índia. Dias antes da viagem, Gemma descobre que tinha sido enganada pela Esther e durante a ida à Índia resolve vingar-se. A sua vingança foi de tal maneira cruel e obscura que marcou a vida de Esther para sempre...

Adorei a história deste livro, por um motivo particular, nomeadamente, por esta história provocar no leitor a vontade de descobrir como se dá o desenlace. Mesmo tendo ficado desiludida com o final, é sem dúvida um livro que aconselho a ler.



Tânia, 10ºG


Meu querido Diário!


Nos últimos dias tenho lido um livro pelo qual me interessei bastante, chama–se: “Diário de uma Virgem”, de Jocelyn Bresson.


Como já terminei de o ler, vou contar–te a sua história:

Marguerite Remy é uma rapariga tímida e discreta, em quem ninguém repara, mas que se torna numa sensual e provocadora jovem que faz enlouquecer os homens, depois de ter perdido a memória após um acidente. Ao tentar recuperá-la, vê–se dividida entre duas vidas paralelas: a sua verdadeira vida, em que é tímida e discreta e a que sempre idealizou ter, ser sensual e provocadora. Marguerite escrevia um diário antes do acidente, que não era convencional, nele ela não expunha a sua vida, os seus sentimentos, mas sim, o que queria ter vivido dia após dia. Ffoi esse mesmo diário que a confundiu depois da perda de memória, esse mesmo diário que fez dela aquilo que sempre quis ser: sensual.

Foi bom ter lido este livro, cada frase me despertava entusiasmo para o resto do livro. Vou recomendá–lo aos meus amigos!



Até amanhã, querido diário!


Cristiana, 10ºG

Atrás de um grande homem, há sempre grandes mulheres!


- Este é para a Beatriz!......... Manel!....... Ana!
Abri rapidamente um dos meus presentes de Natal da minha avó.
- Vó, deves ter-te enganado nas etiquetas, este livro não é para mim.
- Qual? Este? “As Mulheres de Mozart”? Claro que é para ti. Este livro é fantástico, é um romance baseado na vida íntima do célebre compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart.
- E esse homenzinho era assim tão interessante para haver um livro sobre a sua vida amorosa? – perguntei eu.
- Homenzinho? Ele é um dos maiores génios da música clássica! E toda essa genialidade e inspiração veio da família Weber, quatro irmãs que irão cativar o seu coração e inspirar a sua música. Josefa, Aloysia, Constanze e Sofia vão reflectir-se nas heroínas das óperas de Mozart. – continuou a minha avó – Este romance histórico retrata também as suas dificuldades em conseguir levar a sua música às pessoas. Além disso, é descrita a Europa civilizada e intelectual do séc. XVIII.
- Parece-me interessante...
- Para não falar que Stephanie Cowell é autora de diversos romances históricos, premiada com o 1996 American Book Award. Apaixonou-se, ainda jovem, por Mozart ao ver as "Bodas de Fígaro", com o seu pai, o que fez com que seguisse a sua carreira de cantora lírica, interpretasse muitas das heroínas de Mozart e escrevesse este arrebatador romance.
- Pronto Vó, já me convenceste!...
Ana Isabel, 10º A

segunda-feira, 19 de março de 2007

"Cão Como Nós"

Para quem não sabe (embora não devam ser muitas pessoas) Manuel Alegre, para além da sua actividade política, é também escritor e poeta.
O título desta obra é sugestivo: trata-se de um cão, de seu nome Kurika, “como nós”, ou seja, a relação entre o narrador e o cão, embora não seja uma relação pessoa a pessoa, também não e uma relação de pessoa a animal, “eram relações algo híbridas”, porque se tratava de um cão “que tendia a deixar de o ser”.
A obra está escrita na primeira pessoa, com referências autobiográficas tanto de locais, por exemplo Águeda, como familiares, “a minha mulher”, “os meus filhos”, etc.
O mais interessante da obra é o tempo. Temos de considerar o tempo da história, em que predomina o passado e se conta a relação do narrador e sua família com o cão, e o tempo da escrita, onde predomina o presente e se fazem reflexões filosóficas de cariz existencialista, em jeito de monólogo interior, em que o narrador como que pressente a presença do cão e refere “se não fosse como sou já tinhas morrido completamente”, ou seja, o cão existe enquanto existir na sua memória.
O poema final, que tem o mesmo título da obra, revela as qualidades poéticas de Manuel Alegre. Nele se resume as características antitéticas do cão, que “como nós” era “altivo” e “fiel” mas “desobediente”, “não cativo”, “sempre presente-ausente”, características que sabemos pertencerem a Manuel Alegre, com seu espírito revolucionário, rebelde e altivo.
A obra “Cão Como Nós” é cativante por ser de leitura acessível, numa linguagem coloquial e simples que nos prende do princípio ao fim.


Nuno Areia 10º C

A Ana passou-se


Quando entrei no blog para ver os textos críticos sobre os livros escolhidos reparei que o meu livro já lá estava publicado. Ninguém imagina como tinha sido difícil escolher o livro, pois tive que voltar à estante e passar horas e horas até encontrar “A Ana passou-se” um dos livros de Maria Teresa Gonzalez.
Maria Teresa Gonzalez é uma escritora portuguesa nascida em Coimbra, em 1958. É licenciada em línguas e literaturas modernas e foi professora de português. Maria Teresa Gonzalez tem vários livros editados, como por exemplo, “A fonte dos segredos”, “O guarda da praia”, “A lua de Joana”, entre outros…
Escolhi “Ana passou-se” - pensei que seria o ideal, pois trata se de uma rapariga com apenas 15 anos que enfrenta muito cedo a crueldade da vida.
Filha de pai advogado e mãe escultora, Ana vive com a sua irmã mais nova um drama, que nem o amor por um rapaz da sua turma, Tomás, a ajuda a ultrapassar.
Ana não teve infância, foi obrigada a educar a sua irmã mais nova tomando o papel de mãe. Ana cresce completamente só. Então decide fugir de casa, fazendo frente a tudo e a todos e enfrentando a maldade da vida.
Este é um livro que aconselho a todos, principalmente a adolescentes, pois Ana não é a única a passar por problemas destes e ver-se desesperada, chegando ao ponto de decidir partir sozinha à procura da felicidade, enfrentando tudo e mais alguma coisa:)
Carina Françoise 10º C

"Autêntica telenovela"

Caro leitor , você é daquelas pessoas a quem só um final feliz satisfaz? Então, aconselho-o a ler este livro. "Corações em Silêncio" é mais um daqueles esplêndidos livros de Nicholas Sparks, onde o tema central é o Amor. Embora pareça uma telenovela, onde o mais importante é a história acabar bem e viverem todos felizes para sempre, é este parecer que nos alimenta a vontade de ler, ler e conseguir alcançar o fim o mais rápido possível.
Consegue abordar acontecimentos que, apesar de parecerem inafectáveis (?) a humanidade , são acontecimentos com os quais nos deparámos no nosso dia-a-dia.
Apesar do Amor ser um sentimento difícil de descrever, Nichloas Sparks consegue encontrar palavras adequadas que transmitem ao leitor, o quanto importante ele é para a vida humana. Que é um sentimento ingénuo e que consegue ultrapassar barreiras que jamais algum outro sentimento o conseguiria.
Se o Amor não existisse, será que a vida teria sentido?

Diana Correia 10º C nº 8

BERGDORF BLONDES

Bom, em primeiro lugar devo dizer que não foi fácil eleger um livro para apresentar.
Primeiro, pensei numa obra intemporal como as Intermitências da Morte de José Saramago.
Todavia, disseram-me que, para alguém como eu que, infelizmente, não tem como hábito adormecer com o livro entre as mãos, este não era dos mais aconselháveis.
Assim, pensei num livro que não só me aliciasse, mas também despertasse a curiosidade de outros leitores não assíduos.
Veio então parar-me às mãos Loiras de Nova Iorque, cujo título original é Bergdorf Blondes.
Vi o resumo! De imediato as palavras glamour, high society, alta-costura e cosmética me saltaram à vista.
Não resisti!
A escritora é Plum Sykes, uma jovem nascida em Londres, que se formou em Oxford, mas que se deixou seduzir pelos encantos de Nova Iorque.
Talvez já tenham ouvido falar nela, uma vez que é
colaboradora assídua da revista Vogue onde escreve sobre moda, sociedade e Hollywood.
Esta amante da cidade que nunca dorme viu o seu livro tornar-se um best-seller em pouquíssimo tempo.
Este fulgurante sucesso de vendas narra o dia-a-dia de umas jovens nova-iorquinas envoltas em mistérios, enigmas e preocupações.
- O que é que devo usar na festa de logo à noite…? Chanel, Pucci, Hermès, Versace…
As personagens vivem assim, oprimidas e sufocadas por estes e outros dilemas igualmente desgastantes e dignos de uma consulta no melhor psicanalista da cidade, assim como um dia no Spa, claro!
A personagem principal, loira, linda, magra, rica e famosa, autodenomina-se moi e é uma jornalista nas horas livres. Quando o personnal shopper, o salão de beleza, as festas, as amigas e as comprinhas lhe dão algum tempo para respirar.
As páginas do livro são, por isso, autênticos guias de Nova Iorque.
Não, de facto não fazem menção à Estátua da Liberdade, nem mesmo ao Empire State Building. Contudo, descrevem com exactidão os mais ínfimos pormenores dos hotéis, salões e das lojas mais chiques e glamourosas da cidade.
No entanto, estas meninas atarefadas também sonham, tal como a maioria das comuns das mortais, encontrar o seu príncipe encantado, que as leve a cavalgar até às mais tórridas e extáticas (?) loucuras que o Rio de Janeiro tem para oferecer.
Isto, metaforicamente falando. Se quiserem desvendar a acepção literal vão ter de ler. Mas posso dar uma pista, o sentido real é igualmente abrasador…
Continuando com a descrição do príncipe perfeito...
Este, não precisa de vir montado num imponente cavalo branco, basta vir, comodamente instalado no seu jacto privado. E, segundo a personagem principal, ter os atributos de Jude Law, abona bastante a seu favor!
Durante esta frenética e entusiástica procura pelos maridos em perspectiva, as personagens, especialmente moi, deixa-se cair nas manhas (malhas?) do verdadeiro amor.
Sendo deliciosas as descrições da narradora daqueles primeiros olhares, das primeiras palavras, dos sorrisos e das escaldantes cavalgadas nocturnas feitas pela personagem e os seus Jude Law(s).
Este, é por isso, um livro que expõe a vida daquelas bonequinhas de porcelana que aparecem nas capas das revistas e que a sociedade idolatra.
Será este o estereótipo de vida perfeita? Serão os casacos de cabedal Alexander McQueen, os sapatos Sergio Rossi, os jeans Chloé e as soirées VIP, um indicador do grau de felicidade?
Antes de finalizar, gostaria de afirmar que, ao contrário do que possa parecer, aconselho este livro não só às apaixonadas por Dolce & Gabbana, Calvin Klein e companhia, mas também às suas caras-metade.
Podem ter a certeza que, depois de folhear algumas páginas do livro, os cavalheiros jamais se irão queixar das eternas horas passadas no centro comercial com as namoradas.
Afinal, poderia ser bem pior…


Tânia Falcão, 10º B