Este é um espaço para os meus alunos de Português... os que o são, os que o foram... os alunos da Escola Secundária de Barcelos... (e seus amigos que, se "vierem por bem", serão muito bem recebidos!)... Poderá vir a ser um ponto de encontro, onde a palavra escrita imperará, porque acreditamos, ao contrário de Torga, que escrever não é "um acto inútil"... inútil é calar.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Onze Minutos
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O TRIUNFO DOS PORCOS

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domingo, 18 de março de 2007
Auto da Barca do Inferno

Este autor nasceu no reinado de D. Afonso V, alguns anos antes, ou depois de 1465 e faleceu entre 1536 e 1540. Ignora-se a profissão e a condição social de Gil Vicente, existindo várias teorias acerca da sua identidade. Sabe-se, no entanto, que alcançou uma situação de prestígio na corte, o que lhe permitiu criticar os usos e costumes, especialmente relativos à nobreza e ao clero. Assim, as suas obras encontram-se repletas de uma apurada crítica social.
A obra “O Auto da Barca do Inferno” é um auto de moralidade, em que as almas, depois da morte, serão salvas ou castigadas. Estas chegam a um cais onde se encontram dois bateis: o do Paraíso, com um Anjo na proa e do Inferno, com um “arrais infernal” e um Companheiro. Por este cais desfilam várias personagens, tais como: o Fidalgo, o Onzeneiro, o Parvo, o Sapateiro, o Frade, a Alcoviteira, o Judeu, o Corregedor e o Procurador, o Enforcado e os Quatro Cavaleiros. Cada uma destas personagens serve de alegoria a uma série de virtudes, mas principalmente de defeitos e vícios criticados na obra. Assim, as personagens-tipo que nos são apresentadas representam a critica à classe social a que pertencem, à tirania, à ambição, ao roubo, à vida mundana, ao não cumprimento dos preceitos religiosos, à corrupção e ao pecado em geral
Pessoalmente, considero esta obra de fácil leitura, pois o tempo dispendido torna-se agradável e divertido. A grande particularidade da obra reside na sua intemporalidade. Deste modo, ao lê-la, conseguimos identificar as personagens com figuras que conhecemos actualmente, comprovando que os pecados morais e os vícios sociais representados na obra ainda hoje se mantêm.
Aconselho a todos a sua leitura pois, sendo uma obra do passado, se torna bastante actual, para além de divertida.
Viagem ao Centro da Terra

O livro apresentado intitula-se "Viagem ao Centro da Terra" e foi escrito por Jules Verne.
Em Hamburgo, na Alemanha, um disciplinado cientista, o professor Lidenbrock, encontra no interior de um livro antigo, um indecifrável manuscrito. O volume histórico havia sido adquirido num sebo. O seu sobrinho e aprendiz, Axel, é quem consegue decifrar a mensagem escrita no documento. Trata-se de uma revelação bombástica do cientista islandês Arne Saknussemm, que se apercebe de um suposto caminho que levaria ao centro da terra.
O marco zero da expedição era o vulcão extinto Sneffels, localizado na ilha natal de Saknussemm. Axel mostra-se céptico quanto à possibilidade. Todavia, os argumentos de Lidenbrock, com a sua enorme bagagem intelectual, conduzem ambos à jornada.
Um nativo fiel, com o nome de Hans, serve de guia. A aventura desenrola-se de forma contagiante, misturando momentos de euforia com lapsos de preocupação e aflição por parte dos protagonistas. Dificuldades como a falta de água potável, são superadas, e a viagem segue a uma enorme profundidade, desmentindo, na ficção de Verne, as leis estipuladas pela ciência até os dias de hoje, como a consolidada teoria do calor interno.
A saga é interrompida por um acidente de percurso, que milagrosamente, os leva de volta a face da terra, mais precisamente por meio do vulcão Etna, na Sicília.
Trata-se de um dos maiores clássicos da literatura universal.
O escritor francês e autor de outros sucessos como A Volta ao mundo em 80 dias e Vinte mil léguas submarinas, entre outros.
Cristiano, 10ºG
sábado, 17 de março de 2007
O Silêncio Contínuo


Este livro fala de duas crianças que perderam a mãe muito cedo, e consequentemente tiveram de aprender a coexistir. Esta obra demonstra que o amor fala mais alto pois, uma dessas crianças consegue transmitir o carinho e o conforto que só uma mãe pode dar.
Fiquei emocionada com esta história, porque não me imagino sem a protecção da minha mãe.
Apesar de ser ficcionada, esta história não está muito longe da realidade. É um livro que aconselho a todos os leitores, pois ensina-nos que o amor faz parte das nossas vidas.
sexta-feira, 16 de março de 2007
O ANCIÃO

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O SEGUNDO SENHOR DOS ANEIS

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“Minha Raça Sou Eu Mesmo”
O livro que escolhi foi “ Cada Homem é uma Raça” de Mia Couto. Do meu ponto de vista, é um livro muito interessante, que anteriormente eu já tinha lido, no entanto, tive necessidade de o reler uma vez que já não tinha a história muito presente.Este livro fala sobre histórias de várias pessoas que são excluídas pela sua diferença. Esta realidade é muito frequente. O ser humano, muitas vezes, exclui, crucifica e humilha os que não são parecidos com a maioria, esquecendo-se que aquele que ele humilha é exactamente igual a ele. Os humilhados têm sentimentos e quando são discriminados sentem-se mal, “ Não faças aos outros aquilo que não gostas que te façam a ti”.
Segue um pequeno resumo do primeiro capítulo, os outros deixo para quem quiser ler o livro.
O primeiro capítulo fala sobre uma rapariga que tinha uma deficiência e, por isso, era excluída por todos, apesar desta também se isolar um pouco. Todos a humilhavam dado que ela falava com as estátuas, julgando-a maluca. Vivia numa pequena casa. A vida dela fora estragada devido a ser corcunda, mesmo tendo uma cara bonita toda a gente lhe virava as costas, não era amada por ninguém.
Mia Couto é o nome literário de um dos escritores moçambicanos mais conhecidos no estrangeiro. António Emílio Leite Couto ganhou o nome Mia do irmãozinho que não conseguia dizer "Emílio". Segundo o próprio autor a utilização deste apelido tem a ver com sua paixão pelos gatos e desde pequeno dizia a sua família que queria ser um deles. Nasceu na Beira, a segunda cidade de Moçambique, em 1955. Ele disse uma vez que não tinha uma "terra-mãe" - tinha uma "água-mãe", referindo-se à tendência daquela cidade baixa e localizada à beira do Oceano Indico para ficar inundada. Iniciou o curso de Medicina ao mesmo tempo que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar a tempo inteiro à segunda ocupação. Foi director da Agência de Informação de Moçambique e, mais tarde, tirou o curso de Biologia, profissão que exerce até agora.
Um Mundo Em Que Vivi

O livro fala da infância de uma adolescente, num campo de
concentração, na altura da I Guerra Mundial .
Teve uma infância difícil: o pai morreu de cancro,
passando a viver com os avós, Marcos e Ester.
O que mais gostei no livro foi a maneira como Rose encarou
a vida, sabendo que teve uma adolencência má.
O que menos gostei foi constatar como os alemães trataram os judeus.
O livro fala de muitas personagens, mas as mais importantes, para mim, são o pai que morre de cancro, os avós(Marcos e Ester) e Paul, que estando para casar com Rose, acaba tudo porque se deixou influenciar pela sua irmã.
Ilse losa nasceu na Alemanha. Frequentou o liceu em Osnabruk e Hildesheime e, depois, um Instituto Comercial, em Hannover. A sua qualidade de judia criou-lhe embaraços no seu país, de onde foi forçada sair. Na Inglaterra, teve os primeiros contactos com escolas infantis e com os problemas das crianças. Refugiando-se em Portugal, aqui se casou, adquirindo a nacionalidade portuguesa.
Feito por Rui Nelson, do 10º A
