
Era capaz de premir o gatilho? É dos que acredita que a Justiça deve ser um carrasco? Não? Então, certamente, não é a favor da pena de morte.
Mas pensaria o mesmo se a sua família fosse assassinada? Nesse caso, poderia o seu sentido de justiça sucumbir ao sentimento de vingança? É fácil sermos correctos, isentos, mostrarmos grande civismo e compaixão quando somos espectadores distantes de uma tragédia alheia.
Talvez o problema seja exactamente esse: o espectáculo da morte. Mais do que castigar o criminoso, a pena de morte apazigua a consciência social. Por isso, o espectáculo. Com toda a evolução de séculos, chegamos ao ponto em que as execuções em praça pública parecem estar de volta. A Internet encarregou-se disso. Por isso, terão de ser os Estados, os governantes, a erradicar a institucionalização da Morte. Cabe aos Governos educar, sensibilizar para os valores Universais... Não o poderá fazer quando parte do próprio governo a retaliação pela morte. Com que legitimidade poderá julgar tanto a acção individual como a dos outros Governos, quando o próprio aceita a pena de morte?
Aceitar a pena de morte é aceitar premir o gatilho. Pode ser tão vasto o leque de motivos que legitimem esse acto hediondo que seria redutor, senão injusto e até mesmo perigoso, determinar que uns são mais válidos do que outros.
Errar é humano. Perdoar é divino. Executar...?
10ºG, texto argumentativo colectivo.








