segunda-feira, 19 de março de 2007

"Autêntica telenovela"

Caro leitor , você é daquelas pessoas a quem só um final feliz satisfaz? Então, aconselho-o a ler este livro. "Corações em Silêncio" é mais um daqueles esplêndidos livros de Nicholas Sparks, onde o tema central é o Amor. Embora pareça uma telenovela, onde o mais importante é a história acabar bem e viverem todos felizes para sempre, é este parecer que nos alimenta a vontade de ler, ler e conseguir alcançar o fim o mais rápido possível.
Consegue abordar acontecimentos que, apesar de parecerem inafectáveis (?) a humanidade , são acontecimentos com os quais nos deparámos no nosso dia-a-dia.
Apesar do Amor ser um sentimento difícil de descrever, Nichloas Sparks consegue encontrar palavras adequadas que transmitem ao leitor, o quanto importante ele é para a vida humana. Que é um sentimento ingénuo e que consegue ultrapassar barreiras que jamais algum outro sentimento o conseguiria.
Se o Amor não existisse, será que a vida teria sentido?

Diana Correia 10º C nº 8

BERGDORF BLONDES

Bom, em primeiro lugar devo dizer que não foi fácil eleger um livro para apresentar.
Primeiro, pensei numa obra intemporal como as Intermitências da Morte de José Saramago.
Todavia, disseram-me que, para alguém como eu que, infelizmente, não tem como hábito adormecer com o livro entre as mãos, este não era dos mais aconselháveis.
Assim, pensei num livro que não só me aliciasse, mas também despertasse a curiosidade de outros leitores não assíduos.
Veio então parar-me às mãos Loiras de Nova Iorque, cujo título original é Bergdorf Blondes.
Vi o resumo! De imediato as palavras glamour, high society, alta-costura e cosmética me saltaram à vista.
Não resisti!
A escritora é Plum Sykes, uma jovem nascida em Londres, que se formou em Oxford, mas que se deixou seduzir pelos encantos de Nova Iorque.
Talvez já tenham ouvido falar nela, uma vez que é
colaboradora assídua da revista Vogue onde escreve sobre moda, sociedade e Hollywood.
Esta amante da cidade que nunca dorme viu o seu livro tornar-se um best-seller em pouquíssimo tempo.
Este fulgurante sucesso de vendas narra o dia-a-dia de umas jovens nova-iorquinas envoltas em mistérios, enigmas e preocupações.
- O que é que devo usar na festa de logo à noite…? Chanel, Pucci, Hermès, Versace…
As personagens vivem assim, oprimidas e sufocadas por estes e outros dilemas igualmente desgastantes e dignos de uma consulta no melhor psicanalista da cidade, assim como um dia no Spa, claro!
A personagem principal, loira, linda, magra, rica e famosa, autodenomina-se moi e é uma jornalista nas horas livres. Quando o personnal shopper, o salão de beleza, as festas, as amigas e as comprinhas lhe dão algum tempo para respirar.
As páginas do livro são, por isso, autênticos guias de Nova Iorque.
Não, de facto não fazem menção à Estátua da Liberdade, nem mesmo ao Empire State Building. Contudo, descrevem com exactidão os mais ínfimos pormenores dos hotéis, salões e das lojas mais chiques e glamourosas da cidade.
No entanto, estas meninas atarefadas também sonham, tal como a maioria das comuns das mortais, encontrar o seu príncipe encantado, que as leve a cavalgar até às mais tórridas e extáticas (?) loucuras que o Rio de Janeiro tem para oferecer.
Isto, metaforicamente falando. Se quiserem desvendar a acepção literal vão ter de ler. Mas posso dar uma pista, o sentido real é igualmente abrasador…
Continuando com a descrição do príncipe perfeito...
Este, não precisa de vir montado num imponente cavalo branco, basta vir, comodamente instalado no seu jacto privado. E, segundo a personagem principal, ter os atributos de Jude Law, abona bastante a seu favor!
Durante esta frenética e entusiástica procura pelos maridos em perspectiva, as personagens, especialmente moi, deixa-se cair nas manhas (malhas?) do verdadeiro amor.
Sendo deliciosas as descrições da narradora daqueles primeiros olhares, das primeiras palavras, dos sorrisos e das escaldantes cavalgadas nocturnas feitas pela personagem e os seus Jude Law(s).
Este, é por isso, um livro que expõe a vida daquelas bonequinhas de porcelana que aparecem nas capas das revistas e que a sociedade idolatra.
Será este o estereótipo de vida perfeita? Serão os casacos de cabedal Alexander McQueen, os sapatos Sergio Rossi, os jeans Chloé e as soirées VIP, um indicador do grau de felicidade?
Antes de finalizar, gostaria de afirmar que, ao contrário do que possa parecer, aconselho este livro não só às apaixonadas por Dolce & Gabbana, Calvin Klein e companhia, mas também às suas caras-metade.
Podem ter a certeza que, depois de folhear algumas páginas do livro, os cavalheiros jamais se irão queixar das eternas horas passadas no centro comercial com as namoradas.
Afinal, poderia ser bem pior…


Tânia Falcão, 10º B

O imaginável mundo às portas da morte



Devido ao facto de que o livro que tinha lido (Anjos e Demónios) ter sido publicado por um outro aluno, vasculhei as prateleiras da biblioteca da minha madrinha até que encontrei um livro que dizia na capa que tinha ganho o prémio Pessoa de 1997 (velhote), logo fui a correr tropeçando em tudo que tinha à minha frente para perguntar à minha estimada madrinha de que se tratava o livro, ao qual ela me respondeu que o livro tinha tudo a ver comigo e assim foi. O livro que vos venho proferir (apresentar!) chama-se “De Profundis, Valsa Lenta” de José Cardoso Pires. Este livro mostra o que o seu autor viveu depois de uma doença vascular cerebral, em que o seu corpo agia sem nenhum controlo do sujeito e caracteriza o seu corpo como “o Outro que se desdobrou de mim que se comporta naquele planeta como um figurante gratuito que o destino acrescentou à paisagem.” O autor vê, assim, o seu corpo exteriormente, comentando todos os seus passos, dizendo como pensava e como talvez o “Outro” pensaria, desde a entrada no hospital até ao seu internamento. No quarto em que o autor ficou internado encontravam-se também dois outros indivíduos, o construtor civil Ramires, já aposentado e o comerciante de Nazaré Martinho, que devido a outras razões que não as de José Pires estavam um pouco (muito) tresloucados. Para ajudar o autor a recuperar a sua memória, este conta com a sua mulher Edite que o irá apoiar até à sua recuperação. Não podendo contar mais qualquer excerto do livro, (pois senão estaria a contar o final da história) termino dizendo que o livro De Profundis, Valsa Lenta é um livro pequeno, mas muito profundo, que nos leva a sentir o que o personagem principal da história sentiu e ainda sente. Aconselho, assim, este livro a todos aqueles que são curiosos sobre o que se passa, quando perto da morte.

Luís Loureiro, 10º B


Susana em Lágrimas


O livro que li, trata da história de Susana, uma mulher israelita, sensível, solitária e emocionalmente instável que não suporta pessoas ou qualquer tipo de contacto social. Um dia, a mãe anuncia a vinda de um primo americano, com quem terão de partilhar a casa.


Susana, sabendo que o primo vem morar para sua casa, e habituada a viver na simplicidade da casa com apenas sua mãe, agora vê-se com um intruso em casa.


E uma história em que Susana se irá envolver de forma apaixonavel e incrivel com o primo.


Quem pensar que se vai deparar com um melodrama ou uma narrativa neurótica, desengane-se. O mistério também é uma componente nesta obra, já que ninguém consegue perceber muito bem qual a razão para a visita de Naori, o primo americano. Tentando libertar-se da influência dominadora da mãe e procurando perceber qual será o seu papel na sociedade, Susana prende-nos até à última página.


A autora, de origem ucraniana Alona Kimhi, conta no seu percurso profissional de trabalhos como actriz, encenadora, dramaturga e jornalista.

Pedro Araújo nº19 10ºC




Quem Ama Acredita


Quando a professora de Português me propôs ler um livro, perguntei de imediato a uma colega minha se tinha algum livro porreiro em casa. A minha amiga incentivou-me a ler o romance "Quem Ama Acredita". Romance que nos fala de um jornalista famoso que, por desvendar fenómenos sobrenaturais, é chamado para desvendar um caso sobre luzes misteriosas avistadas num cemitério, numa pequena vila perdida na Carolina do Norte. Assim, mais uma vez, ele tenta encontrar possíveis causas lógicas para um fenómeno inexplicável. Mas não foi o mistério das luzes que o entusiasmou mais, mas sim a figura esplêndida de uma mulher com os olhos mais extraordinários que alguma vez vira e tão enigmática quanto o próprio fenómeno paranormal.
Assim, começa um romance que a princípio não tem nada para dar certo, por causa das diferenças evidentes do casal, mas que, com luta e esforço, se torna num belo romance que nos prende à leitura e nos fascina.
"Quem ama acredita", está, simplesmente, espectacular. É mesmo verdade que, quando chego ao fim de um livro como este, apetece-me fazê-lo render, para que não chegue ao fim tão depressa.
Henrique Ferreira nº 10 10ºC

O Código Da Vinci

Dan Brown teve a ideia de escrever o "Código Da Vinci" quando estudava História de Arte na Universidade de Sevilha, mas só o começou a escrever depois de, enquanto fazia uma pesquisa nos Arquivos Secretos do Vaticano, encontrar referências ao enigma de Da Vinci.
O romance envolve Robert Langdon, conceituado simbologista, e uma dotada criptologista francesa, Sophie Neveu. Juntos tentam decifrar um código aparentemente indecifrável encontrado junto ao cadáver de Jacques Saunière, curador do Museu do Louvre. Durante a investigação, eles descobrem inúmeras pistas deixadas por DaVinci e ainda uma ligação do falecido curador com uma sociedade secreta, Priorado de Sião, a que tinham pertencido famosos como Botticelli, Isaac Newton, Victor Hugo e Leonardo Da Vinci.
O autor, na obra, sem nunca esquecer o tema do eterno feminino, aborda vários pontos do passado do Cristianismo, que podem ser considerados "antibíblicos", questionando a divindade de Jesus Cristo e as personagens do quadro "A Última Ceia", de Da Vinci.
A verdade é que este livro tem um enredo espetacular, que faz com que o leitor fique com uma vontade insaciável de o ler, desejoso de decifrar os enigmas que lá aparecem e, mesmo quando acaba, a querer saber mais sobre as teses que Dan Brown defende, dizendo serem verídicas.
É caso para dizer, seria mesmo Jesus Cristo o Deus que a igreja nos faz crer?!
Sara Vila-Chã 10ºC

Onze Minutos


Paulo Coelho, autor do livro que escolhi, também autor de muitos outros livros, conheceu uma mulher que havia trabalhado nas boates da cidade, usando o nome de guerra Maria. Após ouvir a sua história - e a de várias outras moças - o escritor concluiu que ela seria uma excelente base para a abordagem do assunto que há tanto tempo o interessava. "Para escrever sobre o lado sagrado do sexo, era necessário entender por que ele tinha sido tão profanado", explica.

A Maria da ficção é do nordeste brasileiro e teve uma adolescência pontuada por frustrações na província. Passou por várias fases na sua vida, em que o seu sonho era ser rica nem que para isso tivesse de fazer de tudo. E fez. Maria para tentar concretizar o seu sonho foi capaz de tudo. E apaixonou-se pela pessoa errada que lhe prometia tudo o que ela sonhava. apaixonou-se por alguém que além de ser um homem mais velho, levou-a para um país que não conhecia na promessa de uma vida magnífica.

Maria por amor acabou sendo uma simples prostituta que tentava mudar a sua vida.
Pedro Sá Nº 12 10º C

O TRIUNFO DOS PORCOS


O livro que eu li durante o segundo período foi "O Triunfo dos Porcos", de GeorgeOrwell.O livro fala acerca do comunismo e, de todos os livros que li, que foram muito poucos, este foi do que mais gostei. Eu acho que George Orwell conseguiu fazer um grande livro, pois ele fala sobre um tema muito importante para toda a humanidade, como o Comunismo, mas não de uma maneira formal e aborrecida, pois o livro é fácil de ler, é pequeno e as personagens são animais, o que também ajudou pois foi principalmente aí, que o lado mais formal da história desapareceu
Para quem não gosta de ler, principalmente livros grandes e aborrecidos, na minha opinião, este e o melhor livro que podem escolher!!!!!!!!!!!



Zé Pedro RAMIÃO Nº 14 10ºC

domingo, 18 de março de 2007

Auto da Barca do Inferno




A obra a que me irei referir será “O Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente.
Este autor nasceu no reinado de D. Afonso V, alguns anos antes, ou depois de 1465 e faleceu entre 1536 e 1540. Ignora-se a profissão e a condição social de Gil Vicente, existindo várias teorias acerca da sua identidade. Sabe-se, no entanto, que alcançou uma situação de prestígio na corte, o que lhe permitiu criticar os usos e costumes, especialmente relativos à nobreza e ao clero. Assim, as suas obras encontram-se repletas de uma apurada crítica social.
A obra “O Auto da Barca do Inferno” é um auto de moralidade, em que as almas, depois da morte, serão salvas ou castigadas. Estas chegam a um cais onde se encontram dois bateis: o do Paraíso, com um Anjo na proa e do Inferno, com um “arrais infernal” e um Companheiro. Por este cais desfilam várias personagens, tais como: o Fidalgo, o Onzeneiro, o Parvo, o Sapateiro, o Frade, a Alcoviteira, o Judeu, o Corregedor e o Procurador, o Enforcado e os Quatro Cavaleiros. Cada uma destas personagens serve de alegoria a uma série de virtudes, mas principalmente de defeitos e vícios criticados na obra. Assim, as personagens-tipo que nos são apresentadas representam a critica à classe social a que pertencem, à tirania, à ambição, ao roubo, à vida mundana, ao não cumprimento dos preceitos religiosos, à corrupção e ao pecado em geral
Pessoalmente, considero esta obra de fácil leitura, pois o tempo dispendido torna-se agradável e divertido. A grande particularidade da obra reside na sua intemporalidade. Deste modo, ao lê-la, conseguimos identificar as personagens com figuras que conhecemos actualmente, comprovando que os pecados morais e os vícios sociais representados na obra ainda hoje se mantêm.
Aconselho a todos a sua leitura pois, sendo uma obra do passado, se torna bastante actual, para além de divertida.




Ana Cristina Novo nº1 10ºC

Viagem ao Centro da Terra


O livro apresentado intitula-se "Viagem ao Centro da Terra" e foi escrito por Jules Verne.

Em Hamburgo, na Alemanha, um disciplinado cientista, o professor Lidenbrock, encontra no interior de um livro antigo, um indecifrável manuscrito. O volume histórico havia sido adquirido num sebo. O seu sobrinho e aprendiz, Axel, é quem consegue decifrar a mensagem escrita no documento. Trata-se de uma revelação bombástica do cientista islandês Arne Saknussemm, que se apercebe de um suposto caminho que levaria ao centro da terra.
O marco zero da expedição era o vulcão extinto Sneffels, localizado na ilha natal de Saknussemm. Axel mostra-se céptico quanto à possibilidade. Todavia, os argumentos de Lidenbrock, com a sua enorme bagagem intelectual, conduzem ambos à jornada.

Um nativo fiel, com o nome de Hans, serve de guia. A aventura desenrola-se de forma contagiante, misturando momentos de euforia com lapsos de preocupação e aflição por parte dos protagonistas. Dificuldades como a falta de água potável, são superadas, e a viagem segue a uma enorme profundidade, desmentindo, na ficção de Verne, as leis estipuladas pela ciência até os dias de hoje, como a consolidada teoria do calor interno.
A saga é interrompida por um acidente de percurso, que milagrosamente, os leva de volta a face da terra, mais precisamente por meio do vulcão Etna, na Sicília.
Por fim, o professor torna-se célebre e o seu sobrinho também adquire prestígio, mas principalmente, volta aos braços de sua amada, a bela e dedicada Graubem.

Trata-se de um dos maiores clássicos da literatura universal.

O escritor francês e autor de outros sucessos como A Volta ao mundo em 80 dias e Vinte mil léguas submarinas, entre outros.



Cristiano, 10ºG