sexta-feira, 16 de março de 2007


Querido Diário,

Acabei de ler o livro que te tenho falado, o “Fortaleza Digital” de Dan Brown. Acho que ainda não te disse que Dan Brown é um escritor norte-americano, que nasceu a 22 de Junho de 1964.O seu maior sucesso foi o polémico best-seller O Código Da Vinci, mas seus outros três livros também tiveram uma grande venda. É um dos escritores mais famosos no globo, actualmente, tendo seus livros sido traduzidos e vendidos em grande escala em diversos lugares do mundo.
Bom, voltando ao “Fortaleza Digital”, o livro fala sobre uma criptógrafa que trabalha na NSA- National Security Agency, uma das organizações governamentais mais influentes do mundo, apesar de quase ninguém ter conhecimento da sua existência (97% da população americana). Esta dedicava-se à prática de espionagem electrónica a nível mundial e a proteger informação confidencial dos EUA. A criptógrafa recebe um telefonema da NSA para se dirigir à Cripto (local onde trabalha) porque tinha acontecido uma emergência. Esta deslocou-se até lá e descobriu que o computador decifrador de E-mails estava encravado por um E-mail misterioso...
Uma história desenrolada em volta da procura, quase desesperada, da chave que abriria a porta ao controverso vírus, misturada com sentimentos de amor e ódio inevitavelmente confundidos.
"Tudo é possível. O impossível só demora um pouco mais de tempo."

Agora, vou-te deixar um código básico que aprendi no livro para tu decifrares:

ANZ MNHSD D ZSD ZLZMGZ

[Para decifrares o código só precisas de avançar uma letra no abecedário, à correspondente. «A» torna-se «B», «B» torna-se «C», e assim sucessivamente.]

Da Tua, Filipa

ONZE MINUTOS





"O escritor brasileiro Paulo Coelho nasceu em 1947, na cidade do Rio de Janeiro. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou como diretor e ator de teatro, compositor e jornalista.
Paulo Coelho escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da musica brasileira, como Elis Regina e Rita Lee. " (é citação)

Como escritor, apesar das críticas (???), ocupa as primeiras posições no ranking dos livros mais vendidos no mundo.


Autor de livros como O Alquimista, A Bruxa de Portobello, O Zahir, Verónika decide morrer.



Onze Minutos é o titulo enigmático para um livro onde Paulo Coelho mistura o sonho e realidade. Um significado a descobrir.


Como é possível uma prostituta amar? A vida de uma prostituta a nu, com um sabor encantado que torna as trevas em algo doce... Em que revela o que é realmente ter sexo e amor. Coisas distintas...


Uma história desenrolada no “Copacabana”, onde Maria era a inveja das colegas - para além de vender o corpo, era culta, sabia ouvir e aconselhar, ser amiga e até mãe...

“...uma rapariga inteligente, que tinha tudo para ser bem-sucedida, mas que geralmente tomava as decisões erradas.”


E amou...


Paulo Coelho tem sido, desde há muito tempo, o meu escritor preferido. Os livros dele fazem-me sonhar...“Onze Minutos” foi quase como que um desafio, pensei que ele não ia conseguir, mas conseguiu, a magia está aliada à realidade...


Ele fez-me sonhar...



ESTE TEXTO FOI ESCRITO PELA EVA DO 10ºG.

ATENCIOSAMENTE, LILI.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Um recadinho para ti.






Barcelos, 14 de Março de 2007


Querido diário:




Mais uma vez te escrevo. Desta vez, não para te falar das minhas preocupações ou medos, mas sim de um livro que despertou em mim grande interesse e curiosidade. Este livro, intitulado Recados da Mãe, relata a história de duas crianças que perdem a mãe, e são enviadas para um colégio interno, pela avó.
A sua autora, natural de Coimbra (1958), licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, Estudos Franceses e Ingleses, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Escreveu já sucessos como A Lua de Joana ou O Guarda da Praia e foi co-autora da colecção O Clube das Chaves.
Após a leitura deste livro, posso concluir, que o amor consegue ser muitas vezes um motivo de união. É fascinante que uma criança com apenas 10 anos queira reconfortar a irmã, tentando minimizar os danos afectivos causados por uma perda, que a também a lesou.
Esta história despertou (?) tocou-me, porque no fundo, tem um pouco a ver com a minha história. Daí o meu interesse em te falar dela.
Apesar de ficcional, esta história tornou-se, para mim, pessoalmente importante, pois todo o enredo de mentiras que a irmã mais velha conta à mais nova, para a fazer acreditar que a sua mãe está viva (ainda que apenas no seu íntimo), originou a certeza de que, apesar da ausência física permanente, a pessoa em questão nunca deixará de ter valor como ente querido e amado. E, acima de tudo, a certeza de que com o amor, até as famílias que por motivo de força maior se encontram fragilizadas, podem atingir um nível de coesão, capaz de superar dificuldades e contratempos.

"(...)é frequente lembrar-me de muitos episódios que aconteceram no colégio de Santa Isabel, quando Clara era a única pessoa que me fazia sentir em casa e jamais me deixava afundar no desgosto de pensar que a Mãe tinha partido para sempre.
Na verdade, até eu fazer 10 anos, a minha irmã partilhou quase sempre diariamente comigo os sonhos que inventava ao acordar, para que eu pudesse crescer sentindo a proximidade da nossa mãe, que tão cedo nos deixara..."

Despeço, desta forma, com um beijo.


Inês.


Inês, 10ºG.

O Diabo veste Prada

A escolha do meu livro foi fácil, pois já o tinha em vista, mas andava com um pouco de preguiça para começar a aventura.
"O Diabo veste Prada" é o primeiro romance escrito por Lauren Weisberger, licenciada pela Universidade de Cornell. Este livro é já um enorme sucesso de vendas e agora foi adaptado ao cinema.
O título causa uma certa curiosidade, pois será que o diabo veste mesmo Prada? Isso não sei, mas a história vai de encontro aos ideais das pessoas.
A capa original do livro não suscita muito interesse, causa pouco impacto. Contrariamente, a nova capa (capa criada para a adaptação ao cinema) é uma capa muito chamativa. Apresenta-nos um fundo claro com um sapato vermelho brilhante, em que o salto alto do sapato termina com um tridente.
O livro é autobiográfico, é quase como um diário, mas sem a estrutura dele.
Andrea Sachs, a personagem principal, é uma jovem acabada de sair da universidade, que consegue um emprego fabuloso "pelo qual um milhão de jovens seriam capazes de dar a vida", ou seja, é contratada como assistente de Miranda Priestly (um verdadeiro diabo), a mulher mais influente no mundo da moda. Miranda é, simplesmente, a editora da famosa revista Runway, o que confere às assistentes a possibilidade de, após um ano, poderem escolher uma colocação em qulquer outra publicação. Andrea sempre sonhou ser jornalista do The New Yorker, por isso decide sacrificar um ano da sua vida em "troca" de uma ascensão fulminante. No entanto, como assistente pessoal de Miranda, vê-se forçada a suportar toda uma série de abusos, realizando tarefas que em nada contribuem para a sua formação como jornalista: encomendar-lhe o pequeno-almoço, tratar-lhe da roupa suja que tem de ser enviada para a lavandaria, fazer de motorista para a cadelinha buldogue francesa, preparar-lhe as viagens... Resumindo, Andrea tem de estar disponível vinte e quatro horas por dia para atender os seus pedidos, e, ainda por cima, sempre com um sorriso no rosto e uma atitude de quem esta grata por lhe ser permitido servir tal personalidade! Apesar de ela ter todas as roupas, calçados, acessórios e tratamentos disponíveis para si, será que um ano de sacrifício não é um preço demasiado alto a pagar pelo emprego da sua vida?

De todo o livro, só tenho dois aspectos negativos a apontar:

  • são discriminadas, muitas vezes, as marcas de roupa (Manolo, Gucci, Jimmy Choo, Vogue, Prada, Armani, Vercase, Gap, Channel, Judith Leiber, Calvin Klein, Oscar de la Renta, Dior, Smythson, Bottega Venetta, D&G, etc), algumas das quais eu nunca ouvir falar;
  • a narradora descreve alguma acções muito pormenorizadas, embora a maior parte das vezes não fazia muito sentido, pelos menos para mim, isso acontecer, pois torna-se um pouco repetitiva.

É um livro que aconselho a ler, pricipalmente, ao público feminino, apesar de também ser importante o masculino o ler. O Romance vai de encontro ao que nós valoramos mais.

Querida “Almofadinha”,

Lembras-te daquele livro que há meses me foi aconselhado pela minha colega Inês? Pois é! Hoje acabei de o ler.
Este é um livro muito comprometedor (?), pois a sua autora só agora dá os primeiros passos no mundo da escrita. E se bem me recordo, acho que nunca te falei da identidade da mesma. Talvez porque, eu própria, nunca tive grande consideração pela esta…
Fátima Lopes é licenciada em Comunicação Social, estreou-se como cronista para o Diário Popular e ainda escreveu vários guiões para filmes institucionais.
“Amar Depois de Amar-te” é um livro com uma linguagem bastante coloquial e que relata as histórias de Carolina, Filipa e Teresa, que incessamente partem à procura da felicidade.
Neste seu primeiro livro, a autora dá-nos a conhecer histórias verídicas de pessoas em que a essência do amor é vivida de formas diferentes, desde o sofrimento, o carinho, a dor, à paixão.
A vida sem amor não faz sentido, mas menos sentido fará, perder o sentido à vida quando um amor, mesmo aquele que se julgava eterno, ficou para trás.
Este livro ajudou-me a perspectivar a vida no seu lado mais complexo e, ao mesmo tempo, apaixonante - o amor - mas também a olhar o mundo destas mulheres vítimas de violência doméstica (maus tratos físicos e psicológicos) e que, mesmo assim, não deixaram de amar.
Sendo este um tema bastante alarmante aconselho vivamente este livro.

Querida “Almofadinha”, deixo-te agora uma pequena citação de livro, em que a personagem tem a coragem de renascer para o amor, depois de uma relação falhada:
“Tiago ainda surpreendido, perguntou-lhe o que tinha ido fazer.
­­­­­­-Buscar a minha felicidade – respondeu Teresa”

Da tua, Sara
Decidi falar-vos de um livro que li quando tinha cerca de 12 anos:
A Lua de Joana.
Não foi por acaso que o escolhi, desde sempre que este livro me ficou na memória, um livro que me marcou bastante. Sei que grande parte já o leu.
A realidade do grande flagelo que a droga representa para todos – para o infectado e para os afectados.
Senti-me na obrigação de alertar os jovens como eu, do que realmente é esse mundo!
“A Lua de Joana”, de Tereza Maria Gonzalvez, retrata a história de uma jovem determinada, responsável e bastante inteligente, que quando perdeu sua melhor amiga, Marta, vítima de overdose, decidiu escrever-lhe “cartas” contando-lhe tudo!
Desde a perda da amiga o seu mundo desabou.
Joana afasta-se cada vez mais da sua família, perdeu sua avó, e toda aquela determinação que a caracterizava, desapareceu aos poucos.
Sua vida arruinou-se completamente, no momento em que começou a namorar com o irmão de Marta…
Joana, tal como Marta, seguiu o caminho errado… Deixou-se influenciar pelo mundo das drogas, tornando-se dependente de cocaína.
Depois de tanto rancor que sentia pela amiga por se ter deixado acabar pela droga, ela mesma acabou por o fazer!
E é para o mundo da toxicodependência que o leitor é transportado, um universo de ideias controversas, de família ausente e de valores que se perdem.
Para mim torna-se difícil compreender como alguém se inicia numa vida que certamente não terá um final feliz…

terça-feira, 13 de março de 2007

“Os Filhos da Droga” de F., Christiane

O mundo da droga
Sobre isto fala o livro.

Feito a partir de uma adolescência
Infeliz, retrata a vida
Leviana oriunda de uma opção
Herege. Uma rapariga com esta vivência
Obriga-se a entrar na prostituição.
Sob o pretexto de arranjar dinheiro.

Desde o haxixe ao banco dos réus
Aventura-se numa cura com o seu companheiro.

Durante o livro, estão descritos
Relatos da mãe sobre os momentos
Oriundos de um sofrimento
Gerado por uma história comovente
Acerca de uma vida dependente


P.S.: Esta é uma história verídica que retrata a má e perigosa adolescência que esta narradora sofreu, devido a problemas familiares.

terça-feira, 6 de março de 2007

Bela Simplicidade





Em frente da estante, a urgência que sentia em tomar uma decisão tornava-me cada vez mais indecisa. Não há nada pior do que escolher um livro! Após percorrer várias hipóteses, surgiu um título que me cativou desde logo – “Quase gosto da vida que tenho”. A capa, criativa. O autor, Pedro Paixão, desconhecido, o que pouco importa. Com o tamanho ideal que um livro requer, também o resumito, atrás, instigou a minha curiosidade. Aparentemente, parecia um livro simples, em que alguém expõe parte da sua constante viagem e descoberta, pedaços da sua vida.
Contudo, depois de ler este livro, descobri-o como muito mais que um relato de uma vida. O autor repartiu-o em 36 capítulos, sendo alguns de uma página apenas, e sem qualquer ordem cronológica entre eles. À partida, quanto mais curtos mais fáceis, é o que se pensa de imediato. Porém, acabam por se tornar muito mais complexos, profundos, fortes, enigmáticos. E foi esta a beleza que encontrei na simplicidade de escrita de Pedro Paixão. Em pequenas frases é capaz de transportar totalmente o nosso pensamento para outra dimensão, obrigando a uma reflexão brilhante sobre pequenos assuntos, meras ocasionalidades do dia-a-dia. A sensibilidade com que aborda tanto temas actuais, como a influência da televisão no mundo ou os conflitos na palestina, como outros pessoais, como a morte da mãe, são notórias e mostra de grande inteligência.
Mas, se os recantos de pura reflexão pessoal, filosófica até, próprios de quem mais do que existir, procura viver, me encantaram completamente, o carácter nojento e pormenorizado com que relata momentos de intimidade, provocaram-me um desinteresse total. Também a maneira como fala orgulhosamente de traições ou a opinião que mostra constantemente de que se deve ter mais do que uma mulher e, amar muitas em simultâneo, me desagradou bastante.
No entanto, sou obrigada a reconhecer a grande qualidade desta obra, que inevitavelmente adorei, pois possibilitou-me preciosos instantes de enriquecimento intelectual, como um bom livro, quanto a mim, deve fazer. E, por isso, a simplicidade inicial, aparente, acaba por ser um mero passaporte para a incrível viagem que é ler este livro. Porque o difícil é mesmo escolher o livro, depois, é só deixar-se encantar por ele!

sábado, 3 de março de 2007

Estamos Famosos!!!!




Vejam que fantástico!!! Aparecemos na Revista Única, do Expresso de hoje! Temos motivo, TODOS, para estarmos MUITO orgulhosos! Bom trabalho, pessoal! ;-)


(Se clicarem na imagem podem ver em tamanho grande )

O Poder de um voto branco...


“Ensaio Sobre a Lucidez”. Mais um livro de José Saramago, o controverso, amado por uns, criticado por outros. Nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947. Foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998.
A acção desenrola-se na capital de um país não identificado, onde ocorrem umas eleições dentro da normalidade, ou pelo menos, parecia. Após a contagem dos votos, eis o descalabro: mais de setenta por cento dos votos que foram depositados nas urnas estavam em branco. O governo, perplexo, exigiu que as eleições fossem repetidas oito dias depois. Assim foi, mas o número de votos brancos aumentou, desta vez para oitenta por cento. O governo, em vez de procurar descobrir o porquê desta deliberação popular, desencadeia uma operação policial para apurar o, ou os responsáveis por este atentado à democracia. Embora o país não esteja identificado, o nosso imaginário, é mauzinho, e tem tendência a reconhecer o país como se fosse o nosso. Vai-se lá saber porquê!“Ensaio sobre a Lucidez” vem na sequência de “Ensaio sobre Cegueira”, onde esta capital havia sido assolada por uma epidemia de cegueira, à qual só uma pessoa tinha escapado: uma mulher. Traço característico de Saramago, que faz em quase todas as suas obras referência a uma mulher. Mas continuando, esta operação policial desencadeada pelo governo de direita, numa clara crítica de José Saramago a esta orientação partidária, governo este opressor e ditatorial, chega ao ponto em que a mulher que havia escapado à cegueira é descoberta. Esta mulher é perseguida, acusada de ter chefiado toda esta operação que deixou no caos a democracia daquele país.Qual será o seu destino? Não desvendarei este facto,mas posso já adiantar que, quanto a mim, não foi a melhor opção do autor, uma vez que a mulher poderia ser a chave para descodificar outros mistérios a relatar numa obra futura.
Para quem leu “Ensaio sobre a Cegueira”, “Ensaio sobre a Lucidez” não passa disso mesmo, de um ensaio, uma vez que não há tanta acção, e quem gosta mesmo de acção, provavelmente irá achar este livro uma seca. Mas para quem é fã de Saramago, gosta de política, ou mesmo para quem gosta de debater as questões de fundo da democracia mundial, é um livro interessante.
Despeço-me com uma citação (estão na moda!!)
“Todas as artes só produziram maravilhas: a arte de governar só produziu monstros” (Saint-Just, Louis).